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BIOGÁS

RS projeta usina de R$ 100 milhões

O governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori, assinou um protocolo de intenções com a empresa JMalucelli Ambiental para elaboração de um projeto de biogás. A expectativa é que se instale no município de Montenegro uma usina que transforme resíduos agrossilvopastoris em biometano (35.000 m³/dia), CO2 (40 ton/dia), energia térmica e elétrica (2 MWm) e biofertilizante (4.000 ton/mês). Serão investidos R$ 100 milhões no projeto pioneiro gaúcho. Entretanto, para o governador, não cabe ao estado produzir energia, mas possibilitar que outros possam realizar investimentos para o desenvolvimento do setor. “O Estado possui grande potencial energético. Atrair investimentos para essa área é um desafio. Estamos preparados para assumir esse papel. É preciso ter convicção e olhar para frente. Modernizar o estado, ser mais eficiente e projetar o que queremos para o futuro”. O diretor da JMalucelli Ambiental, Eduardo Covas Barrionuevo, explica que o projeto está sendo estruturado há três anos. “Escolhemos Montenegro em função da central de compostagem da Ecocitrus. Além disso, toda a matéria-prima está disponível na região. São 15 atividades industriais, com cerca de 30 tipos de resíduos, que são de interesse do projeto”. O Atlas das Biomassas do Rio Grande do Sul, estudo desenvolvido em 2016, em parceria entre a Secretaria de Minas e Energia e a Sulgás, com levantamento técnico realizado pelo Centro Universitário Univates, destaca as regiões potenciais de produção de biogás e biometano no Estado. Apenas na região do Vale do Caí, o volume de biomassas agroindustriais e de dejetos de animais correspondem a aproximadamente 2 milhões de toneladas/ano. Destacam-se os dejetos de suínos e aves, como sangue, vísceras e lodos das estações de tratamento de efluentes, principalmente em Montenegro (185 mil toneladas).

O governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori, assinou um protocolo de intenções com a empresa JMalucelli Ambiental para elaboração de um projeto de biogás. A expectativa é que se instale no município de Montenegro uma usina que transforme resíduos agrossilvopastoris em biometano (35.000 m³/dia), CO2 (40 ton/dia), energia térmica e elétrica (2 MWm) e biofertilizante (4.000 ton/mês). 
 
Serão investidos R$ 100 milhões no projeto pioneiro gaúcho. Entretanto, para o governador, não cabe ao estado produzir energia, mas possibilitar que outros possam realizar investimentos para o desenvolvimento do setor. “O Estado possui grande potencial energético. Atrair investimentos para essa área é um desafio. Estamos preparados para assumir esse papel. É preciso ter convicção e olhar para frente. Modernizar o estado, ser mais eficiente e projetar o que queremos para o futuro”. 
 
O diretor da JMalucelli Ambiental, Eduardo Covas Barrionuevo, explica que o projeto está sendo estruturado há três anos. “Escolhemos Montenegro em função da central de compostagem da Ecocitrus. Além disso, toda a matéria-prima está disponível na região. São 15 atividades industriais, com cerca de 30 tipos de resíduos, que são de interesse do projeto”. O Atlas das Biomassas do Rio Grande do Sul, estudo desenvolvido em 2016, em parceria entre a Secretaria de Minas e Energia e a Sulgás, com levantamento técnico realizado pelo Centro Universitário Univates, destaca as regiões potenciais de produção de biogás e biometano no Estado. Apenas na região do Vale do Caí, o volume de biomassas agroindustriais e de dejetos de animais correspondem a aproximadamente 2 milhões de toneladas/ano. Destacam-se os dejetos de suínos e aves, como sangue, vísceras e lodos das estações de tratamento de efluentes, principalmente em Montenegro (185 mil toneladas).

