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RESÍDUOS

CS Bioenergia obtém licença para gerar energia

O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) concedeu Licença de Operação para a CS Bioenergia gerar energia elétrica a partir de resíduos orgânicos descartados por shoppings, restaurantes, supermercados, entre outros. Cerca de 300 toneladas de resíduos orgânicos descartados anteriormente em aterros e lixões serão destinados, a partir de agora, à geração de energia limpa e renovável. Com a Licença de Operação, a usina poderá aproveitar o recurso energético de resíduos sólidos urbanos e gerar energia elétrica e térmica a partir da combinação do lodo de esgoto com adição de material orgânico. Essa é a primeira usina no Brasil com essa configuração. “O lodo de esgoto com adição dos resíduos orgânicos é a perfeita combinação para geração do biogás de altíssima qualidade, que será utilizado para geração de 2,8 MW de energia elétrica e térmica, energia suficiente para atender à demanda de duas mil casas populares” afirma o diretor da Cattalini Bio Energia, sócia da CS Bioenergia, Sérgio Vidoto. O diretor conta que a tecnologia empregada separa material fibroso (inorgânico) do orgânico, que é bombeado para os tanques de biodigestão e misturado com 1.000 m3 de lodo de esgoto. Cada tanque tem capacidade de 5.000 m3 e todos são totalmente vedados, aquecidos, além de possuírem vários agitadores para fins de homogeneização. Toda a biomassa é degradada por microorganismos em um processo anaeróbio e produz biogás de altíssima qualidade. A planta é monitorada 24 horas por dia, 365 dias por ano. A boa condição de funcionamento possibilita a geração de 12 milhões de m3 de biogás, que serão convertidos em 22.400 MW de energia elétrica. A usina tem ainda como subproduto um biofertilizante inodoro de alta qualidade, que contém nutrientes importantes para aplicação na agricultura, completando o ciclo de aproveitamento de todo material orgânico. Além do biofertilizante, o material inorgânico também é aproveitado. O material inorgânico é usado como matéria-prima para produção de sacolas plásticas, fechando o ciclo dos resíduos e atuando diretamente na economia circular.

O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) concedeu Licença de Operação para a CS Bioenergia gerar energia elétrica a partir de resíduos orgânicos descartados por shoppings, restaurantes, supermercados, entre outros. Cerca de 300 toneladas de resíduos orgânicos descartados anteriormente em aterros e lixões serão destinados, a partir de agora, à geração de energia limpa e renovável. 
 
Com a Licença de Operação, a usina poderá aproveitar o recurso energético de resíduos sólidos urbanos e gerar energia elétrica e térmica a partir da combinação do lodo de esgoto com adição de material orgânico. Essa é a primeira usina no Brasil com essa configuração. “O lodo de esgoto com adição dos resíduos orgânicos é a perfeita combinação para geração do biogás de altíssima qualidade, que será utilizado para geração de 2,8 MW de energia elétrica e térmica, energia suficiente para atender à demanda de duas mil casas populares” afirma o diretor da Cattalini Bio Energia, sócia da CS Bioenergia, Sérgio Vidoto. O diretor conta que a tecnologia empregada separa material fibroso (inorgânico) do orgânico, que é bombeado para os tanques de biodigestão e misturado com 1.000 m3 de lodo de esgoto. 
 
Cada tanque tem capacidade de 5.000 m3 e todos são totalmente vedados, aquecidos, além de possuírem vários agitadores para fins de homogeneização. Toda a biomassa é degradada por microorganismos em um processo anaeróbio e produz biogás de altíssima qualidade. A planta é monitorada 24 horas por dia, 365 dias por ano. A boa condição de funcionamento possibilita a geração de 12 milhões de m3 de biogás, que serão convertidos em 22.400 MW de energia elétrica.
 
A usina tem ainda como subproduto um biofertilizante inodoro de alta qualidade, que contém nutrientes importantes para aplicação na agricultura, completando o ciclo de aproveitamento de todo material orgânico. Além do biofertilizante, o material inorgânico também é aproveitado. O material inorgânico é usado como matéria-prima para produção de sacolas plásticas, fechando o ciclo dos resíduos e atuando diretamente na economia circular.

