Publicidade
LIXO

120 mil t de plásticos a menos nos rios e mares

120 mil t de plásticos a menos nos rios e mares

O montante equivale a uma economia de 54.929.212 milhões de litros de água e 2.398.566 milhões de KWh de energia poupada,

Segundo dados da so+ma, uma ESG Tech que possui hubs de recebimentos em Salvador, Camaçari, Curitiba e Goiânia, mais de 119.955 toneladas de plásticos deixaram de ser despejados em oceanos, rios, e mananciais para seguir o destino correto da reciclagem. O montante equivale a uma economia de 54.929.212 milhões de litros de água, 2.398.566 milhões de KWh de energia poupada, 137.775.550 milhões de litros de água que deixaram de ser contaminados, 8.896 mil árvores que foram salvas e 2.460.258 milhões de quilos de gás carbônico que deixaram de ser emitidos, evitando os efeitos das mudanças climáticas e aquecimento global.

Dentre as cidades, Salvador foi a que mais recolheu resíduos plásticos em 2022, com um volume de 88.832 toneladas que deixaram de ir para os mares soteropolitanos e foram para a reciclagem. Na capital baiana, a so+ma possui 12 casas de recebimento de materiais. Em Salvador, o programa é realizado em parceria com a Prefeitura Municipal, por meio de um termo de cooperação, além do apoio do Grupo HEINEKEN no Brasil, Engepack, WilsonSons, Ajinomoto, Sotero, iFood, entre outros, e tem como parceiros os hipermercados Assaí e BIG. Já em Camaçari, cerca de 10.564 toneladas de plásticos foram recebidos em 2022. Na cidade, a so+ma conta com o apoio da Braskem. A startup também conta com o suporte da Prefeitura de Camaçari, por meio da Empresa de Limpeza Pública de Camaçari (Limpec), além de parceria com a cooperativa local COOPMARC que recebe os recicláveis para gerar renda. A so+ma inaugurou mais uma unidade na cidade próximo a praia de Guarajuba. A casa conta com a parceria inédita da The International Cleanup - Ocean Conservancy, organização de defesa ambiental em prol da conservação dos oceanos que atua sem fins lucrativos com sede em Washington, nos Estados Unidos.

Em Curitiba, as unidades de recebimento somaram mais de 18.600 toneladas em 2022. Na capital paranaense, o programa é desenvolvido em conjunto com a GSI, Prefeitura Municipal de Curitiba, além do apoio da SIG Group, empresa de fornecimento de sistemas e soluções para embalagens cartonadas assépticas. O investimento da SIG Group viabilizou a construção de toda a infraestrutura necessária para incubar a cooperativa, envolver a comunidade e adquirir as recompensas para as trocas do programa. Já em Goiânia, foram recebidas cerca de 1.958 toneladas de materiais plásticos. A capital de Goiás tem o apoio da Cargill e parceria do Assaí Atacadista, além da cooperativa Beija-flor, que receberá os recicláveis para gerar renda.

Em fevereiro de 2023, mês em que a so+ma fez uma campanha aumentando a pontuação do plástico em 50%, foi possível receber cerca de 12.838 toneladas de plásticos. “Se mantivermos o mesmo volume, até o final do ano conseguiremos desviar mais de 152.752 toneladas de plásticos das águas”, conta Claudia Pires, CEO da so+ma.

A so+ma é uma ESG Tech que possui mais de 20 hubs de recebimento de materiais recicláveis. Claudia Pires, cientista comportamental e CEO da so+ma criou um programa de recompensas, que consiste no cadastramento em uma plataforma, e agora no aplicativo, possibilitando a troca de pontos por materiais recicláveis. Com os créditos, é possível fazer trocas por alimentos, itens de higiene ou limpeza, cursos, descontos no comércio, ou, se preferir, doá-los para uma instituição de caridade. Como consequência, a ESG Tech possui um hub de dados sobre comportamento na reciclagem, por região, por faixa etária, por tipo de material reciclado e com informações sobre motivação para reciclar, um behaviour change.


Artigos Relacionados

Saneamento Ambiental Logo
ECONOMIA CIRCULAR
Tampinha Legal já destinou mais de R$ 1 milhão

