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ÁGUA

7º Fórum Mundial recebe mais de 30 mil pessoas

Com a participação de mais de 30 mil pessoas, de 168 países, a cidade de Daegu, Coreia do Sul, sediou, entre os dias 12 e 17 de abril, o 7º Fórum Mundial da Água, que teve como temática central “Water For Our Future”, água para nosso futuro, um amplo debate sobre a questão dos recursos hídricos e ações para preservação do insumo. O Brasil, que receberá o 8º Fórum Mundial da Água em 2018, esteve presente com uma comitiva composta por 100 pessoas, entre representantes da academia, empresariado e parlamentares. Para Newton de Lima Azevedo, vice-presidente da ABDIB e Governador do Conselho Mundial da Água, o evento aconteceu no momento em que o tema água recebe grande visibilidade perante a sociedade brasileira, devido ao atual cenário de crise hídrica e à grande prioridade que deve ser conferida ao saneamento. “O Brasil recebeu muitas visitas em seu pavilhão e o interesse de muitos países em apoiar o Fórum de Brasília, que será concebido num estilo americano – a ideia é atingir cerca de 400 milhões de habitantes da América do Sul, onde questões como gestão, tecnologia e soluções para água necessitam de grande avanço”, destacou o Governador da Água. Fazendo um balanço do evento, o sócio diretor da GO Associados, Gesner Oliveira, salientou que entre os painéis realizados durante o Fórum, um dos que chamou a atenção foi que falava sobre a criação do Ministério das Águas, “uma espécie de símbolo da importância que a água deve assumir na política pública”. Outro aspecto interessante foi o processo de inovação que está acontecendo em várias partes do mundo, ações que podem ser adaptadas no Brasil. No painel sobre a América Latina, Gesner citou a experiência dos diferentes países latino-americanos, destacando que o problema não é necessariamente falta de dinheiro, mas uma questão de gestão, de planejamento e de boa regulação – “é um problema mais institucional e menos de recursos naturais, físicos ou humanitários”. Para o diretor da GO Associados, a atual crise hídrica verificada em algumas regiões do Brasil teve o mérito de chamar a atenção das pessoas para a necessidade de adotar novos padrões de comportamento perante a água: “não é só um problema do Governo ou do Estado e sim de toda a sociedade. Temos que nos concentrar agora numa forma de engajar as ONGs, as empresas, universidades e centros de pesquisa nesse esforço de organizar o encontro em Brasília”. “Rumo à Brasília 2018” Existe grande expectativa em relação ao Fórum de Brasília e, segundo ressalta Newton Azevedo, é preciso ousar um pouco mais: “os sete fóruns anteriores adotaram procedimentos burocráticos que acabaram cerceando a participação da sociedade no processo que define os assuntos a serem discutidos. O encontro no Brasil, em 2018, será o primeiro Fórum Mundial da Água no hemisfério Sul e a ideia do projeto ‘Rumo à Brasília’ objetiva preencher o vácuo que existe entre o final de um fórum e o início do outro. Queremos aproveitar essa sensibilização que já existe da sociedade sobre o tema água e tornar isso uma discussão organizada e programada, baseada em alguns ciclos”. O primeiro é a realização de um “road show” em seis ou sete cidades brasileiras que representem as regiões do Brasil e a visão da água dentro de seus conflitos de uso (abastecimento humano, industrial, agricultura, saúde); o segundo seria a organização do “Water Fun Fest” – evento de uma semana onde a sociedade, de forma lúdica, poderia interagir com o tema água como insumo básico. A ideia do projeto é motivar e atrair diversos atores a discutirem o tema água. Newton Azevedo reforça a necessidade de um planejamento integrado dos recursos hídricos, já que 70% do uso é agricultura, 20% indústria e somente 10% abastecimento humano – não há como discutir as questões de forma isolada. Nesse aspecto, Gesner Oliveira ressaltou as experiências bem sucedidas apresentadas durante o 7º Fórum, como a narrativa do Japão que nos fins dos anos 60, início dos anos 70, passou por um procedimento de racionamento de água para atingir hoje uma situação de segurança hídrica bastante importante e com níveis de perdas de apenas 2% a 3%. Também chamou a atenção do diretor da GO Associados a mudança tecnológica e a redução de custos de alternativas como a dessalinização presentes em várias partes do mundo, assim como ações de educação ambiental e consumo racional da água, além da adoção de equipamentos simples e portáteis que fazem a rega de jardins com água de reuso. Principais temas da Declaração de Daegu Newton Azevedo elencou sete principais temas que fazem parte da Declaração de Daegu, a seu ver, como a questão do planejamento integrado dos recursos hídricos – “nesse ponto o Brasil leva certa vantagem em razão de planos setoriais já elaborados, como o Plano Nacional de Saneamento, o Plano de Recursos Hídricos, a Política Nacional de Resíduos Sólidos, mas que ainda não se comunicam como deveriam. Com a integração destes, teríamos como definir uma política pública sobre água em nível de governo federal, onde se pudesse discutir o assunto segurança hídrica”. Na questão tecnológica, as práticas de reuso e dessalinização já existem há algum tempo e se o Brasil tiver a intenção de implantar um projeto de dessalinização dentro de cinco ou seis anos precisa começar a discutir agora o assunto. Outro ponto importante é a regulação, com o estabelecimento de um ambiente jurídico institucional saudável. A complementariedade de recursos públicos com os privados – já temos exemplos de sucesso de PPPs. Um novo olhar sobre as mudanças climáticas também será objeto de destaque no documento, assim como maior atenção ao aspecto capacitação, melhor gestão e requalificação de cada nível dos funcionários que atuam no setor . Durante o 7º Fórum Mundial da Água foi assinado um ofício para criação do Centro Hydros de Formação e Qualificação para atuar na capacitação dos funcionários na base da pirâmide, ou seja, a fase operacional das empresas de saneamento. Para Newton Azevedo, os pontos citados estão de acordo com as necessidades brasileiras do momento e algumas soluções já podem começar a ser implementadas.