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BIOGÁS
Itaipu e CIBiogás firmam parceria no Sul

A Itaipu Binacional e o Centro Internacional de Energias Renováveis - Biogás (CIBiogás) vão coordenar o projeto “Aplicações de biogás na agroindústria brasileira”, lançado na abertura do Fórum Sul Brasileiro de Biogás e Biometano, em Foz do Iguaçu (PR). O projeto prevê investimentos de US$ 7 milhões durante cinco anos e os recursos serão oriundos do Fundo Global do Meio Ambiente (GEF). O Fórum ocorreu de 6 a 8 de junho, no Golden Park Internacional Hotel. e é um evento voltado para formação de mão-de-obra, estruturação de cadeia de suprimentos, fomento de novas tecnologias e de oportunidades de negócios. Com a contrapartida de governo e empresas, entre elas Itaipu, de US$ 58,4 milhões, o Projeto do GEF visa reduzir as emissões de gases de efeito estufa e a dependência dos combustíveis fósseis, por meio do investimento na tecnologia do biogás e do biometano com foco no Sul do País. “A gente precisa desenvolver o setor não só pela geração de energia em si, mas para criar uma cadeia de tecnologia que gere mais valor”, resumiu o diretor-presidente do CIBiogás, Rodrigo Régis. Os recursos serão usados para o incentivo de políticas públicas, o aprimoramento das tecnologias e o desenvolvimento de modelos de negócio do biogás. Na visão do superintendente de Energias Renováveis da Itaipu, Paulo Schmidt, o projeto reflete o compromisso da empresa com o desenvolvimento territorial de forma sustentável. “Itaipu tem investido no desenvolvimento de uma infraestrutura, tanto de pesquisa quanto de projetos na área do biogás, principalmente na criação do biogás e nas relações que mantém com o PTI”, afirmou.

15 de junho, 2018
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SÃO PAULO
Cesp investe em biogás

A Companhia Energética de São Paulo (Cesp), empresa vinculada à Secretaria Estadual de Energia e Mineração, lançou projeto de P&D para implantar uma unidade de geração a biogás no campus da Unesp em Jaboticabal, além da produção de um Atlas Estadual da Bioenergia e uma modelagem para a comercialização da energia gerada. A empresa investirá R$ 3,9 milhões no projeto, que tem ainda a participação na produção das pesquisas a USP e a Unesp, além do apoio da Secretaria de Energia e Mineração. “Estamos fazendo com que a universidade, com apoio da Cesp, leve a prática das diversas formas de uso das energias renováveis ao mercado. É preciso que se garanta energia para o futuro, por isso temos que trabalhar intensamente para incentivar novas fontes e essa parceria indicará caminhos a serem seguidos“, destacou o secretário de Energia e Mineração do Estado de São Paulo, João Carlos Meirelles. Será instalada na Faculdade de Ciências Agronômicas e Veterinárias da Unesp, em Jaboticabal, uma planta de geração a biogás com alimentação a partir de biodigestor anaeróbio. O campus foi escolhido por contar com dejetos animais e uma plantação de batata doce, que servirá como insumo experimental, além de vinhaça proveniente de plantas de cogeração de grande porte localizadas próximo à faculdade. O projeto de P&D da Cesp produzirá o Atlas de Bioenergia do Estado de São Paulo. Serão produzidos mapas temáticos que apresentarão o potencial da biomassa e a respectiva capacidade de geração elétrica e a produção de biogás, de cada biomassa analisada (resíduos da agricultura, agroindústria, silvicultura, resíduos sólidos urbanos, dejetos animais e esgoto). São Paulo tem potência instalada de 5,7 GW de biomassa de cana-de-açúcar. “Será fundamental identificar o potencial paulista em outras biomassas como resíduos sólidos, cavaco de madeira, vinhaça, entre outros. Isso dará um novo horizonte para o setor energético paulista”, destaca o subsecretário de Energias Renováveis, Antonio Celso de Abreu Junior. Para o cálculo do potencial e sua representação nos mapas serão consideradas a infraestrutura disponível com rodovias, hidrovias, ferrovias, linhas de transmissão, redes de transporte e distribuição de gás canalizado.

