Publicidade
LIXO

Coalizão para incentivar descarte correto

Formada por 23 associações empresariais signatárias do Acordo Setorial de Embalagens em Geral, a Coalizão Embalagens e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), lançaram hoje, na casa da ONU, em Brasília, o movimento ‘SEPARE. NÃO PARE’. O objetivo é informar, inspirar e mobilizar a população brasileira a separar e descartar corretamente os resíduos domésticos. A Coalizão visa reduzir em 22% a quantidade de embalagens encaminhadas a aterros sanitários até o próximo ano. Para alcançar esse objetivo, o movimento ressalta a importância da responsabilidade compartilhada, tão disseminada pela Política Nacional de Resíduos Sólidos com a participação de empresas, prefeituras e da população. Um dos focos é sensibilizar a sociedade sobre a separação do lixo doméstico em orgânico e reciclável e destinar corretamente para catadores do bairro, em pontos de entrega, ou por caminhões de coleta seletiva. Para o presidente do Compromisso Empresarial para Reciclagem (Cempre), entidade que coordena a Coalizão, Victor Bicca, o movimento representa um importante passo para a conscientização da população em relação ao resíduo pós-consumo: “Ainda temos um longo caminho a percorrer, mas hoje reforçamos a relevância da participação da população em contribuir com o processo da reciclagem. Vamos conscientizar de que é simples reciclar e descartar corretamente o lixo”, afirma. O ‘SEPARE. NÃO PARE’ terá campanha digital desenvolvida pelo Grupo TV1 e com a participação de influenciadores, além do portal www.separenaopare.com.br . Nele, a população pode encontrar conteúdos como: o passo a passo da separação e o descarte corretos de diferentes tipos de embalagens; onde encontrar pontos de entrega; iniciativas já existentes; detalhes sobre quais materiais são recicláveis ou não, entre outros. O projeto-piloto tem início em São Paulo com determinadas ações, como a distribuição de panfletos informativos para a população e colaboradores das empresas participantes da Coalizão, além de parceria com o SECOVI-SP (Sindicato da Habitação) para comunicação direta com os condomínios. A campanha mostra ainda a importância dos catadores, responsáveis por mais de 50% do material recolhido e encaminhado às cooperativas, em São Paulo, e com papel fundamental na cadeia. Atualmente, cerca de 80 mil pessoas trabalham em cooperativas e associações de catadores. Para Denise Hamú, representante da ONU Meio Ambiente, o ‘SEPARE. NÃO PARE’ vai ajudar a transformar a forma como o brasileiro olha para seu lixo. “Estamos muito entusiasmados com esse movimento. Acreditamos ser um importante passo para um Brasil mais sustentável. Quando as pessoas reparam no lixo que geram, passam a adotar outros valores e hábitos de consumo consciente, e isso é o que muda nossos padrões de produção e consumo para outros mais sustentáveis”. A Coalizão é resultado de um acordo setorial, assinado em 25 de novembro de 2015, que busca alternativas para ampliar a reciclagem no país. Conta a participação de produtores, importadores, usuários e comerciantes de embalagens, com apoio do Cempre, da Confederação Nacional das Indústrias (CNI) e Confederação Nacional do Comércio (CNC).

Formada por 23 associações empresariais signatárias do Acordo Setorial de Embalagens em Geral, a Coalizão Embalagens e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), lançaram hoje, na casa da ONU, em Brasília, o movimento ‘SEPARE. NÃO PARE’. O objetivo é informar, inspirar e mobilizar a população brasileira a separar e descartar corretamente os resíduos domésticos.
 
A Coalizão visa reduzir em 22% a quantidade de embalagens encaminhadas a aterros sanitários até o próximo ano. Para alcançar esse objetivo, o movimento ressalta a importância da responsabilidade compartilhada, tão disseminada pela Política Nacional de Resíduos Sólidos com a participação de empresas, prefeituras e da população. Um dos focos é sensibilizar a sociedade sobre a separação do lixo doméstico em orgânico e reciclável e destinar corretamente para catadores do bairro, em pontos de entrega, ou por caminhões de coleta seletiva. 
 
Para o presidente do Compromisso Empresarial para Reciclagem (Cempre), entidade que coordena a Coalizão, Victor Bicca, o movimento representa um importante passo para a conscientização da população em relação ao resíduo pós-consumo: “Ainda temos um longo caminho a percorrer, mas hoje reforçamos a relevância da participação da população em contribuir com o processo da reciclagem. Vamos conscientizar de que é simples reciclar e descartar corretamente o lixo”, afirma.
 
