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ENERGIA EÓLICA

China avança investimentos no setor

Segundo pesquisa publicada pelo Instituto de Economia e Análise Financeira da Energia (IEEFA), os investimentos chineses em mercados internacionais de energia eólica superaram os US$ 12 bilhões apenas na Europa e Austrália. "A liderança internacional da China em setores de baixas emissões está inteiramente alinhada com os esforços para aumentar sua influência econômica global", explica Simon Nicholas, analista de energia do IEEFA. Empresas privadas e estatais chinesas têm cada vez mais investido em energias mais limpas, em especial em países membros da OCDE. "Embora os investimentos internacionais da China em energia renovável tenham sido impulsionados pelo lançamento da iniciativa ‘Um Cinturão, Uma Rota’ há cinco anos, agora eles se estendem muito além dessas fronteiras”. Os produtores estatais independentes de energia chineses adquiriram grandes projetos eólicos em nove países europeus, visando especialmente diversificar suas carteiras estrangeiras e adquirir experiência em tecnologia eólica offshore. De acordo com o estudo, os investimentos estrangeiros em energia renovável da China cresceram como resultado da iniciativa ‘Um Cinturão, Uma Rota’, mas a maioria deles não está nos países da iniciativa. Historicamente as maiores empresas de energia da China favorecem a energia gerada pelo carvão e a hidroeletricidade ao invés da energia eólica e solar e esse viés continua evidente nos investimentos externos, especialmente no sudeste da Ásia e na África. Nos países da iniciativa ‘Um Cinturão, Uma Rota’ e nos países em desenvolvimento que não são dessa iniciativa, a China continua a construir projetos de energia movidos a carvão, à medida que as oportunidades para projetos internos de carvão se esgotam. Entre 2003 e 2017 a China investiu em energia hídrica e a carvão. Mas, em 2017 mesmo, o país asiático resolveu reestruturar sua geração de energia com o objetivo de reduzir a dependência do carvão e exportar a tecnologia de energia renovável da China. “De 2003 a 2017, a maioria dos investimentos estrangeiros em energia da China no Sudeste Asiático foi para projetos hidroelétricos (US$ 45 bilhões) e carvão (US$ 12 bilhões), quantias significativamente maiores do que o investimento eólico na União Europeia (US$ 6,8 bilhões) e na Austrália. (US$ 5 bilhões). Embora esta tendência seja influenciada pelo fato de que os investimentos eólicos e solares tenham aumentado apenas nos últimos anos, está claro que o investimento chinês em energia a carvão é mais restrito aos países da iniciativa ‘Um Cinturão, Uma Rota’ e aos países em desenvolvimento”. O relatório do IEEFA totalizou os investimentos da China em 2017 em novas tecnologias e recursos energéticos em US$ 44 bilhões, acima dos US$ 32 bilhões em 2016. O estudo completo pode ser conferido no link A China está investindo pesadamente no vento europeu: as ambições de energia renovável da superpotência asiática vão além da iniciativa Um Cinturão, Uma Rota.

Segundo pesquisa publicada pelo Instituto de Economia e Análise Financeira da Energia (IEEFA), os investimentos chineses em mercados internacionais de energia eólica superaram os US$ 12 bilhões apenas na Europa e Austrália. "A liderança internacional da China em setores de baixas emissões está inteiramente alinhada com os esforços para aumentar sua influência econômica global", explica Simon Nicholas, analista de energia do IEEFA. 
 
Empresas privadas e estatais chinesas têm cada vez mais investido em energias mais limpas, em especial em países membros da OCDE. "Embora os investimentos internacionais da China em energia renovável tenham sido impulsionados pelo lançamento da iniciativa ‘Um Cinturão, Uma Rota’ há cinco anos, agora eles se estendem muito além dessas fronteiras”. Os produtores estatais independentes de energia chineses adquiriram grandes projetos eólicos em nove países europeus, visando especialmente diversificar suas carteiras estrangeiras e adquirir experiência em tecnologia eólica offshore. 
 
