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SANEAMENTO

Transposição entre Jaguari e Atibainha sofre atraso

A obra de transposição entre as represas do Jaguari (Bacia do Paraíba do Sul) e Atibainha (Cantareira) deve ser concluída apenas em 2017. A expectativa da Sabesp era iniciar as obras em maio deste ano e terminar a primeira etapa do projeto em 2016. Entretanto, problemas burocráticos e financeiros fizeram com que a empresa revisse o cronograma do projeto. Agora, a projeção é que as obras comecem em agosto deste ano e sejam concluídas até fevereiro de 2017. Orçado em R$ 830 milhões, a obra garantirá 8.500 l/s ao Cantareira. Outra obra contra a crise hídrica teve atraso : a ligação do Sistema Rio Grande ao Alto Tietê, inicialmente prevista para maio e, agora, postergada pra setembro deste ano. No projeto Jaguari-Atibainha, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) questionou o projeto, o que fez a Sabesp preparar novo edital de licitação. Além disso, apesar de estar dentro de obras do PAC, o Governo paulista não conseguiu aval de financiamento do BNDES.

A obra de transposição entre as represas do Jaguari (Bacia do Paraíba do Sul) e Atibainha (Cantareira) deve ser concluída apenas em 2017. A expectativa da Sabesp era iniciar as obras em maio deste ano e terminar a primeira etapa do projeto em 2016. Entretanto, problemas burocráticos e financeiros fizeram com que a empresa revisse o cronograma do projeto.

Agora, a projeção é que as obras comecem em agosto deste ano e sejam concluídas até fevereiro de 2017. Orçado em R$ 830 milhões, a obra garantirá 8.500 l/s ao Cantareira. Outra obra contra a crise hídrica teve atraso : a ligação do Sistema Rio Grande ao Alto Tietê, inicialmente prevista para maio e, agora, postergada pra setembro deste ano.

No projeto Jaguari-Atibainha, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) questionou o projeto, o que fez a Sabesp preparar novo edital de licitação. Além disso, apesar de estar dentro de obras do PAC, o Governo paulista não conseguiu aval de financiamento do BNDES.

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SÃO PAULO
Concluída interligação Jaguari-Atibainha

O governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, inaugurou a obra da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) que amplia o fornecimento de água para 39 milhões de habitantes no estado paulista e no Rio de Janeiro. Ao todo foram investidos R$ 555 milhões, financiados pelo BNDES. O projeto de interligação Jaguari-Atibainha conecta duas bacias hidrográficas, o que permite a transferência da água para a região que esteja mais necessitada. O projeto irá abastecer a Grande São Paulo, a Região Metropolitana de Campinas, o Vale do Paraíba e o Estado do Rio de Janeiro, incluindo a capital fluminense. Inicialmente, a operação irá bombear água para a represa Atibainha, que integra o Sistema Cantareira, com um volume de até 162 bilhões de litros anuais de água. Com isto, haverá mais água disponível para o abastecimento da capital e da Grande São Paulo. A Região Metropolitana de Campinas também será beneficiada com a medida, já que essas cidades captam a água que é liberada do Cantareira para o rio Atibainha, que avança pela região. No sentido que começa a operar agora, a água bruta captada da represa Jaguari, em Igaratá (Vale do Paraíba), percorre um corredor de quase 20 km de adutoras e túnel até chegar à represa Atibainha, em Nazaré Paulista. Seis bombas vão empurrar a água morro acima, fazendo com que ela possa superar a montanha que separa as duas represas. Serão até 5.130 litros de água por segundo para o Cantareira. Essa vazão passará pela estação de tratamento e será suficiente para abastecer 1,5 milhão de pessoas. O sentido inverso está em fase final de construção e permitirá que a água saia do Atibainha para a represa Jaguari, que pertence à bacia do Paraíba do Sul. A operação inversa beneficiará o Vale do Paraíba e a Região Metropolitana do Rio de Janeiro com até 12.200 litros de água por segundo. O projeto empregou 5,3 mil funcionários diretos e indiretos. São mais de 6 km de extensão, cinco metros de altura e quatro metros de largura, totalizando uma seção de 20 metros quadrados. Além do túnel, a estrutura conta com mais 13,2 km de adutora subterrânea e seis bombas que consomem energia elétrica que seria suficiente para atender aproximadamente 120 mil pessoas. A interligação Jaguari-Atibainha é uma obra da Sabesp com objetivo de garantir o abastecimento à população, ao lado do novo Sistema Produtor São Lourenço – que está em fase final de construção e já com testes iniciais – e da captação do rio Itapanhaú, cujo contrato de instalação já foi assinado.

