Publicidade
HIDROGÊNIO VERDE

Arábia Saudita terá mega usina

A Air Products inaugurou na Arábia Saudita um projeto de hidrogênio verde com o objetivo de implementar uma usina onde serão utilizados 4 GW de energia eólica e solar e serão investidos US$ 5 bilhões. A usina será de propriedade conjunta da Air Products, ACWA Power da Arábia Saudita e a Neom e construída em uma nova megacidade perto das fronteiras da Arábia Saudita com o Egito e a Jordânia. A usina produzirá 650 toneladas diárias de hidrogênio verde, quantidade suficiente para operar cerca de 20 mil ônibus movidos a célula a combustível. O hidrogênio verde produzido nessa planta será exportado na forma de amônia para os mercados globais, a fim de ser reconvertido em hidrogênio. A produção de amônia está prevista para começar em 2025. O projeto será importante para a região de Neom, a qual pretende se tornar um centro global de energia renovável e hidrogênio verde. O país do Oriente Médio está estabelecendo essa região como uma zona econômica especial, com a finalidade de receber 1 milhão de pessoas. “Este é um momento crucial para o desenvolvimento de Neom e um elemento-chave na Visão Saudita 2030, contribuindo para a estratégia de economia de energia limpa e economia circular de carbono no país”, disse em comunicado o CEO da Neom, Nadhmi Al Nasr. O CEO da Air Products, Seifi Ghasemi, disse que a empresa está confiante em um projeto sem subsídios. Para ele, qualquer apoio do governo seria “cereja do bolo”. “Existem 260 milhões de veículos comerciais no mundo. Se 1% utilizar hidrogênio verde, será preciso construir 50 usinas como essa “, disse. “Estamos trabalhando nisso há quatro anos. Nossa estratégia é sermos os primeiros a construir uma mega planta para produção em escala”. Além dos US$ 5 bilhões, o projeto exigirá US$ 2 bilhões em uma nova infraestrutura de distribuição. Para esse projeto, o fornecimento dos eletrolisadores ficará a cargo da alemã thyssenKrupp. Em junho, a empresa revelou que sua capacidade de fabricação de eletrolisadores havia atingido 1 GW, com a opção de aumentar ainda mais. A norueguesa Nel e a ITM Power, do Reino Unido também estão desenvolvendo instalações para produção de eletrolisadores na escala “gigawatt”. “O hidrogênio não é mais um nicho”, disse Christoph Noeres, chefe de armazenamento de energia e hidrogênio da thyssenKrupp. “Isso permitirá que o setor atinja as metas climáticas do Acordo de Paris. O hidrogênio foi identificado como o elemento-chave para combustíveis e produtos químicos sustentáveis e pode reduzir ou evitar a emissão de CO2 em setores onde a eletrificação não é possível”.

A Air Products inaugurou na Arábia Saudita um projeto de hidrogênio verde com o objetivo de implementar uma usina onde serão utilizados 4 GW de energia eólica e solar e serão investidos US$ 5 bilhões. A usina será de propriedade conjunta da Air Products, ACWA Power da Arábia Saudita e a Neom e construída em uma nova megacidade perto das fronteiras da Arábia Saudita com o Egito e a Jordânia.

A usina produzirá 650 toneladas diárias de hidrogênio verde, quantidade suficiente para operar cerca de 20 mil ônibus movidos a célula a combustível. O hidrogênio verde produzido nessa planta será exportado na forma de amônia para os mercados globais, a fim de ser reconvertido em hidrogênio. A produção de amônia está prevista para começar em 2025.

O projeto será importante para a região de Neom, a qual pretende se tornar um centro global de energia renovável e hidrogênio verde. O país do Oriente Médio está estabelecendo essa região como uma zona econômica especial, com a finalidade de receber 1 milhão de pessoas. “Este é um momento crucial para o desenvolvimento de Neom e um elemento-chave na Visão Saudita 2030, contribuindo para a estratégia de economia de energia limpa e economia circular de carbono no país”, disse em comunicado o CEO da Neom, Nadhmi Al Nasr.

