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BIOCOMBUSTÍVEIS

Equipe da USP participa de estudo da ONU

A professora Lara Bartocci Liboni, do Departamento de Administração da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto da USP (FEA-RP) e os alunos de pós-graduação em Administração de Organizações, Marcelo Elias dos Santos e Marlon Fernandes Rodrigues Alves, do curso de doutorado, e os alunos do mestrado Larissa Marchiori Pacheco e Bruno Garcia de Oliveira participaram da elaboração do relatório “Second-Generation Biofuel Markets: State of Play, Trade and Developing Country Perspectives”, divulgado dia 23 de fevereiro pela United Nations Conference on Trade and Development (UNCTAD), ligada à ONU. Os pesquisadores foram os únicos representantes de uma instituição de ensino brasileira na pesquisa. O estudo aponta que biocombustíveis avançados feitos a partir de biomassa não alimentar (biocombustíveis de 2ª geração) são uma realidade comercial e como esse mercado pode ser explorado e se tornar tecnologia disponível para países em desenvolvimento. Com um foco específico em etanol celulósico, um novo tipo de biocombustível produzido a partir de bagaço, madeira, grama ou de partes não comestíveis de plantas, o relatório oferece uma análise abrangente do setor de biocombustíveis de segunda geração. O estudo da ONU aponta o Brasil como 4º país com capacidade instalada para produção de etanol de segunda geração, atrás apenas de Estados Unidos, China e Canadá. A capacidade instalada atual do Brasil é de 177,34 milhões de litros, o que representa 12% do total instalado no mundo. Entretanto, o estudo mostra que o Brasil não definiu metas de consumo de etanol de segunda geração, mas que tem introduzido incentivos para promover tanto a pesquisa e desenvolvimento quanto o início de produção. “Participar de um projeto desses é importante não só pelo avanço na pesquisa, mas também pela oportunidade da troca de conhecimento”, afirma a professora. O relatório está disponível, em inglês, no site http://unctad.org/en/pages/PublicationWebflyer.aspx?publicationid=1455

A professora Lara Bartocci Liboni, do Departamento de Administração da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto da USP (FEA-RP) e os alunos de pós-graduação em Administração de Organizações, Marcelo Elias dos Santos e Marlon Fernandes Rodrigues Alves, do curso de doutorado, e os alunos do mestrado Larissa Marchiori Pacheco e Bruno Garcia de Oliveira participaram da elaboração do relatório “Second-Generation Biofuel Markets: State of Play, Trade and Developing Country Perspectives”, divulgado dia 23 de fevereiro pela United Nations Conference on Trade and Development (UNCTAD), ligada à ONU. Os pesquisadores foram os únicos representantes de uma instituição de ensino brasileira na pesquisa.

O estudo aponta que biocombustíveis avançados feitos a partir de biomassa não alimentar (biocombustíveis de 2ª geração) são uma realidade comercial e como esse mercado pode ser explorado e se tornar tecnologia disponível para países em desenvolvimento.

Com um foco específico em etanol celulósico, um novo tipo de biocombustível produzido a partir de bagaço, madeira, grama ou de partes não comestíveis de plantas, o relatório oferece uma análise abrangente do setor de biocombustíveis de segunda geração.

O estudo da ONU aponta o Brasil como 4º país com capacidade instalada para produção de etanol de segunda geração, atrás apenas de Estados Unidos, China e Canadá. A capacidade instalada atual do Brasil é de 177,34 milhões de litros, o que representa 12% do total instalado no mundo.

Entretanto, o estudo mostra que o Brasil não definiu metas de consumo de etanol de segunda geração, mas que tem introduzido incentivos para promover tanto a pesquisa e desenvolvimento quanto o início de produção. “Participar de um projeto desses é importante não só pelo avanço na pesquisa, mas também pela oportunidade da troca de conhecimento”, afirma a professora. O relatório está disponível, em inglês, no site http://unctad.org/en/pages/PublicationWebflyer.aspx?publicationid=1455

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EMISSÕES
Etanol evita 515 milhões t de CO2

