ENERGIA SOLAR

Expansão de carvão na China pode atrapalhar energia limpa

Expansão de carvão na China pode atrapalhar energia limpa

A capacidade instalada de energia solar na China deverá ultrapassar a do carvão pela primeira vez em 2026 e irá representar 63% da capacidade energética da China, enquanto o carvão cairá para apenas 31%.

O Conselho de Eletricidade da China afirma que a capacidade instalada de energia solar na China deverá ultrapassar a do carvão pela primeira vez em 2026 e irá representar 63% da capacidade energética da China, enquanto o carvão cairá para apenas 31%. Entretanto, análise recente do Global Energy Monitor, do 350.org aponta que isso pode ser comprometido pela expansão contínua e recorde da produção de carvão na China. “A expansão do carvão chinês é desnecessária, aumenta o risco de ativos obsoletos e contradiz fortemente o próprio sucesso do país em energia limpa”, critica 350.org.

Segundo o Global Energy Monitor, a China ainda dispõe de 291 GW de capacidade instalada de usinas a carvão, entre projetos já licenciados e em construção. Somente em 2025, as empresas de desenvolvimento apresentaram propostas para a construção de um total de 161 GW de novas usinas termelétricas a carvão. Chefe de estratégia política da 350.org, Andreas Sieber disse que “Este é um ponto de virada histórico: a energia solar deverá ultrapassar o carvão na China pela primeira vez em 2026. Esta é talvez a demonstração mais clara até agora de que a energia limpa venceu – em termos de custo, escala e qualidade do ar. No entanto, a China está respondendo à derrota econômica do carvão construindo ainda mais usinas a carvão. Com cerca de 290 GW de nova capacidade de geração a carvão já licenciada ou em construção, e mais um ano recorde em aprovações, o país está, de forma esquizofrênica, provando que o carvão está obsoleto enquanto se apressa para consolidá-lo. Isso serve principalmente a uma indústria carbonífera que corre contra o tempo. A consequência é previsível: ativos obsoletos, custos de sistema mais altos e uma transição mais difícil”.

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