19 de março, 2018
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ABASTECIMENTO
Sabesp entra na reta final do Jaguari-Atibainha

A Companha de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) entrou na etapa final da obra de ligação das represas Jaguari e Atibainha, o que representa 80% do cronograma. O projeto ampliará a disponibilidade de água para os moradores da Grande São Paulo e do Vale do Paraíba. Foram escavados os três últimos metros de rocha que separavam duas frentes de trabalho em operação a 50 metros abaixo do nível do solo. A Sabesp concluiu um trecho de 3 km do túnel por onde a água passará entre uma represa e outra. O túnel inteiro tem 6,4 km de extensão, cinco metros de altura e quatro metros de largura, totalizando uma seção de 20 metros quadrados. Além desses 3 km concluídos, outra parte do túnel continua em processo de escavação. A escavação atual acontece no trecho noroeste do túnel, onde está localizada a represa Atibainha, parte do Sistema Cantareira, em Nazaré Paulista. Já o trecho sudeste fica mais próximo da represa Jaguari, parte do Paraíba do Sul, entre os municípios de Igaratá e Santa Isabel. Este outro trecho, com dimensões aproximadamente idênticas ao primeiro, continua sendo escavado e necessita detonação de mais 550 metros de rocha para o encontro das outras duas seções restantes. “Este é mais um grande exemplo da excelência da Sabesp naquilo que faz, vencendo obstáculos aparentemente intransponíveis com muita tecnologia e inovação” disse o presidente da Sabesp, Jerson Kelman. O sistema aplicado nas escavações para interligação dos dois sistemas é um novo método austríaco de tunelamento, denominado (NATM, na sigla em inglês), que emprega sistemas de suporte com concreto projetado associado a outros tipos de apoio como cambotas metálicas e fibras de polipropileno no concreto, entre outras, realizando uma escavação sequencial, de acordo com a capacidade de cada tipo de maciço. Quando estiver concluída interligação terá vazão máxima de 8.500 litros por segundo da represa Jaguari para a Atibainha, e de 12.200 litros por segundo no sentido contrário. A interligação entre os dois sistemas ao lado do novo Sistema Produtor São Lourenço e da captação no rio Itapanhaú são obras que irão garantir o abastecimento da Grande São Paulo e ajudar a prevenir qualquer tipo de percalço contra uma nova estiagem. O investimento de R$ 555 milhões é financiado pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). As obras são executadas pelo consórcio BPC, constituído pelas empresas Serveng/Civilsan, Engeform e PB Construções.

31 de julho, 2017
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BARRAGENS
Assinado financiamento para Amparo e Pedreira

O governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, assinou termo aditivo no contrato de financiamento das barragens de Duas Pontes, no Rio Camanducaia, na cidade de Amparo, e de Pedreira, no Rio Jaguari, que permite a transferência de parte de recursos do projeto de macrodrenagem de Guarulhos para investimento nas represas. Serão investidos pelo Estado R$ 782 milhões na construção das barragens nas Bacias PCJ. Com os recursos garantidos, a próxima fase é abertura de licitação para contratação da empresa responsável pela construção dos reservatórios. As barragens de Amparo e Pedreira serão construídas abaixo do Sistema Cantareira. O objetivo é criar uma reserva hídrica estratégica nas Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (Bacias PCJ). O reservatório de Pedreira ocupará uma área de 4,3 km² e terá capacidade para acumular 31,9 milhões m³ de água. As comportas vão permitir uma vazão regularizada de 8,5 m³/s. Já o reservatório Duas Pontes deverá ocupar uma área de 8,8 km², com capacidade para 53,4 milhões m³ e vazão regularizada de 8,7 m³/s. O presidente do Consórcio PCJ e prefeito de Nova Odessa (SP), Benjamim Bill Vieira de Souza, disse que o Consórcio PCJ luta pela construção dessas barragens desde 1992. “A assinatura do documento pelo governador, que permitirá o início das obras, evidentemente, é uma conquista enorme para dar maior segurança hídrica para nossa bacia”, comentou Bill.

