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ENERGIAS RENOVÁVEIS

Umicore usa matriz limpa em todas as fábricas

Umicore usa matriz limpa em todas as fábricas

As emissões foram reduzidas em 704,6 toneladas, diz Paulo Barros, Gerente de |Suprimentos e Logística

As fábricas da Umicore no Brasil operam com energia 100% renovável, com matriz predominantemente eólica é assegurada mediante a emissão do Certificado Internacional de Energia Renovável I-REC (Internacional Renewable Energy Certificate). “O que temos de forma acurada e certificada é que as nossas compras e consumo de energia no Brasil em 2022 reduziram as emissões de CO2 em aproximadamente 704,6 toneladas”, diz Paulo Barros, Gerente de Suprimentos e Logística da Umicore.


A empresa adotou o uso de energias limpas há mais dez anos e, em 2022, conseguiu certificar 100% da operação da empresa com compra e consumo de energia limpa. “Somos uma empresa global líder em tecnologia de materiais circulares e nosso objetivo primordial de criação de valor sustentável se baseia na ambição de desenvolver, produzir e reciclar materiais de um modo que cumpra a missão de melhorar a vida das pessoas”, explica Barros.


Em 2019, a Umicore investiu cerca de R$ 5 milhões com a aquisição compartilhada de uma subestação de alta tensão, onde a participação da Umicore é de 41,33%”. A empresa tem em toda sua cadeia logística iniciativas sustentáveis. A Umicore tem isso como missão e contratou energia de fontes limpas de parceiros confiáveis e de referência no mercado. “Além de assegurar nosso consumo através de certificação global que comprova a geração de energia de fontes renováveis, esse certificado neutraliza o escopo 2 do Protocolo GHG e facilita a contabilidade do carbono”, comenta Barros. O Programa Brasileiro GHG Protocol é uma iniciativa da GVces (Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas) para registro e publicação de Inventários de Emissões de Gases do Efeito Estufa.
O uso de matrizes limpas faz parte da estratégia RISE 2030 da Umicore, sigla utilizada para denominar os quatro pilares que sustentarão as estratégias da empresa : . R (Reliable) significa “confiável” e indica que a Umicore quer
combinar sua experiência como fornecedor de tecnologia para ser um parceiro de transformação confiável ; a letra I (Innovation) significa “inovação”, tecnologia e liderança ; a letra S (Sustainability) denota “sustentabilidade” e demonstra o desejo da Umicore de elevar o seu impacto positivo na sociedade e de se tornar a número um na sua categoria e, por último, a letra E (Excellence), que significa a “excelência” na execução dos trabalhos que sempre será fundamental.


A Umicore tem metas para atingir zero emissões líquidas de gases de efeito estufa até 2035 para o escopo 1 e o escopo 2. A medida faz parte do programa Let’s go for zero. De acordo com Stephan Blumrich, vice-presidente da Umicore, a estratégia RISE 2030 inclui a descarbonização dos três escopos: emissões diretas (sob controle da companhia), emissões indiretas (compra de energia) e todas as outras emissões que ocorrem devido às atividades da empresa. “Elas são fontes que não são de nossa propriedade ou controle, mas estão incluídas aqui, por exemplo, viagens de negócios, bens e serviços adquiridos, uso de produtos vendidos, investimentos”, relata. “Na nossa perspectiva, já avançamos muito em várias frentes, como na indústria. Temos acompanhado muitos parceiros e fornecedores que também vêm dando maior atenção e cuidado à agenda ESG. Sabemos que a jornada ao Net Zero (zerar emissões) não é simples, mas confiamos que este processo é conjunto e muito promissor”, analisa Barros.

