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ÁGUAS SUBTERRÂNEAS

Abas promove V CIMAS em outubro

A Associação Brasileira de Águas Subterrâneas (Abas) realiza, nos dias 30 e 31 de outubro, o V Cimas – Congresso Internacional de meio Ambiente Subterrâneo , na Fecomércio, em São Paulo. O evento terá discussões técnicas, científicas e legais com especialistas brasileiros e estrangeiros sobre os principais temas ligados ao uso e extração da água subterrânea. “Os temas estão bem variados, abrangem setores importantes e específicos do universo da água subterrânea, diferente de anos anteriores onde permeava um assunto principal dividido em diversos subtemas”, observa Everton de Oliveira, professor da Unesp e presidente do congresso. Paralelamente, acontece a FENÁGUA – Feira Nacional de Águas, onde os visitantes poderão conhecer as novidades em produtos e serviços do setor de águas e meio ambiente subterrâneo. Durante o V CIMAS será apresentada uma sugestão para a gestão pública: o tema Auditoria de áreas contaminadas: complemento à fiscalização das agências. Segundo Everton, os relatórios de investigações de áreas contaminadas são submetidos aos órgãos ambientais de governo, onde são avaliados. O problema é que, como a fiscalização muitas vezes não vai até o local para verificação, há inúmeras possibilidades de fraudes ou falhas técnicas básicas. “O órgão que confere os relatórios não envia fiscais para checagem no local, devido à indisponibilidade de equipes”, aponta. A CIMAS propõe a implantação de uma auditoria obrigatória no Brasil que inclua a entrega de relatório e visita de um auditor terceirizado até o local para avaliar se as normas estão sendo cumpridas. Os órgãos ambientais poderão exigir essa auditoria, sem ter que desembolsar recursos para contratação de fiscais, pois a empresa geradora da contaminação deverá arcar com os custos. Este modelo de auditoria já existe na Austrália e Canadá.

A Associação Brasileira de Águas Subterrâneas (Abas) realiza, nos dias 30 e 31 de outubro, o V Cimas – Congresso Internacional de meio Ambiente Subterrâneo , na Fecomércio, em São Paulo. O evento terá discussões técnicas, científicas e legais com especialistas brasileiros e estrangeiros sobre os principais temas ligados ao uso e extração da água subterrânea. 
 
“Os temas estão bem variados, abrangem setores importantes e específicos do universo da água subterrânea, diferente de anos anteriores onde permeava um assunto principal dividido em diversos subtemas”, observa Everton de Oliveira, professor da Unesp e presidente do congresso. Paralelamente, acontece a FENÁGUA – Feira Nacional de Águas, onde os visitantes poderão conhecer as novidades em produtos e serviços do setor de águas e meio ambiente subterrâneo.
 
Durante o V CIMAS será apresentada uma sugestão para a gestão pública: o tema Auditoria de áreas contaminadas: complemento à fiscalização das agências. Segundo Everton, os relatórios de investigações de áreas contaminadas são submetidos aos órgãos ambientais de governo, onde são avaliados. O problema é que, como a fiscalização muitas vezes não vai até o local para verificação, há inúmeras possibilidades de fraudes ou falhas técnicas básicas. “O órgão que confere os relatórios não envia fiscais para checagem no local, devido à indisponibilidade de equipes”, aponta. 
 
A CIMAS propõe a implantação de uma auditoria obrigatória no Brasil que inclua a entrega de relatório e visita de um auditor terceirizado até o local para avaliar se as normas estão sendo cumpridas. Os órgãos ambientais poderão exigir essa auditoria, sem ter que desembolsar recursos para contratação de fiscais, pois a empresa geradora da contaminação deverá arcar com os custos. Este modelo de auditoria já existe na Austrália e Canadá. 