Com a participação de mais de 30 mil pessoas, de 168 países, a cidade de Daegu, Coreia do Sul, sediou, entre os dias 12 e 17 de abril, o 7º Fórum Mundial da Água, que teve como temática central “Water For Our Future”, água para nosso futuro, um amplo debate sobre a questão dos recursos hídricos e ações para preservação do insumo. O Brasil, que receberá o 8º Fórum Mundial da Água em 2018, esteve presente com uma comitiva composta por 100 pessoas, entre representantes da academia, empresariado e parlamentares.

Para Newton de Lima Azevedo, vice-presidente da ABDIB e Governador do Conselho Mundial da Água, o evento aconteceu no momento em que o tema água recebe grande visibilidade perante a sociedade brasileira, devido ao atual cenário de crise hídrica e à grande prioridade que deve ser conferida ao saneamento. “O Brasil recebeu muitas visitas em seu pavilhão e o interesse de muitos países em apoiar o Fórum de Brasília, que será concebido num estilo americano – a ideia é atingir cerca de 400 milhões de habitantes da América do Sul, onde questões como gestão, tecnologia e soluções para água necessitam de grande avanço”, destacou o Governador da Água.

Fazendo um balanço do evento, o sócio diretor da GO Associados, Gesner Oliveira, salientou que entre os painéis realizados durante o Fórum, um dos que chamou a atenção foi que falava sobre a criação do Ministério das Águas, “uma espécie de símbolo da importância que a água deve assumir na política pública”. Outro aspecto interessante foi o processo de inovação que está acontecendo em várias partes do mundo, ações que podem ser adaptadas no Brasil.

No painel sobre a América Latina, Gesner citou a experiência dos diferentes países latino-americanos, destacando que o problema não é necessariamente falta de dinheiro, mas uma questão de gestão, de planejamento e de boa regulação – “é um problema mais institucional e menos de recursos naturais, físicos ou humanitários”. Para o diretor da GO Associados, a atual crise hídrica verificada em algumas regiões do Brasil teve o mérito de chamar a atenção das pessoas para a necessidade de adotar novos padrões de comportamento perante a água: “não é só um problema do Governo ou do Estado e sim de toda a sociedade. Temos que nos concentrar agora numa forma de engajar as ONGs, as empresas, universidades e centros de pesquisa nesse esforço de organizar o encontro em Brasília”.

“Rumo à Brasília 2018”

Existe grande expectativa em relação ao Fórum de Brasília e, segundo ressalta Newton Azevedo, é preciso ousar um pouco mais: “os sete fóruns anteriores adotaram procedimentos burocráticos que acabaram cerceando a participação da sociedade no processo que define os assuntos a serem discutidos. O encontro no Brasil, em 2018, será o primeiro Fórum Mundial da Água no hemisfério Sul e a ideia do projeto ‘Rumo à Brasília’ objetiva preencher o vácuo que existe entre o final de um fórum e o início do outro. Queremos aproveitar essa sensibilização que já existe da sociedade sobre o tema água e tornar isso uma discussão organizada e programada, baseada em alguns ciclos”. O primeiro é a realização de um “road show” em seis ou sete cidades brasileiras que representem as regiões do Brasil e a visão da água dentro de seus conflitos de uso (abastecimento humano, industrial, agricultura, saúde); o segundo seria a organização do “Water Fun Fest” – evento de uma semana onde a sociedade, de forma lúdica, poderia interagir com o tema água como insumo básico. A ideia do projeto é motivar e atrair diversos atores a discutirem o tema água. Newton Azevedo reforça a necessidade de um planejamento integrado dos recursos hídricos, já que 70% do uso é agricultura, 20% indústria e somente 10% abastecimento humano – não há como discutir as questões de forma isolada.

Nesse aspecto, Gesner Oliveira ressaltou as experiências bem sucedidas apresentadas durante o 7º Fórum, como a narrativa do Japão que nos fins dos anos 60, início dos anos 70, passou por um procedimento de racionamento de água para atingir hoje uma situação de segurança hídrica bastante importante e com níveis de perdas de apenas 2% a 3%. Também chamou a atenção do diretor da GO Associados a mudança tecnológica e a redução de custos de alternativas como a dessalinização presentes em várias partes do mundo, assim como ações de educação ambiental e consumo racional da água, além da adoção de equipamentos simples e portáteis que fazem a rega de jardins com água de reuso.

Principais temas da Declaração de Daegu

Newton Azevedo elencou sete principais temas que fazem parte da Declaração de Daegu, a seu ver, como a questão do planejamento integrado dos recursos hídricos – “nesse ponto o Brasil leva certa vantagem em razão de planos setoriais já elaborados, como o Plano Nacional de Saneamento, o Plano de Recursos Hídricos, a Política Nacional de Resíduos Sólidos, mas que ainda não se comunicam como deveriam. Com a integração destes, teríamos como definir uma política pública sobre água em nível de governo federal, onde se pudesse discutir o assunto segurança hídrica”. Na questão tecnológica, as práticas de reuso e dessalinização já existem há algum tempo e se o Brasil tiver a intenção de implantar um projeto de dessalinização dentro de cinco ou seis anos precisa começar a discutir agora o assunto. Outro ponto importante é a regulação, com o estabelecimento de um ambiente jurídico institucional saudável. A complementariedade de recursos públicos com os privados – já temos exemplos de sucesso de PPPs.

