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LIVROS

Umicore lança obra sobre contribuições ao Brasil

Para comemorar os 25 anos de atuação no Brasil, a Umicore está lançando o livro “25 anos do Catalisador Automotivo e 30 anos do Proconve: Uma estratégia de sucesso”. A publicação traz estudos técnicos e análises das principais contribuições que o trabalho da empresa e o programa trouxeram ao País. O Proconve (Programa de Controle de Poluição do Ar por Veículos Automotores) permitiu que várias tecnologias fossem implementadas para diminuir a incidência de gases tóxicos. A utilização dos catalisadores foi a solução que mais agregou resultados positivos, contribuindo decisivamente para que a redução de emissões de CO, HC e NOx em veículos leves superasse a marca dos 95%. “Para a Umicore é motivo de orgulho fazer parte da estratégia que resultou em ganhos tão significativos à indústria automotiva, com novas tecnologias, e ao meio ambiente, diminuindo drasticamente o nível de emissões de poluentes e gerando benefícios para a saúde da população sul-americana. Esse livro resume os esforços realizados ao longo desses anos e nos ajuda a prospectar ideias para que possamos continuar em constante evolução”, afirma Stephan Blumrich, Vice-presidente e diretor da Umicore Brasil. De acordo com dados presentes no livro “25 anos do Catalisador Automotivo e 30 anos do Proconve: Uma estratégia de sucesso”, relatórios anuais de qualidade do ar da CETESB (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) mostram que as violações ao padrão de qualidade do ar por monóxido de carbono (CO), poluente típico do impacto ambiental dos veículos leves, chegaram a cerca de 100 dias por ano na região metropolitana de São Paulo, tendo sido eliminados totalmente desde 2008. O estudo mostra ainda que, até 1991, ocorreu um aumento natural das concentrações de CO na atmosfera com o crescimento da frota de veículos que ainda não tinham controle de emissões. De 1992, quando os catalisadores começaram a ser utilizados, até 2004, ocorreu uma redução da incidência do CO. O período entre 2004 e 2007 é marcado pela estabilização de episódios agudos de CO, com leve acréscimo, que pode ser associado à expansão da frota. Já a partir de 2008 há uma forte melhoria da qualidade do ar, sendo estabelecido um novo patamar graças ao programa de inspeção veicular implantado na capital paulista. Essas melhorias podem ser associadas a diversas ações para otimizar o tráfego (PCPTrans), o Programa de Inspeção e Manutenção da Cidade de São Paulo e o próprio Proconve. Os catalisadores foram responsáveis pela redução de mais de 70% das emissões de poluentes pela frota circulante em 2015. Como a influência na frota foi progressiva, devido à evolução tecnológica e à sua renovação, esta mesma diminuição superou os 40% como média no período de 1992 a 2015. Os estudos mostram que a correlação entre queda em massa dos poluentes ao número de catalisadores vendidos no Brasil reduziram 4,2 toneladas a cada 10 anos de funcionamento por veículo da fase L2 e de 1,1 toneladas para cada veículo L3, considerando a durabilidade de dez a quinze anos de vida útil, que equivale a 160 mil até 230 mil quilômetros, segundo estatísticas do Programa de Inspeção e Manutenção da Cidade de São Paulo. O estudo demonstra também o custo-benefício das medidas tomadas e estima que foram reduzidos de 13 a 50 kg de poluentes emitidos pelos automóveis por real investido na utilização dos catalisadores, dependendo do seu nível tecnológico.

Para comemorar os 25 anos de atuação no Brasil, a Umicore está lançando o livro “25 anos do Catalisador Automotivo e 30 anos do Proconve: Uma estratégia de sucesso”. A publicação traz estudos técnicos e análises das principais contribuições que o trabalho da empresa e o programa trouxeram ao País.

O Proconve (Programa de Controle de Poluição do Ar por Veículos Automotores) permitiu que várias tecnologias fossem implementadas para diminuir a incidência de gases tóxicos. A utilização dos catalisadores foi a solução que mais agregou resultados positivos, contribuindo decisivamente para que a redução de emissões de CO, HC e NOx em veículos leves superasse a marca dos 95%. “Para a Umicore é motivo de orgulho fazer parte da estratégia que resultou em ganhos tão significativos à indústria automotiva, com novas tecnologias, e ao meio ambiente, diminuindo drasticamente o nível de emissões de poluentes e gerando benefícios para a saúde da população sul-americana. Esse livro resume os esforços realizados ao longo desses anos e nos ajuda a prospectar ideias para que possamos continuar em constante evolução”, afirma Stephan Blumrich, Vice-presidente e diretor da Umicore Brasil.