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SANEAMENTO
Fenasan vai de 17 a 19 de setembro

O 30º Encontro Técnico AESabesp (Congresso Nacional de Saneamento) e a Fenasan (Feira Nacional de Meio Ambiente) serão realizados entre os dias 17 e 19 de setembro, no Pavilhão Branco do Expo Center Norte, em São Paulo. Os eventos são promovidos pela Associação dos Engenheiros da Sabesp – AESabesp. O Congresso acontece das 9h às 18h, enquanto a Feira, das 13h às 20h. O encontro tem início às 10h com uma palestra Magna sobre ”Perspectivas do Saneamento Ambiental no Estado de São Paulo”, ministrada pelo Secretário de Infraestrutura e Meio Ambiente do Estado de São Paulo, Marcos Penido. A programação do evento inclui temas que estão na pauta do País. As inscrições podem ser feitas pelo site https://www.fenasan.com.br/inscricao e o credenciamento gratuito através do https://www.fenasan.com.br/credenciamento . A programação com mesas redondas e painéis estão disponíveis no https://www.fenasan.com.br/fenasan2019-grade-17set.&nbsp ; No 1º dia acontece o painel “Saúde - reflexos do saneamento e poluentes ambientais (o que os dados epidemiológicos nos revelam?)”, das 17h às 18h. O encontro terá a presença de Telma Nery (Sabesp) e Fatima Marinho (Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo – USP) e coordenação de Sonia Nogueira (Sabesp). Ela que é madrinha da mesa, explica que o Painel “discutirá à luz dos estudos epidemiológicos existentes, com representantes de instituições técnicas da saúde e do setor de saneamento, como utilizar a metodologia e como incorporar o fator saúde às avaliações de acesso a estruturas sanitárias no Brasil, por meio da estimativa da Carga Global de Doença atribuível a estruturas sanitárias insuficientes no país”. Mais cedo, ainda no 1º dia, acontece a mesa redonda “Segurança de barragem no setor de recursos hídricos e saneamento”, às 13h. O debate terá como moderador Ricardo Borsari (Sabesp) e os palestrantes José Augusto Mendes (Departamento de Águas e Energia Elétrica de São Paulo), Carlos Henrique de Medeiros (Comitê Brasileiro de Barragens) e Wongsui Tung (Sabesp). No dia 18 é realizada a Mesa Redonda “Água de beber: inovações nos critérios de potabilidade e políticas públicas de saneamento e saúde”, das 11h às 12h30, com a participação dos especialistas José Carlos Mierzwa (Universidade de São Paulo), Thais Araújo Cavendish (Ministério de Saúde) e Marcelo de Paula Neves Lelis (Ministério da Integração. A coordenação desta mesa será da Engenheira Roseane M. Garcia Lopes de Souza, coordenadora das Câmaras Técnicas de Saúde Pública e de Resíduos Sólidos da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental Seção São Paulo (ABES-SP). No dia 19, às 11h, é realizada a mesa redonda “Perspectivas do Marco Legal do Saneamento”, tema que tem movimentado discussões em todo o país nos últimos dois anos (o Projeto de Lei que revisa o Marco deve ser votado até outubro deste ano). Coordenado por Viviana Borges, Presidente da AESabesp, o painel contará com moderação de Roberval Tavares de Souza, Presidente da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental – ABES, e os palestrantes convidados Michelli Takahara, Secretária Nacional de Saneamento do Ministério do Desenvolvimento Regional, Percy Soares Neto, da Associação Brasileira das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto - ABCON, e Marcus Vinícius Fernandes Neves, presidente da Associação Brasileira das Empresas Estaduais de Saneamento – AESBE. Promovida há 30 anos consecutivos pela AESabesp, a Fenasan é realizada simultaneamente com o Encontro Técnico da AESabesp. Entre visitantes da Feira e congressistas do Encontro/Congresso, o evento recebe em média 22 mil pessoas em cada edição anual. Seu público é formado por executivos, técnicos, empresários, estudantes, gestores e pesquisadores de órgãos públicos e privados, acadêmicos e demais interessados no avanço da aplicação dos conhecimentos em saneamento ambiental, resultando numa das visitações mais qualificadas das realizações do setor.

