Publicidade
LENÇOL FREÁTICO

CMA recebe denúncia de contaminação

Vereadores que integram a Comissão de Meio Ambiente da Câmara de Sorocaba (SP) retornaram até o terreno da Saturnia, fabricante de baterias, após denúncias de que a área contém vários poços de captação de água e o lençol freático pode estar contaminado por metais pesados, principalmente o chumbo. Engenheiros ambientais acompanharam os integrantes da comissão especial de inquérito que estiveram no terreno. A principal preocupação é a exposição dos poços artesianos ao material contaminado, pontos que têm ligação direta com o lençol freático. No primeiro semestre havia um garimpo clandestino de restos de chumbo e outros metais pesados – materiais tóxicos enterrados pela antiga fábrica de baterias. Segundo os engenheiros, existem oito pontos de captação de água, dos quais alguns já usados para retirar água do subsolo e outros para fazer análises da água que era captada. Uma cisterna aberta em uma estrutura abandonada comprovou a água que corre no terreno. No fundo da cisterna é possível ver a água parada. Placas que alertam para o risco de contaminação estão sendo implantadas na área para impedir a entrada das pessoas. Os buracos fora do local de isolamento já foram fechados, mas os maiores que estão dentro da cerca vão continuar abertos. O Sindicato dos Metalúrgicos entregou um dossiê, feito na década de 1990, sobre a Saturnia à comissão especial, no último dia 11. O documento elaborado pelo sindicato tem conteúdo de ex-funcionários e reportagens da época. Cerca de duas mil pessoas trabalhavam na fábrica nos anos 1990. O sindicato indicou que a maior incidência de chumbo estava no depósito de sucata das baterias, onde funcionários faziam a reciclagem sem equipamentos de proteção. O documento vai ser anexado às investigações da Comissão de Meio Ambiente da Câmara. A Polícia Civil identificou os ex-sócios da empresa no Rio de Janeiro (RJ), onde prestarão esclarecimentos. Com estes depoimentos, a polícia espera entender como eram feitos os descartes das baterias no solo.

Vereadores que integram a Comissão de Meio Ambiente da Câmara de Sorocaba (SP) retornaram até o terreno da Saturnia, fabricante de baterias, após denúncias de que a área contém vários poços de captação de água e o lençol freático pode estar contaminado por metais pesados, principalmente o chumbo. Engenheiros ambientais acompanharam os integrantes da comissão especial de inquérito que estiveram no terreno.
 
A principal preocupação é a exposição dos poços artesianos ao material contaminado, pontos que têm ligação direta com o lençol freático. No primeiro semestre havia um garimpo clandestino de restos de chumbo e outros metais pesados – materiais tóxicos enterrados pela antiga fábrica de baterias. Segundo os engenheiros, existem oito pontos de captação de água, dos quais alguns já usados para retirar água do subsolo e outros para fazer análises da água que era captada. Uma cisterna aberta em uma estrutura abandonada comprovou a água que corre no terreno. No fundo da cisterna é possível ver a água parada.
 
Placas que alertam para o risco de contaminação estão sendo implantadas na área para impedir a entrada das pessoas. Os buracos fora do local de isolamento já foram fechados, mas os maiores que estão dentro da cerca vão continuar abertos.
 
O Sindicato dos Metalúrgicos entregou um dossiê, feito na década de 1990, sobre a Saturnia à comissão especial, no último dia 11. O documento elaborado pelo sindicato tem conteúdo de ex-funcionários e reportagens da época. Cerca de duas mil pessoas trabalhavam na fábrica nos anos 1990. O sindicato indicou que a maior incidência de chumbo estava no depósito de sucata das baterias, onde funcionários faziam a reciclagem sem equipamentos de proteção. O documento vai ser anexado às investigações da Comissão de Meio Ambiente da Câmara.
 
A Polícia Civil identificou os ex-sócios da empresa no Rio de Janeiro (RJ), onde prestarão esclarecimentos. Com estes depoimentos, a polícia espera entender como eram feitos os descartes das baterias no solo.

