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HYDRO

Adoção de gás natural em refinaria

Adoção de gás natural em refinaria

A substituição de óleo combustível pesado por gás natural irá reduzir as emissões em 600 mil toneladas.

A Hydro anunciou investimento de R$ 1,1 bilhão para a substituição de óleo combustível da sua refinaria Alunorte no Pará. Trata-se de um projeto-chave para a estratégia climática da Hydro e o compromisso global da companhia de reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 30% até 2030. A substituição de óleo combustível pesado por gás natural irá reduzir as emissões em 600 mil toneladas. O projeto também está em linha com o compromisso da companhia com o Governo do Pará de apoiar o uso desta energia na região, incluindo o acesso a outros consumidores regionais. "Nosso desempenho é baseado em uma sólida estratégia de sustentabilidade. Com base em nossa crença de que a sustentabilidade pode gerar lucratividade, estamos investindo em tecnologias avançadas e aproveitando iniciativas sustentáveis para tornar nossas operações uma referência em segurança, inovação, proteção ambiental e responsabilidade social", afirma Domingos Campos, Diretor de Sustentabilidade da Hydro.

Desde dezembro de 2020, após um ano e meio de testes, a Hydro utiliza a metodologia "Tailings Dry Backfill", em Paragominas, onde fica localizada a mina da empresa. A metodologia permite que os rejeitos inertes da mineração de bauxita sejam devolvidos às áreas já abertas e mineradas. O rejeito da mineração da bauxita é química e fisicamente similar ao que foi retirado durante o processo de lavra, então é devolvido para a natureza sem nenhum impacto ao meio ambiente. Após a secagem em depósito temporário por 60 dias, os rejeitos de bauxita são devolvidos às áreas mineradas, antes da área ser reabilitada e reflorestada.

A utilização das melhores práticas ambientais faz parte dos compromissos da Mineração Paragominas, que investe na reabilitação de áreas de mineração para devolver à sociedade um ambiente semelhante ao existente antes do início de suas atividades. Desde 2009, quando começou o programa de reflorestamento, a Mineração Paragominas já contabiliza uma área de 2.300 hectares no processo de recuperação. Em média, 200 mil mudas de espécies nativas são produzidas por ano no viveiro da empresa.

A meta da empresa é recuperar na proporção de 1:1, ou seja, a cada 1 hectare disponibilizado no ano (área lavrada, menos a área utilizada para infraestrutura) será recuperado 1 hectare em até dois anos após a disponibilização. O trabalho de recuperação das áreas mineradas da empresa está em constante aperfeiçoamento e conta com o suporte de projetos de pesquisas, visando à melhoria contínua das técnicas aplicadas, que são realizados pelo Consórcio de Pesquisa de Biodiversidade Brasil-Noruega (BRC). O consórcio reúne pesquisadores da Universidade Federal do Pará (UFPA), da Universidade Rural da Amazônia (UFRA), do Museu Paraense Emilio Goeldi, da Universidade de Oslo (UiO), profissionais da Hydro no Brasil e Noruega.

A Hydro também atua em parcerias com universidades de renome como Universidade Federal do Pará (UFPA) e a Universidade de São Paulo (USP) para pesquisa sobre o uso do resíduo e rejeitos da bauxita para a produção de outros componentes sustentáveis, como cimento e agregado sintético. O investimento em pesquisas com esse viés faz parte da estratégia de sustentabilidade da Hydro.

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ALUNORTE
Cimento a partir de resíduos da bauxita