10 de setembro, 2019
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GESTÃO AMBIENTAL
Congresso Brasileiro recebe trabalhos até julho

O Congresso Brasileiro de Gestão Ambiental recebe inscrições de resumos expandidos interessados até o próximo 1º de julho. Com o tema central “Gestão Ambiental e o Meio Urbano”, o Congresso está em sua na 9ª edição e ocorre em novembro na Universidade Metodista de São Paulo, no ABC paulista. As inscrições podem ser feitas no site do Instituto Brasileiro de Estudos Ambientais ( www.ibeas.org.br ), promotor da iniciativa. Entre os temas a serem abordados estão Gestão Ambiental em Indústrias : Tratamento de Efluentes e Resíduos Industriais; Gestão de Resíduos Sólidos Urbanos: Políticas Públicas, Coleta, Tratamento e Destinação ; Poluição do Ar, Controle de Ruido e Vibração ; Educação Ambiental e Sustentabilidade ; Gestão em Áreas Verdes , Arborização Urbana, Fauna e Flora ; Recursos Hídricos, Qualidade das Águas, Bacias Hidrográficas ; Tratamento de Água, de efluentes líquidos e Drenagem Urbana ; Avaliação de Impactos Ambientais, Certificação Ambiental e ISO 14001, entre outros. Serão aceitas inscrições de trabalhos técnicos na forma oral e pôster. Os trabalhos devem ser inéditos e representar contribuição real ao desenvolvimento da gestão ambiental. A inscrição será feita mediante envio do resumo expandido unicamente por meio do Portal do Congresso até as 24h de 1º julho. O 9º Congresso Brasileiro de Gestão Ambiental está programado para 26 a 29 de novembro e contará com palestras, mesas-redondas, minicursos e visitas técnicas pelo ABC paulista, em promoção conjunta do curso de Engenharia Ambiental e Sanitária da Metodista.

8 de junho, 2018
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ÁGUAS SUBTERRÂNEAS
Produção técnico-científica cresce no Brasil

O V CIMAS – Congresso Internacional de meio Ambiente Subterrâneo aconteceu nos dias 30 e 31 de outubro, na sede da Fecomércio, em São Paulo. Em paralelo, foi realizado o 2º Encontro Técnico de Produtos e Soluções para Águas Subterrâneas e a Fenágua - Feira Nacional da Água. O V Cimas recebeu 109 trabalhos científicos, cerca de 250 técnicos, especialistas e representantes do setor público para debater modelos de gestão de águas subterrâneas, tecnologias, regularização de poços, auditoria de águas contaminadas, avaliações ecotoxicológicas (água e solo) entre outros temas. O aumento do interesse fez com que os organizadores ampliassem o espaço para as apresentações orais, que contaram com 29 trabalhos expostos. Everton de Oliveira, presidente do Congresso, disse que a mobilização sobre a boa gestão de águas subterrâneas deve ser uma constante. “No Brasil e em todo o planeta são necessárias medidas que protejam não apenas a água e o solo, mas principalmente os usuários”. Apesar da abundância de água, há o risco de escassez por falta de infraestrutura e de gestão adequada do insumo, além de interferências geográficas, já que a grande concentração de água não está necessariamente nos locais de maior necessidade. O geólogo José Paulo Neto, presidente da Associação Brasileira de Águas Subterrâneas (Abas), reafirma que o Brasil possui mananciais de grande magnitude de água subterrânea que necessitam de boa gestão para manter essa disponibilidade. “O brasileiro não corre o risco de ficar sem água subterrânea, mas está suscetível a consumir água contaminada, em razão de más políticas de gestão”, alertou. Afirmou ainda que os poços artesianos não têm perigo de esgotar aquíferos subterrâneos, nem acabar com a água do planeta. “Embora muitas pessoas não saibam, as águas subterrâneas geram entre 600 mil a 1 milhão de empregos diretos e indiretos, garantindo o abastecimento de 48% da população brasileira”, diz Neto. Em relação à contaminação, as águas subterrâneas têm uma maior proteção que as águas superficiais por estarem entre espessos estratos de rochas. Mas em algumas situações podem, assim como as águas superficiais, estar sujeitas a certo grau de poluição decorrente da contaminação do solo por produtos químicos de origem agrícola (pesticidas), industrial (chumbo e outros metais pesados) e residencial (esgoto doméstico). Nos casos de contaminação, o professor Roberto Braga, da Unesp, afirma que deve ser avaliada não apenas a agressão contaminante, mas a vulnerabilidade do ambiente afetado pela contaminação. “Essa vulnerabilidade depende de três fatores: exposição e sensibilidade ao contaminante, capacidade adaptativa ou de resposta ao efeito adverso e o atributo da população exposta”, observa. Braga comenta eu se deve reduzir a vulnerabilidade, aliada a outras metas, como fomentar trabalhos de desenvolvimento sustentável e ações de compensação de contaminação.

