Publicidade
ENERGIAS RENOVÁVEIS

Votorantim e CPP Investments consolidam ativos

Votorantim e CPP Investments consolidam ativos

A primeira consolidação acontecerá por meio da joint venture VTRM - formada pela Votorantim Energia e pelo CPP Investments.

A Votorantim S.A. e o Canada Pension Plan Investment Board (CPP Investments) querem consolidar ativos de energia no mercado brasileiro, com a criação de uma empresa que terá ações listadas no Novo Mercado, categoria com o mais elevado padrão de governança da B3.

A primeira consolidação acontecerá por meio da joint venture VTRM - formada pela Votorantim Energia e pelo CPP Investments e deverá integrar as participações acionárias na Companhia Energética de São Paulo (CESP), ativos eólicos, participações acionárias da Votorantim Energia em ativos hidrelétricos e a Votorantim Comercializadora de Energia - Votener, além de projetos de expansão em desenvolvimento. O CPP Investments fará um aporte adicional de R$ 1,5 bilhão na VTRM. Para a segunda operação, o Conselho de Administração da CESP recebeu proposta de reorganização societária da VTRM com o objetivo de incorporar ações de emissão da CESP. A proposta será avaliada após a formação de comitê independente nos termos do Parecer de Orientação 35 da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), e está sujeita a aprovações societárias no âmbito da CESP, bem como dos órgãos reguladores. Ao final do processo de consolidação, a nova empresa será controladora integral da CESP e os atuais acionistas da CESP passarão a ser acionistas da nova empresa.

Com a operação concluída, a nova empresa nascerá com receita líquida estimada em R$ 5,8 bilhões, com base nos resultados de 2020, e uma matriz energética diversificada com capacidade instalada de 3,3 GW, sendo 2,3 GW em fontes hidrelétricas e 1,0 GW em eólicas (compostos por 0,6 GW de ativos em operação e 0,4 GW de projetos com entrada em operação prevista entre maio e novembro de 2022). A empresa já nascerá com um pipeline de projetos que combina fontes hídrica e solar, bem como soluções híbridas, totalizando 1,9 GW.

A VTRM será ainda uma das maiores comercializadoras de energia do País, com mais de 2,6 GW médios comercializados no ano de 2020 e uma carteira de mais de 400 clientes e irá atuar como centro de inteligência de mercado, além de ser responsável pelo suporte e maximização de valor dos ativos existentes e dos novos projetos de geração. “A transição energética e o investimento em energias renováveis são temas cada dia mais urgentes e, ao lado do CPP Investments, temos nos posicionado como referência neste mercado”, afirma João Schmidt, presidente da Votorantim S.A. e do Conselho de Administração da Votorantim Energia. O executivo complementa que a consolidação dos ativos em uma só empresa permitirá que Votorantim e o CPP Investments iniciem um novo ciclo de crescimento e geração de valor de forma conjunta com os acionistas da CESP, seguindo os mais altos padrões de governança do Novo Mercado.

A Votorantim e a CPP continuarão a avaliar oportunidades de investimentos em ativos de energia sustentável de alta qualidade no Brasil que estão fortemente alinhados à estratégia de investimentos de longo prazo. “Essa transação criará uma plataforma diversificada, altamente capitalizada e preparada para crescer no setor energético do País”, diz Rodolfo Spielmann, Diretor Geral do CPP Investments para a América Latina. A VTRM oferecerá oportunidade de desenvolvimento entre as duas empresas, para avançarem em busca de novas oportunidades de investimentos em tecnologias emergentes. Como parte do processo de reorganização, as empresas da Votorantim (CBA, Votorantim Cimentos e Nexa Resources) assumirão a gestão de seus ativos de autoprodução de energia que atualmente estão sob administração da Votorantim Energia. A transição ocorrerá até o final de 2021.