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ANÁLISE
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Artigo especial por Fernando A. F. Lins O mundo busca soluções para o aquecimento global e a crise climática. Nesse cenário, a indústria de mineração assume um papel fundamental na transição energética para um futuro de energia mais limpa e uma economia com menor intensidade de carbono — além de ser fornecedora de matérias-primas essenciais para o desenvolvimento econômico e social das nações. O Brasil está bem-posicionado com respeito à oferta de energia. No ano de 2023, de acordo com o Balança Energético Nacional (BEN), elaborado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), a oferta interna de energia no país atingiu 314 Mtep, com 49% de fontes renováveis (65% na indústria), muito acima dos 15% da matriz energética mundial e dos 13% da OCDE registrados em 2021. O país, com essa matriz energética majoritariamente renovável e um rico potencial mineral, se destaca nesse novo paradigma. Este texto explora as vantagens competitivas do Brasil na produção de minerais e metais para descarbonizar a geração de eletricidade. São materiais como terras raras, lítio, níquel, grafita e manganês, entre outros, e urânio, os quais têm sido objeto de crescente interesse de prospecção e pesquisa mineral no Brasil e em outros países, com a participação de muitas empresas juniors . A mineração mundial responde por 1-2% do consumo global de energia. Segundo o BEN/EPE, a mineração participa com cerca de 1% no consumo final de energia no Brasil. No entanto, são as etapas seguintes, da primeira transformação mineral, que consomem mais energia, alcançando aproximadamente 12% do consumo final do país. A transformação mineral é formada pelas atividades econômicas metalurgia e fabricação de produtos minerais não metálicos, com participação de cerca de 9% e 3 %, respectivamente. Quanto à energia elétrica, a mineração representa cerca de 2% no consumo do país. Em termos de consumo específico de energia elétrica, há uma grande variação, a exemplo do que ocorre na produção de pedra de brita, com 2 a 3 kWh/t, e na produção de concentrado de minério de ferro, da ordem de 20 kWh/t. No entanto, são nas etapas de transformação de minerais que ocorrem consumos específicos muito maiores: aço de siderúrgica integrada, com 500 kWh/t; alumínio, 15.000 kWh/t; cimento, 109 kWh/t; e a fabricação do vidro, 550 kWh/t — e em decorrência há maior emissão de CO2 equivalente nessas etapas. Alguns países se destacam positivamente, chegando a gerar quase toda a sua energia elétrica sem depender de combustíveis fósseis. São países que têm um alto percentual de sua eletricidade derivada de fontes de baixo carbono — hidroelétrica, solar, eólica ou de energia nuclear. O Brasil nesse ponto está em forte vantagem. Em 2023, segundo o BEN/EPE, a oferta interna de energia elétrica alcançou 708 TWh, com 89% se originando de fontes renováveis, superando a matriz elétrica mundial com apenas 27% de renováveis e da OCDE, com 31%, no ano de 2021. Levando em conta a energia elétrica de origem nuclear, 39% da matriz mundial vem de fontes de baixo carbono (ver Our World in Data ); como no Brasil há uma pequena contribuição da energia nuclear (cerca de 2%), temos 91% da oferta de energia elétrica a partir de fontes de baixo carbono. Para efeito de comparação do Brasil com outros países, apresenta-se na figura a seguir o percentual de geração de energia elétrica de fontes de baixo carbono e a correspondente geração de CO2e por unidade de energia elétrica gerada (g CO2e/kWh), para o ano de 2021. Os 10 principais países que recebem investimentos em pesquisa mineral, todos os países do G7 e dos BRICs originais e quase todos do G20 constam da figura. A China é um caso especial por ser um importante produtor, importador, refinador, consumidor e exportador de minerais e metais para a transição energética. Obviamente, a emissão de CO2e varia no sentido contrário do percentual de energia de fontes de baixo carbono. Nesse ponto, a situação vantajosa do Brasil em relação aos demais países é evidente. Entre