8 de novembro, 2017
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POLLUTEC
BNDES e gestores debatem saneamento

Newton de Lima Azevedo, governador brasileiro do Conselho Mundial da Água, Gesner Oliveira, sócio da GO Associados e Arian Bechara, chefe do Departamento de Saneamento Ambiental do BNDES, participam do debate “ Implementa çã o da Gest ã o Integrada da Á gua ”na Pollutec Brasil, feira de tecnologias ambientais mundial, que acontece entre os dias 12 e 15 de abril no Anhembi. O “Implementação sobre Gestão Integrada da Água”terá mediação de Newton Azevedo, além da participação de João Carlos Mello, Presidente da Thymos Consultoria, James Miralves, consultor sênior em gestão de resíduos da PHEBEE Consulting e Ana Flávia, representante do Parlamento Nacional da Juventude pela Água (PNJA). Antes dos debates, haveráuma exposição feita por Jean-François Donzier, Diretor-geral do Office International de l’Eau, organização francesa que foca a importância da capacitação técnica e gerencial dos profissionais de saneamento. O debate seráorganizado pelo movimento Rumo a Bras í lia 2018 , iniciativa da se çã o Brasil do Conselho Mundial da Água que prevêuma série de ações preparatórias ao Fórum trianual da entidade, a ser realizado daqui a dois anos na capital federal. O debate integra o fórum “ Cuidando do Futuro ” , evento simultâneo àfeira que discutirácases, desafios e oportunidades ligados ao desenvolvimento sustentável no Brasil e no mundo. No dia 14, às 11h30, o debate foca na garantia no futuro da água para abastecimento e uso industrial, e o papel fundamental desempenhado por boas práticas em áreas correlatas àgestão hídrica —financiamento e viabilização de projetos, gestão de resíduos e efluentes, energia (matrizes geradoras/consumo), conscientização socioambiental. Desenvolvido em parceria com a ABES (Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental), o fórum “Cuidando do Futuro” promoverá 32 palestras em quatro dias. Integram o painel empresas como Suez, Solví, Estre ambiental, Thermo Fisher, Nalco / Ecolab, Mizumo,Pellenc e Actemium, além de diversas entidades ligadas ao setor ambiental —Abetre (Associação Brasileira de Empresas de Tratamento de Resíduos), Abrelpe (Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais), Abesco (Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia), Abrecon (Associação Brasileira para Reciclagem de Resíduos da Construção Civil e Demolição), Abal (Associação Brasileira do Alumínio) e Abividro (Associação Técnica Brasileira das Indústrias Automáticas de Vidro). A programação completa do evento pode ser conferida no http://www.pollutec-brasil.com/Eventos-Simultaneos/Forum-Cuidando-do-Futuro . Nos dias 12 e 13, o Sindicato Nacional das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto (Sindcon) promoverána Pollutec o 6º Encontro Nacional das Águas (6º ENA) onde serádebatida a troca de experiências e soluções para a expansão dos serviços. A programação está disponível no link http://www.abconsindcon.com.br/ena/programacao ). No dia 14 estáprevista visita técnica ao Aquapolo, projeto de água de reuso construído a partir de parceria entre Sabesp e Odebrecht Ambiental, que é o maior empreendimento do tipo na América do Sul. A Rede Brasileira de Centros Internacionais de Negócios (Rede CIN), coordenada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), organiza o Encontro Internacionais de Neg ó cios da Pollutec Brasil . No estande da Rede CIN, o público terá contato com projetos e serviços oferecidos pelas empresas do segmento de Meio Ambiente e Tecnologias de Produção Limpa do Sistema Indústria, que ajudam o setor produtivo a desenvolver inovações e soluções ambientais. A expectativa épromover pelo menos 200 encontros de negócios. A Pollutec Brasil acontece simultaneamente à Feicon Batimat 2016, evento do mercado de construção civil. Maiores informações sobre a Pollutec podem ser obtidas no http://www.pollutec-brasil.com/