De acordo com dados presentes no livro “25 anos do Catalisador Automotivo e 30 anos do Proconve: Uma estratégia de sucesso”, relatórios anuais de qualidade do ar da CETESB (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) mostram que as violações ao padrão de qualidade do ar por monóxido de carbono (CO), poluente típico do impacto ambiental dos veículos leves, chegaram a cerca de 100 dias por ano na região metropolitana de São Paulo, tendo sido eliminados totalmente desde 2008. O estudo mostra ainda que, até 1991, ocorreu um aumento natural das concentrações de CO na atmosfera com o crescimento da frota de veículos que ainda não tinham controle de emissões. De 1992, quando os catalisadores começaram a ser utilizados, até 2004, ocorreu uma redução da incidência do CO. O período entre 2004 e 2007 é marcado pela estabilização de episódios agudos de CO, com leve acréscimo, que pode ser associado à expansão da frota. Já a partir de 2008 há uma forte melhoria da qualidade do ar, sendo estabelecido um novo patamar graças ao programa de inspeção veicular implantado na capital paulista.

Essas melhorias podem ser associadas a diversas ações para otimizar o tráfego (PCPTrans), o Programa de Inspeção e Manutenção da Cidade de São Paulo e o próprio Proconve.

Os catalisadores foram responsáveis pela redução de mais de 70% das emissões de poluentes pela frota circulante em 2015. Como a influência na frota foi progressiva, devido à evolução tecnológica e à sua renovação, esta mesma diminuição superou os 40% como média no período de 1992 a 2015. Os estudos mostram que a correlação entre queda em massa dos poluentes ao número de catalisadores vendidos no Brasil reduziram 4,2 toneladas a cada 10 anos de funcionamento por veículo da fase L2 e de 1,1 toneladas para cada veículo L3, considerando a durabilidade de dez a quinze anos de vida útil, que equivale a 160 mil até 230 mil quilômetros, segundo estatísticas do Programa de Inspeção e Manutenção da Cidade de São Paulo.

O estudo demonstra também o custo-benefício das medidas tomadas e estima que foram reduzidos de 13 a 50 kg de poluentes emitidos pelos automóveis por real investido na utilização dos catalisadores, dependendo do seu nível tecnológico.

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DIA DO MEIO AMBIENTE
A contribuição dos catalisadores para um futuro mais sustentável