2 de março, 2018
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BIOGÁS
Reunião debate participação na matriz energética

No dia 8 de junho executivos da Associação Brasileira de Biogás e Biometano (ABiogás) se reuniram na Empresa de Pesquisas Energéticas (EPE) para tratar da participação cada vez maior do biogás na matriz energética brasileira. Na reunião também foi debatida a possibilidade de mapear as principais fontes potenciais, suas localidades e distâncias das redes de energia elétrica e gás natural. Para o conselheiro da ABiogás, Marcelo Cupolo, a ABiogás e a EPE iniciaram uma agenda positiva para o setor, o que deve trazer maior visibilidade do biogás e do biometano para outros órgãos governamentais e investidores interessados no setor. “O biogás atende perfeitamente a essa condição, pois tem flexibilidade operacional com capacidade de armazenagem e pode ser gerado em praticamente todo território nacional”, disse Cupolo. O executivo lembrou ainda que, na questão dos combustíveis, o biometano é uma alternativa viável para substituir o diesel, podendo suprir 44% do produto consumido no País e parte da demanda de gás natural requerida pelas distribuidoras. “A indústria do biogás e do biometano só tende a se beneficiar com isso, pois está consolidada no Brasil, possui pegada negativa de carbono, tem estrutura de preço estável, não sofre com oscilações cambiais e variação do preço internacional, tem competitividade frente ao diesel, viabiliza a cadeia de tratamento de resíduos e tem um futuro mercado promissor na área de geração distribuída”, finaliza.

20 de junho, 2017
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SUSTENTABILIDADE
Dejetos de suínos geram energia no Paraná

Através de um convênio firmado entre a Companhia Paranaense de Energia (Copel) e o Centro Internacional de Energias Renováveis (CIBiogás), as edificações e a iluminação pública de Entre Rios do Oeste, município situado na região Oeste do Paraná, utilizarão energia gerada a partir de resíduos da suinocultura e avicultura. Na primeira fase do projeto, que terá início em janeiro de 2016, serão investidos R$ 17 milhões para dotar 19 propriedades rurais de biodigestores, que armazenarão os dejetos. Por meio do processo de biogestão, é produzido biogás, que é canalizado para uma central termelétrica com potência instalada de 480 kilowatts (kW). A infraestrutura contará com 22 km de biogasodutos. O sistema é semelhante ao já empregado pela Itaipu, CIBiogás e outros parceiros em um projeto que une 34 produtores da microbacia do rio Ajuricaba, em Marechal Cândido Rondon. Porém, enquanto em Rondon a produção diária é de 800 m³ de gás, em Entre Rios a produção nesta fase inicial será de 5 mil m³, com capacidade para chegar a até 17 mil m³ nas etapas posteriores. O comunicado oficial garante que os 480 kW desta fase inicial serão suficientes para suprir toda a demanda da prefeitura, abrangendo edificações públicas (como escolas, postos de saúde e repartições), iluminação pública e outros serviços que demandam energia, como poços artesianos. Os produtores rurais serão remunerados proporcionalmente à energia gerada. “Neste mês, a conta de luz da prefeitura é de 82 mil reais”, informou o prefeito. “Nossa expectativa é que o projeto comece a dar resultados já em 2016”, completou. Com uma população de 4 mil pessoas e um plantel de aproximadamente 130 mil suínos, Entre Rios está transformando um enorme passivo ambiental em fator de desenvolvimento. Jorge Samek, diretor-geral brasileiro da Itaipu, explica que “o gás metano (resultado da decomposição dos dejetos) é venenoso para a atmosfera. Ao transformá-lo em energia, estamos transformando um problema em solução e viabilizando, do ponto de vista ecológico, um aumento na produção. Ou seja, com esse sistema, é possível produzir mais e gerar mais emprego e renda, sem prejudicar o meio ambiente”. O projeto poderá ser replicado em outras regiões do Paraná, dando mais sustentabilidade à produção pecuária estadual.