Artigos Relacionados

Saneamento Ambiental Logo
ATIBAIA
SAAE investiga qualidade da água

O SAAE - Saneamento Ambiental de Atibaia recebeu queixas recentemente de moradores sobre a qualidade da água distribuída no município. Algumas pessoas relataram a água ter gosto e odor alterados. A autarquia decidiu criar um comitê de gestão de crise para identificar os casos apresentados. Há algum tempo o SAAE investiga lançamentos indevidos e criminosos de substâncias no manancial de captação do córrego do Onofre e no sistema produtor Cerejeiras que abastecem os bairros Imperial, Cerejeiras e Caetetuba, principais redutos de indisposição da população. “Fizemos comunicados para todos os órgãos competentes e temos em andamento um inquérito civil instaurado pelo Ministério Público para apurar os possíveis responsáveis”, informa a Superintendente do SAAE, Fabiane Santiago. O laboratório Ecosystem Análises Ambientais, de Campinas, coletou amostra do reservatório central do Cerejeiras para uma análise completa de acordo com portaria de consolidação nº 05 do Ministério da Saúde. Os resultados ainda não foram apresentados pela empresa campineira. Segundo o SAAE, em períodos de chuva há maior contribuição da poluição difusa da rodovia e no entorno do córrego. Além disso, as altas temperaturas do verão brasileiro fazem aumentar o consumo de água e, consequentemente, a utilização de produtos químicos, principalmente cloro, para garantir uma água segura. O SAAE informa que a água, às vezes, pode sair turva ou branca da torneira, fruto do ar dissolvido na água, devido às oscilações de pressão nas tubulações e nos reservatórios. É um fenômeno pontual que não afeta a qualidade da água. O insumo pode também aparecer de cor castanha ou avermelhada, devido à formação e arrastamento de depósitos de ferro nas tubagens. Para voltar a ficar clara, basta deixar correr a água durante algum tempo e consumir só depois deste procedimento.

9 de março, 2020
Saneamento Ambiental Logo
LOGÍSTICA REVERSA
Brasil reciclará baterias de chumbo

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) assinou em 2019 acordo setorial com a Associação Brasileira de Baterias Automotivas e Industriais (Abrabat), a Associação Nacional dos Sincopeças do Brasil (Sincopeças-BR) e o Instituto Brasileiro de Energia Reciclável (Iber) para implementação do sistema de logística reversa de baterias de chumbo ácidas. O acordo determina que fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de baterias passem a integrar o sistema composto por pontos de coleta e serviços de coleta, transporte, armazenamento e destinação final adequada para este tipo de bateria. A iniciativa deve acontecer em todas as regiões brasileiras e estima-se recolher e enviar para reciclagem mais de 16 milhões de baterias automotivas de chumbo ácido. Segundo a Abrabat, o setor de baterias de chumbo ácido gera cerca de 300 mil toneladas anuais de itens que ficam sem uso. A bateria é fabricada com chumbo, solução ácida e polímeros e possui ponto baixo de fusão e alta resistência à corrosão. Se por um lado o chumbo favorece a bateria, por outro é prejudicial ao meio ambiente caso seja descartado incorretamente. Metais pesados contaminam solo, lençóis freáticos e até mesmo fauna e flora. “O acordo de baterias de chumbo ácido vai permitir que ao final de quatro anos de implementação o sistema consiga recolher 16 milhões de baterias todos os anos, o que representa 155 mil toneladas de chumbo reciclados”, ressalta André França, secretário de Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente (MMA). Além de prevenir a contaminação do solo e das águas, a logística reversa reduz a dependência da importação de chumbo para a fabricação de novas baterias. “O Brasil é dependente de chumbo, ou seja, tem de importar esse metal pesado. Depois que esse sistema estiver implementado, ele vai suprir 75% da demanda nacional do setor. Isso é logística reversa, você reinsere na cadeia produtiva um produto que já não tem mais utilidade, como é o caso de uma bateria já exaurida”, aponta França. A reciclagem da bateria automotiva de chumbo ácido recupera o próprio metal e extrai outras matérias-primas que retornam à cadeia produtiva ao invés de pararem em um aterro sanitário, como é o caso do plástico e do ácido sulfúrico. “Em uma medida como essa, você tira novos aportes de poluentes do meio ambiente ao mesmo tempo em que aquece a economia gerando novas fontes de emprego e de renda”, lembra o secretário. “Você fecha o ciclo de uma economia circular.”

3 de março, 2020