Publicidade
SÃO PAULO

Cesp investe em biogás

A Companhia Energética de São Paulo (Cesp), empresa vinculada à Secretaria Estadual de Energia e Mineração, lançou projeto de P&D para implantar uma unidade de geração a biogás no campus da Unesp em Jaboticabal, além da produção de um Atlas Estadual da Bioenergia e uma modelagem para a comercialização da energia gerada. A empresa investirá R$ 3,9 milhões no projeto, que tem ainda a participação na produção das pesquisas a USP e a Unesp, além do apoio da Secretaria de Energia e Mineração. “Estamos fazendo com que a universidade, com apoio da Cesp, leve a prática das diversas formas de uso das energias renováveis ao mercado. É preciso que se garanta energia para o futuro, por isso temos que trabalhar intensamente para incentivar novas fontes e essa parceria indicará caminhos a serem seguidos“, destacou o secretário de Energia e Mineração do Estado de São Paulo, João Carlos Meirelles. Será instalada na Faculdade de Ciências Agronômicas e Veterinárias da Unesp, em Jaboticabal, uma planta de geração a biogás com alimentação a partir de biodigestor anaeróbio. O campus foi escolhido por contar com dejetos animais e uma plantação de batata doce, que servirá como insumo experimental, além de vinhaça proveniente de plantas de cogeração de grande porte localizadas próximo à faculdade. O projeto de P&D da Cesp produzirá o Atlas de Bioenergia do Estado de São Paulo. Serão produzidos mapas temáticos que apresentarão o potencial da biomassa e a respectiva capacidade de geração elétrica e a produção de biogás, de cada biomassa analisada (resíduos da agricultura, agroindústria, silvicultura, resíduos sólidos urbanos, dejetos animais e esgoto). São Paulo tem potência instalada de 5,7 GW de biomassa de cana-de-açúcar. “Será fundamental identificar o potencial paulista em outras biomassas como resíduos sólidos, cavaco de madeira, vinhaça, entre outros. Isso dará um novo horizonte para o setor energético paulista”, destaca o subsecretário de Energias Renováveis, Antonio Celso de Abreu Junior. Para o cálculo do potencial e sua representação nos mapas serão consideradas a infraestrutura disponível com rodovias, hidrovias, ferrovias, linhas de transmissão, redes de transporte e distribuição de gás canalizado.

A Companhia Energética de São Paulo (Cesp), empresa vinculada à Secretaria Estadual de Energia e Mineração, lançou projeto de P&D para implantar uma unidade de geração a biogás no campus da Unesp em Jaboticabal, além da produção de um Atlas Estadual da Bioenergia e uma modelagem para a comercialização da energia gerada. 
 
A empresa investirá R$ 3,9 milhões no projeto, que tem ainda a participação na produção das pesquisas a USP e a Unesp, além do apoio da Secretaria de Energia e Mineração. “Estamos fazendo com que a universidade, com apoio da Cesp, leve a prática das diversas formas de uso das energias renováveis ao mercado. É preciso que se garanta energia para o futuro, por isso temos que trabalhar intensamente para incentivar novas fontes e essa parceria indicará caminhos a serem seguidos“, destacou o secretário de Energia e Mineração do Estado de São Paulo, João Carlos Meirelles. 
 
Será instalada na Faculdade de Ciências Agronômicas e Veterinárias da Unesp, em Jaboticabal, uma planta de geração a biogás com alimentação a partir de biodigestor anaeróbio. O campus foi escolhido por contar com dejetos animais e uma plantação de batata doce, que servirá como insumo experimental, além de vinhaça proveniente de plantas de cogeração de grande porte localizadas próximo à faculdade. 
 
O projeto de P&D da Cesp produzirá o Atlas de Bioenergia do Estado de São Paulo. Serão produzidos mapas temáticos que apresentarão o potencial da biomassa e a respectiva capacidade de geração elétrica e a produção de biogás, de cada biomassa analisada (resíduos da agricultura, agroindústria, silvicultura, resíduos sólidos urbanos, dejetos animais e esgoto). 
 