De acordo com o estudo, os investimentos estrangeiros em energia renovável da China cresceram como resultado da iniciativa ‘Um Cinturão, Uma Rota’, mas a maioria deles não está nos países da iniciativa. Historicamente as maiores empresas de energia da China favorecem a energia gerada pelo carvão e a hidroeletricidade ao invés da energia eólica e solar e esse viés continua evidente nos investimentos externos, especialmente no sudeste da Ásia e na África.  Nos países da iniciativa ‘Um Cinturão, Uma Rota’ e nos países em desenvolvimento que não são dessa iniciativa, a China continua a construir projetos de energia movidos a carvão, à medida que as oportunidades para projetos internos de carvão se esgotam. 
 
Entre 2003 e 2017 a China investiu em energia hídrica e a carvão. Mas, em 2017 mesmo, o país asiático resolveu reestruturar sua geração de energia com o objetivo de reduzir a dependência do carvão e exportar a tecnologia de energia renovável da China. “De 2003 a 2017, a maioria dos investimentos estrangeiros em energia da China no Sudeste Asiático foi para projetos hidroelétricos (US$ 45 bilhões) e carvão (US$ 12 bilhões), quantias significativamente maiores do que o investimento eólico na União Europeia (US$ 6,8 bilhões) e na Austrália. (US$ 5 bilhões). Embora esta tendência seja influenciada pelo fato de que os investimentos eólicos e solares tenham aumentado apenas nos últimos anos, está claro que o investimento chinês em energia a carvão é mais restrito aos países da iniciativa ‘Um Cinturão, Uma Rota’ e aos países em desenvolvimento”. 
 
O relatório do IEEFA totalizou os investimentos da China em 2017 em novas tecnologias e recursos energéticos em US$ 44 bilhões, acima dos US$ 32 bilhões em 2016. O estudo completo pode ser conferido no link A China está investindo pesadamente no vento europeu: as ambições de energia renovável da superpotência asiática vão além da iniciativa Um Cinturão, Uma Rota.

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China promete abandonar a queima de carvão
ARTIGO
China promete abandonar a queima de carvão

Artigo por Vivaldo José Breternitz Por Vivaldo José Breternitz * O presidente chinês Xi Jinping anunciou em seu discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas um passo importante para controlar as emissões de gases geradores do efeito estufa. Depois de reiterar promessas acerca de providências a serem tomadas em seu próprio país, Xi disse que a China vai começar a ajudar outros países a controlar essas emissões, apoiando projetos de energia renovável que substituirão usinas que queimam carvão. A China financia muitos projetos de infraestrutura em economias em desenvolvimento, como parte de seus esforços na política externa; isso geralmente lhe traz vantagens colaterais, como envolver profissionais e empresas chinesas. Quando esses projetos são voltados à produção de eletricidade, geralmente envolvem a fonte mais usada da China, o carvão. Assim sendo, o número de usinas a carvão construídas nos países parceiros da China é grande e levanta dúvidas legítimas sobre a possibilidade de que sejam cumpridas metas globais de emissões de carbono. A China já havia se comprometido a atingir a neutralidade de carbono até 2060, apesar de prever que suas emissões crescerão até o final dessa década. No entanto, seus bancos de desenvolvimento continuaram a financiar usinas a carvão e suas empresas, a construí-las. No entanto, XI foi enfático em seu discurso, afirmando explicitamente que a China não desenvolverá novos projetos de geração de eletricidade a partir da queima de carvão no exterior. A mudança faz sentido para todos os envolvidos. A energia renovável é agora a opção mais barata em quase todos os lugares do planeta e a China fabrica todo o equipamento necessário à geração de energia solar e eólica, podendo vendê-los para seus projetos no exterior e continuar lucrando com isso. O Japão e a Coréia do Sul já haviam tomado a mesma decisão, o que é bom para todo o planeta. Prejudicados deverão ser apenas os que estão no negócio de produção de carvão. * Vivaldo José Breternitz é Doutor em Ciências pela Universidade de São Paulo, é professor da Faculdade de Computação e Informática da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

4 de outubro, 2021
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ENERGIA RENOVÁVEL
Setor já emprega 11 milhões de pessoas

