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Hydro assina Pacto pelo Clima em Paragominas

Hydro assina Pacto pelo Clima em Paragominas

Desenvolvido pela Secretaria de Meio Ambiente de Paragominas, o projeto Paragoclima tem como meta zerar as emissões de Gás de Efeito Estufa (GEE)até 2030

No dia 25 de maio, A Hydro assinou o Pacto pelo Clima, parte integrante do projeto Paragoclima, que consiste em uma série de ações para que o município alcance, em curto prazo, a neutralidade na emissão de carbono. Desenvolvido pela Secretaria de Meio Ambiente de Paragominas, o projeto Paragoclima, criado pelo decreto municipal nº 22/2023, tem como meta reduzir as emissões de Gás de Efeito Estufa (GEE) a zero até 2030, em uma construção conjunta com lideranças e atores sociais, instituições públicas e privadas, que estejam à disposição para criar políticas públicas de mudanças climáticas.


Atualmente, o projeto Paragoclima tem estrutura de governança composta por cinco grupos de trabalho (GTs), com o objetivo de construir políticas públicas em parceria e adesão de toda a sociedade local. “Temos o propósito de criar uma sociedade mais viável desenvolvendo recursos naturais em produtos e soluções de forma inovadora e eficiente. Investimos permanentemente em P&D de projetos com foco na descarbonização. Seguiremos firme neste propósito, em parceria com instituições de pesquisa, entidades de classe e todas as esferas governamentais, em prol do desenvolvimento territorial sustentável das regiões onde operamos”, afirma Anderson Baranov, vice-presidente sênior de Relações Externas da Hydro na América do Sul.


Em âmbito global, a Hydro visa diminuir as emissões de carbono em 30% até 2030 e meta de zero emissões em todas as linhas até 2050 para contribuir .com uma criação de uma sociedade justa e uma economia circular, produzindo e fornecendo produtos de forma responsável, oferecendo alumínio sem emissão de carbono, investindo em soluções circulares e gerando mais energia renovável. Em 16 anos de operação, a Hydro Paragominas informa que contabiliza resultados relevantes nos campos da sustentabilidade e da inovação, como o investimento em pesquisa meteorológica e climatológica para aperfeiçoar a gestão dos recursos hídricos da mina de bauxita. O estudo integra um convênio com a Universidade Federal do Pará (UFPA) e tem o objetivo de tornar ainda mais eficiente o reaproveitamento de água da chuva na unidade. Ainda em parceria com a UFPA, a companhia iniciou estudos sobre o uso de placas solares na mina para reduzir a evaporação da água dos reservatórios da planta, além de oferecer uma nova fonte de energia capaz de atender parte do consumo próprio da mina. O investimento inicial no projeto é de cerca de R$ 1 milhão.


Já a metodologia pioneira “Tailing Dry Backfill” na mineração de bauxita no Brasil permite que os rejeitos inertes de bauxita sejam devolvidos às áreas já abertas e mineradas, ao invés de serem depositados em áreas separadas e permanentes de armazenamento. Assim, proporciona significativa redução da pegada ambiental da mineração de bauxita e mais segurança operacional. Na área ambiental, a Hydro já reflorestou mais de 2.905 hectares em Paragominas, na região da mina de bauxita. Só em 2022, a empresa atuou na reabilitação de cerca de 259 hectares, um crescimento de 55% em relação ao ano anterior.


Em 2022, a Hydro também plantou 75.449 mudas de 131 espécies de 39 famílias adaptáveis à realidade da região, a exemplo do ipê amarelo, maçaranduba, jatobá, copaíba, ingá-de-macaco, sucuuba, paricá, fava bolota, entre outros. As ações contribuem para reforçar a meta da reabilitação de 1:1 que a Hydro possui. Ou seja, para cada hectare minerado, este mesmo hectare é reflorestado, em até dois anos após a lavra.

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ALUNORTE
Cimento a partir de resíduos da bauxita