São Paulo tem potência instalada de 5,7 GW de biomassa de cana-de-açúcar. “Será fundamental identificar o potencial paulista em outras biomassas como resíduos sólidos, cavaco de madeira, vinhaça, entre outros. Isso dará um novo horizonte para o setor energético paulista”, destaca o subsecretário de Energias Renováveis, Antonio Celso de Abreu Junior. Para o cálculo do potencial e sua representação nos mapas serão consideradas a infraestrutura disponível com rodovias, hidrovias, ferrovias, linhas de transmissão, redes de transporte e distribuição de gás canalizado. 

Artigos Relacionados

Saneamento Ambiental Logo
BIOGÁS
Suécia investirá em pesquisas em SP

O governo sueco, por meio do Swedfund (entidade de financiamento ao desenvolvimento sustentável), ofereceu à Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente do Governo do Estado de São Paulo uma consultoria de R$ 3 milhões para investimentos em pesquisa na geração de biogás. O objetivo é implantar os resultados do estudo no transporte público, reduzindo assim as emissões de poluentes. A parceria deve ser assinada até o fim do ano, e a pesquisa, em 2020. “A fusão de órgãos e secretarias em uma única pasta facilita a discussão de cooperações técnicas, como a do Swedfund. Hoje sentamos todos (energia, recursos hídricos, saneamento e meio ambiente) na mesma mesa, o que acelera os processos”, destacou o secretário-executivo da Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente, Luiz Ricardo Santoro. O coordenador de Óleo, Gás e Biocombustíveis da SIMA, Ricardo Cantarani, explicou que a ideia é identificar oportunidades de produção ou geração de biogás por meio de fontes como a agricultura (vinhaça de cana de açúcar), aterros sanitários e ETEs (estações de tratamento de esgoto). A SIMA irá definir um comitê gestor para elaborar os termos de referência da parceria. Será determinado o tipo de trabalho a ser desenvolvido, o foco da pesquisa e os resultados que a consultoria vai entregar. “Vamos unir experiências, ou seja, juntar nossa expertise e o que eles enxergam de mais promissor em projetos desta natureza”, destacou Cantarani. A consultora do Conselho de Comércio da Embaixada da Suécia, Victoria Fernandes, afirma que uma das ideias do estudo é envolver o lodo gerado no tratamento de esgoto da Sabesp. “A pesquisa visa preparar a companhia para implantar a produção de biogás em uma das plantas”, explicou.

4 de dezembro, 2019
Saneamento Ambiental Logo
BIOGÁS
RCGI lança mapas interativos online

O Fapesp-Shell-Research Center for Gas Innovation (RCGI) lançou um conjunto inédito de mapas interativos, disponível na internet, com o tema Biogás, Biometano e Potência Elétrica em São Paulo. Os mapas estimam o potencial de produção de biogás e biometano paulista, e o potencial elétrico a partir do biogás, por município, de acordo com três grandes fontes de obtenção do gás: resíduos de criação animal (suinocultura), resíduos urbanos (mapas distintos para o potencial dos aterros sanitários e o das estações de tratamento de esgoto) e setor sucroalcooleiro (principalmente vinhaça). Segundo os números, o potencial de energia elétrica gerada a partir do biogás é de 36.197 GWh, o que corresponde a 93% do consumo residencial no estado. O potencial anual de biometano poderia exceder em 3,87 bilhões de Nm3 o volume anual de gás natural comercializado ou substituir 72% do diesel comercializado. "O setor sucroalcooleiro é o que apresenta o maior potencial de aproveitamento de biogás. Em dez municípios com maior concentração de resíduos, o potencial de biogás é de mais de 3 bilhões Nm3 na safra. Se fossem transformados em biometano, isso corresponderia a 65% do consumo de gás natural no estado. Ou 32.000 GWh, se fossem aproveitados na geração de eletricidade com biogás", afirma a coordenadora do projeto, Suani Coelho, professora do Instituto de Energia e Ambiente da USP e integrante do RCGI. Os mapas foram elaborados com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), da Associação Brasileira do Biogás (Abiogás), do Datagro, do Centro Internacional de Energias Renováveis (Cibiogás), da Sabesp e da Gasbrasiliano. Além de informações sobre biogás e biometano, os visitantes poderão saber a localização de gasodutos, as linhas de transmissão de energia elétrica, as unidades de conservação, os pontos de entrega de gás existentes, entre outros dados importantes para o planejamento energético dos municípios. A pesquisadora Suani conta com o apoio de engenheiras, como Marilin Mariano dos Santos e Vanessa Pecora Garcilasso, com a colaboração do mestrando, Diego Bonfim de Souza. "Estamos realizando simulações com relação à injeção do biometano na rede para saber, por exemplo, qual seria o impacto na tarifa para os consumidores, o quanto se evitaria de emissões de gases de efeito estufa. Também estamos simulando qual seria o impacto da substituição do diesel por biometano na indústria sucroalcooleira.", conta a professora. Ainda está em andamento um projeto P&D com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e a Companhia Energética de São Paulo (Cesp) para a elaboração de um Atlas de Bioenergia para São Paulo, que não será focado apenas em biogás e biometano, mas também em biomassa sólida: bagaço de cana, resíduo florestal etc. Será elaborado um mapa interativo com os potenciais de geração de eletricidade, que deverá ser lançado no início de 2020”. Os mapas interativos estão disponíveis em português e inglês .

