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AMAZÔNIA

Hydro e UFPA realizam estudo sobre biodiversidade

Hydro e UFPA realizam estudo sobre biodiversidade

A pesquisa trará como resultados bioindicadores que poderão ser utilizados pela empresa e, também, por toda a toda comunidade.

A Hydro disponibilizou de R$ 2,7 bilhões para financiamento de pesquisa sobre a biodiversidade aquática do município de Barcarena (PA). O estudo acontecerá em parceria com o Instituto de Ciências Biológicas (ICB), da Universidade Federal do Pará (UFPA), e tem como objetivo obter informações mais precisas sobre a diversidade, abundância, ecofisiologia e riqueza de peixes, insetos aquáticos, plâncton, perifíton (biofilme com micro-organismos) e macrófitas (plantas aquáticas) da região. A pesquisa trará como resultados bioindicadores que poderão ser utilizados pela empresa e, também, por toda a toda comunidade e terão duração de quatro anos. O valor engloba materiais e equipamentos para a universidade, além de bolsas de estudo para alunos.

“Atualmente, há poucos dados sobre a biodiversidade aquática de Barcarena porque uma pesquisa como esta nunca foi realizada na região. Os resultados desta pesquisa que será feita pela UFPA, serão públicos e poderão ser consultados por todos. Este aprendizado compartilhado pode ajudar em mobilizações em prol do bem mais precioso da Amazônia: recursos naturais. Essa pesquisa é uma iniciativa voluntária da Alunorte e faz parte da nossa estratégia de sustentabilidade”, afirma Carlos Neves, Diretor de Operações de Bauxita & Alumina da Hydro. A pesquisa faz parte do convênio de cooperação técnico-científica, assinado entre as partes em 2019 e terá linhas diferentes de atuação, como o estudo e mapeamento de peixes que habitam a região, a investigação do modo de como os vegetais reage aos estímulos do ambiente onde vivem, a avaliação do conjunto de organismos que residem nos ambientes aquáticos, assim como algas e estudo de insetos que vivem pelo menos um estágio do ciclo de vida em rios e igarapés, como libélulas, percevejos, besouros, dentre outros.

O projeto distribuirá 18 bolsas de estudo entre mestrado, doutorado e pós-doutorado, mais 10 bolsas de iniciação científica. Os pesquisadores irão recolher amostras dos organismos aquáticos e a própria água dos riachos para levarem aos laboratórios e realizarem as análises da pesquisa. Serão oito profissionais envolvidos no projeto entre professores e empregados da Hydro, além dos alunos. “A Amazônia é reconhecida mundialmente por sua imensa biodiversidade, por abrigar muitas espécies e serviços ecossistêmicos essenciais”, diz o professor Leandro Juen, da UFPA, líder do projeto.

Apesar desta riqueza, o bioma ainda tem muitas lacunas, uma vez que muitas espécies ainda não foram descritas pela ciência ou ainda não foi possível apontar as áreas aonde elas ocorrem e quais são os fatores ou condições que determinam sua distribuição. Portanto, o projeto entre Hydro e UFPA permite gerar dados importantes que vão contribuir para a diminuição desta ausência de informação. Outro ponto muito importante para ser ressaltado é a grande contribuição para a formação de recursos humanos qualificados em trabalhar com biodiversidade, em uma das áreas mais carentes do Brasil, uma vez que as bolsas de ensino contempladas no projeto, possibilitará que alunos realizam suas pesquisas e concluam seus estudos.

