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CANADÁ

Construção de oleoduto é cancelada

A TransCanada cancelou o projeto de construção do oleoduto Energy East. O duto transportaria betume das areias betuminosas da província de Alberta, no lado oeste do Canadá, até a costa atlântica, a mais de 4.500 km de distância. O projeto enfrentava desafios econômicos e ambientais, que vão desde lobby indevido até ameaça aos habitats das baleias. Entretanto, o principal problema destacado foi as mudanças climáticas. Recentemente o Governo do Canadá anunciou que o impacto total das mudanças climáticas do gasoduto - incluindo o petróleo que ele transporta - seria considerado como parte da revisão regulamentar do projeto. As emissões permitidas pelo gasoduto foram estimadas em até 236 milhões de toneladas de CO2. "O que isso mostra é que nós evoluímos muito no nosso relacionamento com o petróleo, mas também em termos de combater as mudanças climáticas e a necessidade de mudar para outras formas de energia. Quando você olha o que está acontecendo em todo o mundo, vê que os investimentos em combustíveis fósseis são muito menos importantes do que aqueles em energia renovável", disse David Heurtel, ministro do Desenvolvimento Sustentável, do Meio Ambiente e da Luta contra as Alterações Climáticas da província de Quebec, onde havia oposição local significativa. O cancelamento do projeto é o último acontecimento de uma tendência global: os principais projetos de infraestrutura de combustíveis fósseis são cada vez mais uma aposta arriscada.

A TransCanada cancelou o projeto de construção do oleoduto Energy East. O duto transportaria betume das areias betuminosas da província de Alberta, no lado oeste do Canadá, até a costa atlântica, a mais de 4.500 km de distância. 
O projeto enfrentava desafios econômicos e ambientais, que vão desde lobby indevido até ameaça aos habitats das baleias. Entretanto, o principal problema destacado foi as mudanças climáticas. Recentemente o Governo do Canadá anunciou que o impacto total das mudanças climáticas do gasoduto - incluindo o petróleo que ele transporta - seria considerado como parte da revisão regulamentar do projeto. As emissões permitidas pelo gasoduto foram estimadas em até 236 milhões de toneladas de CO2. 
 
"O que isso mostra é que nós evoluímos muito no nosso relacionamento com o petróleo, mas também em termos de combater as mudanças climáticas e a necessidade de mudar para outras formas de energia. Quando você olha o que está acontecendo em todo o mundo, vê que os investimentos em combustíveis fósseis são muito menos importantes do que aqueles em energia renovável", disse David Heurtel, ministro do Desenvolvimento Sustentável, do Meio Ambiente e da Luta contra as Alterações Climáticas da província de Quebec, onde havia oposição local significativa. O cancelamento do projeto é o último acontecimento de uma tendência global: os principais projetos de infraestrutura de combustíveis fósseis são cada vez mais uma aposta arriscada. 

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China promete abandonar a queima de carvão
ARTIGO
China promete abandonar a queima de carvão

Artigo por Vivaldo José Breternitz Por Vivaldo José Breternitz * O presidente chinês Xi Jinping anunciou em seu discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas um passo importante para controlar as emissões de gases geradores do efeito estufa. Depois de reiterar promessas acerca de providências a serem tomadas em seu próprio país, Xi disse que a China vai começar a ajudar outros países a controlar essas emissões, apoiando projetos de energia renovável que substituirão usinas que queimam carvão. A China financia muitos projetos de infraestrutura em economias em desenvolvimento, como parte de seus esforços na política externa; isso geralmente lhe traz vantagens colaterais, como envolver profissionais e empresas chinesas. Quando esses projetos são voltados à produção de eletricidade, geralmente envolvem a fonte mais usada da China, o carvão. Assim sendo, o número de usinas a carvão construídas nos países parceiros da China é grande e levanta dúvidas legítimas sobre a possibilidade de que sejam cumpridas metas globais de emissões de carbono. A China já havia se comprometido a atingir a neutralidade de carbono até 2060, apesar de prever que suas emissões crescerão até o final dessa década. No entanto, seus bancos de desenvolvimento continuaram a financiar usinas a carvão e suas empresas, a construí-las. No entanto, XI foi enfático em seu discurso, afirmando explicitamente que a China não desenvolverá novos projetos de geração de eletricidade a partir da queima de carvão no exterior. A mudança faz sentido para todos os envolvidos. A energia renovável é agora a opção mais barata em quase todos os lugares do planeta e a China fabrica todo o equipamento necessário à geração de energia solar e eólica, podendo vendê-los para seus projetos no exterior e continuar lucrando com isso. O Japão e a Coréia do Sul já haviam tomado a mesma decisão, o que é bom para todo o planeta. Prejudicados deverão ser apenas os que estão no negócio de produção de carvão. * Vivaldo José Breternitz é Doutor em Ciências pela Universidade de São Paulo, é professor da Faculdade de Computação e Informática da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