Um novo olhar sobre as mudanças climáticas também será objeto de destaque no documento, assim como maior atenção ao aspecto capacitação, melhor gestão e requalificação de cada nível dos funcionários que atuam no setor . Durante o 7º Fórum Mundial da Água foi assinado um ofício para criação do Centro Hydros de Formação e Qualificação para atuar na capacitação dos funcionários na base da pirâmide, ou seja, a fase operacional das empresas de saneamento. Para Newton Azevedo, os pontos citados estão de acordo com as necessidades brasileiras do momento e algumas soluções já podem começar a ser implementadas.

 

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RECURSOS HÍDRICOS
ANA lança especial do ‘Balanço das Águas’

A Agência Nacional das Águas (ANA) lançou edição especial da publicação anual ‘Balanço das Águas’ que apresenta as principais ações da instituição no ano anterior. O conteúdo está disponível no site http://balancodasaguas.ana.gov.br/ . Esta edição especial é voltada a apresentar a missão e as realizações da Agência a uma nova audiência, alcançada graças à realização do 8ª Fórum Mundial da Água, realizado entre 17 e 23 de março, em Brasília. Com o documento, a ANA pretende alcançar públicos nacional e internacional sobre a atuação da autarquia, a implementação da Política Nacional de Recursos Hídricos (PNRH) e gestão das águas brasileiras. Com palestras, debates, exposições, boas práticas e eventos educativos e culturais; as atividades do 8º Fórum alcançaram mais de 120 mil pessoas, entre especialistas, gestores públicos, representantes de setores produtivos, crianças e professores, além de profissionais da Imprensa, que divulgaram o evento e os temas ali discutidos a um público ainda maior, no Brasil e no exterior. A nova edição do ‘Balanço das Águas’ traz para o público mais informações sobre a Lei das Águas (Lei nº 9.433/97), que instituiu a Política Nacional de Recursos Hídricos e completa 21 anos de existência. O leitor poderá se informar também sobre os avanços e conquistas na gestão dos recursos hídricos no Brasil, além de compreender a importância desta lei, que tem em si o princípio da gestão descentralizada e participativa dos recursos hídricos. O ‘Balanço das Águas’ tem ainda dados dos principais programas, ações e produtos desenvolvidos pela ANA. A primeira edição foi publicada em 2001, seguida por outras quatro edições correspondentes em 2012, 2013/2014, 2014/2015 e 2015/2016.

8 de junho, 2018
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FORUM MUNDIAL DA ÁGUA
ONU defende soluções baseadas na natureza

As soluções baseadas na natureza podem colaborar para a melhoria da qualidade da água e do abastecimento, de acordo com relatório da ONU lançado no 8º Fórum Mundial da Água, que se realiza de 18 a 23 de março, em Brasília. De acordo com a entidade, os reservatórios, canais de irrigação e estações de tratamento não são os únicos instrumentos disponíveis para se fazer a gestão hídrica e que as soluções com base na natureza podem também desempenhar um papel importante no sentido de evitar desastres naturais. CNI pede regulação adequada Em evento realizado durante o Fórum, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) defendeu uma regulação adequada da água e melhoria dos dados e informações sobre as bacias hidrográficas, a fim de que se possa garantir “a disponibilidade de água em quantidade e qualidade adequadas”. Segundo o presidente do Conselho de Meio Ambiente e Sustentabilidade da CNI, Marcos Guerra, a segurança hídrica representará o principal desafio de sustentabilidade nos próximos anos e, para o avanço dessa agenda, é importante ter ambiente favorável aos investimentos. “A estabilidade no fornecimento de água depende de investimentos públicos e privados em inovação e de encorajar empresas a se envolverem em ações mais ambiciosas para isso”, destacou. Já o secretário executivo da Rede Brasil do Pacto Global da ONU, Carlo Pereira, que participou do evento, afirmou que as empresas são as principais parceiras de governos em todo o mundo na superação dos desafios de segurança hídrica. “O Brasil tem posição privilegiada e o desenvolvimento sustentável pode ser transformado em diferencial competitivo para as empresas do país”, declarou.

19 de março, 2018
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FORUM MUNDIAL DA ÁGUA
Aberto segundo lote de inscrições