14 de junho, 2017
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ABASTECIMENTO
São Paulo ganha mais água em 2017

Os sistemas de abastecimento de água da Grande São Paulo continuam em processo de recuperação com o começo da temporada de chuvas. O nível somado de todas as represas - sem contar com as reservas técnicas - já ultrapassa o da mesma data de 2013, período imediatamente anterior à crise hídrica. O índice global dos reservatórios atingiu 47,23% (62,6% se somadas as duas reservas técnicas) ante os 47,19% em 11 de novembro de 2013. A quantidade de água disponível atualmente chega a 882 bilhões de litros (1,17 trilhão de litros se contadas as reservas técnicas) e a perspectiva é de que a elevação se mantenha com o período das chuvas. No inicio de setembro, o Sistema Cantareira já havia ultrapassado a marca do mesmo período em 2013. Entre as ações contra a crise, foram realizadas cerca de 500 obras de pequeno, médio e grande porte para aumentar o volume de água reservada, ampliar a capacidade de tratamento e interligar áreas de abastecimento. Esta interligação permitiu que bairros que eram atendidos pelo Cantareira antes da crise passassem a ser abastecidos por outros sistemas. No que se refere ao volume de água disponível, as obras mais importantes e já concluídas são a ligação Rio Grande – Alto Tietê, as unidades de membranas nas estações de tratamento de água do Guarapiranga e do Rio Grande e a captação do Guaió. As chuvas em outubro último superaram as médias históricas em todos os sistemas e a afluência média no mês foi de 64,5 m3/s. Em novembro, os índices de precipitação também começaram bem o mês e seguem com perspectiva de superar a média histórica. Além da elevação gradual dos reservatórios com as chuvas de verão e as medidas de recuperação implantadas pela Sabesp, para 2017 duas grandes obras devem trazer um nível ainda maior de segurança hídrica para a RMSP. A primeira é a Interligação Atibainha-Jaguari, que terá capacidade média de bombeamento de 5.100 litros por segundo de água da represa Jaguari, no Vale do Paraíba, para a Atibainha, no Cantareira. A outra é o novo Sistema Produtor São Lourenço, que contribuirá com 6.400 litros por segundo de água tratada para a região e tem início de operação previsto para outubro do próximo ano.

18 de novembro, 2016
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CRISE HÍDRICA
Soluções encontradas contra a estiagem

