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RESERVATÓRIOS

BNDES libera R$ 747 milhões para Jaguari-Atibainha

O Banco Nacional de Desenvolvimento Social e Econômico (BNDES) e a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) assinaram contrato para liberação de crédito para a obra de interligação das represas Jaguari e Atibainha. Do investimento total de R$ 830,5 milhões, o BNDES financiará R$ 747,45 milhões, com contrapartida de R$ 83,05 milhões da Sabesp. A interligação das represas pretende aumentar a oferta de água no Sistema Cantareira e garantir o abastecimento na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP). “Esse contrato de R$ 747 milhões vai viabilizar, junto com os recursos que o governo estadual colocará, maior segurança hídrica para o Estado de São Paulo. Não é a única obra que nós apoiamos. Estamos apoiando também o Sistema Produtor de água São Lourenço e, em 2012, nós também tínhamos apoiado a construção do Sistema Adutor do Alto Tietê”, destacou a presidente Dilma Rousseff na cerimônia do contrato. A operação de crédito tem prazo de 20 anos, incluídos os períodos de carência e amortização. A interligação entre Jaguari e Atibainha permitirá a transposição de uma vazão média de 5,1 m3/s e máxima de 8,5 m3/s, interligando a bacia do Rio Paraíba do Sul às bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí. No sentido inverso, Atibainha-Jaguari, a vazão máxima poderá ser de 12,2 m3/s. Incluída no PAC de forma emergencial, a obra beneficiará diretamente 39 municípios da RMSP. Além disso, beneficiará mais 20 cidades da região metropolitana de Campinas, pois o Sistema Cantareira, em condições normais, fornece uma vazão de 5 m³/s para a região. O edital de licitação, que já está em andamento, foi publicado pela Sabesp em 12 de maio de 2015. O governo de São Paulo, responsável pela execução da obra, prevê sua conclusão em dezembro de 2016. O empreendimento será contratado por meio do Regime Diferenciado de Contratação (RDC), sistema de licitação pública que evita burocracia e acelera o início e a entrega de obras.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Social e Econômico (BNDES) e a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) assinaram contrato para liberação de crédito para a obra de interligação das represas Jaguari e Atibainha. 
 
Do investimento total de R$ 830,5 milhões, o BNDES financiará R$ 747,45 milhões, com contrapartida de R$ 83,05 milhões da Sabesp. A interligação das represas pretende aumentar a oferta de água no Sistema Cantareira e garantir o abastecimento na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP). “Esse contrato de R$ 747 milhões vai viabilizar, junto com os recursos que o governo estadual colocará, maior segurança hídrica para o Estado de São Paulo. Não é a única obra que nós apoiamos. Estamos apoiando também o Sistema Produtor de água São Lourenço e, em 2012, nós também tínhamos apoiado a construção do Sistema Adutor do Alto Tietê”, destacou a presidente Dilma Rousseff na cerimônia do contrato. A operação de crédito tem prazo de 20 anos, incluídos os períodos de carência e amortização.
 
A interligação entre Jaguari e Atibainha permitirá a transposição de uma vazão média de 5,1 m3/s e máxima de 8,5 m3/s, interligando a bacia do Rio Paraíba do Sul às bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí. No sentido inverso, Atibainha-Jaguari, a vazão máxima poderá ser de 12,2 m3/s. Incluída no PAC de forma emergencial, a obra beneficiará diretamente 39 municípios da RMSP. Além disso, beneficiará mais 20 cidades da região metropolitana de Campinas, pois o Sistema Cantareira, em condições normais, fornece uma vazão de 5 m³/s para a região.
 
O edital de licitação, que já está em andamento, foi publicado pela Sabesp em 12 de maio de 2015. O governo de São Paulo, responsável pela execução da obra, prevê sua conclusão em dezembro de 2016. O empreendimento será contratado por meio do Regime Diferenciado de Contratação (RDC), sistema de licitação pública que evita burocracia e acelera o início e a entrega de obras. 
 