Por Letícia Mendonça * O Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado em 5 de junho, foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU), com o objetivo de conscientizar toda a sociedade sobre o respeito e a importância em preservar todos os recursos naturais. Nessa jornada, a BASF sempre desempenhou papel de destaque no lançamento de soluções para o mercado. Um dos maiores exemplos dessas inovações são os catalisadores automotivos, os dispositivos mais importantes na redução de poluição já inventados. Graças a esses equipamentos, conseguimos contribuir para uma melhor qualidade do ar na maioria das cidades ao redor do mundo. Durante os anos 1970, a BASF foi pioneira no desenvolvimento do primeiro catalisador de “três vias” (TWC), dispositivo capaz de reduzir mais de 95% dos poluentes monóxido de carbono (CO), hidrocarbonetos (HC) e óxidos de nitrogênio (NOx), produzidos para motores movidos a álcool, gasolina e diesel. O impacto dessa inovação foi tão grande que a companhia recebeu da ONU a Medalha de Honra pela Invenção Tecnológica da Década de 1980. Desde então, esses produtos já eliminaram mais de 1 bilhão de toneladas de poluentes no mundo, o que equivale à emissão de 19.334 voltas de caminhão em torno da terra. O tempo passou e, com ele, a BASF também não parou. Realizamos estudos periódicos sobre as emissões de poluentes e a atuação de nossas soluções comercializadas em todo o planeta. Dentre as nossas inovações mais recentes está o catalisador automotivo compacto de Conversão de Quatro vias, o EMPRO™ (FWC™) para veículos a gasolina. Além de converter os gases, esse dispositivo remove partículas nocivas dos gases de escape do motor. Também produzimos o catalisador de oxidação diesel (DOC), que remove monóxido de carbono, hidrocarbonetos e material particulado, o catalisador que reduz as emissões de material particulado (CSF), o catalisador de Redução Seletiva (SCR), que com o uso de uma solução em ureia (ARLA32), converte NOx (Óxido de Nitrogênio) em água e nitrogênio, além do catalisador AMOX, que remove o excesso de amônia e pode ser adaptado ao sistema SCR. Em 2020, a nossa unidade de Indaiatuba (SP) comemorou 20 anos como fabricante de catalisadores para motores a combustão de veículos para as principais montadoras da América do Sul. Desde a sua inauguração, a fábrica produziu mais de 20 milhões de dispositivos, que contribuíram para eliminar cerca de 38 milhões de toneladas de poluentes das emissões de automóveis, caminhões e motocicletas do Brasil e países vizinhos. A unidade também implementou o projeto Smart Reuse. Ao invés de utilizar água deionizada, isto é, aquela que tem todos os sais minerais removidos para ser utilizada em processos químicos, produzida para limpeza dos equipamentos, a BASF desenvolveu um sistema de recirculação que tornou possível reutilizar água de lavagem e economizá-la no processo. A partir disso foi possível assegurar menor geração de efluentes e a manutenção da qualidade do produto. A implementação deste projeto gerou redução de 17% no consumo absoluto de água de 2019 para 2020, ou seja, uma melhoria no desempenho ambiental e a otimização do uso de recursos naturais nos processos industriais. Com foco em sustentabilidade, um dos pilares da estratégia da BASF, a unidade de Indaiatuba também implementou no último ano o programa zero aterro, ou seja, todos os resíduos sólidos gerados no local são descartados com foco na busca por alternativas sustentáveis para evitar que sejam encaminhados a aterros. Ainda fomos pioneiros ao receber o certificado internacional com o selo “Zero Waste to Landfill” da Instituição global UL Environment, que atesta, por meio de auditoria, que a unidade não destina mais resíduos para aterros. Para a BASF, desenvolvimento sustentável significa a combinação de sucesso econômico orientado a longo prazo com proteção ambiental e responsabilidade social. Assim, acreditamos que a discussão sobre emissão de poluentes e contaminação do ar é imprescindível para um desenvolvimento sustentável das cidades e da sociedade. * Letícia Mendonça é Diretora da Unidade de Catalisadores da BASF para a América do Sul

5 de junho, 2021
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POLUIÇÃO VEICULAR
Cetesb lança plano de controle