23 de agosto, 2019
Saneamento Ambiental Logo
BIOGÁS
RS projeta usina de R$ 100 milhões

O governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori, assinou um protocolo de intenções com a empresa JMalucelli Ambiental para elaboração de um projeto de biogás. A expectativa é que se instale no município de Montenegro uma usina que transforme resíduos agrossilvopastoris em biometano (35.000 m³/dia), CO2 (40 ton/dia), energia térmica e elétrica (2 MWm) e biofertilizante (4.000 ton/mês). Serão investidos R$ 100 milhões no projeto pioneiro gaúcho. Entretanto, para o governador, não cabe ao estado produzir energia, mas possibilitar que outros possam realizar investimentos para o desenvolvimento do setor. “O Estado possui grande potencial energético. Atrair investimentos para essa área é um desafio. Estamos preparados para assumir esse papel. É preciso ter convicção e olhar para frente. Modernizar o estado, ser mais eficiente e projetar o que queremos para o futuro”. O diretor da JMalucelli Ambiental, Eduardo Covas Barrionuevo, explica que o projeto está sendo estruturado há três anos. “Escolhemos Montenegro em função da central de compostagem da Ecocitrus. Além disso, toda a matéria-prima está disponível na região. São 15 atividades industriais, com cerca de 30 tipos de resíduos, que são de interesse do projeto”. O Atlas das Biomassas do Rio Grande do Sul, estudo desenvolvido em 2016, em parceria entre a Secretaria de Minas e Energia e a Sulgás, com levantamento técnico realizado pelo Centro Universitário Univates, destaca as regiões potenciais de produção de biogás e biometano no Estado. Apenas na região do Vale do Caí, o volume de biomassas agroindustriais e de dejetos de animais correspondem a aproximadamente 2 milhões de toneladas/ano. Destacam-se os dejetos de suínos e aves, como sangue, vísceras e lodos das estações de tratamento de efluentes, principalmente em Montenegro (185 mil toneladas).

9 de julho, 2018
Saneamento Ambiental Logo
BIOMASSA
Subestação ajuda usinas a ampliar produção