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SANEAMENTO
Sabesp investe R$ 27 milhões em Piracaia

A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) e a Prefeitura de Piracaia assinaram contrato para serviços de água e esgoto no município paulista. O acordo prevê investimentos de R$ 27,4 milhões para ampliar a oferta de água, além da coleta e do tratamento de esgoto, pelos próximos 30 anos. Entre as obras a serem realizadas pela Sabesp estão a instalação de redes de água nos bairros Vale do Atibaia 1 e 2, no valor de R$ 3 milhões, uma nova captação na represa Cachoeira, orçada em R$ 500 mil. Outro destaque serão os trabalhos, com início em breve, para construção de infraestrutura de abastecimento de água e coleta de esgoto no Jardim São Domingos. O investimento no bairro será de R$ 1 milhão. As obras devem proporcionar melhorias significativas nos sistemas de saneamento e manter os atuais índices próximos de 100% na cobertura de água e esgoto na área atendível. “A Sabesp está pronta para levar o saneamento e garantir abastecimento de qualidade, coleta e tratamento dentro do padrão ideal para Piracaia. O município é muito especial, pois é uma área de manancial, e reforço aqui nosso compromisso com essas áreas. Elas são importantes não só para quem mora lá, mas para o Estado como um todo, pois a preservação da área de manancial é fundamental para garantir a qualidade do meio ambiente. Cuidar delas é nossa responsabilidade”, afirmou Marcos Penido, secretário de Infraestrutura e Meio Ambiente do Estado de São Paulo. O diretor-presidente da Sabesp, Benedito Braga, afirma que Piracaia é parte importante no Sistema Cantareira, o principal manancial da Grande São Paulo. “É uma satisfação para a Sabesp ter esse contrato regularizado. Piracaia é um município-chave que está dentro do nosso Sistema Cantareira, um sistema essencial para a produção de água potável na Região Metropolitana, e com certeza vamos auxiliar em tudo o que for necessário no ponto de vista de conservação dos mananciais do município. Isso é muito importante para a Sabesp: manter a qualidade da água”, explicou.

13 de julho, 2020
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SÃO PAULO
Concluída interligação Jaguari-Atibainha

O governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, inaugurou a obra da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) que amplia o fornecimento de água para 39 milhões de habitantes no estado paulista e no Rio de Janeiro. Ao todo foram investidos R$ 555 milhões, financiados pelo BNDES. O projeto de interligação Jaguari-Atibainha conecta duas bacias hidrográficas, o que permite a transferência da água para a região que esteja mais necessitada. O projeto irá abastecer a Grande São Paulo, a Região Metropolitana de Campinas, o Vale do Paraíba e o Estado do Rio de Janeiro, incluindo a capital fluminense. Inicialmente, a operação irá bombear água para a represa Atibainha, que integra o Sistema Cantareira, com um volume de até 162 bilhões de litros anuais de água. Com isto, haverá mais água disponível para o abastecimento da capital e da Grande São Paulo. A Região Metropolitana de Campinas também será beneficiada com a medida, já que essas cidades captam a água que é liberada do Cantareira para o rio Atibainha, que avança pela região. No sentido que começa a operar agora, a água bruta captada da represa Jaguari, em Igaratá (Vale do Paraíba), percorre um corredor de quase 20 km de adutoras e túnel até chegar à represa Atibainha, em Nazaré Paulista. Seis bombas vão empurrar a água morro acima, fazendo com que ela possa superar a montanha que separa as duas represas. Serão até 5.130 litros de água por segundo para o Cantareira. Essa vazão passará pela estação de tratamento e será suficiente para abastecer 1,5 milhão de pessoas. O sentido inverso está em fase final de construção e permitirá que a água saia do Atibainha para a represa Jaguari, que pertence à bacia do Paraíba do Sul. A operação inversa beneficiará o Vale do Paraíba e a Região Metropolitana do Rio de Janeiro com até 12.200 litros de água por segundo. O projeto empregou 5,3 mil funcionários diretos e indiretos. São mais de 6 km de extensão, cinco metros de altura e quatro metros de largura, totalizando uma seção de 20 metros quadrados. Além do túnel, a estrutura conta com mais 13,2 km de adutora subterrânea e seis bombas que consomem energia elétrica que seria suficiente para atender aproximadamente 120 mil pessoas. A interligação Jaguari-Atibainha é uma obra da Sabesp com objetivo de garantir o abastecimento à população, ao lado do novo Sistema Produtor São Lourenço – que está em fase final de construção e já com testes iniciais – e da captação do rio Itapanhaú, cujo contrato de instalação já foi assinado.