A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) lançou a nova versão do Plano de Controle de Poluição Veicular (PCPV) do Estado de São Paulo. Elaborado pela primeira vez em 2011, a nova versão sai em um período atípico em termos de emissões geradas pelos veículos, em razão da pandemia COVID-19, com algumas ações inovadoras. O novo plano estabelece metas e ações para os próximos dois anos, como a revisão da região conhecida como Macrometrópole Paulista como prioritária nas ações. A região inclui os grandes centros urbanos no entorno da Região Metropolitana de São Paulo, alcançando a Baixada Santista, o Vale do Paraíba e as regiões de Sorocaba e Campinas, onde se concentra mais de 70% da população e da frota de veículos do Estado, uma das principais fontes de poluentes na atmosfera. Segundo técnicos da Cetesb, esta região tem a qualidade do ar comprometida pelo poluente ozônio – que não é emitido diretamente por veículos ou indústrias, mas sim formado na atmosfera a partir de outros poluentes, em especial, os óxidos de nitrogênio e os hidrocarbonetos. Estes outros poluentes tornam necessário o controle da emissão para a redução de seus níveis. O PCPV 2020-2022 tem como prioridade também ações sobre os veículos movidos a diesel pelo fato deles serem muito utilizados comercialmente, uso intensivo e grande impacto na qualidade do ar. No caso de ônibus urbanos e caminhões de distribuição de insumos e mercadorias, eles circulam basicamente em regiões densamente povoadas. Os veículos movidos a diesel emitem principalmente os poluentes óxidos de nitrogênio e material particulado. O primeiro participa da formação de ozônio. A Cetesb traz uma novidade nesse PCPV – a introdução da fiscalização com talonário eletrônico, – o que irá gerar maior eficiência e transparência à atividade de fiscalização. Também está inserida no PCPV a implantação de um programa de inspeção veicular, condicionada à aprovação de lei estadual específica. Além da fiscalização convencional, a Cetesb realiza a fiscalização utilizando opacímetro, equipamento eletrônico que possibilita uma verificação mais precisa. As ações com opacímetro ocorrem em rodovias e em frotas de veículos. Outra atividade de fiscalização prevista no PCPV é a verificação do uso correto do insumo chamado Arla 32, obrigatório em quase todos os veículos a diesel fabricados a partir de 2012. O não uso do Arla 32 ou a adulteração do produto provoca o aumento na emissão de óxidos de nitrogênio. A Cetesb irá manter o Programa de Melhoria da Manutenção dos Veículos Diesel (PMMVD). Por esse programa, a multa recebida pelo proprietário pode ter o valor reduzido em 70%, desde que o proprietário comprove que o veículo não está mais poluindo em excesso após fazer o reparo necessário. A comprovação pode ser feita em uma rede de oficinas e locais de inspeção cadastrados pela Cetesb. O PCPV tem como meta a ampliação da rede de medições e do pedido de descontos de multas. Estão previstas no PCPV ações para a melhoria e atualização dos laboratórios de emissão da Cetesb de São Paulo e São Bernardo do Campo e um programa para verificação de laboratórios de emissão de terceiros. Os laboratórios próprios estão equipados para realizar diversos tipos de ensaios de emissão de poluentes de veículos. Já o programa de verificação de laboratórios de terceiros se propõe a utilizar o conhecimento da Cetesb para que esses comprovem a qualidade dos ensaios realizados. Os limites de emissão dos veículos pesados serão reduzidos drasticamente, em especial, dos poluentes óxidos de nitrogênio e material particulado. Previstos para iniciar em 2022, serão medidos não apenas no laboratório de emissão, mas também com laboratórios portáteis montados nos veículos que circularão nas ruas. Foi estabelecido ainda a obrigação da comprovação do atendimento aos limites ao longo da vida útil dos veículos, inclusive com a realização de ensaios de emissão em veículos em condição normal de operação. A Resolução CONAMA 492/2018 contempla diversas inovações para o controle da emissão de automóveis. Será iniciado em 2022 o controle Inédito da emissão de vapores de combustíveis emitidos durante o abastecimento do veículo. A medida é fundamental para o controle do ozônio, visto que esses vapores são hidrocarbonetos, que é um dos principais poluentes formadores do ozônio. A mesma Resolução prevê que a CETESB operacionalize a chamada Avaliação de Conformidade de Produção – também inédita no Brasil. Ela é uma espécie de auditoria dos veículos em circulação para verificar o atendimento aos limites de emissão de poluentes durante sua vida útil. Por último, a Cetesb trabalhará na regulamentação para a implantação de novos limites e exigências para motocicletas, aprovados pela Resolução CONAMA 493/2019. O PCPV versão 2020-2022 pode ser consultado no site da Cetesb, na guia “Emissões Veiculares”.

8 de fevereiro, 2021
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EMISSÕES
Etanol evita 515 milhões t de CO2

Com base na Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio), a União da Indústria de Cana de Açúcar (UNICA) afirma que, entre março de 2003 (lançamento da tecnologia flex) e maio de 2020, o consumo de etanol anidro e hidratado no Brasil evitou a emissão de mais de 515 milhões de toneladas de CO2 – volume equivalente às emissões anuais somadas de Argentina, Venezuela, Chile, Colômbia, Uruguai e Paraguai. Para se chegar a esse número, a área técnica da UNICA usou como base o cálculo fornecido pela RenovaCalc – calculadora que determina a eficiência energética do processo produtivo no âmbito do RenovaBio – com os parâmetros delimitados pela ANP para uma usina típica brasileira. “A comemoração do Dia Mundial do Meio Ambiente em meio à pandemia da COVID-19 tornou-se um momento de analisar as ações humanas e seus reflexos nos ecossistemas. Muito se debate sobre revisão de condutas, mudança de hábitos e a sociedade que queremos quando tudo isso acabar. No Brasil, como em nenhuma parte do mundo, temos a construção sólida de uma indústria de combustíveis renováveis, podendo dar essa significativa contribuição de redução de gases de efeito estufa para o mundo”, analisa Evandro Gussi, presidente da UNICA. O ciclo de vida completo do etanol proporciona redução de até 90% na emissão de GEE em relação à gasolina e, quando comparado com a gasolina e o diesel, praticamente zera a dispersão de material particulado e reduz significativamente a emissão de vários poluentes, como os óxidos de enxofre. “O Brasil tem dado contribuições significativas, pois, apesar de ter uma matriz energética com 45% de fontes renováveis, tem políticas já estabelecidas para ampliar essa participação, como o RenovaBio”, explica Gussi. A cana-de-açúcar responde por 17,4% de toda a oferta primária de energia no País, levando em conta etanol e bioeletricidade. Além do aquecimento global, a poluição do ar é uma das grandes vilãs da saúde pública em megalópoles, relacionada com 4,2 milhões de mortes ao ano no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Estudo de Harvard concluiu que o aumento de apenas 1% na concentração de material particulado fino (MP 2.5) no ar resulta em um incremento de 8% das mortes pela COVID-19. As medidas de restrição de circulação adotadas por causa da COVID-19 provocaram redução de poluentes e a melhoria da qualidade do ar de cidades notoriamente poluídas, como Nova Déli, na Índia, que viu o MP 2.5 cair 60%, ficando em 32,8 µg/m³, segundo o iQAir. Na Região Metropolitana de São Paulo, a média de 17 µg/m³ de MP 2.5, registrada em 2019, caiu para 13 µg/m³ nos primeiros cinco meses de 2020, segundo dados da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). Os índices estão dentro do recomendado pela OMS, de 20 µg/m³ de MP 2.5. “Apesar de ser uma megalópole, São Paulo desfruta de melhor qualidade do ar do que outras capitais, graças ao uso de biocombustíveis, o que tem reflexos diretos na saúde da população. No futuro, podemos ampliar esses benefícios para outras capitais e países”, prevê Gussi.

