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RESÍDUOS SÓLIDOS

Aegea adquire Ciclus Rio por mais de R$ 1 bilhão

Aegea adquire Ciclus Rio por mais de R$ 1 bilhão

A negociação mostra o avanço da Aegea para ampliar sua atuação no setor de resíduos sólidos, fortalecendo a integração entre os serviços de água esgoto e resíduos sólidos, com soluções sustentáveis.

A Aegea Saneamento concluiu a aquisição da Ciclus Rio por mais de R$ 1 bilhão, uma operadora de tratamento e destinação de resíduos sólidos com atuação consolidada no município do Rio de Janeiro. A negociação mostra o avanço da Aegea para ampliar sua atuação no setor de resíduos sólidos, fortalecendo a integração entre os serviços de água esgoto e resíduos sólidos, com soluções sustentáveis. “Esta operação está alinhada à visão da Aegea de ampliar sua atuação em toda a cadeia do saneamento ambiental, com foco na universalização, indo além do tratamento de água e esgoto ao trabalhar soluções integradas e inovadoras, sempre com o propósito de gerar impacto positivo para a população e para meio ambiente”, afirma Radamés Casseb, CEO da Aegea.

Com a ampliação do escopo de atuação em diferentes áreas do saneamento e regiões do Brasil, a Aegea demonstra o interesse em obter sinergias operacionais com outras unidades do Grupo, como a Águas do Rio, que já atua abastecimento de água e esgotamento sanitário em 27 municípios do estado do Rio de Janeiro, incluindo 124 bairros da capital, e a Regenera Cariri, em parceria com a Engep Ambiental, com atuação na gestão de resíduos sólidos em 9 municípios da região do Cariri, no Ceará. Fundada em 2010 como uma joint venture entre o Grupo Simpar e a Haztec, a Ciclus opera, desde 2011, o CTR Seropédica, uma das maiores centrais de tratamento de resíduos da América Latina, com 3,7 milhões de m² de área. O aterro sanitário bioenergético processa cerca de 10 mil toneladas de resíduos por dia e capta 24.000 m³ de biogás por hora, que pode ser utilizado como fonte de energia limpa.

A Ciclus é responsável também por cinco Estações de Transferência de Resíduos (ETRs) e pela operação integrada de transbordo, transporte e disposição final dos resíduos sólidos da cidade do Rio de Janeiro, em regime de Parceria Público-Privada (PPP) com a COMLURB, até 2036. Além disso, a empresa atua em operações acessórias, como a geração e venda de biogás, fortalecendo seu posicionamento como player relevante em soluções ambientais inovadoras. “A entrada da Ciclus para o ecossistema da Aegea é um movimento estratégico que acelera nossa expansão no setor de resíduos sólidos com ativos robustos e potencial relevante de crescimento sustentável. Estamos comprometidos com a continuidade dos serviços, a eficiência operacional e a geração de valor ambiental, social e econômico. Além de ampliar a cobertura geográfica, esta aquisição fortifica a capacidade de geração de valor em contratos de longo prazo”, finalizou Casseb.

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A Aegea Saneamento assinou contrato de Parceria Público-Privada (PPP) com a Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan). O acordo sela a vitória da Aegea em leilão realizado pela companhia gaúcha em novembro de 2019. E contempla a execução de coleta e tratamento de esgoto em nove municípios da região metropolitana de Porto Alegre (RS). A Aegea irá operar na região por meio da concessionária Ambiental Metrosul. “Acreditamos que esta parceria vai contribuir de modo significativo para melhorar os índices e qualidade do serviço de saneamento na região, que ainda apresenta grandes desafios. Para a Aegea é uma satisfação fazer parte deste projeto”, afirma Radamés Casseb, CEO da Aegea Saneamento. A PPP irá atender as cidades de Alvorada, Cachoeirinha, Canoas, Eldorado do Sul, Esteio, Gravataí, Guaíba, Sapucaia do Sul e Viamão – todas localizadas na área metropolitana de Porto Alegre, onde vivem cerca de 1,7 milhão de pessoas. O contrato prevê investimentos de R$ 1,77 bilhão, sendo R$ 1,4 bilhão da Aegea, dividido em R$ 1,03 bilhão para expansão do sistema de esgoto e R$ 374 milhões para ações comerciais e operacionais. Em contrapartida, a Corsan investirá R$ 370 milhões. O Consórcio Aegea venceu o leilão ao apresentar uma proposta de tarifa em R$ 2,40 por m³ de esgoto faturado. A tarifa máxima determinada pela Corsan era R$ 3,31. Com a assinatura formal do contrato, a Ambiental Metrosul passa a acompanhar as operações da Corsan (entre os meses de abril e julho) para então ter início as demais fases da parceria – constituição formal da PPP e demais detalhes operacionais. A transferência definitiva da operação para a PPP está prevista para fevereiro de 2021.

