Garantir acesso universal ao saneamento básico é um desafio que exige muito mais do que infraestrutura. Para o Instituto Aegea, a transformação social ocorre quando serviços essenciais, como água tratada e esgoto adequado, alcançam as populações mais vulneráveis. Com mais de 30 milhões de brasileiros ainda sem acesso adequado, a entidade trabalha para reduzir desigualdades através de projetos sociais e ambientais.
Segundo Édison Carlos, Presidente do Instituto Aegea, a instituição vai além da prestação de serviços. "Nosso papel é levar o saneamento para o centro do debate e atuar diretamente nas comunidades, com projetos que melhorem a qualidade de vida dessas populações", destaca.
Os projetos desenvolvidos pelo Instituto são pensados para integrar soluções de saneamento com aspectos culturais e sociais das comunidades atendidas. Um exemplo é a abordagem focada no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), que busca garantir melhorias sustentáveis.
A educação desempenha um papel fundamental nesse processo. O Instituto Aegea desenvolve parcerias com escolas, levando informação sobre higiene e uso consciente da água. A parceria com o UNICEF visa garantir um ambiente escolar com infraestrutura básica de saneamento para escolas públicas, beneficiando, ao longo do projeto, 80 escolas e promovendo não apenas melhorias estruturais, mas também mudanças de consciência sobre saneamento e saúde.
A educação ambiental tem um papel essencial ao abordar o saneamento, pois permite que os alunos compreendam a importância da água tratada e do esgoto. Quando ensinados desde cedo sobre esses temas, os estudantes se tornam multiplicadores de conhecimento, levando a informação para dentro de suas casas e incentivando seus familiares a adotarem práticas mais sustentáveis. Essa conscientização reflete diretamente na melhoria da qualidade de vida das comunidades, reduzindo doenças e promovendo um ambiente mais saudável.
Além disso, ao conectar o aprendizado sobre saneamento com a realidade do dia a dia, os alunos podem auxiliar seus pais a compreenderem como o acesso adequado a serviços de saneamento impacta diretamente na saúde da família. O papel do aluno como agente de transformação dentro de casa reforça a necessidade de um ensino abrangente sobre saneamento nas escolas, garantindo que essa conscientização se espalhe por toda a comunidade.
Outro ponto importante para a expansão do saneamento é o engajamento da sociedade. Para o Presidente do Instituto Aegea, a população precisa cobrar seus direitos e participar ativamente das decisões sobre saneamento. "A sociedade é quem direciona as prioridades. Se queremos avançar, precisamos dessa participação ativa", afirma Édison Carlos.
A tecnologia também tem sido uma aliada na expansão do acesso ao saneamento. O Instituto Aegea investe em soluções inovadoras para tornar serviços mais eficientes e acessíveis. Plataformas digitais e inteligência artificial estão sendo utilizadas para otimizar investimentos e melhorar a gestão dos recursos.

O Novo Marco Legal do Saneamento é uma oportunidade para avanços mais rápidos. Édison Carlos acredita que, para atingir a universalização do saneamento, é essencial envolver não apenas governos e empresas, mas também a sociedade civil e o terceiro setor.
A geração de empregos também é um reflexo direto dos investimentos no setor. Apenas na concessionária do Rio de Janeiro, Águas do Rio, mais de 12 mil empregos diretos e indiretos foram gerados, sendo metade das contratações de pessoas que moram em comunidades. O Instituto Aegea também investe na capacitação profissional, estimulando a participação de mulheres e populações vulneráveis no mercado de trabalho.
O saneamento básico é um dos principais motores para o desenvolvimento social e econômico do Brasil. A inclusão social, a educação e o engajamento da sociedade são pilares fundamentais para que o país possa superar desafios históricos e garantir um futuro mais digno para todos.


