ENERGIA EÓLICA

China avança investimentos no setor

Segundo pesquisa publicada pelo Instituto de Economia e Análise Financeira da Energia (IEEFA), os investimentos chineses em mercados internacionais de energia eólica superaram os US$ 12 bilhões apenas na Europa e Austrália. "A liderança internacional da China em setores de baixas emissões está inteiramente alinhada com os esforços para aumentar sua influência econômica global", explica Simon Nicholas, analista de energia do IEEFA. 
 
Empresas privadas e estatais chinesas têm cada vez mais investido em energias mais limpas, em especial em países membros da OCDE. "Embora os investimentos internacionais da China em energia renovável tenham sido impulsionados pelo lançamento da iniciativa ‘Um Cinturão, Uma Rota’ há cinco anos, agora eles se estendem muito além dessas fronteiras”. Os produtores estatais independentes de energia chineses adquiriram grandes projetos eólicos em nove países europeus, visando especialmente diversificar suas carteiras estrangeiras e adquirir experiência em tecnologia eólica offshore. 
 
De acordo com o estudo, os investimentos estrangeiros em energia renovável da China cresceram como resultado da iniciativa ‘Um Cinturão, Uma Rota’, mas a maioria deles não está nos países da iniciativa. Historicamente as maiores empresas de energia da China favorecem a energia gerada pelo carvão e a hidroeletricidade ao invés da energia eólica e solar e esse viés continua evidente nos investimentos externos, especialmente no sudeste da Ásia e na África.  Nos países da iniciativa ‘Um Cinturão, Uma Rota’ e nos países em desenvolvimento que não são dessa iniciativa, a China continua a construir projetos de energia movidos a carvão, à medida que as oportunidades para projetos internos de carvão se esgotam. 
 
Entre 2003 e 2017 a China investiu em energia hídrica e a carvão. Mas, em 2017 mesmo, o país asiático resolveu reestruturar sua geração de energia com o objetivo de reduzir a dependência do carvão e exportar a tecnologia de energia renovável da China. “De 2003 a 2017, a maioria dos investimentos estrangeiros em energia da China no Sudeste Asiático foi para projetos hidroelétricos (US$ 45 bilhões) e carvão (US$ 12 bilhões), quantias significativamente maiores do que o investimento eólico na União Europeia (US$ 6,8 bilhões) e na Austrália. (US$ 5 bilhões). Embora esta tendência seja influenciada pelo fato de que os investimentos eólicos e solares tenham aumentado apenas nos últimos anos, está claro que o investimento chinês em energia a carvão é mais restrito aos países da iniciativa ‘Um Cinturão, Uma Rota’ e aos países em desenvolvimento”. 
 
O relatório do IEEFA totalizou os investimentos da China em 2017 em novas tecnologias e recursos energéticos em US$ 44 bilhões, acima dos US$ 32 bilhões em 2016. O estudo completo pode ser conferido no link A China está investindo pesadamente no vento europeu: as ambições de energia renovável da superpotência asiática vão além da iniciativa Um Cinturão, Uma Rota.

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