Representantes da equipe técnica do Consórcio PCJ participaram, no dia 02 de agosto, do ciclo de debates sobre “Crise Hídrica em São Paulo – Como foi administrada a pior seca da história paulista”. O evento foi promovido pelo Instituto de Engenharia, em parceria com a Sabesp e apoio institucional do CREA –SP (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo). O encontro abordou obras e projetos realizados para superar a crise hídrica, que teve sua fase mais critica nos anos de 2014 e 2015, com foco para reduzir os impactos no abastecimento público na Região Metropolitana de São Paulo, além de projetos e obras para a interligação de bacias e sistemas hídricos, captação e ampliação da disponibilidade hídrica, ações de combate às perdas, gestão de pressões em redes de distribuição, entre outros. Segundo a Sabesp, ao longo da crise hídrica a gestão de perdas na RMSP proporcionou uma redução de 21m³/s (2013) para 13,6m³/s (2015) de perdas totais nos sistemas de distribuição, ou seja, redução de aproximadamente 7,4m³/s, o que representa 35%. Para as perdas reais, a redução foi de 5m³/s (36%), ou seja, caiu de 13,9m³/s em 2013 para 8,9m³/s em 2015. A Sabesp mostrou ainda panorama sobre os investimentos em membranas ultra filtrantes no processo de tratamento de água para o abastecimento em ETAs. A tecnologia reduz custos em área para a sua implantação, que chega a ser até três vezes menores que uma ETA convencional. No entanto, os custos de implantação das membranas são superiores, cerca de US$ 20 milhões por metro cúbico de água, enquanto o de uma ETA convencional é de US$ 16 milhões. O gasto com energia elétrica das membranas também é maior, até quatro vezes superior. A respeito das obras executadas da RMSP, a Sabesp afirmou que as ações implantadas no Sistema Adutor Metropolitano proporcionaram o aumento da flexibilização do atendimento da região abastecida pelo Sistema Cantareira, por outros Sistemas da RMSP, tais como os Sistemas Alto Tietê e Guarapiranga. Isto fez com que houvesse um aumento da capacidade de cobertura dos sistemas da RMSP sobre a região de atendimento do Sistema Cantareira na ordem de 3m³/s, em 2012, para 8m³/s em 2015. Nesse momento da apresentação, o coordenador de projetos do Consórcio PCJ, José Cezar Saad, contestou se isso não significaria que a Região da Grande São Paulo não estaria mais independente ao Sistema Cantareira. Os técnicos da Sabesp presentes disseram que as obras são permanentes, mas que isso não significa que a Sabesp operará permanentemente com esta flexibilização de 8m³/s. Outro ponto abordado foi o incremento das vazões adicionais para o abastecimento da Grande São Paulo com as obras do Sistema São Lourenço e a transposição entre os reservatórios Jaguarí (Bacia do Paraíba do Sul) e Atibainha (Sistema Cantareira). O Sistema São Lourenço conta com adutoras capazes de levar 4,7m³/s de vazão ao longo do dia ou até 6,4m³/s de vazão por um período de até 16 horas/dia de operação, com o auxílio de um conjunto de 4 moto-bombas de 10.000CV. A obra vem sendo realizada através de uma Parceria Público Privada (PPP) de 25 anos com as empresas Camargo Correa e Andrade Gutierres (Consórcio São Lourenço), a um custo de aproximadamente R$ 6 bilhões. Já o Sistema de transposição Jaguarí – Atibainha, será capaz de reverter uma vazão de 5 a 8,5 m³/s, tanto do Sistema Cantareira para o Vale do Paraíba como do Vale do Paraíba para o Sistema Cantareira (bidirecional). A obra possui aproximadamente 20 Km de extensão, com tubos de até 2,20m de diâmetro. A Grande São Paulo ainda receberá o reforço de até 2,5m³/s de vazão do Rio Itapanhaú, quando essas obras de direcionamento forem concluídas. Para o Diretor metropolitano da Sabesp, Eng. Paulo Massato, “a crise hídrica deixou um grande aprendizado, proporcionou maior consciência para o uso racional da água, assim como a realização de obras estruturais para superá-la”, comentou. Exemplo disso é que em 2013 a Sabesp produzia e vendia 73m³/s de água, entretanto em 2016 este valor caiu para 58m³/s. Nas Bacias PCJ, ações de contingenciamento para a crise hídrica foram centrais para a superação do estresse no abastecimento provocado pela seca. Os municípios de Piracicaba e Limeira têm cada um 250 bacias de retenção implantadas. Limeira tem buscado financiamentos por meio de linhas do governo estadual e federal, e pretende instalar mais 150 bacias, o que vai fazer o município saltar esse número para 400. Bragança Paulista é um exemplo invejável, possuindo mais de 1.000 bacias implantadas. Já Indaiatuba inaugurou um reservatório de água bruta, com capacidade para armazenar 1,3 bilhão de litros de água e atender a 40% da população da cidade. Campinas também está planejando seu reservatório municipal e os estudos básicos devem ser concluídos até o final de 2016, segundo o presidente da Sanasa, Arly de Lara Romeo. Durante a crise hídrica, o Consórcio PCJ apresentou e auxiliou os municípios e empresas associadas em diversas atividades com o objetivo de assegurar a disponibilidade de água para o abastecimento público e atividades agrícolas e industriais. O Consórcio PCJ foi uma das primeiras entidades a discutir o uso de água dessalinizada como alternativa ou complemento ao abastecimento público. À época, a entidade foi muito questionada sobre a viabilidade dessa medida, porém atualmente Cubatão no litoral de São Paulo, além dos Estados do Paraná, Rio de Janeiro e Paraíba estão avançando com estudos nessa área.

10 de agosto, 2016
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CANTAREIRA
Renovação de outorga fica para maio de 2017

Em reunião realizada na segunda quinzena de outubro na sede da Agência Nacional das Águas (ANA) foi debatida a renovação da outorga do Sistema Cantareira. Os participantes, entre eles o Consórcio PCJ, decidiram adiar a renovação para maio de 2017. Na ocasião, os participantes debateram outros temas relacionados ao futuro da gestão dos recursos hídricos no Brasil, e propuseram iniciativas que deverão ser realizadas nesse período em que não se terão novas regras por parte de uma nova outorga. O Consórcio PCJ elaborou uma memória técnica sobre os pontos que foram pactuados por todos os presentes à reunião. O documento destaca o comprometimento por parte dos órgãos gestores, no caso a ANA e o DAEE (Departamento de Água e Energia Elétrica do Estado de São Paulo), em respeitar criteriosamente as Resoluções Conjuntas que tratam sobre os limites de vazões de retirada de água do Cantareira para as Bacias PCJ e para o Alto Tietê. Também houve consenso que as decisões têm que atender às recomendações da Câmara Técnica de Monitoramento Hidrológico (CT-MH) dos Comitês PCJ, como forma de garantir a qualidade e quantidade da água à população que depende das liberações de vazão do Cantareira. Outro tema bastante debatido no encontro foi a adoção de medidores de vazão em todos os túneis de interligação dos Reservatórios do Sistema Cantareira, com dados primários diretos, disponibilizados imparcialmente a todos os usuários, gestores e técnicos diretamente envolvidos com o Sistema de Gerenciamento Hídrico, tanto das Bacias PCJ quanto da Bacia do Alto Tietê. A ANA determinou que, no prazo de 15 dias, os participantes da reunião deveriam elaborar suas agendas de ação para discussão da renovação da outorga. O Consórcio PCJ já possui sua proposta pronta e apresentada no GT-Renovação dos Comitês PCJ, fato esse que ocorreu no último dia 09 de novembro.