Artigos Relacionados

Saneamento Ambiental Logo
ENERGIA EÓLICA
Unipar e AES Tietê criam JV para Bahia

A Unipar e a AES Tietê acabaram de formar joint venture para a geração de energia eólica. Anunciada em novembro de 2019, a negociação inclui a construção de um complexo de geração de energia eólica, com capacidade instalada de 155 MW médios, equivalentes a 78 MW médios de energia assegurada a P50, nos municípios de Tucano, Biritinga e Araci, todos no estado da Bahia. "Consideramos este investimento estratégico, na medida em que ampliará nossa condição futura de competitividade, em um mercado marcado por competição local e global que demanda a busca contínua por eficiência. Queremos fortalecer nossas práticas produtivas aliadas à visão de sustentabilidade ponta a ponta", explica o CEO da Unipar, Maurício Russomanno. Atualmente, energia elétrica é um dos insumos de maior peso dentro do processo produtivo de soda e cloro, utilizados em inúmeros segmentos da atividade econômica no país. As obras do complexo eólico devem começar no primeiro semestre de 2021 e o projeto será concluído no final de 2022. A Unipar firmou contrato de consumo de 60 MW médios com a JV, por um período de 20 anos, com o início da sua vigência previsto para 2023. A parcela de energia remanescente produzida será comercializada pela JV no mercado livre. A AES Tietê foi selecionada como parceira estratégica por seu histórico de atuação com fontes de energia limpa, além da capacidade técnica reconhecida internacionalmente. Para Ítalo Freitas, CEO da empresa, a parceria corrobora a estratégia da companhia em continuar seu crescimento no país, com portfólio 100% renovável, oferecendo cada vez mais soluções que agreguem valor aos clientes. A AES coordenará toda a construção do complexo, que conta com a plataforma Siemens Gamesa 5.X, com aerogeradores de 115 metros de altura, com potência de até 6,2 MW, e rotor de 170 metros de diâmetro, a maior máquina "on shore" do Brasil, e adequadas às condições de vento local. Os fornecedores de toda a estrutura dos aerogeradores, por exemplo, já foram contratados.

8 de setembro, 2020
Saneamento Ambiental Logo
ENERGIA EÓLICA
Investimentos em dois parques no Piauí

A joint venture formada pela Votorantim Energia e o Canada Pension Plan Investment Board (CPP Investments) vai investir R$ 2 bilhões na implantação de dois novos complexos eólicos – Ventos do Piauí II e III. O investimento será feito com recursos próprios da joint venture. As obras têm início previsto para janeiro de 2021 e as unidades entram em operação em meados de 2022, cm conclusão no ano seguinte. Os Complexos Ventos do Piauí II e III terão cinco parques eólicos cada um e estarão localizados na região da Serra do Inácio, entre os Estados do Piauí e Pernambuco. Juntos, os novos complexos terão potência instalada de 411,6 MW, elevando a capacidade instalada da joint venture em aproximadamente 1 GW naquela região. “Juntamente com os parques Ventos do Piauí I e Ventos do Araripe III, estes projetos irão compor o maior cluster de geração eólica do Brasil. A Joint Venture será responsável por 5% da base de geração eólica do País e 36% da base de geração eólica no Piauí. Serão 976,2 MW de capacidade instalada de geração, sendo 745,2 MW naquele estado e 231,0 MW em Pernambuco”, afirma Fabio Zanfelice, CEO da Votorantim Energia e presidente do conselho da joint venture. A energia produzida nos complexos será comercializada no mercado livre, sendo que 60% do seu volume já está contratado pelas empresas Votorantim Cimentos e Companhia Brasileira de Alumínio (CBA). A Votorantim Energia anunciou a sua entrada no mercado de energia eólica em 2015, com o projeto Ventos do Piauí I. O complexo de 7 parques eólicos entrou em operação em julho de 2017, com potência instalada de 205,9 MW. Após a conclusão dos projetos Ventos do Piauí II e III, a Joint Venture terá investido aproximadamente R$ 5 bilhões na região, criando um cluster com 4 complexos eólicos equipados com 352 aerogeradores.

