Publicidade
BIOGÁS

Suécia investirá em pesquisas em SP

O governo sueco, por meio do Swedfund (entidade de financiamento ao desenvolvimento sustentável), ofereceu à Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente do Governo do Estado de São Paulo uma consultoria de R$ 3 milhões para investimentos em pesquisa na geração de biogás. O objetivo é implantar os resultados do estudo no transporte público, reduzindo assim as emissões de poluentes. A parceria deve ser assinada até o fim do ano, e a pesquisa, em 2020. “A fusão de órgãos e secretarias em uma única pasta facilita a discussão de cooperações técnicas, como a do Swedfund. Hoje sentamos todos (energia, recursos hídricos, saneamento e meio ambiente) na mesma mesa, o que acelera os processos”, destacou o secretário-executivo da Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente, Luiz Ricardo Santoro. O coordenador de Óleo, Gás e Biocombustíveis da SIMA, Ricardo Cantarani, explicou que a ideia é identificar oportunidades de produção ou geração de biogás por meio de fontes como a agricultura (vinhaça de cana de açúcar), aterros sanitários e ETEs (estações de tratamento de esgoto). A SIMA irá definir um comitê gestor para elaborar os termos de referência da parceria. Será determinado o tipo de trabalho a ser desenvolvido, o foco da pesquisa e os resultados que a consultoria vai entregar. “Vamos unir experiências, ou seja, juntar nossa expertise e o que eles enxergam de mais promissor em projetos desta natureza”, destacou Cantarani. A consultora do Conselho de Comércio da Embaixada da Suécia, Victoria Fernandes, afirma que uma das ideias do estudo é envolver o lodo gerado no tratamento de esgoto da Sabesp. “A pesquisa visa preparar a companhia para implantar a produção de biogás em uma das plantas”, explicou.

O governo sueco, por meio do Swedfund (entidade de financiamento ao desenvolvimento sustentável), ofereceu à Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente do Governo do Estado de São Paulo uma consultoria de R$ 3 milhões para investimentos em pesquisa na geração de biogás. O objetivo é implantar os resultados do estudo no transporte público, reduzindo assim as emissões de poluentes. A parceria deve ser assinada até o fim do ano, e a pesquisa, em 2020. 
 
“A fusão de órgãos e secretarias em uma única pasta facilita a discussão de cooperações técnicas, como a do Swedfund. Hoje sentamos todos (energia, recursos hídricos, saneamento e meio ambiente) na mesma mesa, o que acelera os processos”, destacou o secretário-executivo da Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente, Luiz Ricardo Santoro. O coordenador de Óleo, Gás e Biocombustíveis da SIMA, Ricardo Cantarani, explicou que a ideia é identificar oportunidades de produção ou geração de biogás por meio de fontes como a agricultura (vinhaça de cana de açúcar), aterros sanitários e ETEs (estações de tratamento de esgoto). 
 
A SIMA irá definir um comitê gestor para elaborar os termos de referência da parceria. Será determinado o tipo de trabalho a ser desenvolvido, o foco da pesquisa e os resultados que a consultoria vai entregar. “Vamos unir experiências, ou seja, juntar nossa expertise e o que eles enxergam de mais promissor em projetos desta natureza”, destacou Cantarani. A consultora do Conselho de Comércio da Embaixada da Suécia, Victoria Fernandes, afirma que uma das ideias do estudo é envolver o lodo gerado no tratamento de esgoto da Sabesp. “A pesquisa visa preparar a companhia para implantar a produção de biogás em uma das plantas”, explicou.

Artigos Relacionados

Saneamento Ambiental Logo
LIXO MARINHO
Santos recebe ajuda sueca

Uma delegação da Agência de Proteção Ambiental da Suécia (Sepa) visitou a cidade de Santos para conhecer o estudo que vem sendo realizado para encontrar soluções para o lixo marinho produzido em solo, a partir da identificação dos resíduos, das fontes poluidoras e do destino desse material. A ideia é propor ações de prevenção ao lançamento de resíduos no oceano com a participação e engajamento da população. A pesquisa não onera a Prefeitura e é uma parceria entre a Administração Municipal, Sepa e a Associação Internacional de Resíduos Sólidos (ISWA), que no Brasil é representada pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe). “A cidade de Santos foi escolhida porque encontramos todo o suporte da administração local para buscarmos dados, engajar todos os setores, além da proximidade com São Paulo e a presença do maior porto da América Latina”, afirma Mats Kullberg, especialista sênior da Sepa. O projeto começou em julho de 2018 e tem duração de um ano. Atualmente está sendo realizada a coleta de informações, por imagens e amostragem, para um banco de dados que terá informações sobre o tipo de material que está vazando, sua origem e seu destino ao ser lançado irregularmente. O diagnóstico fica sob a responsabilidade do Instituto Ecofaxina, que atua tanto na faixa de areia quanto nas regiões de mangue, onde se encontram palafitas. A expectativa é que em 45 dias o estudo seja concluído para, em novembro, dois servidores de carreira da Prefeitura serem capacitados por técnicos da ISWA/Sepa na Suécia. Eles terão contato de cinco dias com prefeituras suecas para saber como é a questão do lixo e o engajamento da população no país europeu. Ao retornarem, os dois servidores irão fazer um raio-X para identificar a quantidade de resíduo gerado, onde está a concentração e o quanto é retirado das praias durante a semana, nos finais de semana e feriados, entre outros estudos. O material será enviado aos técnicos internacionais para sugestão de ações prioritárias, além de debates em Santos com técnicos da Prefeitura e de outras entidades em workshop previsto para o início de 2019. Dessa forma, será traçado um plano estratégico para Santos eliminar o lixo marinho, com ações de curto, médio e longo prazos. A Suécia não possui aterros sanitários e não utiliza a palavra “resíduo”, já que 100% do lixo é reaproveitado integralmente como recurso, seja por meio da reciclagem, da recuperação energética ou do aproveitamento da fração orgânica.