4 de outubro, 2021
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COMBUSTÍVEIS FÓSSEIS
Projetos dificultam metas de Paris

Segundo o relatório “Production Gap Report”, que complementa o estudo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Emissions Gap Report, os projetos de energia por carvão, petróleo e gás natural aprovados recentemente por alguns governos podem inviabilizar as metas definidas no Acordo de Paris. Os projetos superam em 120% o limite necessário para viabilizar a meta de aquecimento em 1,5ºC até 2100. "Ao longo da última década, o debate sobre clima mudou. Houve um reconhecimento maior do papel que a expansão desenfreada da produção de combustíveis fósseis desempenha no enfraquecimento do progresso da ação climática", diz Michael Lazarus, um dos principais autores do relatório e diretor do U.S. Center do Stockholm Environment Institute. O relatório foi produzido por organizações, como o Stockholm Environment Institute (SEI), International Institute for Sustainable Development (IISD), Overseas Development Institute (ODI), CICERO Centre for International Climate and Environmental Research, Climate Analytics, e o PNUMA. Mais de 50 pesquisadores contribuíram para a análise e a revisão, de inúmeras universidades e centros de pesquisa. O diretor-executivo do Pnuma, Inger Andersen, afirma que os suprimentos de energia do mundo continuam dominados pelos combustíveis fósseis, o que impulsiona os níveis de emissões. “Para isso, este relatório apresenta a lacuna na produção de combustíveis fósseis, uma nova métrica que mostra claramente a lacuna entre o aumento da produção de combustíveis fósseis e o declínio necessário desse tipo de fonte energética para limitar o aquecimento global". Entre as principais conclusões do estudo, o relatório aponta que: o mundo está numa trajetória de produção de combustíveis fósseis em 2030 de 50% acima do que seria consistente com o limite do aquecimento em 2ºC e 120% acima do que seria consistente com o limite em 1,5ºC ; os países planejam produzir 150% mais carvão em 2030 do que o que seria consistente com uma meta de aquecimento de 1ºC, e 280% acima do que seria consistente com uma meta de 1,5ºC; a produção de petróleo e gás natural irá exceder seu “orçamento de carbono” com investimentos contínuos e infraestrutura sendo implementada para o uso desses combustíveis; os países planejam produzir entre 40% e 50% a mais de petróleo e gás até 2040 do que seria esperado no esforço de limitar o aquecimento em 2ºC. Outros pontos destacados são a continuidade de algumas produções, como 17% a mais de carvão e 5% a mais de petróleo em 2030. Segundo o estudo, os países possuem numerosas opções para fechar esse gap de produção, incluindo limitar a exploração e extração, remover subsídios, e alinhar planos de produção energética futura com as metas climáticas. Os autores também enfatizam a importância de uma transição justa para um cenário distante dos combustíveis fósseis. "Existe uma necessidade premente de assegurar que os afetados pela mudança social e econômica não fiquem para trás", afirmou Cleo Verkuijl, uma das autoras do relatório e pesquisadora do SEI. O Production Gap Report é publicado quando mais de 60 países já se comprometeram a atualizar suas NDC, que estabelecem seus novos planos de redução de emissões e compromissos climáticos no âmbito do Acordo de Paris em 2020. "Os países podem aproveitar essa oportunidade para integrar estratégias de gestão da produção de combustíveis fósseis nas suas NDCs - o que, por sua vez, os ajudará a alcançar as metas de redução de emissões", disse Niklas Hagelberg, coordenador de mudanças climáticas do PNUMA.