O segundo lote de inscrições para o 8º Fórum Mundial da Água já está disponível no site do evento (/ www.worldwaterforum8.org/pt-br/inscrições ) até o dia 28 de fevereiro. O primeiro lote de inscrições foi encerrado no dia 10 de janeiro e alcançou 1.242 inscritos de 95 países. Além do Brasil, estão na lista países como Austrália, Bélgica, Indonésia, Argentina, Canadá, Moçambique, China, Dinamarca, Japão, França, Palestina, Irã, Iraque, Israel, Itália, México, Portugal, Sérvia, África do Sul, Colômbia, Uruguai, Bolívia, Peru, Etiópia, Estados Unidos e Turquia. O Fórum Mundial da Água terá 215 sessões temáticas e acontece entre os dias 18 e 23 de março, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, Vila Cidadã: Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília (DF). O evento reunirá os maiores especialistas do planeta sobre o tema da água. Além disso, terá a participação de representantes de governos, empresas, ONG’s, academia e sociedade civil. O Brasil é o primeiro país do Hemisfério Sul a sediar uma edição do Fórum Mundial da Água. Entre os temas que estarão em debate estão mudanças climáticas, gestão de recursos hídricos, saneamento e saúde, ecossistemas, biodiversidade, segurança hídrica e produção sustentável. O evento deve contar, ao todo, com cerca de 10 mil inscrições de mais de 150 países. Contando com a Vila Cidadã, um espaço de entretenimento e educação gratuito e aberto a toda a população, deverão circular pelo Fórum cerca de 45 mil pessoas. Realizado a cada três anos, o Fórum Mundial da Água é promovido pelo Conselho Mundial da Água, uma organização internacional com sede em Marselha, França, composta por representantes de governos, academia, sociedade civil, empresas e organizações não governamentais, formando um significativo espectro de instituições relacionadas com o tema água. O evento é organizado no Brasil pelo Conselho Mundial da Água (WWC), pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), representado pela Agência Nacional das Águas (ANA), e pelo Governo do Distrito Federal, representado pela Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento do Distrito Federal (Adasa). A Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib) é integrante do Comitê Organizador Nacional (CON). O evento já foi realizado em Marrakesh (Marrocos, 1997), Haia (Holanda, 2000), Kyoto (Japão, 2003), Cidade do México (México, 2006), Istambul (Turquia, 2009), Marselha (França, 2012) e Gyeongju e Daegu (Coréia do Sul, 2015). O Fórum pode ser acompanhado pelas redes sociais Facebook, Twitter, Instagram e LinkedIn.

29 de janeiro, 2018
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ÁGUA
Seminário em Brasília discute crise hídrica

Com o objetivo de discutir os principais problemas relacionados com a crise hídrica que afeta diversas regiões do Planeta, será realizado, nos dias 11 e 12 de janeiro, no Museu Nacional da República, em Brasília, o Águas Pelas Paz – II Seminário Nacional Água e Transdisciplinaridade. O seminário, que é um dos eventos oficiais preparatórios do 8º. Fórum Mundial da Água, que pela primeira vez se realiza no Hemisfério Sul (será em Brasília, em março próximo), promove a discussão sobre a sustentabilidade dos recursos hídricos do planeta e contará com a participação de cientistas nacionais e internacionais, além de líderes espirituais, políticos, representantes da iniciativa privada, acadêmicos, artistas e sociedade civil. Serão discutidos temas como desmatamento, redução dos níveis de chuva, desperdício de água, aumento exagerado do consumo hídrico, dentre outros. O corpo técnico do evento deverá contar com os cientistas Beverly Rubik, Ph.D. em Biofísica pela Universidade da Califórnia, e Harry Jabs, cientista e engenheiro do Institute for Frontier Science de Oakland, na Califórnia. No grupo de especialistas e ativistas, segundo os organizadores, estão Vera Catalão, professora e pesquisadora da Universidade de Brasília na área de Educação Ambiental e Ecologia Humana; André Lima, ambientalista, ativista e membro da Comissão de Sustentabilidade da OAB-DF; Moema Libera Viezzer, socióloga e consultora especializada em relações de gênero e meio ambiente; e Álvaro Tukano, diretor do Memorial dos Povos Indígenas. A expectativa é que ao final do evento seja produzido o documento “Carta Águas pela Paz”, que será apresentado como contribuição ao 8º Fórum Mundial da Água e ao Fórum Alternativo Mundial da Água (FAMA 2018). A participação é gratuita e estão abertas no site do evento: aguaspelapaz.eco.br

8 de janeiro, 2018
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RECURSOS HÍDRICOS
Gestão integrada é debatida por organizações

No inicio de setembro foi realizado seminário promovido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) sobre um panorama da crise global de água. Representantes da Agência Nacional de Águas (ANA), da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento do Distrito Federal (Adasa) e do Ministério das Cidades falaram sobre a situação brasileira e a necessidade de promover uma gestão integrada, a conservação e o uso eficiente dos recursos hídricos. O diretor de Gestão Estratégica do MCTIC, Johnny Santos, definiu como vital a gestão integrada dos recursos hídricos. “A história da humanidade está diretamente associada com a água, desde a ocupação do território, com o surgimento das cidades e os movimentos migratórios, até o desenvolvimento econômico e social dos povos, incluindo a questão sanitária”, disse. Santos destacou ainda que a água é um dos 12 temas prioritários da Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (Encti), válida de 2016 a 2022, e serve de eixo para o fundo setorial CT-Hidro, destinado a financiar estudos e projetos com recursos hídricos, para aperfeiçoar diversos usos, de modo a assegurar à atual e às futuras gerações alto padrão de qualidade e utilização racional, com vistas ao desenvolvimento sustentável e à prevenção contra fenômenos hidrológicos críticos”. O superintendente de Operações e Eventos Críticos da ANA, Joaquim Gondim, abordou a necessidade de se estabelecer planos de segurança hídrica. “Na operação de sistemas, deve-se considerar o risco de ocorrência de eventos extremos: secas e inundações, além de acidentes”, apontou. “As condições estatísticas extremas podem ser evitadas por custos muito altos, mas é possível planejar estes cenários para se obter maior resiliência”. O superintendente cita ainda a importância em ampliar a capacidade de resposta das cidades diante dos eventos de seca, que, em suas palavras, tendem a ocorrer com maior frequência e em maior intensidade em decorrência da mudança do clima. Representante do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), o analista de infraestrutura Sergio Abreu, do Ministério das Cidades, tratou do programa Interáguas, “esforço brasileiro na tentativa de se buscar uma melhor articulação e coordenação de ações”. O SNIS possui uma base de dados sobre a prestação de serviços de água e esgoto, de manejo de resíduos sólidos urbanos e drenagem e manejo das águas pluviais urbanas.