19 de março, 2018
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ABASTECIMENTO
Sabesp entra na reta final do Jaguari-Atibainha

A Companha de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) entrou na etapa final da obra de ligação das represas Jaguari e Atibainha, o que representa 80% do cronograma. O projeto ampliará a disponibilidade de água para os moradores da Grande São Paulo e do Vale do Paraíba. Foram escavados os três últimos metros de rocha que separavam duas frentes de trabalho em operação a 50 metros abaixo do nível do solo. A Sabesp concluiu um trecho de 3 km do túnel por onde a água passará entre uma represa e outra. O túnel inteiro tem 6,4 km de extensão, cinco metros de altura e quatro metros de largura, totalizando uma seção de 20 metros quadrados. Além desses 3 km concluídos, outra parte do túnel continua em processo de escavação. A escavação atual acontece no trecho noroeste do túnel, onde está localizada a represa Atibainha, parte do Sistema Cantareira, em Nazaré Paulista. Já o trecho sudeste fica mais próximo da represa Jaguari, parte do Paraíba do Sul, entre os municípios de Igaratá e Santa Isabel. Este outro trecho, com dimensões aproximadamente idênticas ao primeiro, continua sendo escavado e necessita detonação de mais 550 metros de rocha para o encontro das outras duas seções restantes. “Este é mais um grande exemplo da excelência da Sabesp naquilo que faz, vencendo obstáculos aparentemente intransponíveis com muita tecnologia e inovação” disse o presidente da Sabesp, Jerson Kelman. O sistema aplicado nas escavações para interligação dos dois sistemas é um novo método austríaco de tunelamento, denominado (NATM, na sigla em inglês), que emprega sistemas de suporte com concreto projetado associado a outros tipos de apoio como cambotas metálicas e fibras de polipropileno no concreto, entre outras, realizando uma escavação sequencial, de acordo com a capacidade de cada tipo de maciço. Quando estiver concluída interligação terá vazão máxima de 8.500 litros por segundo da represa Jaguari para a Atibainha, e de 12.200 litros por segundo no sentido contrário. A interligação entre os dois sistemas ao lado do novo Sistema Produtor São Lourenço e da captação no rio Itapanhaú são obras que irão garantir o abastecimento da Grande São Paulo e ajudar a prevenir qualquer tipo de percalço contra uma nova estiagem. O investimento de R$ 555 milhões é financiado pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). As obras são executadas pelo consórcio BPC, constituído pelas empresas Serveng/Civilsan, Engeform e PB Construções.

31 de julho, 2017
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BARRAGENS
Assinado financiamento para Amparo e Pedreira

O governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, assinou termo aditivo no contrato de financiamento das barragens de Duas Pontes, no Rio Camanducaia, na cidade de Amparo, e de Pedreira, no Rio Jaguari, que permite a transferência de parte de recursos do projeto de macrodrenagem de Guarulhos para investimento nas represas. Serão investidos pelo Estado R$ 782 milhões na construção das barragens nas Bacias PCJ. Com os recursos garantidos, a próxima fase é abertura de licitação para contratação da empresa responsável pela construção dos reservatórios. As barragens de Amparo e Pedreira serão construídas abaixo do Sistema Cantareira. O objetivo é criar uma reserva hídrica estratégica nas Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (Bacias PCJ). O reservatório de Pedreira ocupará uma área de 4,3 km² e terá capacidade para acumular 31,9 milhões m³ de água. As comportas vão permitir uma vazão regularizada de 8,5 m³/s. Já o reservatório Duas Pontes deverá ocupar uma área de 8,8 km², com capacidade para 53,4 milhões m³ e vazão regularizada de 8,7 m³/s. O presidente do Consórcio PCJ e prefeito de Nova Odessa (SP), Benjamim Bill Vieira de Souza, disse que o Consórcio PCJ luta pela construção dessas barragens desde 1992. “A assinatura do documento pelo governador, que permitirá o início das obras, evidentemente, é uma conquista enorme para dar maior segurança hídrica para nossa bacia”, comentou Bill.