25 de novembro, 2019
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CARVÃO
Coreanos anunciam corte de verba

O fundo de Pensão dos Professores e o Sistema de Pensão dos Funcionários do Governo (GEPS) da Coreia anunciaram, pela primeira vez na história, o corte de financiamento em projetos de carvão. “Estamos agora em uma nova jornada rumo ao investimento sustentável para um futuro melhor. Acreditamos que reduzir gradualmente o carvão e promover as energias renováveis são o último avanço para um futuro sustentável. É também nossa responsabilidade contribuir com o esforço contínuo da humanidade para manter o aquecimento global abaixo de 1,5 ° C”, declararam as empresas. O anúncio aconteceu durante o encontro de delegações de governos e cientistas de todo o mundo, que estão reunidos na Cúpula do IPCC para aprovar um novo relatório científico sobre o aquecimento global. O Teachers' Pension, que investe em fundos renováveis desde 2015, planeja aumentar a parcela do investimento em sustentabilidade à medida que estabelece uma nova carteira de longo prazo. Até 2017 foram investidos US$ 90 milhões. Este é o primeiro anúncio desta natureza por parte de instituições financeiras coreanas, mas outros grandes players globais já se juntaram ao movimento de eliminação do financiamento a projetos de carvão. Recentemente o Standard Chartered publicou sua nova política energética e afirmou que não adotará novos projetos de usinas a carvão, incluindo expansões, em qualquer localização. Na Ásia, o movimento é liderado pelos japoneses, como a Marubeni, que deixará de desenvolver novas usinas a carvão. Entre as instituições financeiras japonesas, houve o anúncio este ano de que a Dai-Ichi Life Insurance Co. não vai mais fornecer financiamento para projetos de carvão no exterior, seguindo a Nippon Life Insurance Co., que planeja o fim dos novos empréstimos e investimentos em empreendimentos que contribuem para as alterações climáticas.

10 de outubro, 2018
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CARVÃO
Fundo norueguês desinveste em empresas

O fundo de previdência privada norueguês Storebrand Asset Management atualizou seus critérios de desinvestimento para empresas carboníferas. Com a medida, mais de dez empresas foram excluídas de sua carteira. O Storebrand definiu em 2013 seus primeiros critérios de ranqueamento e desinvestimento para empresas carboníferas. Com mais de US$ 80 bilhões de ativos sob gestão, o Storebrand Asset Management definiu que combustível fóssil é incompatível com os objetivos climáticos anunciados no Acordo de Paris da ONU. “Dois anos depois do Acordo de Paris, o Storebrand considera como nosso dever desafiar as empresas envolvidas com o carvão, considerando que as usinas de carvão são a maior fonte de emissão de dióxido de carbono”. "Hoje estamos desafiando o setor financeiro, inclusive o Fundo de Petróleo da Noruega, que gere um trilhão de dólares, a também desafiar mais empresas ligadas ao setor carbonífero, incluindo empresas gigantes de energia que operam na Alemanha. Isso também é um aviso para todos os que projetam e constroem termelétricas a carvão. Se vocês colocarem novas pedras fundamentais no chão, não estaremos com vocês”, disse Jan Erik Saugestad, CEO da Storebrand Asset Management. O CEO do Fundo norueguês exige ainda que os produtores de energia limpem suas fontes ou perderão clientes e investidores. “Desde 2010, o capital que está abandonando usinas de energia a carvão equivale a US$ 432 bilhões e essa tendência de êxodo do investidor deve se aprofundar à medida que a indústria enfrenta declínio estrutural", disse o executivo. Os 14.300 MW em construção pelas empresas excluídas excedem toda a capacidade instalada no Reino Unido e na Irlanda, ou mais do que toda a capacidade instalada de geração por meio do carvão existente na Grécia, Holanda e França. Os critérios aprimorados levam a desinvestimentos consideráveis em empresas que desenvolvem novas termelétricas a carvão. Para a Storebrand, há um limite absoluto de um Gigawatt em construção. Além disso, os critérios melhoram os métodos existentes, incluindo uma avaliação adicional de empresas com altos níveis de carvão em seu atual mix de geração e de receita significativa de distribuição. Simultaneamente, o Fundo norueguês expandiu seu fundo livre de combustíveis fósseis de US$ 1,8 bilhão. Duas empresas norte-americanas entraram neste fundo, sendo uma que investe em cabos de alta tensão a corrente contínua e outra em eficiência energética de edifícios, além das oito empresas de energia solar e de duas empresas de energia eólica dos EUA já presentes no fundo.