Com base na Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio), a União da Indústria de Cana de Açúcar (UNICA) afirma que, entre março de 2003 (lançamento da tecnologia flex) e maio de 2020, o consumo de etanol anidro e hidratado no Brasil evitou a emissão de mais de 515 milhões de toneladas de CO2 – volume equivalente às emissões anuais somadas de Argentina, Venezuela, Chile, Colômbia, Uruguai e Paraguai. Para se chegar a esse número, a área técnica da UNICA usou como base o cálculo fornecido pela RenovaCalc – calculadora que determina a eficiência energética do processo produtivo no âmbito do RenovaBio – com os parâmetros delimitados pela ANP para uma usina típica brasileira. “A comemoração do Dia Mundial do Meio Ambiente em meio à pandemia da COVID-19 tornou-se um momento de analisar as ações humanas e seus reflexos nos ecossistemas. Muito se debate sobre revisão de condutas, mudança de hábitos e a sociedade que queremos quando tudo isso acabar. No Brasil, como em nenhuma parte do mundo, temos a construção sólida de uma indústria de combustíveis renováveis, podendo dar essa significativa contribuição de redução de gases de efeito estufa para o mundo”, analisa Evandro Gussi, presidente da UNICA. O ciclo de vida completo do etanol proporciona redução de até 90% na emissão de GEE em relação à gasolina e, quando comparado com a gasolina e o diesel, praticamente zera a dispersão de material particulado e reduz significativamente a emissão de vários poluentes, como os óxidos de enxofre. “O Brasil tem dado contribuições significativas, pois, apesar de ter uma matriz energética com 45% de fontes renováveis, tem políticas já estabelecidas para ampliar essa participação, como o RenovaBio”, explica Gussi. A cana-de-açúcar responde por 17,4% de toda a oferta primária de energia no País, levando em conta etanol e bioeletricidade. Além do aquecimento global, a poluição do ar é uma das grandes vilãs da saúde pública em megalópoles, relacionada com 4,2 milhões de mortes ao ano no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Estudo de Harvard concluiu que o aumento de apenas 1% na concentração de material particulado fino (MP 2.5) no ar resulta em um incremento de 8% das mortes pela COVID-19. As medidas de restrição de circulação adotadas por causa da COVID-19 provocaram redução de poluentes e a melhoria da qualidade do ar de cidades notoriamente poluídas, como Nova Déli, na Índia, que viu o MP 2.5 cair 60%, ficando em 32,8 µg/m³, segundo o iQAir. Na Região Metropolitana de São Paulo, a média de 17 µg/m³ de MP 2.5, registrada em 2019, caiu para 13 µg/m³ nos primeiros cinco meses de 2020, segundo dados da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). Os índices estão dentro do recomendado pela OMS, de 20 µg/m³ de MP 2.5. “Apesar de ser uma megalópole, São Paulo desfruta de melhor qualidade do ar do que outras capitais, graças ao uso de biocombustíveis, o que tem reflexos diretos na saúde da população. No futuro, podemos ampliar esses benefícios para outras capitais e países”, prevê Gussi.

8 de junho, 2020
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ENERGIA
Fórum Pacto Global lança estudo

No último dia 16 de maio o Fórum Pacto Global da ONU lançou estudo pioneiro sobre o setor de energia. O estudo Integração dos ODS no Setor Elétrico Brasileiro estabelece um panorama de como os ODS têm influenciado o trabalho das empresas – públicas e privadas – elétricas brasileiras. A pesquisa foi conduzida por professores da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto, da Universidade de São Paulo, e da PUC-SP, e contou com 20 participantes, tanto de geração quanto de distribuição e transmissão de energia. “A energia é o fio comum que conecta o crescimento econômico”. Foi com essa frase de Ban Ki-Moon, secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) entre 2007 e 2016, que a vice-presidente da Rede Brasil do Pacto Global, Márcia Massotti, abriu o painel de Energia no Fórum Pacto Global - 15 Anos da Rede Brasil, realizado no dia 16 de maio, no Masp, em São Paulo. “O Brasil é um dos poucos países do mundo que tem a sua matriz energética predominantemente sustentável. Hoje, somos a 9ª economia do mundo e o 8º país em consumo de energia. Temos alto percentual de geração, mas baixo consumo per capita quando comparado a países desenvolvidos, ocupando a 98º posição. Até 2030, precisamos reduzir em 43% as emissão dos gases de efeito estufa, meta firmada no âmbito do Acordo em Paris, e Energia é um dos setores que mais impactam no alcance do combate à mudança climática (ODS 13). Temos aí um grande desafio pela frente”, destaca a vice-presidente da Rede Brasil do Pacto Global, Márcia Massotti. O levantamento aponta que 50% das companhias ainda não consideram os ODS como referência para estruturação ou revisão da estratégia e gestão de seus negócios, sendo que 30% afirmaram que irão adotar os ODS no próximo planejamento, enquanto 20% disseram que seguem outros indicadores de sustentabilidade. A principal dificuldade mencionada é o alinhamento das metas internas às estipuladas pelos ODS. O Brasil tem como meta reduzir os gases causadores do efeito estufa em 43% até 2030, segundo o que foi firmado no Acordo de Paris. O setor brasileiro de energia tem metas específicas: aumentar para 18% a participação de bioenergia na matriz energética, reduzir 10% do consumo de eletricidade e utilizar fontes renováveis para geração de energia elétrica. Além de barrar o aquecimento global, a energia está relacionada com outros ODS, como trabalho crescente e crescimento econômico (ODS 8), consumo e produção responsáveis (ODS 12), energia limpa e acessível (ODS 7), igualdade de gênero (ODS 5) — visto que o setor é predominantemente masculino — e parcerias (ODS 17). Entre os ODS mais relevantes, apareceram o 7 (Energia Limpa e Acessível), o 13 (Ação Contra a Mudança Global do Clima), o 8 (Trabalho Decente e Crescimento Econômico), o 12 (Consumo e Produção Responsáveis) e o 15 (Vida Terrestre). O levantamento completo traz ainda matriz de impactos e oportunidades dos ODS e está disponível para download: https://bit.ly/2wSWdhx