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NASCENTES
UFV e CBA avaliam efeitos da mineração

A Universidade Federal de Viçosa (UFV) e a Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) desenvolvem o Programa de Estudos Hidrológicos (PEHidro) no município de Miraí (MG) e região para entender o comportamento hídrico em áreas de mineração. Um dos estudos envolve o monitoramento de nascentes, projeto recém-implantado para avaliar a influência da atividade minerária na qualidade e na quantidade de água nesses locais. Na primeira etapa do projeto, os pesquisadores da UFV mapearam cerca de cem nascentes e selecionaram dez para monitoramento, localizadas nos municípios de Miraí, Muriaé, Rosário da Limeira e São Sebastião da Vargem Alegre. O objetivo é acompanhar as bacias hidrográficas de cabeceira que contenham jazidas de bauxita em sua área de drenagem, realizando um comparativo entre as fases pré e pós-mineração de bauxita. O projeto tem a parceria de produtores rurais e proprietários das áreas que serão estudadas. “Eles têm orgulho e reconhecem o valor das suas nascentes. Também se preocupam com sua sustentabilidade, o que reflete na boa adesão ao projeto”, afirma o doutorando Lucas Jesus da Silveira, responsável pela condução do estudo. O coordenador do programa e professor do Departamento de Engenharia Florestal da UFV, Herly Carlos Teixeira Dias, diz que o PEHidro na CBA é tratado com muita atenção por todos os envolvidos, proprietários, estudantes e empresa, pois cada projeto criado traz informações relevantes para toda a comunidade.” O monitoramento de nascentes não foge dessa linha. Entender a dinâmica da água é fundamental para todos nós”, completa. Com os resultados em mãos, UFV e CBA levarão aos proprietários rurais o conhecimento sobre os cuidados com as áreas reabilitadas e a importância desse processo para as nascentes da região. “Trabalhamos com a UFV desenvolvendo tecnologias associadas ao nosso processo de reabilitação ambiental e os resultados das pesquisas desenvolvidas demostram que a atividade minerária na região tem sido realizada de forma responsável e sustentável. Além disso, a nossa parceria segue rendendo uma rica produção científica, entre dissertações, teses e apresentações em eventos acadêmicos no Brasil e no exterior, disponível para ser utilizada pela sociedade em prol do meio ambiente”, destaca o gerente das unidades da CBA na Zona da Mata, Christian Fonseca de Andrade. Além do monitoramento de nascentes, o Programa de Estudos Hidrológicos também realiza o Projeto de Escoamento Superficial com o objetivo de avaliar o escoamento da água sobre o solo, antes e depois da mineração. No seu quinto ano de monitoramento, o estudo foi motivado a partir de questionamentos de moradores locais sobre a influência da mineração na infiltração de água no solo em minas reabilitadas. Os resultados apontaram queda significativa do escoamento superficial da água de chuva, favorecendo a sua infiltração no solo. O escoamento superficial em área reabilitada foi 67,45% menor que uma área ainda não-minerada, sob plantio de eucalipto, e comparando uma mesma área, houve redução de 1,75 vezes no escoamento superficial após a reabilitação. O projeto está na última etapa, que é a de validação da metodologia aplicada. As áreas mineradas são submetidas a processos de reabilitação ambiental, que proporcionam sua reintegração à paisagem da região, utilizando as melhores técnicas, que compreendem todas as etapas para a formação de um ambiente natural e sustentável. Por meio da parceria com a UFV, as novas práticas estão sendo aplicadas para qualificar os processos de reabilitação, conquistando resultados tanto para a Companhia, quanto para a comunidade acadêmica e, principalmente, para o produtor rural.

9 de novembro, 2020
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DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL
Carta de Intenções para promover Amazônia