Segundo a última análise da Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA), o setor empregou aproximadamente 11 milhões de pessoas em todo o mundo em 2018, contra 10,3 milhões do ano anterior. A mais recente edição da Pesquisa Anual sobre Energia Renovável e Empregos apontou que à medida que os países fabricam, comercializam e instalam tecnologias de energia renovável, os empregos atingem seu ponto mais alto. Até agora, as indústrias de energia renovável permaneceram relativamente concentradas em um punhado de grandes mercados, como China, Estados Unidos e União Europeia. No entanto, os países da Ásia Oriental e do Sudeste surgem ao lado da China como principais exportadores de painéis solares fotovoltaicos (PV). Malásia, Tailândia e Vietnã responderam por uma grande parcela dos empregos em energia renovável em 2018, o que manteve a Ásia com 60% dos empregos em energia renovável globalmente. “Além das metas climáticas, os governos estão priorizando as energias renováveis como um motor do crescimento econômico de baixo carbono, reconhecendo as inúmeras oportunidades de emprego criadas pela transição para as energias renováveis”, disse Francesco La Camera, diretor-geral da IRENA. Entre as fontes renováveis, a energia solar fotovoltaica segue na liderança à frente de biocombustíveis líquidos, energia hidrelétrica e energia eólica. Geograficamente, a Ásia concentra mais de três milhões de empregos fotovoltaicos, quase nove décimos do total global. A maior parte da atividade da indústria eólica ainda ocorre em terra e é responsável pela maior parte dos 1,2 milhão de empregos do setor. Só a China é responsável por 44% do emprego global eólico, seguida pela Alemanha e pelos Estados Unidos. A energia eólica marítima poderia ser uma opção especialmente atraente para alavancar a capacidade doméstica e explorar as sinergias com a indústria de petróleo e gás. O mercado de trabalho de energia renovável no Brasil também cresceu em 2018. De acordo com o IRENA, o Brasil empregou mais de 830 mil trabalhadores nesse segmento (biocombustíveis). Em outros setores, como geração eólica e solar, o País empregou cerca de 40 mil pessoas em aquecimento solar de água; 34 mil na cadeia da energia eólica; e 15 mil em solar.

5 de julho, 2019
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CARVÃO
China continua a financiar projetos

Segundo relatório do Instituto para Análise Econômica e Financeira em Energia (IEEFA, sigla em inglês), apesar de liderar projetos em energia renovável, a China continua a investir recursos em empreendimentos de energia fóssil, especialmente carvão, fora de suas fronteiras. O estudo aponta que mais de 1/4 dos projetos de geração de energia à base de carvão fora da China contam com financiamento de bancos e companhias do país. Em meados de 2018 instituições do país asiático tinham proposto ou investido cerca de US$ 35,9 bilhões em projetos desse tipo em 27 países - incluindo investimentos em minas de carvão para exportação, usinas a carvão, e infraestrutura ferroviária e portuária associada - , totalizando 102 GW, sendo que 75% dessa capacidade ainda se encontra em fase de pré-construção. Os principais países a receber projetos carboníferos são Bangladesh, Vietnã, África do Sul, Paquistão e Indonésia. O Brasil figura entre os países que possuem projetos energéticos de carvão com proposta de financiamento chinês. Segundo o relatório, quase US$ 1 bilhão estão propostos para projetos que deverão resultar na geração de 940 MW de energia a base de fonte suja. Segundo Melissa Brown, consultora do IEEFA e uma das co-autoras do relatório, "as projeções mais conservadoras da Agência Internacional de Energia (IEA) apontam para o declínio do comércio global de carvão nos próximos anos, e isso tem um bom motivo: os preços internacionais da energia de carvão seguem instáveis, o que deixa os países produtores desse tipo de energia presos a uma infraestrutura custosa", explica Melissa. "Em contraste, as energias renováveis estão se beneficiando de grandes melhorias tecnológicas e têm um impacto deflacionário nos preços da energia". Para Christine Shearer, outra co-autora do relatório, os países que ainda não assinaram esses acordos com a China precisam entender as mudanças no mercado global de energia antes de tomar uma péssima decisão. "Está na hora da China formalmente limitar seus investimentos em usinas termelétricas a carvão no exterior e passar a promover a adoção de energia renovável mais barata e de tecnologias de grid", diz Christine Shearer, uma das autoras do relatório. "Isso vem sendo feito dentro da China. Será que os outros países não merecem ter a mesma oportunidade?"