A Alunorte e a Universidade Federal do Pará (UFPA) assinaram, em junho, um acordo para realização de pesquisa sobre a viabilidade de produção de cimento de baixo carbono a partir do resíduo de bauxita. O projeto integra o convênio entre a Hydro e a Universidade, iniciado em 2019 para a realização de diversas linhas de pesquisa, entre elas com o resíduo resultante das operações da Hydro em Barcarena e Paragominas, municípios paraenses. A pesquisa sobre um cimento de baixo carbono está diretamente associada à meta de sustentabilidade para o resíduo de bauxita estabelecida pela Hydro. A companhia busca utilizar parte deste resíduo para a geração de novos produtos até 2030. Esse percentual equivale a aproximadamente 500 mil toneladas de resíduo de bauxita ao ano. O objetivo é desenvolver soluções tecnológicas sustentáveis para produtores de cimento da região para reduzir os custos com a produção e, principalmente, o impacto ambiental, por meio da redução da emissão de gases causadores do efeito estufa e da preservação de recursos naturais. A pesquisa tem previsão de duração de 18 meses e conta com cinco pesquisadores do Laboratório de Tecnologia das Construções da UFPA e outros cinco profissionais do Departamento de Tecnologia, que inclui a área de Pesquisa & Desenvolvimento da Hydro. O diretor Industrial da Alunorte, Michel Lisboa, afirma que o projeto é a oportunidade de a Alunorte aplicar na prática todo o conhecimento da universidade para o desenvolvimento de tecnologias sustentáveis e duradouras. "A Hydro busca ser referência em sustentabilidade na indústria do alumínio. Para isso, a parceria em busca de inovação junto à academia é fundamental. A pesquisa é uma oportunidade de promover avanços globais e locais na nossa gestão ambiental, com redução da emissão de carbono e o reaproveitamento do resíduo da bauxita. Uma busca incessante de toda a indústria do alumínio", afirma Michel Lisboa. A pesquisa sobre a utilização de resíduo de bauxita é o primeiro projeto do convênio. "A assinatura do primeiro convênio simboliza a concretização de uma parceria, que é resultado dos esforços dos dois lados. O projeto abre um leque de iniciativas, além de trazer benefícios futuros às duas partes. Esse resíduo se transformará em matéria-prima para a indústria de cimento e a etapa de processamento tem potencial para a geração de emprego", afirmou o gerente sênior de Pesquisa & Desenvolvimento de Bauxita & Alumina da Hydro, Erik Araújo. A Hydro e a UFPA já são parceiras, desde 2013, no Consórcio de Pesquisa em Biodiversidade Brasil-Noruega (BRC), em Paragominas, que também é integrado pela Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), a Universidade de Oslo e o Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG). O Consórcio busca alcançar o nível mais alto de desenvolvimento em reabilitação ecológica e ambiental, a partir da ciência, além de fomentar a educação e pesquisa. Cerca de 100 profissionais estão envolvidos em todos os programas de pesquisa do Consórcio. O BRC já implementou diversos estudos inéditos, como de algas e crustáceos, entre outros.

13 de julho, 2020
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ALUNORTE
Ibama suspende embargo a área

O Ibama suspendeu o embargo da nova área de depósito de resíduos de bauxita (DRS2) da refinaria de alumina da Hydro, a Alunorte. O embargo da Justiça Federal continua em vigor. O órgão ambiental decidiu pela suspensão após analisar as informações solicitadas à Alunorte e a SEMAS - Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará. A decisão de suspender o embargo veio após uma decisão interlocutória concedida pelo Ibama à Alunorte, em 5 de outubro. Essa autorização liberou a empresa para utilizar sua tecnologia de filtro prensa, tecnologia disponível mundialmente para disposição de resíduos de bauxita. O uso do DRS2 combinado à tecnologia do filtro prensa foi à solução sustentável de longo prazo encontrada pela companhia. A decisão não permite a retomada imediata da fase de testes e comissionamento do DRS 2, pois o embargo da Justiça Federal continua válido. "O novo depósito de resíduos de bauxita, juntamente com o filtro prensa, é a tecnologia de tratamento de resíduos de bauxita mais moderna do mundo. Continuaremos o diálogo com as autoridades para buscar a permissão para utilizar o novo depósito. Isso é fundamental para a sustentabilidade e continuidade das operações da refinaria", diz John Thuestad, Vice-Presidente Executivo da Hydro da área de negócios de Bauxita & Alumina. O DRS2 é construído especialmente para armazenar com segurança os resíduos de bauxita processados pelos filtros prensa. A tecnologia de filtros prensa reduz significativamente a umidade no resíduo, permitindo que seja empilhado a seco. Esta medida reduz a área necessária para armazenamento, além de ampliar a segurança e reduzir a pegada ambiental. O prazo para a suspensão dos embargos que limitam a produção da Alunorte a 50% da capacidade total permanece incerto.

6 de novembro, 2018