O programa socioambiental Tampinha Legal já ultrapassou a marca de R$ 1 milhão destinados às entidades assistenciais participantes. Até o momento foram recolhidas mais de 570 toneladas de tampas plásticas em mais de 2.800 pontos de coleta distribuídos pelos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Minas Gerais, São Paulo, Alagoas, Pernambuco, Goiás e no Distrito Federal. Segundo a coordenadora do Instituto SustenPlást, Simara Souza, este é um momento histórico. “Os expressivos números são o resultado das ações modificadoras de comportamento de massa que propomos. O Tampinha Legal é a economia circular na prática. É a atitude de todos que faz a diferença no aumento de qualidade de vida”, afirma. O programa existe há mais de quatro anos e tem caráter educativo em economia circular de iniciativa da indústria de transformação do plástico da América Latina. Ele está presente em diferentes ambientes sociais, como comércio, órgãos públicos, escolas e empresas e beneficia mais de 300 entidades assistenciais do terceiro setor. “Os números mostram que as pessoas estão assumindo a própria responsabilidade enquanto cidadãos e compreendendo que plástico é matéria-prima nobre (vale dinheiro) e que precisa retornar para a indústria para a produção de novos artefatos. O terceiro setor desenvolve um trabalho social fundamental. A educação e a orientação fazem a diferença”, diz Simara. Entre as entidades participantes do programa Tampinha legal estão as Apaes, Ligas Femininas, escolas, ONG’s, asilos, associações, hospitais, etc. Com os recursos obtidos através do Tampinha Legal, as entidades assistenciais podem adquirir medicamentos, alimentos, equipamentos, ração animal e/ou materiais escolares, bem como custeiam tratamentos e exames de saúde humana e animal, melhorias em suas sedes, entre outras ações. Recentemente foi lançado o Copinho Legal, que segue o mesmo modelo do Tampinha Legal e destina os recursos obtidos com a venda dos descartáveis plásticos (copos, pratos e talheres) para as entidades assistenciais participantes. Em Porto Alegre (RS), o Tampinha Legal conta com o apoio estratégico da Fundação Gaúcha dos Bancos Sociais da FIERGS. Além do aplicativo (Android e iOS) e site (tampinhalegal.com.br), também é possível acompanhar o trabalho do Tampinha Legal por redes sociais, como YouTube, Instagram e Facebook.

22 de janeiro, 2021
Saneamento Ambiental Logo
RESÍDUOS PLÁSTICOS
Green Mining atrai empresas

Segundo dados do Banco Mundial, o Brasil é o 4° maior produtor de resíduos plásticos no mundo, com 11,3 milhões de tonelada, das quais apenas 145 mil toneladas foram efetivamente recicladas. Para mudar este cenário e trabalhar com foco em uma destinação correta para os resíduos plásticos, a startup Green Mining, em parceria com a Ambev, Unilever, Natura, Braskem, Akzo Nobel, Wise, Deink Brasil e Eco Panplas, iniciou uma jornada para aumentar a recuperação do material. Com soluções customizadas para cada parceira, priorizando a recuperação de embalagens pós-consumo de forma eficiente e trazendo-as de volta para o ciclo de produção, a ação da Green Mining, juntamente com as empresas, realiza a coleta dos resíduos, por meio de um sistema de rastreabilidade com tecnologia blockchain, e garante que todo o material coletado seja enviado para reciclagem. "O plástico não precisa ser nocivo ao meio ambiente. A ausência de uma resposta sistemática eficaz quanto ao descarte é o que tem deturpado a utilização do material. Queremos ajudar na mudança dessa cultura de descarte inadequado do plástico. Para se ter uma ideia da gravidade do assunto, aproximadamente 10 milhões de toneladas de plásticos chegam nos oceanos a cada ano. Reconhecemos essa urgência e com essas grandes parcerias inovamos e promovemos um modelo de economia circular, mantendo o nosso propósito ambiental, social e econômico", diz Rodrigo Oliveira, presidente da Green Mining, startup especializada em logística reversa inteligente que, desde 2018, já coletou e enviou para a reciclagem mais de 1,3 milhão de quilos de vidro. A Green Mining customiza seu processo de coleta de embalagens a depender da demanda e projeto de cada companhia. Inicialmente, a startup começou suas ações em condomínios, bares, lojas e restaurantes, além de criar um sistema que possibilita obter informações de cada etapa do processo, como data e local da coleta, quilos e destinação dos recicláveis. Com o sistema criado é possível fazer o rastreamento total, em tempo real, de origem, trajeto e destino com a segurança que a tecnologia blockchain fornece. Com uma grande quantidade de recicláveis, a Green Mining ajuda também à mão-de-obra empregada, capacitando e contratando mais de 28 funcionários, sendo grande parte pessoas que já trabalhavam com reciclagem de maneira informal. Atualmente, há operação de coleta de plástico nos seguintes bairros da capital paulista: Bela Vista, Brooklin, Centro, Itaim Bibi, Jardins, Moema, Mooca, Perdizes, Pinheiros, Vila Madalena, Vila Mariana e Vila Olímpia. Para saber sobre a viabilidade de coletas gratuitas em condomínios, bares, lojas, restaurantes ou outros estabelecimentos, é necessário entrar em contato pelo email [email protected] .

1 de dezembro, 2020