9 de março, 2020
Saneamento Ambiental Logo
COPROCESSAMENTO
Votorantim Cimentos lança marca Verdera

A Votorantim Cimentos acaba de lançar a nova marca de sua unidade de negócios de coprocessamento. A Verdera oferecerá às companhias e indústrias o serviço de destinação final de resíduos por meio da tecnologia de coprocessamento nas fábricas da Votorantim Cimentos. "Atuamos com coprocessamento desde a década de 1990 e há três anos mantemos uma estrutura dedicada a aumentar o uso de matérias-primas e combustíveis alternativos. Agora, iremos atuar diretamente no mercado de gerenciamento de resíduos. Para fortalecer nossa presença e o relacionamento com os clientes, nossa unidade de negócios de coprocessamento passa a ter sua própria marca, Verdera", afirma o CEO Global da Votorantim Cimentos, Marcelo Castelli. A Verdera será utilizada em 14 fábricas da Votorantim Cimentos nos estados de São Paulo, Paraná e Santa Catarina e irá oferecer serviços para tratamento de diversos resíduos, o que inclui aqueles que precisam ser triturados ou homogeneizados, a partir da operação de preparo localizada em Rio Branco do Sul (PR). Para os demais estados, inicialmente o foco será nos resíduos que podem ser encaminhados diretamente para coprocessamento. "Com a Verdera, nosso objetivo é atuar como parceiros, ajudando nossos clientes a gerenciar seus resíduos de forma correta e sustentável. Além disso, por meio do coprocessamento, podemos gerar um impacto positivo para nossos parceiros e para a sociedade, reinserindo na cadeia produtiva materiais que possam gerar energia, reduzindo as emissões de gases de efeito estufa e atuando de forma sustentável", diz o diretor de Operações de Negócios Adjacentes da Votorantim Cimentos, Edmundo Ramos. A companhia investiu R$ 300 milhões em coprocessamento no Brasil nos últimos anos, dentre a aquisição de novos equipamentos, desenvolvimento de fornecedores e clientes, controle de qualidade de novos insumos e mudanças nos processos de produção. A expectativa para os próximos cinco anos é que a Votorantim Cimentos invista, no Brasil, cerca de R$ 370 milhões nessa unidade de negócios.

25 de setembro, 2019
Saneamento Ambiental Logo
ENERGIA EÓLICA
Fundo canadense e Votorantim criam joint venture

O Canada Pension Plan Investment Board (CPPIB), uma organização de gestão de investimentos canadense, e a Votorantim Energia, empresa investida da Votorantim S.A, firmaram acordo para a formação de joint venture voltada para projetos de geração de energia no Brasil. Inicialmente, a joint venture fechou contratos para aquisição de dois parques eólicos em operação no Nordeste do Brasil: Ventos do Araripe III (Ventos III), da desenvolvedora de projetos brasileira Casa dos Ventos, e Ventos do Piauí I (Piauí I), uma contribuição da Votorantim Energia para a joint venture. Como parte da transação, o CPPIB investirá aproximadamente R$ 690 milhões em capital. No futuro, a joint venture espera investir mais de R$ 3 bilhões em ativos operacionais e em desenvolvimento neste setor no Brasil. O parque Ventos do Piauí I está localizado no estado do Piauí e tem capacidade de geração de aproximadamente 206 MW, com investimento de cerca de R$ 1,2 bilhão. Ventos III, localizado nos estados do Piauí e Pernambuco, tem capacidade instalada de aproximadamente 359 MW, com investimento de cerca de R$ 1,8 bilhão. Juntos, os parques eólicos têm 565 MW de capacidade instalada, com quase toda a produção contratada no mercado regulado de energia. As aquisições estão sujeitas às condições habituais de fechamento e às aprovações regulatórias. "Esta transação permite que o CPPIB estabeleça uma presença no atraente mercado brasileiro de geração de energia, que se enquadra bem com a nossa estratégia global de energia e renováveis, e diversifica ainda mais o CPP Fund", disse o Managing Director e responsável pelo grupo de Energia e Renováveis do CPPIB, Bruce Hogg. “Esperamos criar uma parceria de longo prazo com o Grupo Votorantim para expandir nossa joint venture. À medida que a demanda de energia cresce em todo o mundo e com foco na aceleração da transição para energias renováveis, o CPPIB continuará buscando oportunidades para expandir o portfólio de energia e renováveis globalmente", aponta Hogg. A joint venture buscará ativamente investimentos em geração de energia e aquisições em todo o Brasil. "Estamos muito entusiasmados nesta parceria com o CPPIB, um investidor de renome que compartilha da nossa visão de longo prazo para o setor e perspectivas da joint venture. Isso reforça o nosso compromisso com o setor de energia no Brasil, no qual temos investido por quase 100 anos", disse o CEO da Votorantim, João Miranda.

8 de janeiro, 2018