O ‘SEPARE. NÃO PARE’ terá campanha digital desenvolvida pelo Grupo TV1 e com a participação de influenciadores, além do portal www.separenaopare.com.br. Nele, a população pode encontrar conteúdos como: o passo a passo da separação e o descarte corretos de diferentes tipos de embalagens; onde encontrar pontos de entrega; iniciativas já existentes; detalhes sobre quais materiais são recicláveis ou não, entre outros. 
 
O projeto-piloto tem início em São Paulo com determinadas ações, como a distribuição de panfletos informativos para a população e colaboradores das empresas participantes da Coalizão, além de parceria com o SECOVI-SP (Sindicato da Habitação) para comunicação direta com os condomínios.
 
A campanha mostra ainda a importância dos catadores, responsáveis por mais de 50% do material recolhido e encaminhado às cooperativas, em São Paulo, e com papel fundamental na cadeia. Atualmente, cerca de 80 mil pessoas trabalham em cooperativas e associações de catadores. 
 
Para Denise Hamú, representante da ONU Meio Ambiente, o ‘SEPARE. NÃO PARE’ vai ajudar a transformar a forma como o brasileiro olha para seu lixo. “Estamos muito entusiasmados com esse movimento. Acreditamos ser um importante passo para um Brasil mais sustentável. Quando as pessoas reparam no lixo que geram, passam a adotar outros valores e hábitos de consumo consciente, e isso é o que muda nossos padrões de produção e consumo para outros mais sustentáveis”.
 
A Coalizão é resultado de um acordo setorial, assinado em 25 de novembro de 2015, que busca alternativas para ampliar a reciclagem no país. Conta a participação de produtores, importadores, usuários e comerciantes de embalagens, com apoio do Cempre, da Confederação Nacional das Indústrias (CNI) e Confederação Nacional do Comércio (CNC).

Artigos Relacionados

Saneamento Ambiental Logo
COOPERATIVAS
Tetra Pak e Cempre em parceria para ajudar trabalhadores

A Tetra Pak em parceria com o Compromisso Empresarial para a Reciclagem (Cempre) e a plataforma Reciclar pelo Brasil realizará aporte para a compra de kits de higienização, máscaras protetoras e alimentos básicos para aproximadamente cinco mil trabalhadores de cooperativas de materiais recicláveis. "Nossos pensamentos estão com as pessoas que tiveram suas vidas afetadas por conta da situação atual. Diante de um desafio sem precedentes, estamos empenhados em direcionar nossos esforços para a colaboração e ajudar comunidades vulneráveis que acompanhamos há tantos anos. É nosso compromisso agora, mais do que nunca, atuar de modo a proteger as pessoas e o futuro", afirma Valéria Michel, diretora de sustentabilidade da Tetra Pak do Brasil e Cone Sul. A parceria junto ao Cempre irá impactar mais de 820 cooperados de 62 cooperativas localizadas nos mais diversos municípios brasileiros. A Tetra Pak apoiou também levantamento realizado pelo Cempre sobre o panorama da coleta seletiva no Brasil e as necessidades das cooperativas frente à pandemia de COVID-19. Segundo o estudo, cerca de 35,5% dos municípios não alteraram a programação da coleta seletiva; 26,3% reduziram a frota de caminhões e a frequência de entrega dos resíduos nas cooperativas; 24,9% dos municípios suspenderam temporariamente o serviço de coleta seletiva e 12,7% dos municípios avaliados não possuem o serviço de coleta seletiva implementado. O levantamento servirá como base para identificar questões relevantes para desenvolver ações que continuem a auxiliar o elo da cadeia da reciclagem mais afetado pela paralisação, além de iniciar a elaboração de planos e inciativas direcionados para a retomada das atividades. A Tetra Pak também participa da plataforma Reciclar pelo Brasil - programa de cooperação entre 15 empresas e associações de diferentes segmentos do mercado em parceria com a ANCAT (Associação Nacional dos Catadores e Catadoras de Materiais Recicláveis). O grupo dará suporte financeiro às famílias de cooperados durante dois meses. A previsão é que mais de 4.300 cooperados de 160 cooperativas recebam o auxílio.