O Governo do Estado de São Paulo, através da Secretaria de Energia e Mineração, inaugurou a subestação Morro Agudo no município de mesmo nome. O empreendimento faz parte do projeto “São Paulo na Rede Elétrica”, que beneficiará a exportação de energia elétrica das usinas sucroenergéticas a biomassa das regiões de Ribeirão Preto, Franca e Barretos. A subestação recebeu investimentos de R$ 100 milhões na fase de construção pela CPFL Geração e outros R$ 100 milhões associados a reforços e melhorias nas linhas de distribuição e transmissão pela distribuidora, gerando 120 empregos diretos durante o pico das obras. “Com essa nova subestação as usinas de cana-de-açúcar da região terão a possibilidade de ampliar a produção de energia elétrica, utilizando parte do energético no seu consumo e vendendo o excedente para a rede. Isso significa uma nova receita para as usinas e a ampliação da geração de energia renovável na matriz energética paulista”, destaca João Carlos Meirelles, secretário da pasta. A Secretaria de Energia e Mineração mapeou as 201 usinas existentes no Estado e identificou a sua produção, consumo e exportação de energia excedente para a rede elétrica. Entre as 201 usinas, 33 delas já produzem energia estando localizadas a uma distância de 100 km do município de Morro Agudo. As 33 usinas produtoras têm potência instalada de 1.727 megavolt ampere (MVA), potência exportada de 765 megawatts (MW) e consumo próprio de 735 MW. Considerando o excedente de energia que essas 33 usinas conseguem produzir na região de Morro Agudo, existe a possibilidade de aumentar o fornecimento para a rede em 227 MW, o que significa o consumo anual de uma cidade como Ribeirão Preto, que possuiu 600 mil habitantes. As usinas estão localizadas em 20 municípios. A nova subestação atende não apenas as usinas, mas também as áreas industriais e residenciais da região, beneficiando cerca de 700 mil habitantes. A SE Morro Agudo pode ser operada à distância pelo Centro de Operação da CPFL Energia, em Campinas, graças a uma moderna tecnologia que possibilita sua operação totalmente automatizada. Em operação comercial desde julho de 2017, quase três meses antes do previsto em contrato, a CPFL Energia poderá explorar a concessão do ativo pelo prazo de 30 anos, até 26 de março de 2045. Como remuneração pela operação da subestação, o Grupo CPFL receberá uma Receita Anual Permitida (RAP) de R$ 10,8 milhões, reajustada anualmente pelo IPCA.

19 de setembro, 2017
Saneamento Ambiental Logo
BIOGÁS
Biometano a partir da vinhaça será produzido em SP

A GasBrasiliano assinou protocolo de intenções com o consórcio CSO e Malosso Bioenergia para a produção e comercialização de biometano obtido a partir da vinhaça no Noroeste do Estado de São Paulo. A assinatura contou com a presença do Secretário de Energia do Estado de São Paulo, João Carlos de Souza Meirelles. A parceria está alinhada ao Programa Paulista de Biogás do Estado de São Paulo, que prevê a obrigatoriedade de comercialização de um percentual mínimo de biometano através das redes de distribuição de gás natural e cuja ênfase é o biometano produzido a partir de vinhaça. O projeto receberá R$ 16 milhões e envolve inicialmente a construção de uma planta de biodigestão na Malosso Bioenergia, localizada em Itápolis, e o fornecimento de vinhaça. A configuração da planta permitirá que a matéria-prima (vinhaça) processada pela usina seja utilizada para obtenção do biometano. e, em seguida, devolvida para a usina. No processo de reação, o nitrato e nitrito presentes na vinhaça serão transformados em amônia, que terá o pH neutralizado e sua temperatura será reduzida para abaixo de 40°. “Após a produção do biogás, a vinhaça retornará à usina ainda mais concentrada e beneficiada, pronta para ser usada na fertirrigação”, explica Luiz Roberto Zanardi, gerente da Malosso Bioenergia. A planta funcionará de maneira autônoma e será administrada por uma Sociedade de Propósito Específico (SPE) com o Consórcio CSO, que é formado pela CRXavier Consulting Bioenergia, Sagitta Consultoria em Projetos de Energia Renovável e Orion Biotecnologia. Toda produção e purificação do biogás de acordo com as especificações da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) serão de responsabilidade do grupo. “A SPE terá duração de 20 anos e, encerrado o prazo, ela poderá ser incorporada à usina ou passar a fazer parte de outra empresa”, afirma Carlos Alberto Xavier, da CRXavier Consulting Bioenergia. O projeto terá capacidade de produzir 5 milhões de m³ anuais de biometano, volume que será comprado pela GasBrasiliano e injetado em sua rede de distribuição para atender consumidores das cidades de Itápolis e Catanduva. Para receber o biometano, a GasBrasiliano construirá uma rede de interligação, além de uma estação de medição, um cromatógrafo para monitorar a qualidade do biometano dentro das especificações da ANP, e um sistema de odorização, que adequará o produto às normas de segurança. De acordo com levantamento realizado pela Secretaria de Energia do Estado de São Paulo, o potencial de geração de biometano proveniente da vinhaça das usinas de todo o Noroeste de São Paulo é de 10 milhões de m³ por dia, volume que equivale a 25% da produção nacional de gás atualmente.

1 de setembro, 2015