12 de setembro, 2017
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ESPECIAL ÁGUA
A crise hídrica já passou?

O Brasil, maior potência hídrica do mundo, com 12% das reservas de água doce do planeta e que detém em seu subsolo dois dos maiores aquíferos do mundo, está longe da chamada “zona de conforto”. O país, de dimensões continentais e realidades distintas nas cinco regiões geográficas, precisa resolver com urgência os graves problemas de distribuição e degradação ambiental para garantir atendimento à demanda futura. Uma das possibilidades que começa a se mostrar, nesse sentido, é a infraestrutura verde, que reforça a conservação das florestas, dos rios, das nascentes e do manejo do solo, como forma de valorizar os serviços naturais de disponibilidade hídrica – aspectos que também devem ser observados sob o ponto de vista da Lei Nacional das Águas, que está completando 20 anos. Para discutir essas questões, a The Nature Conservancy (TNC) reuniu, em São Paulo, o presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), Vicente Andreu, o coordenador da Rede de Recursos Hídricos da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Percy Soares Neto, e o gerente nacional de Água da TNC, Samuel Barrêto que, sob a coordenação da jornalista Rosana Jatobá, falaram sobre os caminhos para ampliar a segurança hídrica no Brasil. O site Saneamento Ambiental ( www.sambiental.com.br ) acompanhou o encontro e publica os principais trechos desse debate. Percy Soares: Iniciativas são valorosas, mas precisam de escala Percy Soares Neto, coordenador da Rede de Recursos Hídricos da Confederação Nacional da Indústria, organismo que procura articular os mais de 500 representantes do setor industrial com os colegiados de recursos hídricos, ressaltou como primeiro desejo a vontade que o debate dos 20 anos da Lei das Águas seja mais efetivo que o debate dos primeiros 10 anos, quando as discussões não se traduziram em ações objetivas. A indústria entende que, ao estar dentro dos mais diversos colegiados, incentiva o avanço da PNRH. Conforme explicou Soares Neto, o protagonismo de gestão de águas no Brasil veio dos Estados (na União, a água era parte da agenda do setor elétrico/DNAE), que começaram a instalar um sistema de gestão um pouco mais democrático entre Governo e sociedade, dando origem aos primeiros comitês de bacias, ao uso múltiplo, descentralizado, o que vai até a aprovação da Lei nº 9433. Em 2000, acontece a criação da ANA – Agência Nacional das Águas e um dos maiores ganhos é que a água sai da política setorial e ganha o status de uso múltiplo, passando a conceder as outorgas para os setores de energia, saneamento e irrigação. Nessa revisão, Soares Neto afirma que a ANA revitaliza o diálogo federativo, mas mostra a fragilidade de discussão dos comitês de bacias, ressaltando os problemas de eficiência, especialmente nos planos de recursos hídricos com materialização frágil. E iniciativas como infraestrutura verde (com o Programa Produtor de Águas), compra de efluente tratado para reuso de água, além de outras ideias inovadoras, acabam não entrando no plano institucional. Esse é um desafio importante dos 20 anos da Lei das Águas: reconhecer que à margem da institucionalidade da gestão das águas tem muita iniciativa valorosa, inovadora e criativa de grandes empresas, que precisam ganhar escala para entrar na gestão de águas do Brasil. Para Soares Neto, um dos destaques positivos é que nos últimos 20 anos houve grande avanço em termos de tecnologia da informação: “temos condições de fazer análises e quantificações com muito mais detalhes e melhor qualidade de planejamento, tanto para o setor empresarial para identificar a disponibilidade hídrica de regiões específicas, quanto para o gestor público da água conhecer as limitações de trechos específicos de rios ou de bacias inteiras. Nesse aspecto o Sistema Nacional de Informações de Recursos Hídricos editado pela ANA é um bom exemplo de ferramenta, com suas informações precisas. É o momento de avançar a discussão, pois em 20 anos a Lei das Águas mostrou que em situações de crise ainda não consegue dar respostas tão rápidas aos problemas que se mostram”. Samuel Barreto: Uma das leis mais modernas do mundo Samuel Barrêto, gerente de Águas da TNC e coordenador da Coalizão Cidade pelas Águas, baseando-se na sua vivência internacional sobre o assunto, destacou que a Lei das Águas brasileira é uma das modernas do mundo, mas que tem grande caminho ainda a percorrer e o desafio será encontrar elementos de convergência. Hoje existem mais de 250 comitês de bacias no Brasil funcionando em graus diferentes de implementação, mas atuando em prol da gestão dos recursos hídricos. A participação social é outra quebra de paradigma da lei, embora ainda com dificuldades de representatividade, mas que trouxe um ambiente interessante de aprendizado e de controle social. Os instrumentos de gestão também foram lembrados pelo especialista da TNC, que os classificou como um dos aparatos mais poderosos no plano de bacias, no enquadramento dos corpos d’água, na licença de uso da água, na organização da cobrança pelo uso do sistema