29 de janeiro, 2019
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ENERGIA LIMPA
Investimentos somam US$ 333,5 bilhões

O Bloomberg New Energy Finance (BNEF) divulgou seu relatório anual sobre investimentos em energias limpas. Segundo o documento, os aportes globais em energias renováveis e tecnologias inteligentes de energia somaram US$ 333,5 bilhões em 2017, o que representa um crescimento de 3% na comparação com os números revisados de 2016, US$ 324,6 bilhões, e apenas 7% inferior ao recorde histórico de US$ 360,3 bilhões registrado em 2015. Desde 2010, já foram investidos US$ 2,5 trilhões em projetos de energias limpas. Jon Moore, diretor executivo da BNEF, diz: “O total de 2017 é ainda mais notável se considerarmos que os custos de capital da tecnologia líder – a solar – continuam em queda acentuada. No ano passado, os custos por megawatt dos sistemas fotovoltaicos de grande escala foram 25% menores em relação aos de dois anos atrás”. Os investimentos em energia solar (mundialmente) alcançaram US$ 160,8 bilhões em 2017, 18% superior em relação a 2016, sendo que pouco mais da metade – US$ 86,5 bilhões – aconteceu na China. Esse montante é 58% superior ao de 2016, com uma capacidade instalada adicionada de geração de energia fotovoltaica de 53GW em 2017, contra os 30GW em 2016. Justin Wu, diretor da BNEF na Ásia-Pacífico, diz: “Em 2017, a China aumentou sua capacidade instalada em cerca de 20GW além do previsto. Isso aconteceu por duas razões principais: primeiro, apesar do crescente uso de subsídios pelos desenvolvedores e do aumento da energia não injetada na rede (curtailment), as autoridades reguladoras chinesas – pressionadas pela indústria – agiram com lentidão para inibir a construção de projetos de larga escala fora das quotas alocadas pelo governo”. “Em segundo lugar, o custo da energia solar continua caindo na China, e cresce o número de projetos em telhados, parques industriais e outros locais para geração distribuída – sistemas não limitados por quotas governamentais. Grandes consumidores de energia na China estão instalando painéis solares para suprir sua própria demanda, com subsídio mínimo”. No total, a China investiu US$ 132,6 bilhões em tecnologias de energia limpa, um salto de 24% e um novo recorde. O segundo país que mais investiu foi os Estados Unidos, com US$ 56,9 bilhões, montante 1% superior ao de 2016. A América Latina atingiu níveis recordes de investimento em energia limpa: US$ 17,2 bilhões em 2017, um aumento de 65% em relação a 2016. O crescimento foi impulsionado principalmente pelo Brasil e pelo México que, juntos, atraíram US$ 12,4 bilhões no último ano, ou 72% do total. México e Brasil receberam US$ 6.2 bilhões cada em investimento em projetos renováveis. Isso significou um crescimento de 516% no México sobre 2016, enquanto o aumento no Brasil foi de 10% na mesma comparação. No final do ano passado, os leilões de energia tornaram a contratar projetos de fonte eólica e solar, após uma pausa de dois anos.