14 de junho, 2017
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ABASTECIMENTO
São Paulo ganha mais água em 2017

Os sistemas de abastecimento de água da Grande São Paulo continuam em processo de recuperação com o começo da temporada de chuvas. O nível somado de todas as represas - sem contar com as reservas técnicas - já ultrapassa o da mesma data de 2013, período imediatamente anterior à crise hídrica. O índice global dos reservatórios atingiu 47,23% (62,6% se somadas as duas reservas técnicas) ante os 47,19% em 11 de novembro de 2013. A quantidade de água disponível atualmente chega a 882 bilhões de litros (1,17 trilhão de litros se contadas as reservas técnicas) e a perspectiva é de que a elevação se mantenha com o período das chuvas. No inicio de setembro, o Sistema Cantareira já havia ultrapassado a marca do mesmo período em 2013. Entre as ações contra a crise, foram realizadas cerca de 500 obras de pequeno, médio e grande porte para aumentar o volume de água reservada, ampliar a capacidade de tratamento e interligar áreas de abastecimento. Esta interligação permitiu que bairros que eram atendidos pelo Cantareira antes da crise passassem a ser abastecidos por outros sistemas. No que se refere ao volume de água disponível, as obras mais importantes e já concluídas são a ligação Rio Grande – Alto Tietê, as unidades de membranas nas estações de tratamento de água do Guarapiranga e do Rio Grande e a captação do Guaió. As chuvas em outubro último superaram as médias históricas em todos os sistemas e a afluência média no mês foi de 64,5 m3/s. Em novembro, os índices de precipitação também começaram bem o mês e seguem com perspectiva de superar a média histórica. Além da elevação gradual dos reservatórios com as chuvas de verão e as medidas de recuperação implantadas pela Sabesp, para 2017 duas grandes obras devem trazer um nível ainda maior de segurança hídrica para a RMSP. A primeira é a Interligação Atibainha-Jaguari, que terá capacidade média de bombeamento de 5.100 litros por segundo de água da represa Jaguari, no Vale do Paraíba, para a Atibainha, no Cantareira. A outra é o novo Sistema Produtor São Lourenço, que contribuirá com 6.400 litros por segundo de água tratada para a região e tem início de operação previsto para outubro do próximo ano.

18 de novembro, 2016
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CRISE HÍDRICA
Soluções encontradas contra a estiagem