8 de junho, 2020
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POLUIÇÃO
Cetesb vê melhora na qualidade do ar

A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) divulgou o novo relatório anual da qualidade do ar na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP). Mesmo com o avanço da frota automotiva nos últimos anos os níveis de monóxido de carbono (CO) e dióxido de enxofre (SO2) estão entre os mais baixos da década. No ano de 2001, a média anual de SO2 na RMSP era de 14 µg/m3, frente a uma média de 2 µg/m3, em 2018, conforme divulgado pelo estudo. No caso do monóxido de carbono, desde 2008 não ocorre ultrapassagem do padrão de qualidade do ar desse poluente, em nenhuma estação da RMSP. “Apesar das variações naturais meteorológicas, a qualidade média do ar se manteve nos últimos três anos na região mais populosa do Brasil. Isso mostra o quanto impacta na qualidade de vida da população os programas e ações de controle de emissão de poluentes”, explica o secretário de Infraestrutura e Meio Ambiente, Marcos Penido. A RMSP tem concentração média anual de partículas inaláveis (MP10) de 29 microgramas/m³ e se manteve igual aos valores observados nos últimos dois anos. "Desde 2013, a Cetesb utiliza os padrões de referência internacionais para a medição da qualidade do ar conforme estipulado pela Organização Mundial da Saúde", afirma a diretora-presidente da Cetesb, Patrícia Iglecias. A RMSP possui 39 municípios e tem alto potencial de formação de ozônio, principalmente devido às emissões veiculares. Apesar disso foram registrados apenas 18 dias de ultrapassagens do padrão estadual de 8 horas desse poluente (140 µg/m3) em 2018, contra 28 dias em 2017. Apesar da queda do número de dias de ultrapassagem do padrão em relação ao ano anterior, o documento indica que não há uma tendência de comportamento definida para esse poluente. Para acessar o relatório completo clique em https://cetesb.sp.gov.br/wp-content/uploads/2019/07/Cetesb_QualidadeAr_2018R.pdf . A Cetesb tem programas de medição de poluição, como o Plano de Controle de Poluição Veicular (PCPV), o Plano de Redução de Emissão de Fontes Estacionárias (PREFE), além da fiscalização e controle das emissões industriais e o programa de fiscalização de fumaça dos veículos a diesel (Fumaça Preta). Em 2018, a companhia registrou 88 estações de monitoramento, sendo 62 automáticas, 30 na RMSP, outras 32 espalhadas pelo o Estado além de 26 pontos de monitoramento manual. Os resultados do monitoramento da qualidade do ar no estado de São Paulo são apresentados por grupo de poluente. A avaliação da qualidade do ar foi efetuada considerando os padrões estaduais de qualidade do ar estabelecidos pelo Decreto Estadual n° 59.113, de 23/04/2013.