19 de janeiro, 2018
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ENERGIAS RENOVÁVEIS
Carvão perde espaço para energias limpas na China

Segundo o Comunicado Estatístico de 2016 sobre Desenvolvimento Econômico e Social do Escritório Nacional de Estatísticas da China, o país asiático alcançou recorde mundial de 33,2 GW instalados em 2016, o dobro do recorde anterior (15 GW), de 2015. A energia solar no grid cresceu 34% ano sobre ano para 39TWh em 2016. Até 2020, a China planeja investir US$ 360 bilhões para ampliar a participação das renováveis na sua matriz energética, impulsionando novos empregos e o desenvolvimento tecnológico. "A transformação no setor elétrico da China continua. A demanda por energia se dissociou da atividade econômica e, quando isso é combinado com o recorde de instalações de energia renovável, o resultado é que a China continua a se afastar do carvão mais rapidamente do que se esperava", analisa Tim Buckley, diretor de Estudos de Finanças Energéticas do Institute for Energy Economics and Financial Analysis (IEEFA). "O carvão é o maior perdedor no mercado de energia chinês. Pelo terceiro ano consecutivo, a produção e o consumo caíram, enquanto a taxa de utilização dos geradores a carvão baixou para 47,5%, o mais baixo de todos os tempos", completa. A China instalou 17,3GW de energia solar no último ano, abaixo dos 29GW alcançados em 2015. A geração eólica cresceu 19%, para 211TWh. Em termos de geração de energia eólica offshore, a análise coloca o Shanghai Electric Wind Power Equipment (Sewind) da China como o maior desenvolvedor de 2016 globalmente, comissionando 489MW de nova capacidade. Quando solar e eólica são combinadas com 18GW por ano de novas capacidades em energia hidrelétrica e 5GW por ano de capacidade nuclear instalada em toda a China nos últimos quatro anos, a geração de eletricidade de emissão zero atendeu 70% do crescimento na demanda por eletricidade na China após 2013. A produção de carvão da China teve um recuo recorde de 9%, para 3,410 milhões de toneladas (Mt) em 2016. Isso reduziu a média de três anos para 4,9% ao ano; um declínio de 564Mt no total. Os resultados fizeram a Agência Internacional de Energia (AIE) a concluir que o consumo de carvão da China provavelmente atingiu seu pico em 2013. O consumo de carvão da China caiu 4,7% no ano passado na comparação com 2015. Com o crescimento no consumo de gás natural de 8% face ao ano anterior, estes dois números sugerem uma redução dramática na queima direta de carvão em usos residenciais e industriais de auto-uso. Entre 2013 e 2016 a China adicionou um total de 200GW de geração de eletricidade a carvão que hoje estão parcialmente ociosos. A conseqüência foi um colapso para uma taxa recorde de 47,5% de utilização da capacidade de carvão para o setor de energia a carvão em 2016, abaixo de um pico de curto prazo de 79% da utilização da capacidade em 2011.

7 de março, 2017
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ENERGIAS LIMPAS
China investe US$ 32 bi no exterior em 2016

Segundo o relatório ‘Expansão Global de Energias Renováveis da China’, do Instituto de Economia e Análise Financeira da Energia (IEEFA), o país investiu montante recorde de US$ 32 bilhões no exterior em projetos de energias renováveis em 2016, o que representa um crescimento de 60% sobre o ano anterior. Com isto, o país asiático tornou-se líder mundial em energias renováveis e tecnologias relacionadas. O IEEFA avaliou todos os negócios do segmento de energia renovável, com valores superiores a US$ 1 bilhão. A escala e o crescimento do investimento realizado consolidam a liderança global da China em indústrias e em infraestruturas de energia limpa. Em 2015 empresas chinesas realizaram oito investimentos acima de US$ 1 bilhão cada, totalizando US$ 20 bilhões. O valor em 2016 foi 60% maior, alcançando a marca de US$ 32 bilhões em onze transações separadas conduzidas por empresas chinesas – duas delas, no Brasil. A State Grid Corp da China (SGCC), maior empresa de eletricidade do mundo, fez o maior acordo de distribuição de energia renovável e eletricidade de 2016, com um investimento de US$ 13 bilhões para uma participação no controle da CPFL Energia no Brasil SA. Outros US$ 1,2 bilhão foram investidos pela Three Gorges Corp no Brasil ao longo de 2016. De acordo com o World Energy Outlook 2016 da Agência Internacional de Energia, a China detém 3,5 milhões, dos 8,1 milhões de empregos em energia renovável no mundo. Nos Estados Unidos, são 769 mil empregos relacionados com energias renováveis. O relatório também mostra como o resultado da eleição norte-americana significa que os EUA provavelmente ficarão ainda mais atrás da liderança global da China no futuro. "Os Estados Unidos já estão bem atrás da China na corrida para garantir uma maior participação no florescente mercado de energia limpa. Com o presidente eleito Trump falando de carvão e de gás, as possíveis mudanças nas políticas domésticas não são um bom presságio", analisa Tim Buckley, diretor de Estudos de Finanças Energéticas da Australásia do IEEFA. "Se os EUA forem sérios sobre estimular o crescimento baseado em manufatura, este não é um setor para o qual se deva virar as costas. A China entende que as renováveis apresentam uma enorme oportunidade comercial. Ela está se preparando para ser incomparável na liderança de energia limpa hoje. Os EUA deverão lamentar nos próximos anos".