31 de março, 2020
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Aegea comemora números de 2016

Sem dúvida, 2016 foi um bom ano para a Aegea Saneamento, que possui 18% do mercado privado de saneamento básico do Brasil. A receita líquida do Grupo cresceu 24,8%, alcançando R$ 992,4 milhões e manteve a cadência de crescimento planejada; o EBITDA aumentou 14,9%, atingindo R$ 462,5 milhões; e o prazo médio de endividamento da empresa foi ampliado de 5 para 5,9 anos. Os números macros comprovam o desempenho, mas o item que merece destaque, segundo Hamilton Amadeo, CEO da Aegea foi o fortalecimento da estrutura de capital conseguido no último ano, quando os minoritários confirmaram a confiança na administração da empresa ampliando sua participação, o que significou um aporte de R$ 125 milhões. “Esse é um dado muito importante para nós, pois mostra que o projeto apresentado a eles em 2012 foi aprovado o que reforça nossa capacidade de fazer frente a qualquer desafio em termos de necessidade de capital. Hoje, a soma da participação deles se aproxima de 30%, numa evolução constante”. Para explicar a performance, Amadeo ressaltou a atuação da Aegea em “clusters”, regiões onde as concessionárias do Grupo se ajudam, com administração compartilhada e integrada. Como exemplo citou as novas atuações no Espírito Santo, em Vila Velha e Serra (ambas PPPs de esgoto) e a consolidação da atuação em Rondônia, com a concessão plena de Ariquemes, a quarta no Estado, onde atende a uma população de 105 mil habitantes. Especificamente no Espírito Santo, Amadeo salientou a escala favorável da participação privada no Estado e o atendimento de quase 1 milhão de habitantes na Grande Vitória. As novas oportunidades locais surgem a partir de abril, nas cidades de Cariacica e Viana. A mesma janela de oportunidades se abre em Rondônia, onde a companhia de saneamento estadual está listada no PPI para ser privatizada: “É um Estado que tem uma população muito parecida em termos socioeconômicos com o Mato Grosso, índices de inadimplência baixos, crescimento acelerado e as tarifas da concessionária estadual são altas, o que nos dá uma folga para operar até com valores menores”, diz Amadeo, indicando que essas ilhas de crescimento é que puxarão o desenvolvimento futuro da Aegea, “um player diferenciado com presença local. Isso faz parte da estratégia de longo prazo da companhia”. Ainda na lista de conquistas e avanços conseguidos em 2016, Amadeo destacou a criação do Centro de Controle e Operação de Gestão de Perdas, que passou a centralizar as ações das concessões; a universalização de água tratada em Timon (MA) para 100% da população da área urbana, com frequência contínua; a evolução dos índices de tratamento de esgoto (cobertura e tratamento) em Piracicaba (SP), de 36% para 100% num período de quatro anos; e, por fim, o fato de a Aegea se tornar signatária do Pacto Global da ONU, como empresa inclusiva em saneamento no Brasil e referência na redução de perdas de água de 56% para 19% em Campo Grande (MS). “É importante citar que nossas metas de perdas consideram o nível ótimo para cada concessão, dentro de uma escala socioeconômica”, explica o CEO da Aegea. Principais resultados Flávio Crivellari, CFO da Aegea, ressaltou o excepcional desempenho da Aegea em 2016, mesmo num cenário de economia desafiadora: “Nosso crescimento se deu através de aquisições, aportes, licitações e vegetativo, por meio de Capex – aumento de rede nas operações existentes. Outras ações procuraram estabilizar o pico de inadimplência por razões de queda da renda per capita devido ao desemprego”. O volume de economias cresceu 8,8% no ano passado, acompanhando e o volume faturado de água e esgoto aumentou 9,5%. Os custos também cresceram no último ano em 35%, sendo que as despesas com pessoal e energia elétrica se mantiveram dentro do previsto. A economia total versus o número de colaboradores demonstrou aparente perda de produtividade, mas na verdade considera a incorporação dos colaboradores das novas concessões, que trarão resultados mais à frente. Em termos de energia, Crivellari destacou que houve crescimento de volume, mas estabilidade no custo das concessões existentes graças aos investimentos em automação realizados pelo Grupo. Perspectivas otimistas Ao falar sobre o que Aegea espera para 2017, Hamilton Amadeo fez primeiro uma análise do cenário externo, ressaltando a manutenção da crise fiscal em Estados e municípios e a consequente restrição de investimentos, o que poderá gerar oportunidades de novos investimentos privados no setor de saneamento. “A Aegea se coloca no mercado como uma empresa complementar do sistema e não como substituta do serviço. Faz mais sentido prestar serviço ao cidadão dentro de um modelo integrado. Essa é a nossa posição e as companhias estaduais já estão entendendo e aceitando essa nova opção”. Ou seja, a Aegea está se posicionando para tirar proveito da capacidade que tem de se integrar aos prestadores já existentes ou operar de forma plena onde for necessário. É uma demanda que se mostra decorrente da falta de capacidade de investimento dos Estados. A companhia também vem acompanhando o esforço de PPI do Governo Federal, através do BNDES e da Caixa, de criar uma “inteligência de saneamento”, pois não existem experiências perenes de cultura de saneamento ainda no país e a base que está sendo criada interessa à companhia, que aguarda a evolução do processo. Quanto ao cenário interno, a parte de EHS (Environment, health and safety) sempre foi uma preocupação da Aegea e hoje, atuando em quase 50 municípios, novos modelos serão implantados nos próximos dois anos para dotar a companhia de padrões internacionais. Outra ação que terá continuidade é a Academia Aegea para formação de profissionais para o setor de saneamento. Quanto às novas opções de mercado, Amadeo avisa que a companhia continuará aproveitando as oportunidades de crescimento, desde que subordinadas à estrutura de capital: “Não vamos dar o passo maior que a perna. Podemos até perder oportunidades, mas jamais iremos colocar em risco nossos indicadores de saúde financeira”.

7 de março, 2017