27 de julho, 2019
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POLUIÇÃO
Proam entrega ‘Manifesto por ar limpo’

O Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental (Proam) entregou à Procuradora Geral da República, Raquel Dodge, um “Manifesto por ar limpo”, assinado por dezenas de entidades ambientalistas. As entidades pedem revisão da resolução Conama 03/1990, considerada defasada em relação às recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a proteção da qualidade do ar no Brasil. Além das entidades, o manifesto é assinado pela Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa), que congrega os promotores e procuradores do setor no Brasil. A minuta de revisão da resolução 03/90 está em tramitação no Conama e pode ser votada até o próximo dia 30 de outubro. Ela sugere valores de poluição do ar com o dobro da recomendação da OMS, permite agregar mais poluição por meio de licenciamento ambiental em áreas já saturadas, não prevê níveis de alerta adequados e não tem mecanismos para informar adequadamente a população sobre os riscos que corre. “Estudos da Faculdade de Saúde Pública da USP apontam um custo anual estimado de US$ 1,7 bilhão nas 29 maiores cidades do país devido à péssima qualidade do ar”, afirma Carlos Bocuhy, presidente do Proam. Atualmente, segundo dados da OMS, a poluição atmosférica ocasiona a morte de mais de 50 mil pessoas anualmente no Brasil. Os mais afetados são populações de baixa renda, que se encontram em áreas menos preservadas, crianças e idosos, mais suscetíveis à poluição devido a uma saúde mais frágil. “Estas mortes poderiam ser evitadas com uma corajosa política por ar limpo, especialmente com o controle das fontes de emissão de poluentes, como o material particulado e os precursores de ozônio”, diz Bocuhy. A primeira resolução do Conama sai em 1990 com valores de referência para qualidade do ar da OMS e foi revista, em 2005, com os padrões atuais, mais restritivos e protetivos. Em 2007, o Proam solicitou a revisão dos padrões ao Consema de São Paulo e em 2012, o Estado adotou as novas referências, mas sem prazo para atingimento das metas. Entre 2012 e 2017, a discussão se ampliou em nível nacional, até que neste ano houve a aprovação da minuta, sem adoção das recomendações da OMS, que agora vem sendo contestada por ambientalistas e Ministério Público Federal. Segundo Bocuhy, se aprovada, “a minuta levará o Brasil a um atraso de décadas no combate à poluição do ar".

6 de novembro, 2018
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POLUIÇÃO VEICULAR
Prazo maior para medidas

A Câmara Técnica de Qualidade Ambiental do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) aprovou, no início de outubro, a ampliação do prazo para que o Brasil adote medidas de combate à poluição veicular. Uma das providências mais importantes discutida na reunião, que faz parte do Programa de Controle de Poluição Veicular (Proconve), foi a necessidade de adaptação dos motores, principalmente dos ônibus e caminhões, ao modelo adotado na Europa, o euro VI, menos poluentes. A proposta vencedora e defendida pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pela Confederação Nacional de Transportes (CNT) – com apoio dos governos do Rio de Janeiro, Santa Catarina e associação dos municípios – defende prazo até 2023 para as mudanças, enquanto ambientalistas e os Ministérios da Saúde e Meio Ambiente defendiam o prazo final em 2022. Aprovada pela Câmara Técnica, agora a proposta segue para a plenária do Conama. “Se for aprovada, permitirá a entrada de frotas poluentes por mais um ano, ou seja, milhares de veículos pesados como ônibus e caminhões que circularão por mais 25 a 30 anos, que é a vida útil desses veículos”, afirma Carlos Bocuhy, presidente do Proam, uma das entidades que atuaram contra a extensão do prazo. Bocuhy é também conselheiro do Conama. Para o Proam, a ausência de atualização tecnológica dos motores a diesel e a falta de filtros adequados nos escapamentos dos veículos causam a morte de quatro mil a cinco mil paulistanos por ano, além de 17 mil em todo o Estado, dos quais a maioria crianças e idosos. Estudo realizado por especialistas da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo mostra que os problemas de saúde relacionados à poluição chegam a R$ 300 milhões por ano. O nível de poluição de ar na cidade de São Paulo, conforme estudos recentes, é o dobro do que recomenda a OMS. A proposta do Proam, em conjunto com o Ministério Público Federal, é de que os padrões de qualidade do ar sejam atualizados, conforme as normas da OMS, em três etapas, em um prazo total de nove anos. “Há um encaminhamento mais próximo com os Ministérios do Meio Ambiente e da Saúde, no sentido de adoção de prazos mais curtos”, afirma Bocuhy.