O Fundo de Sustentabilidade Hydro (FSH) e a Agência dos Estados Unidos para Desenvolvimento Internacional (USAID) assinaram Carta de Intenções para promoção de soluções de desenvolvimento sustentável na Amazônia visando o bem-estar das comunidades locais e melhor conservação da biodiversidade da região. "A Hydro é um parceiro comprometido com os territórios onde atua, ouvindo das comunidades quais são os desafios e as soluções para a construção de municípios melhores para seus vizinhos. Por meio da aproximação com a USAID, pretende-se ampliar a agregação de valor de novos negócios, melhorando a sua organização, produção e comercialização", afirmou Eduardo Figueiredo, diretor do FSH. "A USAID no Brasil tem uma longa história de apoio a iniciativas sustentáveis na Amazônia. Nosso foco no país é formar parcerias estratégicas, e nos últimos anos temos trabalhado em conjunto com o setor privado para potencializar essas ações. Por isso estamos muito felizes com essa nova parceria com a Hydro", disse Ted Gehr, diretor da USAID no Brasil. O Fundo de Sustentabilidade expressa a aposta de suas mantenedoras Hydro, Alunorte e Albras no investimento de longo prazo em conhecimento, diálogo e capacitação técnica para melhoria da qualidade de vida e iniciativas sustentáveis na Amazônia. O Fundo de Sustentabilidade Hydro é uma iniciativa das empresas Hydro, Albras e Alunorte e celebra também o engajamento na "PPA Solidariedade", ação intersetorial com o objetivo de fortalecer a preparação e as respostas às emergências relacionadas à COVID-19. Participam do PPA oito empresas e instituições, cada uma com projetos destinados às populações vulneráveis na Amazônia. No caso do projeto apoiado pelo FSH, as ações serão executadas no município de Barcarena (PA), com financiamento de R$ 2,5 milhões do Fundo e R$ 1,3 milhão da "PPA Solidariedade", plataforma sob gestão da USAID, NPI EXPAND, Plataforma Parceiros pela Amazônia (PPA) e SITAWI Finanças do Bem, totalizando R$ 3,8 milhões. No município paraense serão realizadas campanhas de comunicação de risco e de engajamento das comunidades na prevenção da COVID-19, alinhadas às diretrizes de saúde estaduais e municipais. O FSH, em parceria com a Iniciativa Barcarena Sustentável, apoiará iniciativas já em desenvolvimento no município: o Ativa Barcarena, que beneficiará produtores locais por meio da garantia de compra de produtos da agricultura familiar; e a Rede Todos pelo Trabalho, contribuindo para geração de renda de costureiras e artesãs será incrementada com a produção de máscaras faciais não médicas. As atividades serão facilitadas pelo Instituto Peabiru e Synergia. Desde o início da pandemia, a Hydro já doou R$ 15 milhões para prevenção e combate à COVID-19, valor destinado à construção e manutenção de leitos hospitalares no Pará, compra de milhares de cestas básicas e de produtos de higiene, além de itens e equipamentos médicos aos municípios onde opera.

8 de setembro, 2020
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ALUNORTE
Cimento a partir de resíduos da bauxita