Representantes da equipe técnica do Consórcio PCJ participaram, no dia 02 de agosto, do ciclo de debates sobre “Crise Hídrica em São Paulo – Como foi administrada a pior seca da história paulista”. O evento foi promovido pelo Instituto de Engenharia, em parceria com a Sabesp e apoio institucional do CREA –SP (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo). O encontro abordou obras e projetos realizados para superar a crise hídrica, que teve sua fase mais critica nos anos de 2014 e 2015, com foco para reduzir os impactos no abastecimento público na Região Metropolitana de São Paulo, além de projetos e obras para a interligação de bacias e sistemas hídricos, captação e ampliação da disponibilidade hídrica, ações de combate às perdas, gestão de pressões em redes de distribuição, entre outros. Segundo a Sabesp, ao longo da crise hídrica a gestão de perdas na RMSP proporcionou uma redução de 21m³/s (2013) para 13,6m³/s (2015) de perdas totais nos sistemas de distribuição, ou seja, redução de aproximadamente 7,4m³/s, o que representa 35%. Para as perdas reais, a redução foi de 5m³/s (36%), ou seja, caiu de 13,9m³/s em 2013 para 8,9m³/s em 2015. A Sabesp mostrou ainda panorama sobre os investimentos em membranas ultra filtrantes no processo de tratamento de água para o abastecimento em ETAs. A tecnologia reduz custos em área para a sua implantação, que chega a ser até três vezes menores que uma ETA convencional. No entanto, os custos de implantação das membranas são superiores, cerca de US$ 20 milhões por metro cúbico de água, enquanto o de uma ETA convencional é de US$ 16 milhões. O gasto com energia elétrica das membranas também é maior, até quatro vezes superior. A respeito das obras executadas da RMSP, a Sabesp afirmou que as ações implantadas no Sistema Adutor Metropolitano proporcionaram o aumento da flexibilização do atendimento da região abastecida pelo Sistema Cantareira, por outros Sistemas da RMSP, tais como os Sistemas Alto Tietê e Guarapiranga. Isto fez com que houvesse um aumento da capacidade de cobertura dos sistemas da RMSP sobre a região de atendimento do Sistema Cantareira na ordem de 3m³/s, em 2012, para 8m³/s em 2015. Nesse momento da apresentação, o coordenador de projetos do Consórcio PCJ, José Cezar Saad, contestou se isso não significaria que a Região da Grande São Paulo não estaria mais independente ao Sistema Cantareira. Os técnicos da Sabesp presentes disseram que as obras são permanentes, mas que isso não significa que a Sabesp operará permanentemente com esta flexibilização de 8m³/s. Outro ponto abordado foi o incremento das vazões adicionais para o abastecimento da Grande São Paulo com as obras do Sistema São Lourenço e a transposição entre os reservatórios Jaguarí (Bacia do Paraíba do Sul) e Atibainha (Sistema Cantareira). O Sistema São Lourenço conta com adutoras capazes de levar 4,7m³/s de vazão ao longo do dia ou até 6,4m³/s de vazão por um período de até 16 horas/dia de operação, com o auxílio de um conjunto de 4 moto-bombas de 10.000CV. A obra vem sendo realizada através de uma Parceria Público Privada (PPP) de 25 anos com as empresas Camargo Correa e Andrade Gutierres (Consórcio São Lourenço), a um custo de aproximadamente R$ 6 bilhões. Já o Sistema de transposição Jaguarí – Atibainha, será capaz de reverter uma vazão de 5 a 8,5 m³/s, tanto do Sistema Cantareira para o Vale do Paraíba como do Vale do Paraíba para o Sistema Cantareira (bidirecional). A obra possui aproximadamente 20 Km de extensão, com tubos de até 2,20m de diâmetro. A Grande São Paulo ainda receberá o reforço de até 2,5m³/s de vazão do Rio Itapanhaú, quando essas obras de direcionamento forem concluídas. Para o Diretor metropolitano da Sabesp, Eng. Paulo Massato, “a crise hídrica deixou um grande aprendizado, proporcionou maior consciência para o uso racional da água, assim como a realização de obras estruturais para superá-la”, comentou. Exemplo disso é que em 2013 a Sabesp produzia e vendia 73m³/s de água, entretanto em 2016 este valor caiu para 58m³/s. Nas Bacias PCJ, ações de contingenciamento para a crise hídrica foram centrais para a superação do estresse no abastecimento provocado pela seca. Os municípios de Piracicaba e Limeira têm cada um 250 bacias de retenção implantadas. Limeira tem buscado financiamentos por meio de linhas do governo estadual e federal, e pretende instalar mais 150 bacias, o que vai fazer o município saltar esse número para 400. Bragança Paulista é um exemplo invejável, possuindo mais de 1.000 bacias implantadas. Já Indaiatuba inaugurou um reservatório de água bruta, com capacidade para armazenar 1,3 bilhão de litros de água e atender a 40% da população da cidade. Campinas também está planejando seu reservatório municipal e os estudos básicos devem ser concluídos até o final de 2016, segundo o presidente da Sanasa, Arly de Lara Romeo. Durante a crise hídrica, o Consórcio PCJ apresentou e auxiliou os municípios e empresas associadas em diversas atividades com o objetivo de assegurar a disponibilidade de água para o abastecimento público e atividades agrícolas e industriais. O Consórcio PCJ foi uma das primeiras entidades a discutir o uso de água dessalinizada como alternativa ou complemento ao abastecimento público. À época, a entidade foi muito questionada sobre a viabilidade dessa medida, porém atualmente Cubatão no litoral de São Paulo, além dos Estados do Paraná, Rio de Janeiro e Paraíba estão avançando com estudos nessa área.

10 de agosto, 2016
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SÃO PAULO
Governo inaugura interligação Rio Grande e Alto-Tietê

