BNDES e Prefeitura do Rio fazem parceria de R$ 10 milhões para Mata Atlântica

BNDES e Prefeitura do Rio investem R$ 10 milhões em parceria para restauração ecológica e produtiva da Mata Atlântica no município.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Prefeitura do Rio de Janeiro (RJ) firmaram convênio de adesão do município à iniciativa Floresta Viva, que prevê investimento de R$ 10 milhões por meio de matchfunding, sendo metade aportada pelo Banco e metade pelo município, por meio da Secretaria de Meio Ambiente e Clima. O acordo foi assinado pelo presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, e pelo prefeito do Rio, Eduardo Cavalieri. Os recursos serão utilizados para apoio a projetos de restauração ecológica e produtiva do bioma Mata Atlântica no município do Rio, especificamente na Serra da Posse, em Campo Grande, na Zona Oeste.
O acordo tem vigência de 48 meses e prevê o plantio e a manutenção de 337.125 mudas de espécies nativas da Mata Atlântica em uma área total de 93 hectares, fortalecendo a recuperação ambiental e a resiliência climática da região. "Hoje estamos fazendo uma coisa muito importante e bonita, que é o restauro florestal. O BNDES colocou como grande prioridade o restauro florestal, estamos fazendo na Amazônia e em todos os biomas brasileiros. A Mata Atlântica é onde está concentrada a população do País. É um bioma muito rico, mas muito agredido. A revitalização da Mata Atlântica é uma outra dimensão muito importante para o desenvolvimento", disse o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.
A parceria entre BNDES e Prefeitura carioca prevê investimentos fundamentais para o desenvolvimento da cidade, com apoios em infraestrutura, mobilidade, cultura e revitalização do patrimônio histórico, além de financiamentos para a ampliação da Dutra, rodovias que ligam Rio e Minas Gerais e outras obras que têm impacto direto na vida dos cariocas. "Quando tem um Governo federal, e o presidente Lula é o maior exemplo disso, que entende o papel do Governo na vida dos cariocas, isso é absolutamente decisivo no caso do Rio de Janeiro", disse o prefeito Eduardo Cavalieri. "O Floresta Viva não poderia ser em outra cidade. Esse projeto também cumpre papel de disputa do território e defesa no estabelecimento de limites de áreas de fronteiras sensíveis em que a população passa a fazer parte de manutenção das florestas", apontou Cavalieri.
O projeto promove a criação de um corredor ecológico, integrando áreas previamente reflorestadas pelo Programa Mutirão Reflorestamento e por medidas compensatórias ambientais. Com isso, será formada uma faixa contínua de vegetação, essencial para o deslocamento da fauna, a manutenção da biodiversidade e a estabilidade ecológica da região. A proposta de restauração substitui gradativamente gramíneas invasoras por cobertura arbórea nativa, reduzindo o risco de incêndio e promovendo o sombreamento natural do solo. "O Rio de Janeiro é o primeiro município a aderir as duas edições do Floresta Viva e isso abre um novo capítulo no programa, que mostra o compromisso da cidade com o reflorestamento, destacou o superintendente da Área de Meio Ambiente do BNDES, Nabil Kadri. "Numa cidade como o Rio, a agenda de restauração tem grandes impactos na melhoria da qualidade de vida e qualidade térmica em áreas quentes da cidade e reduz os impactos do aquecimento global. São soluções como essas, baseadas na natureza, que ajudam a resolver problemas complexos na cidade", completou.
O protocolo de intenções da Prefeitura foi entregue em novembro de 2025, em Belém (PA), durante a Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima de 2025 (COP30). “É uma parceria entre dois entes públicos que potencializa os recursos e amplia o alcance da restauração ecológica”, afirmou Mercadante. “Esse aporte de R$ 5 milhões do município do Rio, com contrapartida de igual valor do BNDES, é crucial para aumentar a resiliência climática, sequestrar carbono, preservar a biodiversidade e criar empregos verdes na Mata Atlântica, alinhando a agenda municipal às metas das Nações Unidas e do governo do presidente Lula”.