16 de novembro, 2017
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CARVÃO
Reino Unido quer extinguir produção até 2025

O governo do Reino Unido anunciou que pretende acabar com a produção de carvão até 2025. A medida está dentro do pacote de iniciativas lançado pelo Departamento de Negócios, Energia e Estratégia Industrial que inclui novos investimentos em energias renováveis. O compromisso de eliminação do carvão é um reconhecimento positivo da necessidade de investimento na produção nova e limpa de eletricidade. O governo britânico está tentando dar uma forma ordenada a uma transição que pode encorajar novos investimentos no setor energético do Reino Unido, permitindo simultaneamente o encerramento progressivo das centrais de carvão restantes. Segundo Chris Littlecott, diretor do Programa de Transição de Combustíveis Fósseis da E3G,"O Reino Unido foi o primeiro país a anunciar um objetivo de eliminação de carvão, mas está longe de ser o único a enfrentar o desafio de acabar com o uso do carvão e aumentar o investimento em fontes limpas de energia. Já está em curso uma mudança estrutural do carvão na maioria dos países membros do G7 e da OCDE, ajustada para se acelerar quando as usinas de energia a carvão se aproximarem da idade da aposentadoria”. Littlecott disse que usinas de carvão são cada vez mais antieconômicas, particularmente quando incorporam os custos do controle de poluição. Segundo o executivo, os governos nacionais e regionais procuram cada vez mais desenvolver políticas semelhantes de eliminação do carvão como forma de proporcionar uma transição gerida que garanta a segurança energética e um caminho positivo para os trabalhadores e as comunidades. “O compromisso do Reino Unido é um exemplo positivo para os outros”. Seis dos países do G7 pararam o desenvolvimento de novas usinas de carvão e estão avançando com a aposentadoria da geração de carvão existente, embora em velocidades diferentes. Somente o Japão está atualmente buscando construir novas usinas de carvão. O Canadá está posicionado para implementar uma abordagem de eliminação de carvão nacional, enquanto os Estados Unidos já programou eliminar mais de 109GW de capacidade de geração de energia a carvão. Os fechamentos de usinas de carvão foram impulsionados por forças de mercado e padrões de controle de poluição que impactam uma leva de usinas de carvão envelhecida e anti-econômica. Na Europa, França e Itália ainda não introduziram políticas nacionais a respeito do assunto, enquanto na Alemanha o debate é mais intenso, onde uma política mais substancial será necessária para complementar o programa de aposentadoria existente para as usinas de lignite mais antigas. Um número crescente de países da OCDE poderia concluir a eliminação do carvão nos próximos anos. A Bélgica tornou-se livre do carvão em 2016. Áustria, Irlanda, Israel, Nova Zelândia, Portugal e Suécia têm apenas uma ou duas usinas de carvão em operação. A Finlândia anunciou que terminará o uso do carvão até 2030, assim como a Dinamarca. A Holanda e a Espanha estão fechando algumas usinas de carvão mais antigas, mas ainda não estabeleceram um plano de aposentadoria abrangente. Na Austrália, sindicatos e grupos da sociedade civil estão pedindo uma transição justa para os trabalhadores e um quadro para o fechamento de usinas de carvão.