13 de janeiro, 2017
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CARVÃO
Produção chinesa cai 15,5% em maio

A produção de carvão na China caiu 15,5% em maio em relação ao mesmo mês de 2015. Nos cinco primeiros meses de 2016, a produção recuou 8,4%, o dobro da taxa de declínio registrada em 2015. A queda na produção e no consumo aumentou na comparação com o biênio 2014/2015, quando a retração atingiu 3% ao ano. Como a China produz e consome metade do carvão do mundo, estes números têm impacto global. "A demanda por eletricidade se dissociou do crescimento da atividade econômica e a China continua a diversificar suas fontes para livrar-se do carvão mais rápido do que qualquer um esperava. A China já superou o pico de consumo de carvão", ressalta Tim Buckley, Diretor de Estudos Financeiros de Energia do Instituto de Economia da Energia e Análise Financeira (IEEFA). O Bureau Nacional de Estatísticas da China informa que a produção industrial chinesa cresceu 5,9% entre janeiro e maio deste ano, mas a demanda por eletricidade cresceu apenas 0,9% face ao ano anterior - uma dissociação sustentada da demanda de eletricidade em relação à atividade econômica. Esta dissociação começou em 2014, de modo que estamos agora no terceiro ano desta tendência. Dentro do crescimento de 0,9% na demanda total por eletricidade, a geração de energia por termelétricas caiu 3,6% face ao ano anterior (acumulado no ano). Isto significa que, além do pouco aumento dentro do que foi consumido, a China usa muito menos energia do carvão. O carvão para geração de energia tem perdido espaço de mercado para hidrelétricas (+ 16,7% no período de 12 meses), gás (+ 5,2% no período de 12 meses), nuclear, eólica e solar (+ 20,3% no total no período de 12 meses). A transformação do setor energético chinês muda ainda mais, quando as vendas de veículos elétricos cresceram 99% nos últimos doze meses, atingindo 219 mil unidades. Desta forma, a China caminha para atingir vendas de um milhão de veículos elétricos ao ano já em 2017.

30 de junho, 2016
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FONTES LIMPAS
Combustíveis fósseis perdem espaço no Japão