os países importantes na mineração apenas o Canadá se aproxima do Brasil. Assim como a França, o Canadá tem uma alta contribuição da energia nuclear na sua matriz elétrica. Interessante verificar que um bem mineral ou metal produzido no Brasil emite muito menos CO2e pelo uso de energia elétrica do que a produção realizada em outros países -- considerando tecnologias, eficiência operacional e eficiência enegética similares. Por exemplo, no Brasil a emissão de CO2e por unidade de produção é 58% da emissão no Canadá, 27% dos EUA, 18% da China e 17% da Austrália. Todavia, esta vantagem ainda não repercute na valorização dos nossos produtos no mercado internacional. Algumas estratégias têm surgido neste novo cenário de globalização para aproveitar as oportunidades criadas pelo processo de realocação das cadeias produtivas globais, a partir da consideração das questões geográficas, geopolíticas e geológicas, que passam a influenciar a decisão dos governos dos países sobre incentivos e das empresas sobre investimentos (não se restringindo apenas aos custos de produção): reshoring (trazer a manufatura de volta ao país); nearshoring (parceria com vizinhos); friendshoring (parceria com aliados); greenshoring (parceria com empresas que adotam práticas ESG ) e powershoring (investimentos em um país com matriz energética mais limpa para a implantação de plantas industriais intensivas em energia, como metalurgia e fertilizantes ou datacenters de inteligência artificial). O powershoring tende a promover o aumento dos investimentos, das exportações do país anfitrião e da fabricação de produtos mais verdes, com menos emissão específica de gases de efeito estufa (GEE). As empresas investidoras, por seu lado, precisam mitigar suas emissões globais de GEE, de segurança energética e de redução de custos. O atual panorama geopolítico oferece oportunidades de parcerias que podem trazer para o Brasil a fabricação de produtos intermediários ou mais avançados na cadeia de produção, de maior valor agregado, a partir de nossos recursos minerais, em linha com a política Nova Indústria Brasil (NIB) lançada no início deste ano, e assim atendendo a demanda de países parceiros e a demanda interna. Isso ainda possibilita o desenvolvimento ou a adaptação no país de tecnologias, além de gerar empregos especializados, aumentando a inserção da indústria brasileira nas cadeias globais de valor. A figura também apresenta o preço de energia elétrica comercializada para a indústria em cada país no ano de 2023. Não há uma relação clara entre a percentagem de energia elétrica de baixo carbono e o preço. O Brasil tem o preço mais barato do que o praticado em 11 dos 18 países. Vários fatores, como políticas governamentais, infraestrutura, mix de fontes energéticas e subsídios, influenciam o preço. Os países desenvolvidos enfrentam desafios em manter preços de energia competitivos enquanto aumentam a participação de energias renováveis. Em geral, os países em desenvolvimento lidam com a necessidade de infraestrutura e diversificação da matriz energética. O Brasil, com a matriz energética predominantemente limpa e o grande potencial mineral, está muito bem-posicionado para liderar a transição global para uma economia de baixo carbono. O aproveitamento estratégico desses recursos, por meio de políticas inovadoras e colaborações internacionais focadas em sustentabilidade e tecnologia avançada, pode fortalecer a sua posição geopolítica, reafirmando seu papel como protagonista em sustentabilidade no cenário mundial. Fontes da Figura: Our World in Data ( https://www.ourworldindata.org/) e Global PetrolPrices ( https://www.globalpetrolprices.com/map/electricity_industrial/ ). Elaboração: F.Lins. Obs: o BEN/EPE informa a emissão no Brasil de 55 g de COe por kWh em 2023. (*) Engenheiro Metalurgista, MSc. e DSc. Trabalhou na CPRM e na Samarco Mineração. Pesquisador Titular do CETEM/MCTI. Foi Diretor do CETEM e Diretor de Transformação e Tecnologia Mineral do MME. Foi Conselheiro Científico do ON/MCTI e do CBPF/MCTI e Conselheiro do CA da CPRM. Faz parte do Conselho Consultivo da Brasil Mineral.

