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OCEANOS

Alertam sobre aquecimento e poluição

Al Gore, vice-presidente dos Estados Unidos (1993-2001), presidente e co-fundador da Generation Investment Management, afirmou que o planeta vive uma "emergência global verdadeira e completa" para os oceanos. "Isso reflete o que a comunidade científica tem nos dito", disse ele. Al Gore já havia comentado que o aquecimento global captura a energia térmica equivalente a 500 mil bombas atômicas da classe de Hiroshima todos os dias. Outros especialistas repetiram a urgência da mensagem de Gore. "Se todos soubessem o quanto isso é sério, todos seriam ativistas", disse Nina Jensen, diretora executiva da REV Ocean. "Em nossa vida - nos últimos 40 anos - perdemos 40% da vida nos oceanos". Com mais de 50% das superfícies oceânicas sendo alvejadas por frotas pesqueiras industriais, 90% dos peixes grandes nos oceanos, incluindo atum e tubarões, agora desapareceram, de acordo com Enric Sala, Explorador-residente da National Geographic Society. "Comemos eles nos últimos 100 anos", disse ele. Entretanto, a boa notícia é que a vida marinha pode se recuperar rapidamente. "Quando você protege as áreas da pesca, a recuperação é espetacular", disse Michelle Bachelet, Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos e Presidente do Chile (2006-2010). Um dos principais vilões dos oceanos atualmente são os resíduos plásticos. Gore comentou que "o peso do plástico será maior que o peso dos peixes" nos oceanos do mundo até o ano 2050. Mas também é um problema que pode ser resolvido. "Dez rios trazem 80% de plástico para os oceanos", disse Sala, sugerindo que "se descobrirmos como o plástico penetra nesses rios, podemos fazer algo a respeito". Marc Benioff, presidente e co-diretor executivo da Salesforce e fundador da Friends of OceanAction, apontou para uma potencial catástrofe que os esforços concentrados ainda poderiam impedir: a mineração de fundos marinhos. "Há empresas que criam veículos de mineração marítima usando essas tecnologias da Quarta Revolução Industrial", disse ele. "Esses veículos autônomos estão prestes a afundar, escavar e triturar as coisas, e plumas tóxicas surgirão e entrarão em nosso ecossistema. A mineração de leito marítimo ainda não começou. Precisamos chegar a nossos políticos locais. Precisamos de declarações ao redor da mineração do fundo do mar, o que ainda não aconteceu", disse Benioff, acrescentando:" Isso é motivo de otimismo”. Para todos os envolvidos em buscar soluções para a preservação dos oceanos, é necessário um urgente financiamento para a ciência marinha e a pesquisa oceanográfica. "O que queremos fazer é melhorar nosso conhecimento e compreensão, levar esse conhecimento para os tomadores de decisão e transformar esse conhecimento em ação”. Embora concordando que nunca é tarde demais para a ação, Sala lamentou: "Estamos no cassino do Titanic, tentando ganhar tanto dinheiro quanto pudermos depois de atingir o iceberg".

Al Gore, vice-presidente dos Estados Unidos (1993-2001), presidente e co-fundador da Generation Investment Management, afirmou que o planeta vive uma "emergência global verdadeira e completa" para os oceanos. "Isso reflete o que a comunidade científica tem nos dito", disse ele. Al Gore já havia comentado que o aquecimento global captura a energia térmica equivalente a 500 mil bombas atômicas da classe de Hiroshima todos os dias. 
 
Outros especialistas repetiram a urgência da mensagem de Gore. "Se todos soubessem o quanto isso é sério, todos seriam ativistas", disse Nina Jensen, diretora executiva da REV Ocean. "Em nossa vida - nos últimos 40 anos - perdemos 40% da vida nos oceanos". Com mais de 50% das superfícies oceânicas sendo alvejadas por frotas pesqueiras industriais, 90% dos peixes grandes nos oceanos, incluindo atum e tubarões, agora desapareceram, de acordo com Enric Sala, Explorador-residente da National Geographic Society. "Comemos eles nos últimos 100 anos", disse ele. 
 
Entretanto, a boa notícia é que a vida marinha pode se recuperar rapidamente. "Quando você protege as áreas da pesca, a recuperação é espetacular", disse Michelle Bachelet, Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos e Presidente do Chile (2006-2010). Um dos principais vilões dos oceanos atualmente são os resíduos plásticos. Gore comentou que "o peso do plástico será maior que o peso dos peixes" nos oceanos do mundo até o ano 2050. Mas também é um problema que pode ser resolvido. "Dez rios trazem 80% de plástico para os oceanos", disse Sala, sugerindo que "se descobrirmos como o plástico penetra nesses rios, podemos fazer algo a respeito".
 
Marc Benioff, presidente e co-diretor executivo da Salesforce e fundador da Friends of OceanAction, apontou para uma potencial catástrofe que os esforços concentrados ainda poderiam impedir: a mineração de fundos marinhos. "Há empresas que criam veículos de mineração marítima usando essas tecnologias da Quarta Revolução Industrial", disse ele. "Esses veículos autônomos estão prestes a afundar, escavar e triturar as coisas, e plumas tóxicas surgirão e entrarão em nosso ecossistema. A mineração de leito marítimo ainda não começou. Precisamos chegar a nossos políticos locais. Precisamos de declarações ao redor da mineração do fundo do mar, o que ainda não aconteceu", disse Benioff, acrescentando:" Isso é motivo de otimismo”. 
 