23 de novembro, 2016
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ENERGIA RENOVÁVEL
Investimento recorde de US$ 357 bilhões em 2015

Segundo o estudo “A Year for the Record Books”, o mais recente relatório da série Tracking the Energy Revolution da Clean Energy Canada, a qual identifica tendências no mercado de energias limpas no Canadá e no mundo, os investimentos em energias renováveis atingiram novo recorde em 2015. Dos US$ 367 bilhões, a maior parte (US$ 160 bilhões) foi destinada a projetos de energia solar, seguido pelos US$ 110 bilhões investidos em energia eólica; As grandes hidrelétricas, por sua vez, quase empataram com a energia oriunda de biomassa e detritos (US$ 42 bilhões e US$ 41 bilhões). Segundo esse estudo, entre 2009 e 2015 o custo da energia eólica nos Estados Unidos caiu 61%, enquanto o custo da energia solar caiu 82%, respectivamente). O ano de 2015 também registrou pela primeira vez mais investimento em energia limpa nos países em desenvolvimento (US$ 167 bilhões) do que nos países desenvolvidos (US$ 162 bilhões). A China foi a que mais investiu, com US$ 110,5 bilhões, seguida pelos Estados Unidos, US$ 56 bilhões, e Japão, US$ 46 bilhões. Completam os cinco primeiros lugares o Reino Unido (US$ 23,4 bilhões) e a Índia (US$ 10,9 bilhões). "Um terço de um trilhão de dólares foram investidos em energias renováveis em 2015 – trata-se de um investimento de peso que estabelece um novo recorde para as energias limpas, mesmo diante da forte concorrência dos preços baratos dos combustíveis fósseis", sintetiza Merran Smith, Diretora-Executiva da Clean Energy Canada. "Elas estão decolando porque oferecem um valor imbatível - elas são locais, por isso oferecem segurança energética. As energias limpas também são uma solução climática e reduzem os problemas de saúde causados pela poluição atmosférica. São cada vez mais competitivas e há muitos investimentos a serem feitos ainda", destaca. "O custo da produção de energias limpas continua a cair, e seu combustível - sol, vento, água - é gratuito. Não é de admirar que as energias limpas estejam ganhando força em todo o mundo. Trata-se de um contraste gritante com os mercados de combustíveis fósseis, que agora vivem às voltas com altos e baixos", completa.

1 de março, 2016
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RENOVÁVEIS
Para BP, setor deve crescer 6,6% ao ano até 2035

A edição 2016 do relatório Energy Outlook, publicado anualmente pela BP, que traz o panorama do setor energético até 2035, aponta para um discreto avanço das energias renováveis em relação aos combustíveis fósseis, cenário que, na avaliação de especialistas, distorce o real potencial das renováveis. A BP prevê que a demanda por energia crescerá 34% entre 2014 e 2035 - 1,4% ao ano. No ano passado, a projeção era de 37%. A revisão para baixo deve-se a uma maior eficiência energética. A previsão para as energias renováveis é de um crescimento de 6,6% ao ano. A projeção de demanda de energia renovável em 2035 foi revista para acima de 14% em comparação com os números do ano passado. Mas os números da BP indicam que apenas 34% do crescimento no consumo de energia entre 2014 e 2035 serão atendidos por energias renováveis ​​- eólica, solar, biocombustíveis, hídrica, 6,5% em nuclear. Segundo o relatório da BP, os combustíveis fósseis irão fornecer 79% das necessidades de energia do mundo em 2035. Ainda assim, trata-se de uma queda em relação à previsão de 81% em 2015 e de 86% em 2013. As energias de baixo carbono - energias renováveis ​​e nuclear - fornecerão 21% da energia mundial em 2035, segundo os novos números da BP. Para efeito de comparação, o cenário de aumento global da temperatura de 2 graus da IEA estima que fontes de baixo carbono serão responsáveis ​​por um terço do abastecimento de energia em 2035. A demanda por carvão em 2035 foi revista para baixo 6% em relação à previsão do ano passado, devido a um abrandamento do crescimento econômico da China e "políticas ambientais e climáticas que encorajam uma mudança mais rápida para combustíveis de baixo carbono". A demanda por gás, de acordo com o relatório, vai crescer 1,8% ao ano até 2035, uma revisão ligeiramente para baixo em relação ao 1,9% ao ano na perspectiva do ano passado. Já a produção de gás de xisto deve crescer fortemente (5,6% ao ano), diz a BP. O petróleo cresce de forma constante (0,9% ao ano), embora a tendência de redução da sua participação continue.

17 de fevereiro, 2016