de informação e monitoramento. Barrêto citou ainda que os prognósticos são desafiadores: “de acordo com a ONU/Unesco, nos próximos 15 anos deverá acontecer uma redução de 40% da oferta de água, seja por degradação dos sistemas aquáticos, por sobreuso, ou pelo desafio conceitual de infraestrutura. Sendo assim, a conservação é um aliado poderoso para promover desenvolvimento econômico e social”. A TNC lançou um estudo realizado em 4 mil cidades do mundo inteiro, batizado no Brasil de “Além do Manancial – benefícios sociais e econômicos”, que mostra como a conservação ambiental pode auxiliar na parte econômico-social. De acordo com Barrêto, um investimento per capita anual de R$ 6,00 geraria um benefício para 1,4 bilhão de pessoas, sendo possível em pelo menos 25% dessas cidades recuperar integralmente os investimentos realizados em infraestrutura verde. Outro problema citado pelo especialista da TNC é a barreira conceitual dos elementos de conservação na agenda de água e de desenvolvimento – “parece que são questões antagônicas e não há uma preocupação quanto ao desmonte da política ambiental brasileira”. Barrêto lembrou ainda que em janeiro de 2015 havia apenas 4% de água disponível no Sistema Cantareira e não havia um plano B. Hoje Brasília vive uma situação dramática e isso deve se intensificar com a continuidade de uso do modelo business as usual, ou o modelo romano de buscar água em distâncias cada vez maiores, a elevados custos, gerando conflitos de interesse. “É preciso pensar de forma mais inteligente o balanço entre oferta e demanda, pois já estamos usando mais do que os sistemas têm capacidade de repor. Esse é um cenário que deve se acentuar nos próximos anos e os prognósticos mostram isso”, reforça o gerente da TNC. A conservação ambiental ou a infraestrutura verde é elemento fundamental na agenda dos recursos hídricos, mas ainda aparece de forma periférica. Uma forma de convencimento são os indicadores de gestão, que precisam ser traduzidos para a sociedade, que em sua maioria desconhece a política da água. É o momento de estabelecer diálogos de relevância e ações concretas entre os diversos setores. O movimento Coalizão Cidade Pelas Águas, tema estratégico para a TNC no Brasil e no mundo, conta com uma plataforma latino-americana de água, desenvolvida em parceria com outros organismos, que traz uma análise de regiões com mais de 25 milhões de habitantes que enfrentam estresse hídrico e onde as intervenções de infraestrutura verde podem dar maior resultado. Num ranking de 25 regiões, duas delas estão no Brasil e representam 45% do PIB do País. De acordo com o estudo, pelo menos 40% dos mananciais das cidades listadas estão degradadas. Em São Paulo, esse índice sobe para70% e áreas importantes para a produção de água em estado avançado de degradação não têm como cumprir seu papel. A iniciativa pretende recuperar, proteger e conservar essas áreas, estimulando a participação de proprietários rurais, o que tem acontecido sem conflitos. “É preciso entender a importância de proteger essas áreas e mostrar que vale a pena pagar por isso, o que é seis vezes mais barato que buscar água cada vez mais longe ou adicionando insumo químico para tratar e recuperar a degradação. Essa inversão de lógica precisa ser mostrada, assim como o compromisso das empresas privadas de aprimorarem sua gestão sustentável de água e também da sua cadeia produtiva”, defende Barrêto. O caminho é longo e inclui questões como saneamento, uso da água na irrigação – que deve crescer mais de 9 vezes, segundo estimativas do Plano Nacional de Recursos Hídricos, e da geração de energia. Sem a proteção das fontes, esses usos estão comprometidos. Vicente Andreu: Foco na gestão dos recursos hídricos Vicente Andreu, presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), ressalta que este é um momento importante para a gestão de recursos hídricos – “na Constituição de 1988 o Brasil fez a correta opção de criar um sistema de recursos hídricos diferente dos demais. Naquela ocasião, o sistema de gerenciamento de recursos hídricos ganhava identidade própria, um caminho correto pela diversidade e pelo tamanho do País, que impedem o tratamento da água de maneira idêntica em todo o território brasileiro. Cada realidade deve ser olhada de acordo com suas diferenças regionais”. Outra decisão correta do setor, segundo Andreu, foi a criação da ANA e sua vinculação ao Ministério do Meio Ambiente, “embora existam pontos onde é preciso fazer uma distinção entre a racionalidade do uso da água e a lógica do sistema ambiental brasileiro preservação e conservação, mais que de uso da água”. No avanço dos últimos anos a ANA se especializou “e, nesse processo – contínuo, necessário e permanente, o tema da água passou a ser visto muito mais em função dos seus usos do que propriamente por uma concepção geral de preservação. A água é tida como saneamento, como rotor da energia, na agricultura como segurança alimentar e por aí afora”, lamentou Andreu. Mas em duas regiões br

22 de março, 2017
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FÓRUM MUNDIAL DA ÁGUA
Consórcio PCJ lança cronograma 2018