A Alunorte e a Universidade Federal do Pará (UFPA) assinaram, em junho, um acordo para realização de pesquisa sobre a viabilidade de produção de cimento de baixo carbono a partir do resíduo de bauxita. O projeto integra o convênio entre a Hydro e a Universidade, iniciado em 2019 para a realização de diversas linhas de pesquisa, entre elas com o resíduo resultante das operações da Hydro em Barcarena e Paragominas, municípios paraenses. A pesquisa sobre um cimento de baixo carbono está diretamente associada à meta de sustentabilidade para o resíduo de bauxita estabelecida pela Hydro. A companhia busca utilizar parte deste resíduo para a geração de novos produtos até 2030. Esse percentual equivale a aproximadamente 500 mil toneladas de resíduo de bauxita ao ano. O objetivo é desenvolver soluções tecnológicas sustentáveis para produtores de cimento da região para reduzir os custos com a produção e, principalmente, o impacto ambiental, por meio da redução da emissão de gases causadores do efeito estufa e da preservação de recursos naturais. A pesquisa tem previsão de duração de 18 meses e conta com cinco pesquisadores do Laboratório de Tecnologia das Construções da UFPA e outros cinco profissionais do Departamento de Tecnologia, que inclui a área de Pesquisa & Desenvolvimento da Hydro. O diretor Industrial da Alunorte, Michel Lisboa, afirma que o projeto é a oportunidade de a Alunorte aplicar na prática todo o conhecimento da universidade para o desenvolvimento de tecnologias sustentáveis e duradouras. "A Hydro busca ser referência em sustentabilidade na indústria do alumínio. Para isso, a parceria em busca de inovação junto à academia é fundamental. A pesquisa é uma oportunidade de promover avanços globais e locais na nossa gestão ambiental, com redução da emissão de carbono e o reaproveitamento do resíduo da bauxita. Uma busca incessante de toda a indústria do alumínio", afirma Michel Lisboa. A pesquisa sobre a utilização de resíduo de bauxita é o primeiro projeto do convênio. "A assinatura do primeiro convênio simboliza a concretização de uma parceria, que é resultado dos esforços dos dois lados. O projeto abre um leque de iniciativas, além de trazer benefícios futuros às duas partes. Esse resíduo se transformará em matéria-prima para a indústria de cimento e a etapa de processamento tem potencial para a geração de emprego", afirmou o gerente sênior de Pesquisa & Desenvolvimento de Bauxita & Alumina da Hydro, Erik Araújo. A Hydro e a UFPA já são parceiras, desde 2013, no Consórcio de Pesquisa em Biodiversidade Brasil-Noruega (BRC), em Paragominas, que também é integrado pela Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), a Universidade de Oslo e o Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG). O Consórcio busca alcançar o nível mais alto de desenvolvimento em reabilitação ecológica e ambiental, a partir da ciência, além de fomentar a educação e pesquisa. Cerca de 100 profissionais estão envolvidos em todos os programas de pesquisa do Consórcio. O BRC já implementou diversos estudos inéditos, como de algas e crustáceos, entre outros.

13 de julho, 2020
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Consórcio BRC é renovado por cinco anos

A Universidade Federal do Pará (UFPA), a Universidade Rural da Amazônia (UFRA), o Museu Paraense Emilio Goeldi, a Universidade de Oslo (UiO) e empresa Norsk Hydro assinaram a renovação do acordo de colaboração que estende o investimento no Consórcio BRC por mais cinco anos. A iniciativa começou em 2013, proposta e mediada pela norueguesa Hydro, em parceria com três empresas instaladas no Pará - a Hydro Alunorte e Albras, em Barcarena, e a Hydro Paragominas. O negócio já alcançou resultados inéditos onde opera lavra de bauxita, com foco na reabilitação florestal e no levantamento das espécies, entre fungos, insetos, seres aquíferos e mamíferos. Nos últimos quatro anos, os estudos apoiados pelo convênio registraram duas espécies novas de insetos na Amazônia: uma vespa e um percevejo, além de descobrir três novas espécies de fungos, oito novas ocorrências de espécies de fungos no Brasil e três novas ocorrências de espécies de fungos para a Amazônia. A parceria Brasil-Noruega também gerou treze projetos de pesquisas aprovados, relacionados a diversos temas, como gases de efeito estufa, fungos, crustáceos, peixes, aves, mamíferos, flora, botânica solos, insetos, entre outros. O convênio BRC tem a participação de aproximadamente 100 profissionais - doutores, mestrandos, estudantes de graduação e técnicos – que produzem trabalhos científicos, com cinco dissertações de mestrado concluídas e outras 22 pesquisas, que serão publicadas ainda este ano. “A Hydro é consciente de seu compromisso com o desenvolvimento sustentável e de longo prazo. Por isso, acreditamos a importância deste convênio que promove a colaboração, buscando soluções que recuperem as áreas degradadas e devolvendo à natureza um ambiente igual ou melhor do que encontrado antes de uma operação de mineração”, acredita Silvio Porto, Vice-Presidente Executivo, Bauxita & Alumina da Hydro. A cerimônia de renovação do consórcio BRC teve a presença do embaixador da Noruega, Nils Martin Gunneng, as lideranças da Hydro no Brasil, autoridades do Governo do Estado do Pará e os reitores e diretores das instituições de pesquisa, que assinam o acordo e viabilizam o programa por mais cinco anos.

9 de novembro, 2017