5 de abril, 2016
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ÁGUA
A ameaça aos aqüíferos subterrâneos

“Hoje no Brasil, quando é descoberta uma área contaminada, em muitos casos é aceito o procedimento de inutilizá-la e continuar escondendo o problema debaixo da terra ao invés de se optar pela remediação”, explica o geólogo e professor Everton de Oliveira, secretário-executivo da ABAS – Associação Brasileira de Águas Subterrâneas, durante o CIMAS (Congresso Internacional de Meio Ambiente Subterrâneo), realizado em Sâo Paulo, os dias 05 e 06 de outubro. O evento é referência mundial em áreas técnicas, legais e acadêmicas ligadas ao meio ambiente subterrâneo, possibilitando troca de informações entre experts do setor por meio de palestras e mesas redondas. Em paralelo ao congresso, foi realizada a FENÁGUA – Feira Nacional de Águas, com produtos e serviços do setor de águas e meio ambiente subterrâneo. Oliveira afirma que cada vez mais o país precisa de água em quantidade e qualidade e para isso é preciso considerar a remediação como uma das soluções para aumentar a oferta hídrica. “Não basta discutir contaminação, mas sim apresentar como as águas subterrâneas podem ajudar na solução desse momento de grave crise hídrica”, enfatiza Everton. Durante muito tempo, produtos potencialmente poluidores foram lançados diretamente no solo, em valas, cavas e poços, gerando inúmeras contaminações no solo e na água subterrânea. “Estas práticas que hoje são condenáveis eram comuns há alguns anos. Quando os contaminantes eram depositados ou derramados, atingiam a superfície do solo, se infiltrando lentamente pelo meio poroso até chegar ao lençol freático, que é o primeiro e mais vulnerável aquífero. O solo contaminado, por permitir uma lenta lixiviação de contaminantes para as águas subterrâneas, passa a se constituir numa fonte de contaminação, armazenando fase residual de produto em seus poros”, explica Everton. De acordo ele, todas as fases da contaminação do meio ambiente subterrâneo merecem técnicas especiais para avaliação e remediação, pois o comportamento dos contaminantes depende tanto das propriedades físico-químicas do aquífero quanto das interações de suas propriedades com o meio. O geólogo Carlos Giampá, especialista e conselheiro vitalício da ABAS, informa que nas áreas urbanas os vazamentos dos postos de gasolina e utilização inadequada de produtos químicos, o chorume de aterros sanitários (já proibidos por lei), a falta de saneamento básico e uso de fossas contaminam o lençol freático. “Na zona rural, já temos indícios de que a construção e o uso inadequados dos poços têm contaminado também os mananciais subterrâneos”, completa. Entre as causas dessas contaminações estão o uso de defensivos agrícolas e os fertilizantes, principalmente os nitrogenados lixiviados que venham a penetrar diretamente nos poços. “Por falta de cultura, sempre nos vimos como um país com água abundante, mas poucos estão preocupados com ela. As águas subterrâneas são importantes para a formação dos rios e grande parte do abastecimento no País. Se não houver planejamento e fiscalização, esse recurso também estará ameaçado, com consequências terríveis”, alerta.

15 de outubro, 2015