10 de outubro, 2018
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POLUIÇÃO
Menos poluentes na Grande SP em 2016

Segundo relatório recente sobre a qualidade do ar divulgado pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), os níveis de diversos poluentes atmosféricos na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) caíram em 2016 na comparação com o ano anterior. A concentração média anual de partículas inaláveis foi de 29 microgramas/m³ na região, ou seja, 2 microgramas/m³ inferior à da média observada em 2015 e uma das mais baixas já registradas pela companhia nos últimos anos. A melhoria da qualidade do ar se deve às condições meteorológicas que influenciaram o regime de chuvas e um inverno mais favorável à dispersão de poluentes. O estudo ainda aponta a queda da atividade econômica como outro possível fator que colaborou para a melhora na qualidade do ar na região metropolitana de São Paulo em 2016. Os níveis de monóxido de carbono e dióxido de enxofre também caíram em 2016 e estão entre os mais baixos nos últimos 10 anos, mesmo com a expansão da frota automotiva na região metropolitana. De acordo com o documento, a redução destes poluentes reflete o sucesso dos programas Proconve (Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores) e o Promot (Programa de Controle da Poluição do Ar por Motociclos e Veículos Similares). “As ações desenvolvidas pela Cetesb e pela Secretaria de Meio Ambiente, como a fiscalização e controle das emissões industriais e fiscalização de veículos a diesel, entre outras, também auxiliaram na queda dos indicadores de poluentes na região”, revelou o relatório. Na Baixada Santista, os índices de concentrações médias de partículas inaláveis também foram menores do que as observadas em 2015. Já no interior ocorreu um período mais prolongado de estiagem, que contribuiu para a elevação das concentrações de material particulado em algumas localidades. Apesar da quantidade maior de chuvas, elas não foram suficientes para barrar as altas concentrações de ozônio na RMSP. De acordo com o estudo, a alta foi verificada principalmente nos meses de abril, novembro e dezembro. “Assim, na RMSP, que apresenta alto potencial de formação de ozônio, devido principalmente às emissões veiculares, foram registradas ultrapassagens do padrão estadual de oito horas (140 µg/m3) em 32 dias (contra 36 dias em 2015), sendo que não há uma tendência de comportamento definida para este poluente”, apontou o relatório de 2016. Na Baixada Santista e interior do Estado, também houve diminuição do número de dias de ultrapassagem do padrão estadual de ozônio, na maioria das estações. Com o intuito de aprimorar o diagnóstico ambiental, a Cetesb iniciou a operação de duas estações automáticas de monitoramento da qualidade do ar em 2016. Elas foram instaladas no Pico do Jaraguá, em São Paulo, e em Limeira, na região de Campinas. Também começaram a operar duas estações manuais instaladas em Franca e no Guarujá. Agora a Cetesb tem 60 estações automáticas e 31 pontos de monitoramento manual para fazer um diagnóstico preciso da qualidade do ar em todo o Estado de São Paulo.

22 de maio, 2017
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SÃO PAULO
Inspeção em veículos a diesel em 2018?

A Secretaria de Meio Ambiente do Estado de São Paulo, representantes do Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental (Proam), da sociedade civil e fabricantes de veículos (Anfavea) fecharam acordo para que seja implantada, a partir de 2018, a inspeção de veículos a diesel no estado de São Paulo. Automóveis, motocicletas e caminhões movidos a diesel são grandes emissores de poluentes nas grandes cidades, como São Paulo, o que agrava gastos com saúde pública, além de poder levar pessoas à morte. Segundo o presidente do Proam, Carlos Bocuhy, o governo do Estado, por meio da Secretaria do Meio Ambiente, finalmente dá um passo importante “para suprir essa lacuna de falta de um controle maior dos veículos a diesel”. A solução, conforme Bocuhy, passa pela inspeção veicular. “A inspeção veicular obrigatória é uma necessidade urgente, porque a falta de manutenção dos veículos acaba provocando na metrópole um estado de poluição”, lembra o ambientalista. A emissão é grave não apenas por parte dos veículos pesados e automóveis. As motos também contribuem para agravar a situação. Um dos principais fatores para a poluição gerada pelos veículos a diesel é a ausência de filtros adequados nos escamentos, do tipo retrofit, que retêm o material nocivo à saúde (a chamada fumaça preta). A emissão desse material leva anualmente a óbito de quatro mil a cinco mil paulistanos, além de 17 mil em todo o Estado, dos quais a maioria crianças e idosos, segundo estudo realizado por especialistas da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo. Além disso, os gastos do Estado de São Paulo por problemas de saúde decorrentes da poluição chegam a R$ 300 milhões por ano. Conforme o presidente do Proam, a durabilidade dos catalisadores nas motocicletas é de apenas 18 mil km, mas os motoboys rodam por ano muito mais que isso, sem ser feita a substituição do equipamento. “Uma moto nova, num serviço de motofrete, supera os 18 mil km em três a quatro meses. Depois desse período, estará lançando a carga total de poluição, porque seu catalisador não funciona mais”, diz Bocuhy. Outro ponto citado por Bocuhy é sobre a durabilidade dos catalisadores em veículos brasileirosna comparação com a Europa (80 mil km x 160 mil km). “É muito importante à inspeção veicular, porque vai permitir o controle das emissões e mostrar, quando for o caso, a necessidade de substituição dos equipamentos”.