O Consórcio PCJ está programando uma série de atividades para divulgar e engajar a comunidade na participação do 8º Fórum Mundial da Água, que acontece em Brasília (DF), em 2018. A entidade elaborou um cronograma de atividades para os próximos dois anos, intitulado “Compartilhando Caminhos para Brasília 2018”. Entre as ações está a promoção das Bacias PCJ com o destino de visitas técnicas e turísticas para as delegações internacionais que virão para o evento, além de realizar encontro internacional em 2017 com os participantes do 2 Kick-off Meeting, espécie de evento preparatório para o evento, que acontecerá em junho do próximo ano. Em 2018, o Consórcio PCJ promoverá a maior comitiva da sua história para o Fórum Mundial da Água. Os municípios das Bacias PCJ com interesse em se candidatar como destino internacional das visitas técnicas devem enviar e-mail com a sua propositura para o e-mail: [email protected] . O Fórum Mundial da Água é o maior evento sobre recursos hídricos do planeta. Na proposta preliminar de estrutura de grade temática do evento contém, além dos três processos tradicionais de organização do Fórum (o temático, o regional e o político), um novo grupo focal, o da Sustentabilidade. O processo temático do Fórum Mundial da Água está sendo desenvolvido baseado na Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável (2015-2030), a qual foi moldada pelos eventos marcos do ano de 2015, a saber: O Relatório sobre Riscos Globais do Fórum Econômico Mundial, a Cúpula de Sendai, sobre a Redução do Risco de Desastres, o 7º Fórum Mundial da Água na Coreia, a Cúpula de Addis sobre o Financiamento para o Desenvolvimento, a 70ª Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, que adotou as Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, e o Acordo de Paris da COP 21.

18 de agosto, 2016
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POLLUTEC
BNDES e gestores debatem saneamento

Newton de Lima Azevedo, governador brasileiro do Conselho Mundial da Água, Gesner Oliveira, sócio da GO Associados e Arian Bechara, chefe do Departamento de Saneamento Ambiental do BNDES, participam do debate “ Implementa çã o da Gest ã o Integrada da Á gua ”na Pollutec Brasil, feira de tecnologias ambientais mundial, que acontece entre os dias 12 e 15 de abril no Anhembi. O “Implementação sobre Gestão Integrada da Água”terá mediação de Newton Azevedo, além da participação de João Carlos Mello, Presidente da Thymos Consultoria, James Miralves, consultor sênior em gestão de resíduos da PHEBEE Consulting e Ana Flávia, representante do Parlamento Nacional da Juventude pela Água (PNJA). Antes dos debates, haveráuma exposição feita por Jean-François Donzier, Diretor-geral do Office International de l’Eau, organização francesa que foca a importância da capacitação técnica e gerencial dos profissionais de saneamento. O debate seráorganizado pelo movimento Rumo a Bras í lia 2018 , iniciativa da se çã o Brasil do Conselho Mundial da Água que prevêuma série de ações preparatórias ao Fórum trianual da entidade, a ser realizado daqui a dois anos na capital federal. O debate integra o fórum “ Cuidando do Futuro ” , evento simultâneo àfeira que discutirácases, desafios e oportunidades ligados ao desenvolvimento sustentável no Brasil e no mundo. No dia 14, às 11h30, o debate foca na garantia no futuro da água para abastecimento e uso industrial, e o papel fundamental desempenhado por boas práticas em áreas correlatas àgestão hídrica —financiamento e viabilização de projetos, gestão de resíduos e efluentes, energia (matrizes geradoras/consumo), conscientização socioambiental. Desenvolvido em parceria com a ABES (Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental), o fórum “Cuidando do Futuro” promoverá 32 palestras em quatro dias. Integram o painel empresas como Suez, Solví, Estre ambiental, Thermo Fisher, Nalco / Ecolab, Mizumo,Pellenc e Actemium, além de diversas entidades ligadas ao setor ambiental —Abetre (Associação Brasileira de Empresas de Tratamento de Resíduos), Abrelpe (Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais), Abesco (Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia), Abrecon (Associação Brasileira para Reciclagem de Resíduos da Construção Civil e Demolição), Abal (Associação Brasileira do Alumínio) e Abividro (Associação Técnica Brasileira das Indústrias Automáticas de Vidro). A programação completa do evento pode ser conferida no http://www.pollutec-brasil.com/Eventos-Simultaneos/Forum-Cuidando-do-Futuro . Nos dias 12 e 13, o Sindicato Nacional das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto (Sindcon) promoverána Pollutec o 6º Encontro Nacional das Águas (6º ENA) onde serádebatida a troca de experiências e soluções para a expansão dos serviços. A programação está disponível no link http://www.abconsindcon.com.br/ena/programacao ). No dia 14 estáprevista visita técnica ao Aquapolo, projeto de água de reuso construído a partir de parceria entre Sabesp e Odebrecht Ambiental, que é o maior empreendimento do tipo na América do Sul. A Rede Brasileira de Centros Internacionais de Negócios (Rede CIN), coordenada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), organiza o Encontro Internacionais de Neg ó cios da Pollutec Brasil . No estande da Rede CIN, o público terá contato com projetos e serviços oferecidos pelas empresas do segmento de Meio Ambiente e Tecnologias de Produção Limpa do Sistema Indústria, que ajudam o setor produtivo a desenvolver inovações e soluções ambientais. A expectativa épromover pelo menos 200 encontros de negócios. A Pollutec Brasil acontece simultaneamente à Feicon Batimat 2016, evento do mercado de construção civil. Maiores informações sobre a Pollutec podem ser obtidas no http://www.pollutec-brasil.com/

5 de abril, 2016
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SANEAMENTO
4º Fórum Internacional Habitat do Cidadão debate crise hídrica