25 de maio, 2018
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SÃO PAULO
Cesp investe em biogás

A Companhia Energética de São Paulo (Cesp), empresa vinculada à Secretaria Estadual de Energia e Mineração, lançou projeto de P&D para implantar uma unidade de geração a biogás no campus da Unesp em Jaboticabal, além da produção de um Atlas Estadual da Bioenergia e uma modelagem para a comercialização da energia gerada. A empresa investirá R$ 3,9 milhões no projeto, que tem ainda a participação na produção das pesquisas a USP e a Unesp, além do apoio da Secretaria de Energia e Mineração. “Estamos fazendo com que a universidade, com apoio da Cesp, leve a prática das diversas formas de uso das energias renováveis ao mercado. É preciso que se garanta energia para o futuro, por isso temos que trabalhar intensamente para incentivar novas fontes e essa parceria indicará caminhos a serem seguidos“, destacou o secretário de Energia e Mineração do Estado de São Paulo, João Carlos Meirelles. Será instalada na Faculdade de Ciências Agronômicas e Veterinárias da Unesp, em Jaboticabal, uma planta de geração a biogás com alimentação a partir de biodigestor anaeróbio. O campus foi escolhido por contar com dejetos animais e uma plantação de batata doce, que servirá como insumo experimental, além de vinhaça proveniente de plantas de cogeração de grande porte localizadas próximo à faculdade. O projeto de P&D da Cesp produzirá o Atlas de Bioenergia do Estado de São Paulo. Serão produzidos mapas temáticos que apresentarão o potencial da biomassa e a respectiva capacidade de geração elétrica e a produção de biogás, de cada biomassa analisada (resíduos da agricultura, agroindústria, silvicultura, resíduos sólidos urbanos, dejetos animais e esgoto). São Paulo tem potência instalada de 5,7 GW de biomassa de cana-de-açúcar. “Será fundamental identificar o potencial paulista em outras biomassas como resíduos sólidos, cavaco de madeira, vinhaça, entre outros. Isso dará um novo horizonte para o setor energético paulista”, destaca o subsecretário de Energias Renováveis, Antonio Celso de Abreu Junior. Para o cálculo do potencial e sua representação nos mapas serão consideradas a infraestrutura disponível com rodovias, hidrovias, ferrovias, linhas de transmissão, redes de transporte e distribuição de gás canalizado.

2 de março, 2018
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POLUIÇÃO
RenovaBio pode ajudar a reduzir mortes