15 de dezembro, 2015
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BIOGÁS
Biometano a partir da vinhaça será produzido em SP

A GasBrasiliano assinou protocolo de intenções com o consórcio CSO e Malosso Bioenergia para a produção e comercialização de biometano obtido a partir da vinhaça no Noroeste do Estado de São Paulo. A assinatura contou com a presença do Secretário de Energia do Estado de São Paulo, João Carlos de Souza Meirelles. A parceria está alinhada ao Programa Paulista de Biogás do Estado de São Paulo, que prevê a obrigatoriedade de comercialização de um percentual mínimo de biometano através das redes de distribuição de gás natural e cuja ênfase é o biometano produzido a partir de vinhaça. O projeto receberá R$ 16 milhões e envolve inicialmente a construção de uma planta de biodigestão na Malosso Bioenergia, localizada em Itápolis, e o fornecimento de vinhaça. A configuração da planta permitirá que a matéria-prima (vinhaça) processada pela usina seja utilizada para obtenção do biometano. e, em seguida, devolvida para a usina. No processo de reação, o nitrato e nitrito presentes na vinhaça serão transformados em amônia, que terá o pH neutralizado e sua temperatura será reduzida para abaixo de 40°. “Após a produção do biogás, a vinhaça retornará à usina ainda mais concentrada e beneficiada, pronta para ser usada na fertirrigação”, explica Luiz Roberto Zanardi, gerente da Malosso Bioenergia. A planta funcionará de maneira autônoma e será administrada por uma Sociedade de Propósito Específico (SPE) com o Consórcio CSO, que é formado pela CRXavier Consulting Bioenergia, Sagitta Consultoria em Projetos de Energia Renovável e Orion Biotecnologia. Toda produção e purificação do biogás de acordo com as especificações da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) serão de responsabilidade do grupo. “A SPE terá duração de 20 anos e, encerrado o prazo, ela poderá ser incorporada à usina ou passar a fazer parte de outra empresa”, afirma Carlos Alberto Xavier, da CRXavier Consulting Bioenergia. O projeto terá capacidade de produzir 5 milhões de m³ anuais de biometano, volume que será comprado pela GasBrasiliano e injetado em sua rede de distribuição para atender consumidores das cidades de Itápolis e Catanduva. Para receber o biometano, a GasBrasiliano construirá uma rede de interligação, além de uma estação de medição, um cromatógrafo para monitorar a qualidade do biometano dentro das especificações da ANP, e um sistema de odorização, que adequará o produto às normas de segurança. De acordo com levantamento realizado pela Secretaria de Energia do Estado de São Paulo, o potencial de geração de biometano proveniente da vinhaça das usinas de todo o Noroeste de São Paulo é de 10 milhões de m³ por dia, volume que equivale a 25% da produção nacional de gás atualmente.

1 de setembro, 2015
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ENERGIAS LIMPAS
Usina movida a biogás de aterro no RS

A Solví Valorização Energética (SVE), empresa do grupo Solví, e a divisão de Distributed Power da GE, inauguraram a usina Biotérmica movida a biogás de aterro no município de Minas do Leão (RS). As empresas que desenvolveram o projeto são a Biotérmica Energia, do Grupo Solví e Copelmi, que construíram a primeira planta no estado a gerar eletricidade a partir do biogás do lixo urbano depositado em aterro sanitário. O empreendimento recebeu investimentos de mais de R$ 30 milhões e inicialmente terá capacidade de geração de 8,5MW. Posteriormente, esta capacidade pode atingir 17 MW - o suficiente para atender a uma cidade de cerca de 200 mil habitantes. Operado pela Companhia Riograndense de Valorização de Resíduos (CRVR) e pela Copelmi, o Aterro de Minas do Leão recebe 3,5 mil t/dia de resíduos urbanos oriundos de Porto Alegre e de outros 130 municípios do Rio Grande do Sul. O biogás extraído do aterro é tratado com tecnologias e encaminhado para combustão em 6 motores de 1.4 MW de potência. A usina termelétrica de Minas do Leão evita a queima e lançamento do metano presente no biogás na atmosfera, o que evitará a emissão de 170 mil t de dióxido de carbono (CO2) sejam lançados a cada ano. “O projeto da Biotérmica Energia é ambientalmente correto e sustentável. A partir do aterro sanitário de Minas do Leão temos a matéria-prima para gerar energia limpa e renovável, o que ajudará a reduzir a emissão de gases de efeito estufa e a preservar a fauna e flora da região”, comenta Carlos Bezerra, Diretor da Solví Valorização Energética – SVE.

9 de junho, 2015