O CEO da Air Products, Seifi Ghasemi, disse que a empresa está confiante em um projeto sem subsídios. Para ele, qualquer apoio do governo seria “cereja do bolo”. “Existem 260 milhões de veículos comerciais no mundo. Se 1% utilizar hidrogênio verde, será preciso construir 50 usinas como essa “, disse. “Estamos trabalhando nisso há quatro anos. Nossa estratégia é sermos os primeiros a construir uma mega planta para produção em escala”. Além dos US$ 5 bilhões, o projeto exigirá US$ 2 bilhões em uma nova infraestrutura de distribuição.

Para esse projeto, o fornecimento dos eletrolisadores ficará a cargo da alemã thyssenKrupp. Em junho, a empresa revelou que sua capacidade de fabricação de eletrolisadores havia atingido 1 GW, com a opção de aumentar ainda mais. A norueguesa Nel e a ITM Power, do Reino Unido também estão desenvolvendo instalações para produção de eletrolisadores na escala “gigawatt”. “O hidrogênio não é mais um nicho”, disse Christoph Noeres, chefe de armazenamento de energia e hidrogênio da thyssenKrupp. “Isso permitirá que o setor atinja as metas climáticas do Acordo de Paris. O hidrogênio foi identificado como o elemento-chave para combustíveis e produtos químicos sustentáveis e pode reduzir ou evitar a emissão de CO2 em setores onde a eletrificação não é possível”.

Artigos Relacionados

Saneamento Ambiental Logo
SUSTENTABILIDADE
Países Baixos querem adotar hidrogênio verde

A AkzoNobel e a Gasunie vão utilizar a unidade de eletrólise de Delfzijl, na Holanda, para converter a eletricidade produzida por 20 MW de água em três mil toneladas de hidrogênio verde anuais. O volume é suficiente para abastecer 300 ônibus de hidrogênio. A decisão final sobre o projeto deve sair em 2019. A instalação planejada de 20 MW é um passo importante para expandir a tecnologia de eletrólise. Até agora, a maior unidade de eletrólise planejada na Holanda tem uma capacidade de 1 MW. O objetivo final é ser capaz de construir instalações que convertam e armazenem energia sustentável sob a forma de hidrogênio em uma escala ainda maior (de 100 MW). O projeto entre AkzoNobel e Gasunie inclui transporte e armazenamento de gás, eletrólise e manipulação de hidrogênio. As duas empresas querem desempenhar um papel ativo na transição para uma economia neutra em CO2, e o projeto está em linha com suas respectivas iniciativas em energia renovável - incluindo hidrogênio. "Alcançar os objetivos de redução de CO2 nos Países Baixos e a transição correspondente no sistema de energia será um grande desafio", disse Ulco Vermeulen, membro do Conselho Executivo da Gasunie. "Isso requer não apenas visão, mas também ação imediata e colaboração concreta”. O hidrogênio desempenha um papel crucial para a redução de emissões estabelecido pelo governo holandês para 2030, ou seja, uma redução das emissões de CO2 em 49% em relação a 1990. Para garantir hidrogênio suficiente em 2030, é necessário que a Holanda tome medidas imediatas para validar a tecnologia em diferentes escalas. A indústria holandesa utiliza mais de 800 mil toneladas de hidrogênio por ano produzidas com gás natural. A substituição por um hidrogênio sustentável reduzirá as emissões de CO2 em sete milhões de toneladas. Ambas as empresas concordam que a parte norte dos Países Baixos está perfeitamente posicionada para desenvolver uma economia de hidrogênio verde, devido à produção em larga escala e à importação de eletricidade verde, a indústria química existente, a atual infraestrutura de transmissão de gás, a infraestrutura de conhecimento e o suporte dentro do Conselho de Inovação do Norte.

15 de janeiro, 2018