15 de julho, 2024
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SUSTENTABILIDADE
Braskem quer ser carbono neutro até 2050

A Braskem ampliou seus esforços para ser uma empresa carbono neutro até 2050. A companhia vai se concentrar em três frentes para alcançar o objetivo: redução das emissões com foco na eficiência energética, bem como no aumento do uso de energia renovável nas operações atuais, estabelecendo parcerias visando inovação e tecnologia; compensação de emissões com potenciais investimentos na produção de químicos e polímeros de origem renovável e captura de emissões de carbono por meio da pesquisa e do desenvolvimento para seu uso como matéria-prima. A petroquímica já definiu reduzir em 15% as emissões de gases do efeito estufa até 2030, além de aumentar seu portfólio I'm green™, que considera os produtos com foco em economia circular, para incluir, até 2025, 300 mil toneladas de resinas termoplásticas e produtos químicos com conteúdo reciclado. A Braskem quer alcançar 1 milhão de toneladas desses produtos até 2030. Além disso, vai trabalhar para que nos próximos dez anos haja o descarte adequado de 1,5 milhão de toneladas de resíduos plásticos. "A Braskem tem uma longa história em adotar ações para criar um mundo mais sustentável. Investimos em fontes renováveis desde a nossa fundação, em 2002 e, como pioneiros e líderes na produção de biopolímeros, temos estado na linha de frente da criação de mudanças positivas que impactam as pessoas, a sociedade e o meio ambiente. Pretendemos continuar na liderança num momento em que a indústria vai em direção a uma economia circular de carbono neutro. Com as ações de desenvolvimento sustentável que anunciamos hoje, esperamos atingir a neutralidade de carbono até 2050", ressalta Roberto Simões, presidente da Braskem. No fim de 2019, a Braskem já havia alcançado 70% das metas relacionadas ao tema economia circular de carbono neutro - traçadas em 2009 e revisitadas em 2013 -, conquistando resultados tais como a redução de 20% da intensidade de emissões de gases de efeito estufa; a viabilização do maior projeto de água de reuso industrial do hemisfério sul; a produção e comercialização de produtos e origem renovável, como o plástico feito à base de cana-de-açúcar e, posteriormente, na ampliação do portfólio de produtos para economia circular, com a chegada do EVA verde e de resinas feitas a partir de plástico reciclado. "Nosso propósito empresarial é melhorar a vida das pessoas criando soluções sustentáveis da química e do plástico e, com a ampliação dos nossos esforços para alcançar essas metas, também conseguiremos enriquecer ainda mais o debate sobre a importância do plástico, especialmente para o desenvolvimento sustentável do nosso planeta. Seguiremos expandindo nossas parcerias com clientes, fornecedores e a sociedade, na busca pelo engajamento de outras empresas na causa e, juntos, construiremos um mundo melhor", afirma Jorge Soto, diretor de Desenvolvimento Sustentável da Braskem. Atualmente, 43% do consumo total de energia da Braskem no Brasil já é oriundo de fonte renovável. Recentemente a companhia anunciou mais um contrato de longo prazo para compra de energia solar para os próximos 20 anos e que deve evitar a emissão de 500 mil toneladas de CO2 na atmosfera nas próximas duas décadas. A companhia irá manter também seus esforços na análise de investimentos para o desenvolvimento de produtos químicos e polímeros de origem renovável ou em tecnologias que permitam a Braskem alcançar a neutralidade de carbono até 2050. Outra parceria recente é a com a Tecipar, empresa brasileira especializada em engenharia ambiental, para evitar que mais de 2 mil toneladas de resíduos plásticos domiciliares sejam despejadas anualmente no aterro sanitário de Santana de Parnaíba, na região metropolitana de São Paulo. O volume é equivalente a 36 milhões de embalagens plásticas de polietileno e polipropileno e será utilizado como matéria-prima para o desenvolvimento de soluções mais sustentáveis para a indústria do plástico. Conheça o manifesto da Braskem em https://www.braskem.com.br/macroobjetivos .

23 de novembro, 2020
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AMBEV
Meta é ter 100% de eletricidade renovável

A Ambev anunciou que 100% de toda a eletricidade comprada pela companhia será de fontes renováveis até 2025. Desta forma, a empresa pretende atender à meta global, estipulada pela Anheuser-Busch InBev, grupo do qual a Ambev faz parte. A cervejaria adicionará cerca de 1GW de capacidade de energia renovável nos mercados onde atua – energia suficiente para abastecer uma cidade do tamanho de Porto Alegre (RS). Em países em desenvolvimento como o Brasil, Argentina, Colômbia e África do Sul, a medida é fundamental para transformar a indústria de energia e contribui para o alcance das metas climáticas nos termos dos acordos da Conferência de Clima de Paris de 2015 (COP-21). Em 2013, a AB InBev compartilhou com todos os países onde atua oito metas ambientais que devem ser cumpridas até o fim de 2017, quatro delas relacionadas à redução de gases de efeito estufa e consumo de energia. Dois anos antes do prazo, a operação brasileira reduziu em 10% a emissão de gases de efeito estufa e 70% dos refrigeradores adquiridos anualmente já são modelos mais ecológicos. “Trabalhamos para ter uma operação cada vez mais sustentável, reduzindo ao máximo o impacto no meio ambiente”, diz Rodrigo Figueiredo, vice-presidente de suprimentos da Ambev. “A utilização de eletricidade renovável é parte do nosso sonho de construir um mundo melhor para comunidades onde vivemos, para nossas famílias e para o nosso negócio”, completa o executivo. A AB InBev espera garantir até 85% de eletricidade por meio de contratos diretos de compra de energia, com o resto tendo como origem tecnologias locais, como painéis solares. Este compromisso reduzirá a pegada de carbono operacional da empresa em cerca de 30%. A medida terá o mesmo efeito positivo que remover as emissões de quase 500 mil carros da atmosfera.