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BIOGÁS
Enc Energy constrói usinas no Rio e PE

A Enc Energy Brasil investiu R$ 6 milhões em uma usina de geração de energia a partir do biogás proveniente da decomposição do lixo orgânico de aterro sanitário em Campos dos Goytacazes (RJ). A unidade possui um motor e capacidade de geração de 1MW/h, o suficiente para abastecer um município de 13.500 habitantes, além de retirar da atmosfera 27.500 toneladas de CO2 equivalente por ano. O projeto tem foco no mercado de geração distribuída, para consumidores de média e baixa tensão. “Além de 100% limpa, a geração de energia a partir do lixo orgânico é a de maior impacto social. Partimos de um déficit, em termos ambientais, para um crédito”, afirma Luis Matos, Diretor de Operações da ENC Energy. A atividade gera mais empregos, se compara às demais formas de geração de energia, reduz o custo do tratamento do lixo e evita que gases poluentes sejam jogados no meio ambiente. No município de Igarassu (PE), Região Metropolitana do Recife (RMR), a Enc Energy Brasil investiu R$ 20 milhões em uma usina de biogás no modelo de comercialização de Geração Distribuída (GD), que se caracteriza pelo uso de fonte renovável e pela proximidade do consumidor. A unidade terá dois motores e capacidade de geração de 2MW/h e entra em operação ainda no mês de novembro, com entrega para o cliente já em dezembro deste ano. A segunda etapa do empreendimento prevê o acionamento de mais dois motores, no início de 2020, dobrando a capacidade da usina para 4MW/H. A energia é gerada a partir do biogás proveniente da decomposição do lixo orgânico do aterro Ecoparque, do Centro de Tratamento de Resíduos de Pernambuco (CTR-PE), localizado em Igarassu, a 40 km da capital pernambucana. O aterro recebe resíduos de nove dos 15 municípios do Grande Recife, entre os quais Olinda, Paulista, Abreu e Lima e Goiana, além de atender a centenas de clientes da iniciativa privada. “É com grande satisfação que iniciamos a operação em Pernambuco, contribuindo para o desenvolvimento das pequenas e médias empresas”, afirma Roberto Nakagome, presidente da ENC Energy Brasil. “Estamos investindo no mercado de Geração Distribuída em todo o País, apresentando mais uma fonte de energia limpa, renovável e econômica para o médio e pequenos consumidores”, ressalta o executivo. A Enc Energy Brasil tem contratos com aterros sanitários privados, licenciados pela legislação brasileira, como o Ecoparque em Igarassu. Ao todo, a empresa vai gerar energia para mais de 200 estabelecimentos de Pernambuco, do Recife a Petrolina, em vários setores, como redes de lojas, farmácias, concessionárias de automóveis e de postos de combustíveis. “A receptividade das empresas ao uso dessa matriz energética tem sido excepcional, tanto pela redução nos custos de energia como pelo engajamento do empresariado na proteção do meio ambiente”, afirma o Executivo de Novos Negócios da ENC Energy, Henrique Fernandes, responsável pelos negócios da empresa no Nordeste e no Norte do Brasil. A ENC inaugurou em outubro uma usina com dois motores no Maranhão, com capacidade de 2MW/h. Criada em 2012, a subsidiária brasileira da ENC Energy tem como acionistas a empresa portuguesa ENC Energy e o fundo GEF Capital Partners. Ao todo, a empresa está investindo R$ 50 milhões em nove usinas nos estados do Rio de Janeiro, Pernambuco, Minas Gerais e Maranhão.

25 de novembro, 2019
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BIOGÁS
Unidade em Itaipu produz 17 mil m³