10 de fevereiro, 2017
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POLUIÇÃO
Concentrações caem na RMSP em 2015

Segundo o novo Relatório Anual de Qualidade do Ar, da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), os níveis de poluentes atmosféricos de monóxido de carbono (CO) e dióxido de enxofre (SO2) estão entre os mais baixos da década, mesmo com o aumento da frota de automóveis. Em 2015, a Cetesb constatou também que as concentrações médias de partículas inaláveis (MP10) foram as mais baixas na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) e na maior parte das estações da Cetesb. O relatório mostra que 2015 foi um ano com precipitação maior do que as médias climatológicas, o que contribuiu para que o inverno de 2015 fosse mais favorável à dispersão de poluentes dos últimos dez anos, tendo influência nas concentrações de poluentes avaliados como o MP10, SO2 e CO. Também no ano passado, registrou-se concentração média anual de partículas inaláveis (MP10), na RMSP, de 31 microgramas/m³, sendo inferior à observada no ano anterior (36 microgramas/m³). Com relação a este poluente, as concentrações médias tendem à estabilidade nessa região, indicando que, mesmo com as emissões dos veículos novos cada vez mais baixas, essas são suficientes apenas para compensar o aumento da frota e o comprometimento das condições de tráfego. As concentrações médias de MP10, na maioria das estações de monitoramento no estado, foram igualmente menores na comparação com 2014. Mesmo assim, em algumas estações da RMSP, do Interior e da Baixada Santista, as concentrações ultrapassaram os padrões de material particulado (MP). A condição de maior pluviosidade durante o ano também não foi suficiente para evitar a ocorrência de episódios de altas concentrações de ozônio (O3), em alguns locais do estado, principalmente nos meses de janeiro, setembro e outubro. Na RMSP foram registradas ultrapassagens do padrão estadual de oito horas (140 µg/m3) em 36 dias na emissão de O3, contra 43 dias em 2014 e 13 dias em 2013. Na Baixada Santista e Interior do estado, houve ocorrências de ultrapassagem do padrão estadual de O3 na maioria das estações, exceto em Araçatuba, Araraquara e Presidente Prudente e nas estações de Marília, São José dos Campos-Jd. Satélite e Taubaté, que não monitoraram esse poluente durante todo o ano. De maneira geral, os níveis foram menores do que as médias de 2014. Entretanto, o estado de São Paulo ainda apresenta áreas, nas quais se inclui a RMSP, em que níveis de poluição para alguns poluentes não atendem aos padrões ambientais desejáveis para proteção da saúde humana e do meio ambiente. Com o objetivo de aprimorar o controle da poluição atmosférica, a Cetesb desenvolve os programas “Plano de Controle de Poluição Veicular (PCPV)”, “Plano de Redução de Emissão de Fontes Estacionárias (PREFE)”, fiscaliza e controla emissões industriais e o programa de fiscalização de fumaça dos veículos a diesel. A Cetesb também iniciou este ano a operação de seis novas estações automáticas de monitoramento da qualidade do ar (Campinas-Taquaral, Campinas-Vila União, Guarulhos-Pimentas, São José dos Campos-Jardim Satélite, São José dos Campos-Vista Verde e Taubaté), que em conjunto com as existentes compõem a Rede Automática, totalizando 58 estações. Já a Rede Manual contou com 29 pontos de monitoramento.

16 de maio, 2016