25 de maio, 2020
Saneamento Ambiental Logo
LIXO
Lançado Movimento Recicla Sampa

O Movimento Recicla Sampa lançou, dia 7 de fevereiro, uma plataforma online de amplo conteúdo com vídeos, webdocs, tutoriais, jogos, materiais para impressão, reportagens, notícias da cidade, do Brasil, do mundo e entrevistas para orientar e informar os cidadãos sobre a importância de se aumentar a quantidade de materiais reaproveitáveis e diminuir o volume dos resíduos enviados aos aterros sanitários da capital paulista. O movimento é uma parceria entre a Loga e a EcoUrbis, concessionárias de limpeza urbana de São Paulo, e conta com o apoio institucional da Autoridade Municipal de Limpeza Urbana (Amlurb), responsável pela regulação dos contratos de limpeza. A plataforma pode ser acessada pelo endereço: http://www.reciclasampa.com.br O Movimento atende a meta 24, do Plano de Metas da Prefeitura de São Paulo para 2020, que determina a redução, em quatro anos, de 500 mil toneladas de resíduos enviados aos aterros municipais. A cidade de São Paulo produz 12 mil toneladas diárias de lixo domiciliar, o que significa dizer que, anualmente, a capital é responsável pela geração em média 3,6 milhões de toneladas de resíduos. Segundo a Autoridade Municipal de Limpeza Urbana, através de dados colhidos pela gravimetria que analisa a composição do lixo domiciliar da cidade, cerca de 40% dos resíduos coletados poderiam ser reciclados e não o são. Somente algo como 7% do potencial de reciclagem presente nos resíduos domiciliares na cidade é reciclado. No site do Movimento, será possível acessar os horários em que ocorrem as coletas por bairros e regiões da cidade, baixar materiais gráficos e tutoriais de como separar corretamente os resíduos. A população poderá utilizar os conteúdos em casa, em seus locais de trabalho, nos condomínios e em locais públicos. “Enfrentamos o desafio de mobilizar os cidadãos a partir de um senso de urgência já colocado. A megaoperação que envolve o gerenciamento do lixo na capital depende fundamentalmente de um novo comportamento, que começa dentro da casa de cada paulistano”, ressalta Edson Tomaz Filho, presidente da Amlurb. Os usuários ainda terão acesso a informações sobre o processo de reciclagem, entrevistas com especialistas renomados da área de sustentabilidade e dicas de como reaproveitar materiais. Os paulistanos poderão ainda localizar os endereços dos pontos de coleta para descarte de itens como: óleo de cozinha, eletrônicos, eletrodomésticos, remédios, entre outros, a localização dos Pontos de Entrega Voluntária de Recicláveis, os Ecopontos espalhados pela cidade e muito mais. A plataforma, que tem como pilar os 5Rs da sustentabilidade – Repensar, Reduzir, Reutilizar, Recusar e Reciclar, será colaborativa e aberta a todos os cidadãos.

18 de fevereiro, 2019
Saneamento Ambiental Logo
RECICLAGEM
Coca-Cola quer recolher 100% das embalagens

A The Coca-Cola Company anunciou sua nova política de embalagens que tem como meta ajudar a recolher o equivalente a 100% das embalagens que coloca no mercado, até 2030, em todos os países onde atua. No Brasil, entre 2016 e 2021, a empresa terá investido R$ 1,6 bilhão para cumprir o objetivo, com ações em três frentes: design, coleta e parceria. Atualmente, a Coca-Cola dá destinação correta a 51% de suas embalagens produzidas e planeja atingir 66% até 2020. Em 2016, este índice era de 36%. O crescimento aconteceu graças ao aumento de embalagens retornáveis, uso de resina reciclada para a confecção de novas garrafas (Bottle to Bottle) e apoio a mais de 200 cooperativas de reciclagem em todo o país. “Os números mostram que temos trabalhado de forma consistente, o que nos dá confiança e estímulo para alcançarmos, aqui no Brasil, o objetivo de termos 100% das nossas embalagens destinadas corretamente em 2030. Temos que fazer isso porque é o certo e é o que as pessoas esperam de uma empresa líder como a nossa.” afirma o presidente da Coca-Cola Brasil, Henrique Braun. A Coca-Cola tem investido em infraestrutura, entre ampliação de linhas de retornáveis, equipamentos de fábrica, compra de vasilhames e engajamento do consumidor, e também em cooperativas de reciclagem. Do total de R$ 1,6 bilhão previsto entre 2016 e 2020, R$ 1,2 bilhão representa o investimento de hoje até 2020. Entre as iniciativas da companhia, as ações de reuso de embalagens estão voltadas para dobrar em cinco anos (2016-2020), a participação de retornáveis no portfólio, chegando a 30%. Atualmente, as garrafas de plástico tem cerca de 20% menos peso do que as produzidas há dez anos. E, desde 2008, a Coca-Cola Brasil investe continuamente na capacitação de cooperativas de reciclagem e em iniciativas de inclusão dos catadores. A Coca-Cola realiza parcerias com catadores de materiais recicláveis desde 2008, em linha com o que prevê o Acordo Setorial de Embalagens, assinado em 2015. No ano passado, a empresa anunciou sua nova plataforma em reciclagem, o Reciclar pelo Brasil. Em parceria com seu principal concorrente, passou a coinvestir de forma mais eficiente e gerando um aumento de até 25% nos aportes recebidos por elas. Coordenado pela Associação Nacional dos Catadores e Catadoras de Materiais Recicláveis (ANCAT), o programa Reciclar pelo Brasil impacta, inicialmente, 110 cooperativas e cinco mil famílias. Ao todo, a empresa apoia 200 cooperativas.