Um novo relatório do Instituto de Economia Energética e Análise Financeira (IEEFA), lançado durante a Conferência da Fundação de Energias Renováveis do Japão (JREF), mostrou que os combustíveis fósseis serão os principais perdedores no setor de energia no país asiático. "Com quase US$ 20 bilhões investidos anualmente em novos desenvolvimentos solares que estão trazendo 8 GW ao ano de eletricidade alimentada por energia solar, o Japão é um dos três maiores mercados globais de instalações solares atualmente. O país está fazendo jus ao seu epíteto de Terra do Sol Nascente ", resumiu o autor Tim Buckley, Diretor de Estudos em Finanças e Energia do IEEFA. O Japão fica atrás da China, com 15 GW de instalações. Os Estados Unidos apresentaram 7,5GW de instalações solares. Desta forma, o total de instalações solares japonesas podem ter atingido cerca de 30 GW no final de 2015 e estão a caminho de exceder os 50 GW até 2020. A Associação de Energia Fotovoltaica do Japão publicou, em abril passado, um documento de estratégia que define como o país pode chegar a 100 GW de capacidade de geração fotovoltaica instalada em 2030. Isto implicaria na geração anual de mais de 110TWh de produção de energia solar, o que equivale a 15% da demanda total de eletricidade do Japão. "Como estamos vendo em todo o mundo, o crescimento das energias renováveis, combinado com significativos avanços em eficiência energética, está tendo um impacto tangível sobre os combustíveis fósseis", destacou Buckley. Apesar disso, o Japão ainda conta com 47 usinas de energia movidas a carvão e seus investidores devem ter cautela nestas transformações, para não transformar as unidades em algo antieconômico. O IEEFA observa que se o Japão construir novas usinas movidas a carvão o resultado será a subutilização do parque. Isto já aconteceu com a China, onde a taxa de utilização das usinas a carvão caiu de pouco mais de 60% em 2011 para um recorde de baixa de 49,4% em 2015. Da mesma forma, na Índia o acréscimo anual de 15GW de novas usinas movidas a carvão encontrou uma demanda mais fraca do que o previsto. O resultado: a taxa de utilização do setor de energia a carvão da Índia caiu de 75% em 2011 para uma taxa média estimada de 61% em 2015 (com IEEFA prevendo uma nova queda para um recorde de 57-58% em 2016). "Como vimos na Índia, China, Austrália e Europa, a redução de custos das energias renováveis, catalisada pelo imperativo de reduzir as emissões de carbono, está rapidamente tornando redundante o acréscimo de geração de carvão térmico", explicou Buckley. "Hoje, o Japão tem uma grande oportunidade de se beneficiar desta tendência, investindo ainda mais em eficiência energética, em energia eólica e em solar e evitando o erro de novos investimentos em carvão."

16 de março, 2016
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ENERGIA RENOVÁVEL
Investimento recorde de US$ 357 bilhões em 2015

Segundo o estudo “A Year for the Record Books”, o mais recente relatório da série Tracking the Energy Revolution da Clean Energy Canada, a qual identifica tendências no mercado de energias limpas no Canadá e no mundo, os investimentos em energias renováveis atingiram novo recorde em 2015. Dos US$ 367 bilhões, a maior parte (US$ 160 bilhões) foi destinada a projetos de energia solar, seguido pelos US$ 110 bilhões investidos em energia eólica; As grandes hidrelétricas, por sua vez, quase empataram com a energia oriunda de biomassa e detritos (US$ 42 bilhões e US$ 41 bilhões). Segundo esse estudo, entre 2009 e 2015 o custo da energia eólica nos Estados Unidos caiu 61%, enquanto o custo da energia solar caiu 82%, respectivamente). O ano de 2015 também registrou pela primeira vez mais investimento em energia limpa nos países em desenvolvimento (US$ 167 bilhões) do que nos países desenvolvidos (US$ 162 bilhões). A China foi a que mais investiu, com US$ 110,5 bilhões, seguida pelos Estados Unidos, US$ 56 bilhões, e Japão, US$ 46 bilhões. Completam os cinco primeiros lugares o Reino Unido (US$ 23,4 bilhões) e a Índia (US$ 10,9 bilhões). "Um terço de um trilhão de dólares foram investidos em energias renováveis em 2015 – trata-se de um investimento de peso que estabelece um novo recorde para as energias limpas, mesmo diante da forte concorrência dos preços baratos dos combustíveis fósseis", sintetiza Merran Smith, Diretora-Executiva da Clean Energy Canada. "Elas estão decolando porque oferecem um valor imbatível - elas são locais, por isso oferecem segurança energética. As energias limpas também são uma solução climática e reduzem os problemas de saúde causados pela poluição atmosférica. São cada vez mais competitivas e há muitos investimentos a serem feitos ainda", destaca. "O custo da produção de energias limpas continua a cair, e seu combustível - sol, vento, água - é gratuito. Não é de admirar que as energias limpas estejam ganhando força em todo o mundo. Trata-se de um contraste gritante com os mercados de combustíveis fósseis, que agora vivem às voltas com altos e baixos", completa.

1 de março, 2016