4 de abril, 2017
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GEE
Unilever reduz emissões em 36,09%

Entre 2008 e 2015, a Unilever Brasil diminuiu em 36,09% a emissão de Gases de Efeito Estufa nas fábricas localizadas no País, resultado alcançado graças ao investimento no uso de energia “limpa”. A visão de diminuir a pegada ambiental e aumentar o impacto positivo faz parte do Plano de Sustentabilidade traçado em 2010. “Após cinco anos do lançamento do plano, podemos afirmar que não apenas é possível combinar crescimento com sustentabilidade, mas que a atuação sustentável gera crescimento consistente e de longo prazo. Ao usar o documento como guia para a estratégia do negócio conseguimos diminuir custos e riscos ao mesmo tempo em que aumentamos a confiança e credibilidade em nossas marcas e na companhia em nível global”, afirma Antonio Calcagnotto, head de Assuntos Corporativos e Sustentabilidade da Unilever Brasil. A companhia informa que também vem investindo em iniciativas para aumentar a eficiência energética nas fábricas. De 2008 a 20015, a Unilever Brasil adquiriu 19 mil conservadoras “verdes”, que consomem menos energia elétrica do que as conservadoras comuns. Somente ano passado, foram adquiridas duas mil unidades desses equipamentos. As iniciativas possibilitarão que a companhia alcance o objetivo de, em 2020, ter a emissão de CO² pelo consumo de energia nas fábricas igual ou menor que os níveis de 2008, mesmo com significativo aumento de volume de produção. Também auxiliarão a Unilever a atingir a meta global de utilizar 100% de energia limpa em todas as fábricas da companhia no mundo.

6 de junho, 2016
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EMISSÕES
Siemens quer atingir carbono zero em 2030

A Siemens anunciou que tem objetivo de ser a primeira empresa industrial do mundo a atingir a pegada de carbono zero até 2030. A Companhia planeja cortar sua emissão de dióxido de carbono (CO 2 ) – que atualmente, soma cerca de 2,2 milhões de toneladas métricas por ano – pela metade até 2020. Para atingir a meta, a Siemens investirá cerca de 100 milhões de euros nos próximos três anos, a fim de reduzir a pegada de energia de suas instalações de produção e edifícios, incluindo locais nos Estados Unidos, Alemanha, China, Brasil e Grã-Bretanha. “Com esta iniciativa, a Companhia espera demonstrar a outras empresas que cortar a pegada de carbono não é apenas possível, mas rentável, pois todo o investimento será direcionado a projetos que se paguem ao longo do tempo, gerando uma redução dos custos mundiais de energia de 20 milhões de euros por ano”, explica Henrique Petersen Paiva, Gerente de Sustentabilidade da Siemens Brasil. Como atua em áreas que vão desde turbinas eólicas e de gás até sistemas de automação para trens de alta velocidade e máquinas de ressonância magnética, a Siemens entende que essa medida é uma responsabilidade, e que não é necessário esperar por um tratado internacional ou novos regulamentos para pôr em prática planos de redução de impacto ambiental. Para reduzir suas emissões, a Siemens focará três iniciativas – inicialmente, usará sistemas de energia distribuídos em suas instalações de produção e edifícios para otimizar os custos de energia, por meio da combinação do uso de painéis solares, turbinas eólicas e a gás com gestão energética inteligente, smart grids e soluções de armazenamento energético; em segundo lugar, vai empregar sistematicamente veículos de baixa emissão e conceitos de e-mobilidade em sua frota de automóveis global. Atualmente, sua frota é de aproximadamente 45 mil veículos, que produzem cerca de 300 mil toneladas métricas de emissões de carbono por ano. Em terceiro lugar, seguirá em direção ao uso de uma combinação de energia limpa – a exemplo do gás natural e da energia eólica – que emitem pouco ou nenhum CO2. Para compensar as emissões que não podem ser evitadas a curto prazo, a Siemens comprará energia limpa a partir de fontes renováveis como parques eólicos e créditos de carbono de organizações que trabalham para reduzir o carbono em todo o mundo por meio do reflorestamento, por exemplo. No Brasil, a Siemens seguirá o planejamento global e continuará investindo em iniciativas próprias, como nos projetos de certificação LEED, em sua política de home office que promove melhor uso dos recursos (inclusive de energia), no desenvolvimento de competências em eficiência energética para público interno selecionado (com o propósito de identificar oportunidades nesta área que possam ser convertidas em projetos de investimento viáveis de melhoria na eficiência energética) nas certificações ISO 14001 e no monitoramento e controle de indicadores de eficiência energética para gestão de governança dos resultados.

8 de outubro, 2015