29 de janeiro, 2018
Saneamento Ambiental Logo
COLETA SELETIVA
Cempre vê avanço tímido desde a PNRS

O Compromisso Empresarial para Reciclagem (Cempre) divulgou a pesquisa Ciclosoft 2016, onde mostra os avanços da coleta seletiva em cidades brasileiras. O estudo, realizado a cada dois anos, mostra engajamento crescente dos municípios desde a promulgação da Política nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) em 2010. Entretanto, a velocidade de adesão ainda é menor que o desejável. Segundo os números, desde a aprovação da PNRS houve incremento de 138% no número de cidades que desenvolvem programas de coleta seletiva. Apesar do aumento expressivo, o índice representa apenas 18% do total de cidades em todo Brasil. Os programas de coleta seletiva estão concentrados nas regiões Sul e Sudeste, com 81%, o Nordeste tem 10%, seguido pelo Centro-Oeste, com 8% e o Norte, com apenas 1%. No total, estima-se que apenas 31 milhões (o equivalente a 15%) de brasileiros têm acesso aos programas municipais de coleta seletiva, uma pequena elevação ante os 13% do último estudo. “A pesquisa Ciclosoft desde 1994 reúne informações para apresentar os avanços da coleta seletiva em cidades brasileiras. Desde a primeira edição, notamos um crescimento positivo nos programas e iniciativas desenvolvidas no Brasil, que foi intensificado com a Política Nacional de Resíduos Sólidos. Porém, ainda existe um longo espaço para evoluir, que permitam aos brasileiros ter mais acesso ao serviço de coleta seletiva,” comenta Vitor Bicca, Presidente do CEMPRE. Segundo o Ciclosoft 2016, 54% dos municípios ainda realizam a coleta seletiva por meio de pontos de entrega voluntária e Cooperativas, enquanto apenas 51% da coleta seletiva é feita pela própria Prefeitura das cidades pesquisadas. Com relação aos materiais recicláveis mais coletados, o Ciclosoft 2016 mostra que papel e papelão continuam sendo os tipos de materiais recicláveis mais coletados em peso, representando 34% da coleta, seguidos de plástico com 11% e vidro com 6%.

30 de junho, 2016
Saneamento Ambiental Logo
RECICLAGEM
Abrelpe quer maior estímulo ao setor

Números divulgados pela Abrelpe (Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais) indicam que somente 3% dos resíduos sólidos urbanos gerados no Brasil (76,8 milhões de toneladas) são efetivamente reciclados. Para a entidade, tais númeris mostram que “o País ainda não avançou no modelo de aproveitamento dos resíduos gerados, apesar da PNRS (Política Nacional de Resíduos Sólidos) já estar em vigor desde 2010 e estabelecer a reciclagem como uma das prioridades”. Os baixos índices de reciclagem, os gargalos e a necessidade de avanços foram apresentados pelo Deputado Federal Carlos Gomes, presidente da Frente Parlamentar pela Reciclagem, no Grande Expediente da Câmara Federal, na último dia 18 demaio, quando foi exposto o “Panorama do Setor de Reciclagem no Brasil”, e que contou com a presença do diretor-presidente da Abrelpe, Carlos Silva Filho. Na ocasião, a Abrelpe manifestou apoio às propostas apresentadas que visam estimular um maior aproveitamento e recuperação dos materiais, dentre as quais destacamse a Desoneração fiscal da cadeia produtiva da reciclagem para elevar a produção e baratear o preço dos artigos feitos a partir de material reciclado; o desenvolvimento de campanhas permanentes, em nível nacional, para a conscientização da população sobre o tema; a criação de pólos regionais e descentralização das indústrias recicladoras, para viabilizar a melhor comercialização dos materiais; a cCriação de linhas de crédito especiais junto ao BNDES para indústrias e demais organizações para a reciclagem; a redução da taxa de importação para equipamentos utilizados no processo de recuperação e transformação dos materiais em novos produtos; e a criação de Lei de incentivo à Reciclagem, que conceba um mecanismo semelhante às leis de incentivo à cultura e ao esporte, e que permita o incentivo fiscal para empresas interessadas em investir na estruturação de cooperativas e em projetos de gestão de resíduos sólidos. "Um grande volume de materiais com grande potencial de reciclagem ainda vai parar em locais inadequados, trazendo danos ao meio ambiente e à saúde pública, que tem gasto grandes fortunas para tratar dos problemas de saúde causados pelos lixões. Esse é um motivo mais do que suficiente para darmos nosso total apoio às medidas que estimulem a reciclagem", concluiu o diretor presidente da ABRELPE.

6 de junho, 2016