Segundo o Instituto Saúde e Sustentabilidade, baseado em relatório da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), de 2017, atualmente a poluição do ar mata em média 31 pessoas por dia no estado de São Paulo. A Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgou este ano que no Brasil a poluição é causa da morte de 14 pessoas a cada 100 mil habitantes e responde pelo óbito de 1,7 milhão de crianças por ano, no mundo. Os poluentes no ar são responsáveis pela incidência de doenças respiratórias, cardiovasculares, pulmonares, câncer, asma, entre outras enfermidades. Para combater os gases causadores do efeito estufa, o Brasil assinou acordo que pretende reduzir a dependência do uso de combustíveis fósseis e encontrar soluções viáveis e mais sustentáveis, como é o caso dos biocombustíveis. O Brasil ratificou o acordo em setembro de 2016 com o comprometimento de reduzir a emissão de gases do efeito estufa em 37% abaixo dos níveis de 2005, chegando a 43% em 2030. Uma das principais medidas para atingir estes ambiciosos objetivos é o RenovaBio, política construída em conjunto por empresas, organizações governamentais e não-governamentais, a comunidade científica e a sociedade civil. “A aprovação do programa ajudará não só o setor de biocombustíveis, mas terá toda a sociedade como principal beneficiário, contribuindo para reduzir as mortes causados pela poluição do ar e os custos sociais atrelados à emissão de gases de efeito estufa, estimados em 12.000 pessoas por ano, apenas no Estado São Paulo, e US$ 152 ton/CO2, respectivamente”, explica Bernardo Silva, presidente da Associação Brasileira de Biotecnologia Industrial (ABBI). “O RenovaBio também permitirá o posicionamento do Brasil como fornecedor global de tecnologias e produtos de alto valor agregado, bem como deverá provocar a injeção de US$ 160 bi ao PIB nacional por ano”, detalha o presidente. Novas biorefinarias A expectativa é que o RenovaBio estabeleça sinergias com políticas ambientais, industriais, energéticas e de inovação, com o potencial de investimentos em 120 novas biorefinarias em 20 anos, ajudando a elevar o valor produzido por hectare, utilizando resíduos agrícolas, como o bagaço e palha de cana-de-açúcar, milho, eucalipto e outros grãos, para a produção de biocombustíveis de 2ª geração. A ABBI apoiou a produção do estudo “Second-generation sugarcane bioenergy & biochemicals – Advanced low-carbon fuels for transport and industry” , desenvolvido pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), que foi apresentado, no último dia 14 de novembro, na 23ª Conferência das Partes da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 23), no Espaço Brasil – World Conference Center Bonn. A iniciativa destaca a viabilidade da produção, no Brasil, de bioenergia e bioquímicos (produtos que podem substituir os químicos feitos a partir de petróleo, como acetona e plástico) para que o País possa fazer a transição de uma economia baseada em recursos fósseis para uma bioeconomia moderna. O estudo está alinhado ao cumprimento dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável. Segundo o estudo a adoção de novas tecnologias avançadas de baixo carbono, com a adição de açúcares convertidos a partir de materiais celulósicos e o desenvolvimento de variedades de cana de alta biomassa abrem um novo caminho agroindustrial. Com o advento da chamada cana-energia, a perspectiva de melhorar o rendimento potencial de produção de bioetanol para quase 25 mil litros por hectare é real. Hoje, é de 7 mil l/ha. O estudo destaca que o tripé bioetanol de segunda geração, cana de alta biomassa (cana-energia) e química renovável (verde) estão sendo implementados no Brasil com base em uma forte parceria público-privada.

6 de dezembro, 2017
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COP-21
Brasil vai propor aumento de biodiesel

O Brasil irá propor o aumento do biodiesel na mistura com o biodiesel mineral, hoje na casa dos 7% por litro, durante a Conferência do Clima das Nações Unidas, em dezembro deste ano, em Paris (COP-21). A proposta brasileira, expressa no documento “pretendida Contribuição Nacionalmente Determinada (intended Nationally Determined Contribution – iNDC na sigla em inglês) para Consecução do Objetivo da Convenção – Quadro das Nações Unidas sobre Mudança no Clima”, coloca: “aumentar a participação de bioenergia sustentável na matriz energética brasileira para aproximadamente 18% até 2030, expandindo o consumo de biocombustíveis, aumentando a oferta de etanol, inclusive por meio do aumento da parcela de biocombustíveis avançados (segunda geração), e aumentando a parcela de biodiesel na mistura do diesel”. O documento já está disponível no site da Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil, a APROBIO ( http://www.aprobio.com.br/noticia_new.aspx?noticia=134 ). Em agosto deste ano, o Diretor-superintendente da Associação, Julio Cesar Minelli, se reuniu no Ministério das Relações Exteriores com o embaixador José Antônio Marcondes de Carvalho, que é Subsecretário de Meio Ambiente, Energia, Ciência e Tecnologia da pasta. Na audiência, Minelli comentou a pertinência de o biocombustível ser incluído na pauta do país para a COP 21. No mesmo dia, Minelli esteve no Ministério do Meio Ambiente, onde foi recebido pelo diretor de Mudanças Climáticas da Secretaria de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental, Adriano Santhiago de Oliveira, quando tratou do mesmo tema. Na ocasião, Minelli entregou o estudo do Instituto Saúde e Sustentabilidade sobre os benefícios ambientais e de saúde com o aumento progressivo do uso de biodiesel em seis capitais e suas respectivas regiões metropolitanas. Realizado com apoio da APROBIO, o levantamento mostra a redução de internações hospitalares por problemas respiratórios e mortes evitadas por doenças relacionadas à poluição atmosférica, além da economia de recursos para os sistemas de saúde pública das cidades. Também foi apresentado outro estudo pela APROBIO, feito pela consultoria ambiental Peterson Solutions. De acordo com este trabalho, o biodiesel emite menos 71,65% de gases de efeito estufa em toda a cadeia de produção, desde a fase agrícola, no cultivo das matérias primas, até a combustão do biocombustível nos motores de ciclo diesel, em comparação à queima de diesel fóssil. Minelli mencionou ainda o documento “Análise de Emissões de GEEs no Brasil (1970-2013) e suas Implicações para as Políticas Públicas”, onde a organização Observatório do Clima defende o maior uso de biodiesel como ferramenta para “descarbonizar” o setor de transportes.

8 de outubro, 2015