A 4ª edição do Fórum Internacional Habitat do Cidadão, realizado pelo Instituto Besc de Humanidades e Economia, aconteceu dia 1º de outubro, na cidade do Rio de Janeiro. Um dos temas em destaque foi o saneamento, no painel “Gestão, operação e capacitação para enfrentar os desafios do saneamento e a crise hídrica”. O evento reuniu nomes de referência no setor, como Edison Carlos, Presidente do Instituto Trata Brasil e moderador da mesa. O Fórum teve as apresentações de Newton Azevedo, Governador do Conselho Mundial da Água e conselheiro da ABDIB (Associação Brasileira da Infraestrutura e indústria de Base); Guilherme Albuquerque, Gerente do Departamento de Saneamento Ambiental do BNDES, e Flavio Crivellari, Diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Aegea, além da participação do especialista em excelência, Gustavo Utescher, Gerente de capitação e premiação da Fundação Nacional de Qualidade – FNQ. Crivellari defendeu as PPPs para o desenvolvimento do saneamento básico no Brasil. “Fazem parte do DNA da Aegea, uma das maiores do setor, uma forte governança corporativa, o uso de tecnologia, a gestão focada em eficiência e o diálogo com a sociedade”. O Diretor financeiro destacou ainda a importância da governança na atração de capital e listou o portfólio variado de aportes que a companhia recebeu recentemente, provenientes de instituições brasileiras e internacionais. Já entre os casos de sucesso nas operações, falou da queda de 56% para 19% do índice de perda de água em Campo Grande, onde atua a Águas Guariroba, primeira concessionária do grupo. O Gerente do Departamento de Saneamento Ambiental do BNDES, Guilherme Albuquerque, disse que o patamar de investimentos no setor pouco se alterou nos últimos quatros anos, e ainda está abaixo do necessário para universalização dos serviços. Albuquerque disse “de que cerca de 50% do investimento no setor é proveniente de somente quatro prestadores, o que demonstra a carência de investimento na maior parte do território nacional, bem como a baixa participação do setor privado”. Apesar de não ter atuação específica no setor de saneamento, Utescher, da FNQ, tratou do elemento que foi considerado essencial por todos os palestrantes: a gestão eficiente. O especialista citou as bases do MEG – Modelo de Excelência de Gestão e mostrou casos de sucesso de empresas que adotaram as premissas. De acordo com a Fundação, na Indústria as usuárias do MEG mantêm desempenho acima da média do setor nos últimos 12 anos, com EBITDA, em 2012, de 23,6% para as usuárias, contra 12,5% do setor. Para ilustrar o conteúdo abordado por Utescher, Edison Carlos, do Trata Brasil, comentou que várias cidades do Norte e Nordeste apresentam atualmente índices de perdas de água da ordem de 70%, conforme dados divulgados pelo instituto com base no SNIS (Sistema Nacional de Informação sobre o Saneamento). O líder do Conselho Mundial da Água no Brasil, Newton Azevedo, apontou que 70% da água é utilizada pela agricultura, 20% pela indústria e 10% pela população. “São necessários quatro elementos para vencer os desafios atuais, mas que devem ser aplicados em conjunto - planejamento integrado, gestão, tecnologia e investimento”. Neste sentido, Azevedo alertou para a necessidade de resolver o déficit de companhias públicas, Ele também citou avanços na tecnologia de dessanilização, apontando-a como uma alternativa viável para o Nordeste e as cidades no nível do mar. Para concluir, Azevedo defendeu a criação de um Ministério da Água para cuidar do tema de forma integrada e abrangente e promover as mudanças necessárias.

8 de outubro, 2015
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FENASAN
A experiência da Califórnia no combate à seca

Garantir o abastecimento das cidades com água potável, em meio ao grande crescimento da população, períodos de seca e deficiências nos investimentos em infraestrutura, é hoje um dos principais desafios para todos os países. No Brasil, a falta de água, com a forte seca em 2013 em 2014, atinge os principais reservatórios há mais de um ano, principalmente no Estado de São Paulo. O Estado da Califórnia, nos EUA, também vive uma de suas piores secas, desde 2012. As medidas para enfrentamento do período de estiagem no Estado americano foram tema de uma mesa-redonda realizada ontem durante a 26ª edição da Feira Nacional de Saneamento e Meio Ambiente (Fenasan). O debate, promovido pela consultoria GO Associados, em parceira com o Instituto das Américas, contou com a coordenação de Carlos Alberto Rosito, senior advisor da consultoria e membro da Associação Internacional da Água (IWA) e de Jamal Khokhar, presidente do Instituto, além de Allison Lassiter, doutora em planejamento ambiental pela Universidade de Berkeley e editora do livro “Sustainable Water: Challenges and Solutions”, que fez a explanação das práticas adotadas pelo governo californiano e de como as 400 agências responsáveis pelo abastecimento de 90% dos municípios da Califórnia têm atuado para reduzir em 25% o seu consumo de água, em resposta às restrições fixadas pelo governador Jerry Brown. Para garantir a eficácia da meta, foram previstas medidas punitivas, incluindo multas que podem chegar até US$ 10.000. O debate contou com as presenças de Shimon Constante, da empresa israelense Miya Group, especialista na redução de perdas de água; Lee Mackey, pesquisador da Universidade da Califórnia (UCLA) em planejamento ambiental; Carlos Roberto Vieira da Silva Filho, diretor presidente da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe); Édison Carlos, presidente executivo do Instituto Trata Brasil; Newton Azevedo, governador do Fórum Mundial da Água e vice-presidente da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (ABDIB).

5 de agosto, 2015