A Alunorte e a Universidade Federal do Pará (UFPA) assinaram, em junho, um acordo para realização de pesquisa sobre a viabilidade de produção de cimento de baixo carbono a partir do resíduo de bauxita. O projeto integra o convênio entre a Hydro e a Universidade, iniciado em 2019 para a realização de diversas linhas de pesquisa, entre elas com o resíduo resultante das operações da Hydro em Barcarena e Paragominas, municípios paraenses. A pesquisa sobre um cimento de baixo carbono está diretamente associada à meta de sustentabilidade para o resíduo de bauxita estabelecida pela Hydro. A companhia busca utilizar parte deste resíduo para a geração de novos produtos até 2030. Esse percentual equivale a aproximadamente 500 mil toneladas de resíduo de bauxita ao ano. O objetivo é desenvolver soluções tecnológicas sustentáveis para produtores de cimento da região para reduzir os custos com a produção e, principalmente, o impacto ambiental, por meio da redução da emissão de gases causadores do efeito estufa e da preservação de recursos naturais. A pesquisa tem previsão de duração de 18 meses e conta com cinco pesquisadores do Laboratório de Tecnologia das Construções da UFPA e outros cinco profissionais do Departamento de Tecnologia, que inclui a área de Pesquisa & Desenvolvimento da Hydro. O diretor Industrial da Alunorte, Michel Lisboa, afirma que o projeto é a oportunidade de a Alunorte aplicar na prática todo o conhecimento da universidade para o desenvolvimento de tecnologias sustentáveis e duradouras. "A Hydro busca ser referência em sustentabilidade na indústria do alumínio. Para isso, a parceria em busca de inovação junto à academia é fundamental. A pesquisa é uma oportunidade de promover avanços globais e locais na nossa gestão ambiental, com redução da emissão de carbono e o reaproveitamento do resíduo da bauxita. Uma busca incessante de toda a indústria do alumínio", afirma Michel Lisboa. A pesquisa sobre a utilização de resíduo de bauxita é o primeiro projeto do convênio. "A assinatura do primeiro convênio simboliza a concretização de uma parceria, que é resultado dos esforços dos dois lados. O projeto abre um leque de iniciativas, além de trazer benefícios futuros às duas partes. Esse resíduo se transformará em matéria-prima para a indústria de cimento e a etapa de processamento tem potencial para a geração de emprego", afirmou o gerente sênior de Pesquisa & Desenvolvimento de Bauxita & Alumina da Hydro, Erik Araújo. A Hydro e a UFPA já são parceiras, desde 2013, no Consórcio de Pesquisa em Biodiversidade Brasil-Noruega (BRC), em Paragominas, que também é integrado pela Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), a Universidade de Oslo e o Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG). O Consórcio busca alcançar o nível mais alto de desenvolvimento em reabilitação ecológica e ambiental, a partir da ciência, além de fomentar a educação e pesquisa. Cerca de 100 profissionais estão envolvidos em todos os programas de pesquisa do Consórcio. O BRC já implementou diversos estudos inéditos, como de algas e crustáceos, entre outros.

13 de julho, 2020
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SUSTENTABILIDADE
Consórcio BRC é renovado por cinco anos

A Universidade Federal do Pará (UFPA), a Universidade Rural da Amazônia (UFRA), o Museu Paraense Emilio Goeldi, a Universidade de Oslo (UiO) e empresa Norsk Hydro assinaram a renovação do acordo de colaboração que estende o investimento no Consórcio BRC por mais cinco anos. A iniciativa começou em 2013, proposta e mediada pela norueguesa Hydro, em parceria com três empresas instaladas no Pará - a Hydro Alunorte e Albras, em Barcarena, e a Hydro Paragominas. O negócio já alcançou resultados inéditos onde opera lavra de bauxita, com foco na reabilitação florestal e no levantamento das espécies, entre fungos, insetos, seres aquíferos e mamíferos. Nos últimos quatro anos, os estudos apoiados pelo convênio registraram duas espécies novas de insetos na Amazônia: uma vespa e um percevejo, além de descobrir três novas espécies de fungos, oito novas ocorrências de espécies de fungos no Brasil e três novas ocorrências de espécies de fungos para a Amazônia. A parceria Brasil-Noruega também gerou treze projetos de pesquisas aprovados, relacionados a diversos temas, como gases de efeito estufa, fungos, crustáceos, peixes, aves, mamíferos, flora, botânica solos, insetos, entre outros. O convênio BRC tem a participação de aproximadamente 100 profissionais - doutores, mestrandos, estudantes de graduação e técnicos – que produzem trabalhos científicos, com cinco dissertações de mestrado concluídas e outras 22 pesquisas, que serão publicadas ainda este ano. “A Hydro é consciente de seu compromisso com o desenvolvimento sustentável e de longo prazo. Por isso, acreditamos a importância deste convênio que promove a colaboração, buscando soluções que recuperem as áreas degradadas e devolvendo à natureza um ambiente igual ou melhor do que encontrado antes de uma operação de mineração”, acredita Silvio Porto, Vice-Presidente Executivo, Bauxita & Alumina da Hydro. A cerimônia de renovação do consórcio BRC teve a presença do embaixador da Noruega, Nils Martin Gunneng, as lideranças da Hydro no Brasil, autoridades do Governo do Estado do Pará e os reitores e diretores das instituições de pesquisa, que assinam o acordo e viabilizam o programa por mais cinco anos.

9 de novembro, 2017