A unidade de Demonstração de Biogás e Biometano instalada nas dependências da usina hidrelétrica de Itaipu, em Foz do Iguaçu (PR), produziu 17.458 m³ de biometano em 2018. O volume é suficiente para abastecer a frota dos 80 veículos da Itaipu movidos a este combustível. Estes carros percorreram 210 mil km ao longo de 2018, o equivalente a cinco voltas ao redor do planeta Terra. “A planta de biometano é uma experiência de sucesso porque mostramos que é possível dominar a tecnologia de produção deste gás. Itaipu é, hoje no cenário nacional, umas das instituições que mais se destacam em relação à gestão adequada dos resíduos e a transformação de um passivo ambiental em um recurso para mobilidade”, considerou o chefe da Assessoria de Energias Renováveis de Itaipu, Paulo Afonso Schmidt. A unidade foi inaugurada em 2017 por meio de uma parceria entre a Itaipu e o Centro Internacional de Energias Renováveis – Biogás (CIBiogás). Para produzir o biometano foi realizado tratamento de todo o resíduo orgânico gerado nos restaurantes da Itaipu, além de parte da poda da grama e de outros materiais enviados por entidades parceiras. No total, foram tratadas 155 toneladas de resíduos. Como subproduto, foram produzidos 48 mil litros de biofertilizante, que é usado como adubo nos canteiros e gramados da usina. Ao longo do ano, foi evitada a emissão de 1.260 kg de gases causadores do efeito estufa. “Em 2018, nós fizemos parceria com algumas entidades como, por exemplo, a Polícia Federal, que nos enviou uma apreensão de feijão que estava sendo usada para carregar droga”, destacou a engenheira mecânica Larissa Schmoeller, analista de Projetos do CIBiogás. “Pegando resíduos de fora, além de aumentarmos nossa produção, nós podemos testar vários tipos diferentes de substratos para fazer pesquisas da viabilidade daquela matéria-prima”, concluiu. Outra parceria foi com a Receita Federal que enviou uma carga de cigarro para ser usada como matéria-prima do biometano. “O cigarro se mostrou bastante útil. A Receita tem uma máquina que separa o papel e filtro do fumo, o que facilita nosso trabalho”, explicou Paulo Schmidt. A planta usa tecnologia 100% nacional e pode ser replicada em indústrias, cooperativas, hotéis, além de servir como política pública para as prefeituras resolverem o problema do lixo urbano e atenderem às exigências da Política Nacional de Resíduos Sólidos de eliminar os lixões entre 2018 e 2021. A unidade utiliza diversas matérias-primas testadas anteriormente em laboratórios, e, dependendo do resultado, o resíduo orgânico pode ser triturado e misturado com outros. Posteriormente, ele é levado aos biodigestores onde acontece a degradação da matéria-prima por microorganismos de forma anaeróbica. São 60 minutos dentro do biodigestor, gerando dois produtos: o gás e um substrato seco. O substrato é tratado e usado como biofertilizante e por ter alto teor de nitrogênio, fósforo e potássio é utilizado para recompor o solo, além de ajudar nas áreas verdes da Itaipu, como canteiros e gramados. Já o biogás vai para dois gasômetros flexíveis com capacidade de armazenamento de 500m³ diários. O biogás passa por processo de refino, onde são retirados o gás sulfídrico (enxofre), CO2 e água. O produto final, com 96% de pureza, tem as características exatas do gás natural. O biometano é pressurizado em 150 bars, para poder ser armazenado, abastecer os cilindros dos veículos e ser utilizado.

29 de janeiro, 2019
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BIOGÁS
Geração de energia com resíduos do Ceasa-PR

A CS Bioenergia iniciou mais uma etapa de implantação de sua usina de biogás, ao receber 30 toneladas de resíduos do Ceasa (Centro de Abastecimento do Paraná S/A), um dos grandes geradores da região metropolitana de Curitiba, para comissionar o maquinário e efetuar testes preliminares de funcionamento. Os resíduos são compostos de embalagens, sacolas plásticas e em sua fração orgânica de restos alimentares, frutas, vegetais, entre outros. “A tecnologia implantada é o estado da arte em separação de resíduos sólidos, o moinho de martelo corta, tritura, diluí e separa os resíduos, o que nos permite reaproveitar o máximo da fração orgânica. Após a certificação, a usina pode receber diariamente um volume de até 200 toneladas de resíduos”, afirma Fabiana Campos, presidente da CS Bioenergia. Segundo ela, o material coletado é transportado até a usina em caminhões, que depositam os resíduos em um banker que transporta automaticamente para o moinho de martelo, que tritura e separa a fração orgânica das embalagens. Esta fração é bombeada até os biodigestores, onde é misturada ao lodo de esgoto da estação de tratamento. A massa homogeneizada é agitada através de agitadores e aquecida, O sistema de separação rotativo integrado separa e direciona a fração orgânica para os tanques de biodigestão através de bombas. O sistema integrado corta as embalagens, lava e separa para serem reaproveitados como combustível alternativo. A CS Bioenergia já opera gerando biogás a partir do lodo da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Belém. A capacidade de geração da usina, quando estiver com capacidade máxima, é de 2,8 MW, energia suficiente para atender à demanda de duas mil casas populares. Falta apenas a aprovação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para a conexão da energia na rede. “O objetivo agora é conectar a planta à rede de distribuição da Copel (Companhia Paranaense de Energia). Aguardamos somente a liberação do órgão regulador, a Aneel, o que deve acontecer em janeiro de 2018”, prevê Fabiana Campos.