O Governo de São Paulo inaugurou, em 30 de setembro, a interligação dos sistemas Rio Grande e Alto Tietê que irá transferir 4 mil litros por segundo de água ao longo de 22 km. Esta é tida como a principal obra de 2015 para garantir o abastecimento da Grande São Paulo. Esse bombeamento será responsável por aumentar ainda mais a capacidade de integração do sistema de abastecimento da Sabesp. "Uma obra extremamente importante que é a ligação do Rio Grande com a represa Taiaçupeba. São duas grandes adutoras com mais de 21 km de extensão. Taiaçupeba tem capacidade de tratar 15 m³ e de distribuir para a Região Metropolitana de São Paulo, o que equivale a cerca de 1,2 milhão de pessoas abastecidas com água nova aqui do Rio Grande", disse o Governador Geraldo Alckmin. O projeto recebeu investimentos de R$ 130 milhões e compreende quatro bombas com capacidade para empurrar a água 80 metros acima, superando o relevo acidentado que divide o ABC, local onde está o sistema Rio Grande, até a sua chegada à estação de tratamento em Suzano, no Alto Tietê. O bombeamento será de 24 horas, dependendo das condições da represa. Haverá ainda um controle automatizado dos níveis dos rios, tanto na captação como na descarga, respeitando padrões mínimos e máximos. Duas adutoras paralelas, de 1.200 milímetros de polietileno de alta densidade (PEAD), foram feitas para transportar a água por 10,5 km, dos quais parte desse trecho subaquático. Este volume chegará até o córrego Taiaçupeba-Mirim. Por esse curso d'água o volume avançará mais 11,5 km, chegando até a represa Taiaçupeba, onde fica a estação de tratamento de água. Para acontecer a interligação, a Sabesp instalou 12 geradores com potência maior do que a de um carro de Fórmula 1. A interligação entre os dois sistemas beneficiará principalmente os bairros da Mooca, Parque da Mooca, Vila Oratório, Quarta Parada, Belenzinho, Tatuapé, Belém, Catumbi, Vila Maria, Chácara Bela Vista, Vila Guilherme, Parque Vila Maria, Parque Novo Mundo, Vila Medeiros, Jardim Japão, Vila Izolina Mazzei, Vila Munhoz e Vila Ede, em São Paulo; todo o município de São Caetano do Sul, além de 70% da cidade de Guarulhos (municípios permissionários). Também pela primeira vez a Sabesp está usando gás natural, em substituição ao diesel, para a geração de energia elétrica que vai alimentar as bombas. Esta é a primeira usina de geração a gás do Brasil e vai alimentar 12 geradores com capacidade de gerar 19,5 MVA de eletricidade. Essa potência fará funcionar as oito bombas.

5 de outubro, 2015
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ÁGUA
Iniciadas obras de interligação entre Rio Grande-Alto Tietê

No dia 04 de maio, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) iniciou as obras para a interligação dos Sistemas Rio Grande e Alto Tietê, no município de Rio Grande da Serra. O projeto vai transferir 4 mil l/s de água ao longo de 22 km para garantir o abastecimento na Grande São Paulo. O bombeamento fará com que regiões que hoje recebem água do Sistema Cantareira possam ser atendidas pelo Alto Tietê, ajudando a aliviar o manancial em crise. "Nós estamos iniciando uma obra importantíssima para a segurança hídrica da Região Metropolitana de São Paulo para enfrentar o período seco, a estiagem, o período de inverno. A obra será feita pela própria Sabesp, para ganhar tempo. São R$ 130 milhões e o prazo é de quatro meses. Começa aqui em Rio Grande da Serra, Ribeirão Pires e vai até Suzano", disse o Governador Geraldo Alckmin durante o início dos serviços. O Sistema Rio Grande chegou a mais de 97% de armazenamento de água no final de março. Já o Alto Tietê tem grande capacidade de tratamento (15 mil l/s), mas suas represas estão com nível mais baixo. Com o bombeamento, a Sabesp levará a água do Rio Grande até o local onde há maquinário para o tratamento (Sistema Alto Tietê). A obra inclui a instalação de bombas para transportar a água 80 m acima, superando o morro que divide a região do ABC (onde fica o Sistema Rio Grande) de Suzano (no Alto Tietê); duas adutoras paralelas, cada uma com diâmetro de 1,2 mil milímetros. Elas vão levar a água por quase 11 km até o córrego Taiaçupeba-Mirim. Por esse curso d’água o volume avançará mais 11 km, chegando até a represa Taiaçupeba, onde fica a estação de tratamento de água do Sistema Alto Tietê. A previsão é que a obra esteja concluída no final de agosto. Para a transferência da água, a Sabesp instalará 16 geradores, sendo que parte deles ficará como reserva de segurança. Cada gerador tem potência de 1.000 kVA, o que equivale a 1.000 cavalos.

13 de maio, 2015