Para todos os envolvidos em buscar soluções para a preservação dos oceanos, é necessário um urgente financiamento para a ciência marinha e a pesquisa oceanográfica. "O que queremos fazer é melhorar nosso conhecimento e compreensão, levar esse conhecimento para os tomadores de decisão e transformar esse conhecimento em ação”. Embora concordando que nunca é tarde demais para a ação, Sala lamentou: "Estamos no cassino do Titanic, tentando ganhar tanto dinheiro quanto pudermos depois de atingir o iceberg".

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OCEANOS
Acordo para proteção até 2021

O CEO do Grupo Suez, Jean-Louis Chaussade, e Vladimir Ryabinin, secretário executivo da Comissão Oceanográfica Intergovernamental e diretor da Unesco, assinaram acordo que visa a proteção dos oceanos até 2021. A participação da Suez em áreas de inovação e pesquisa com acadêmicos sobre temas como a acidificação e a oxigenação dos oceanos alimentará inovações e soluções, políticas e ações nacionais, além de educar sobre a poluição oceânica. Principal regulador climático, o oceano atualmente é ameaçado por uma poluição originária 80% na terra. Calcula-se que entre 8 e 12 milhões de toneladas de plásticos sejam despejadas nos oceanos anualmente. A produção global de plástico chega a 300 milhões de toneladas por ano, dos quais apenas 25% são reciclados. Desde o lançamento da campanha #suez4ocean, em junho de 2017, mais de 48 coletas de resíduos sólidos foram organizadas em 15 países, engajando cerca de 1.650 guardiões do oceano, que têm evitado que 15,5 toneladas de resíduos cheguem aos oceanos. “Em alguns anos, o alarme desencadeado pelo estado dos oceanos tornou-se uma saudável urgência de agir,” diz Jean-Louis Chaussade, CEO do Grupo Suez. “O aquecimento global, a poluição, a urbanização galopante das orlas geram uma degradação sem precedentes da qualidade dos oceanos que ocupam 70% da superfície terrestre. As ações necessárias ainda são muito numerosas”. Segundo as duas partes, o novo acordo permitirá um conhecimento maior dos oceanos e das ações que precisam ser implementadas para sua proteção.

14 de setembro, 2018
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CONFERÊNCIA DOS OCEANOS
Brasil reforça compromisso com ODS 14

A Conferência sobre Oceanos, realizada entre os dias 5 e 9 de junho, no prédio da ONU em Nova Iorque (EUA), teve como tema “Nossos Oceanos, Nosso Futuro: Parcerias para a Implementação do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 14”. O Brasil participou do evento através do Ministério do Meio Ambiente e ICMBio, Ministério das Relações Exteriores, de Ciência e Tecnologia , pela WWF-Brasil , Conservação Internacional, entre outras organizações. Na ocasião, o Brasil reforçou compromisso com o ODS 14, por meio de uma série de medidas, com destaque para o Fundo Azul do Brasil, o Santuário de Baleias do Atlântico Sul, e o planejamento espacial marinho, com especial atenção para a Região dos Abrolhos, Cadeia Vitória-Trindade e Costa Norte do Brasil. “Estamos orgulhosos do que o Brasil tem feito pela proteção e conservação das baleias e da biodiversidade e ecossistemas marinhos. Queremos olhar para a frente e trabalhar ainda mais para a conservação marinha”, comentou José Pedro de Oliveira Costa, Secretário de Biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente. A proposta brasileira para o Fundo Azul do Brasil é dedicada à implementação de medidas de conservação da biodiversidade nas áreas jurisdicionais costeiras e marinhas brasileiras. Para Claudio Maretti, diretor do ICMBio “o Fundo Azul cria as condições para enfrentar um grande desafio: a proteção da porção marinha do Brasil, que precisa crescer seis vezes nos próximos anos”. O Fundo Azul será criado pelo Ministério do Meio Ambiente e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e propõe a ampliação e o aprimoramento da gestão de áreas protegidas, buscando atingir a meta de 10% de conservação eficaz nas áreas jurisdicionais costeiras e marinhas do Brasil. “O Fundo é uma ferramenta para o Brasil alcançar suas metas de conservação da biodiversidade (Metas de Aichi), o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 14 (ODS 14) e os compromissos firmados na Convenção das Mudanças Climáticas (Acordo de Paris)”, complementa Maretti. Serão investidos US$ 140 milhões até 2022 através e parcerias para a restauração de espécies ameaçadas, a recuperação de estoques pesqueiros, promoção de boas práticas no desenvolvimento do turismo sustentável e pescarias de pequena escala, e contribuindo para a integração nas estratégias de mitigação de mudanças climáticas. A iniciativa deverá ser colocada em prática em 2018, protegendo ecossistemas importantes como manguezais, recifes de coral, bancos de algas calcárias, ilhas oceânicas e montanhas submarinas, bem como estratégia para recuperação da vida marinha, incluindo importantes estoques pesqueiros ameaçados.

14 de junho, 2017