19 de janeiro, 2018
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BIOGÁS
Biometano a partir da vinhaça será produzido em SP

A GasBrasiliano assinou protocolo de intenções com o consórcio CSO e Malosso Bioenergia para a produção e comercialização de biometano obtido a partir da vinhaça no Noroeste do Estado de São Paulo. A assinatura contou com a presença do Secretário de Energia do Estado de São Paulo, João Carlos de Souza Meirelles. A parceria está alinhada ao Programa Paulista de Biogás do Estado de São Paulo, que prevê a obrigatoriedade de comercialização de um percentual mínimo de biometano através das redes de distribuição de gás natural e cuja ênfase é o biometano produzido a partir de vinhaça. O projeto receberá R$ 16 milhões e envolve inicialmente a construção de uma planta de biodigestão na Malosso Bioenergia, localizada em Itápolis, e o fornecimento de vinhaça. A configuração da planta permitirá que a matéria-prima (vinhaça) processada pela usina seja utilizada para obtenção do biometano. e, em seguida, devolvida para a usina. No processo de reação, o nitrato e nitrito presentes na vinhaça serão transformados em amônia, que terá o pH neutralizado e sua temperatura será reduzida para abaixo de 40°. “Após a produção do biogás, a vinhaça retornará à usina ainda mais concentrada e beneficiada, pronta para ser usada na fertirrigação”, explica Luiz Roberto Zanardi, gerente da Malosso Bioenergia. A planta funcionará de maneira autônoma e será administrada por uma Sociedade de Propósito Específico (SPE) com o Consórcio CSO, que é formado pela CRXavier Consulting Bioenergia, Sagitta Consultoria em Projetos de Energia Renovável e Orion Biotecnologia. Toda produção e purificação do biogás de acordo com as especificações da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) serão de responsabilidade do grupo. “A SPE terá duração de 20 anos e, encerrado o prazo, ela poderá ser incorporada à usina ou passar a fazer parte de outra empresa”, afirma Carlos Alberto Xavier, da CRXavier Consulting Bioenergia. O projeto terá capacidade de produzir 5 milhões de m³ anuais de biometano, volume que será comprado pela GasBrasiliano e injetado em sua rede de distribuição para atender consumidores das cidades de Itápolis e Catanduva. Para receber o biometano, a GasBrasiliano construirá uma rede de interligação, além de uma estação de medição, um cromatógrafo para monitorar a qualidade do biometano dentro das especificações da ANP, e um sistema de odorização, que adequará o produto às normas de segurança. De acordo com levantamento realizado pela Secretaria de Energia do Estado de São Paulo, o potencial de geração de biometano proveniente da vinhaça das usinas de todo o Noroeste de São Paulo é de 10 milhões de m³ por dia, volume que equivale a 25% da produção nacional de gás atualmente.

1 de setembro, 2015
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ENERGIAS LIMPAS
Usina movida a biogás de aterro no RS

A Solví Valorização Energética (SVE), empresa do grupo Solví, e a divisão de Distributed Power da GE, inauguraram a usina Biotérmica movida a biogás de aterro no município de Minas do Leão (RS). As empresas que desenvolveram o projeto são a Biotérmica Energia, do Grupo Solví e Copelmi, que construíram a primeira planta no estado a gerar eletricidade a partir do biogás do lixo urbano depositado em aterro sanitário. O empreendimento recebeu investimentos de mais de R$ 30 milhões e inicialmente terá capacidade de geração de 8,5MW. Posteriormente, esta capacidade pode atingir 17 MW - o suficiente para atender a uma cidade de cerca de 200 mil habitantes. Operado pela Companhia Riograndense de Valorização de Resíduos (CRVR) e pela Copelmi, o Aterro de Minas do Leão recebe 3,5 mil t/dia de resíduos urbanos oriundos de Porto Alegre e de outros 130 municípios do Rio Grande do Sul. O biogás extraído do aterro é tratado com tecnologias e encaminhado para combustão em 6 motores de 1.4 MW de potência. A usina termelétrica de Minas do Leão evita a queima e lançamento do metano presente no biogás na atmosfera, o que evitará a emissão de 170 mil t de dióxido de carbono (CO2) sejam lançados a cada ano. “O projeto da Biotérmica Energia é ambientalmente correto e sustentável. A partir do aterro sanitário de Minas do Leão temos a matéria-prima para gerar energia limpa e renovável, o que ajudará a reduzir a emissão de gases de efeito estufa e a preservar a fauna e flora da região”, comenta Carlos Bezerra, Diretor da Solví Valorização Energética – SVE.

9 de junho, 2015