24 de novembro, 2015
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RESERVATÓRIOS
BNDES libera R$ 747 milhões para Jaguari-Atibainha

O Banco Nacional de Desenvolvimento Social e Econômico (BNDES) e a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) assinaram contrato para liberação de crédito para a obra de interligação das represas Jaguari e Atibainha. Do investimento total de R$ 830,5 milhões, o BNDES financiará R$ 747,45 milhões, com contrapartida de R$ 83,05 milhões da Sabesp. A interligação das represas pretende aumentar a oferta de água no Sistema Cantareira e garantir o abastecimento na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP). “Esse contrato de R$ 747 milhões vai viabilizar, junto com os recursos que o governo estadual colocará, maior segurança hídrica para o Estado de São Paulo. Não é a única obra que nós apoiamos. Estamos apoiando também o Sistema Produtor de água São Lourenço e, em 2012, nós também tínhamos apoiado a construção do Sistema Adutor do Alto Tietê”, destacou a presidente Dilma Rousseff na cerimônia do contrato. A operação de crédito tem prazo de 20 anos, incluídos os períodos de carência e amortização. A interligação entre Jaguari e Atibainha permitirá a transposição de uma vazão média de 5,1 m3/s e máxima de 8,5 m3/s, interligando a bacia do Rio Paraíba do Sul às bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí. No sentido inverso, Atibainha-Jaguari, a vazão máxima poderá ser de 12,2 m3/s. Incluída no PAC de forma emergencial, a obra beneficiará diretamente 39 municípios da RMSP. Além disso, beneficiará mais 20 cidades da região metropolitana de Campinas, pois o Sistema Cantareira, em condições normais, fornece uma vazão de 5 m³/s para a região. O edital de licitação, que já está em andamento, foi publicado pela Sabesp em 12 de maio de 2015. O governo de São Paulo, responsável pela execução da obra, prevê sua conclusão em dezembro de 2016. O empreendimento será contratado por meio do Regime Diferenciado de Contratação (RDC), sistema de licitação pública que evita burocracia e acelera o início e a entrega de obras.

26 de junho, 2015
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ÁGUA
Iniciadas obras de interligação entre Rio Grande-Alto Tietê

No dia 04 de maio, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) iniciou as obras para a interligação dos Sistemas Rio Grande e Alto Tietê, no município de Rio Grande da Serra. O projeto vai transferir 4 mil l/s de água ao longo de 22 km para garantir o abastecimento na Grande São Paulo. O bombeamento fará com que regiões que hoje recebem água do Sistema Cantareira possam ser atendidas pelo Alto Tietê, ajudando a aliviar o manancial em crise. "Nós estamos iniciando uma obra importantíssima para a segurança hídrica da Região Metropolitana de São Paulo para enfrentar o período seco, a estiagem, o período de inverno. A obra será feita pela própria Sabesp, para ganhar tempo. São R$ 130 milhões e o prazo é de quatro meses. Começa aqui em Rio Grande da Serra, Ribeirão Pires e vai até Suzano", disse o Governador Geraldo Alckmin durante o início dos serviços. O Sistema Rio Grande chegou a mais de 97% de armazenamento de água no final de março. Já o Alto Tietê tem grande capacidade de tratamento (15 mil l/s), mas suas represas estão com nível mais baixo. Com o bombeamento, a Sabesp levará a água do Rio Grande até o local onde há maquinário para o tratamento (Sistema Alto Tietê). A obra inclui a instalação de bombas para transportar a água 80 m acima, superando o morro que divide a região do ABC (onde fica o Sistema Rio Grande) de Suzano (no Alto Tietê); duas adutoras paralelas, cada uma com diâmetro de 1,2 mil milímetros. Elas vão levar a água por quase 11 km até o córrego Taiaçupeba-Mirim. Por esse curso d’água o volume avançará mais 11 km, chegando até a represa Taiaçupeba, onde fica a estação de tratamento de água do Sistema Alto Tietê. A previsão é que a obra esteja concluída no final de agosto. Para a transferência da água, a Sabesp instalará 16 geradores, sendo que parte deles ficará como reserva de segurança. Cada gerador tem potência de 1.000 kVA, o que equivale a 1.000 cavalos.

13 de maio, 2015