25 de setembro, 2018
Saneamento Ambiental Logo
SÃO PAULO
Cesp investe em biogás

A Companhia Energética de São Paulo (Cesp), empresa vinculada à Secretaria Estadual de Energia e Mineração, lançou projeto de P&D para implantar uma unidade de geração a biogás no campus da Unesp em Jaboticabal, além da produção de um Atlas Estadual da Bioenergia e uma modelagem para a comercialização da energia gerada. A empresa investirá R$ 3,9 milhões no projeto, que tem ainda a participação na produção das pesquisas a USP e a Unesp, além do apoio da Secretaria de Energia e Mineração. “Estamos fazendo com que a universidade, com apoio da Cesp, leve a prática das diversas formas de uso das energias renováveis ao mercado. É preciso que se garanta energia para o futuro, por isso temos que trabalhar intensamente para incentivar novas fontes e essa parceria indicará caminhos a serem seguidos“, destacou o secretário de Energia e Mineração do Estado de São Paulo, João Carlos Meirelles. Será instalada na Faculdade de Ciências Agronômicas e Veterinárias da Unesp, em Jaboticabal, uma planta de geração a biogás com alimentação a partir de biodigestor anaeróbio. O campus foi escolhido por contar com dejetos animais e uma plantação de batata doce, que servirá como insumo experimental, além de vinhaça proveniente de plantas de cogeração de grande porte localizadas próximo à faculdade. O projeto de P&D da Cesp produzirá o Atlas de Bioenergia do Estado de São Paulo. Serão produzidos mapas temáticos que apresentarão o potencial da biomassa e a respectiva capacidade de geração elétrica e a produção de biogás, de cada biomassa analisada (resíduos da agricultura, agroindústria, silvicultura, resíduos sólidos urbanos, dejetos animais e esgoto). São Paulo tem potência instalada de 5,7 GW de biomassa de cana-de-açúcar. “Será fundamental identificar o potencial paulista em outras biomassas como resíduos sólidos, cavaco de madeira, vinhaça, entre outros. Isso dará um novo horizonte para o setor energético paulista”, destaca o subsecretário de Energias Renováveis, Antonio Celso de Abreu Junior. Para o cálculo do potencial e sua representação nos mapas serão consideradas a infraestrutura disponível com rodovias, hidrovias, ferrovias, linhas de transmissão, redes de transporte e distribuição de gás canalizado.

2 de março, 2018
Saneamento Ambiental Logo
BIOGÁS
Gás de esgoto vira combustível

A Sabesp adquiriu equipamento alemão que utilizará para transformar o gás do esgoto em combustível para veículos em Franca, interior do estado de São Paulo. A tecnologia a ser utilizada é uma parceria entre a Sabesp e o Instituto Fraunhofer, da Alemanha. No processo, o biogás gerado no tratamento do esgoto passa por um sistema de remoção das impurezas, umidade e aumento da concentração de metano. O resultado é o biometano, que substituirá a gasolina, álcool e GNV. A ETE de Franca possui vazão de tratamento de esgoto de 450 litros por segundo e produz em torno de 2.600 Nm³ de biogás. Calcula-se que possam ser produzidos 1.700 Nm³ de biometano diários, volume capaz de substituir 1.700 litros de gasolina comum a cada dia. A parceria faz parte dos investimentos da Sabesp em pesquisa científica e inovação. “Esse projeto traz uma série de benefícios, como a redução das emissões de gases de efeito estufa, inovações no saneamento, o domínio das tecnologias implantadas e uma significativa redução de gastos com combustível. Além disso, abre várias possibilidades para estudo com outros fins: inserção em redes de companhias de gás, produção de energia elétrica e fornecimento de biogás para indústrias próximas”, afirma Cristina Knörich Zuffo, superintendente de Pesquisa, Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da Sabesp. O combustível alternativo será testado e terá o acompanhamento de órgãos reguladores competentes em 49 veículos adaptados na cidade de Franca. O combustível é renovável, já que sua base é o esgoto produzido pelos moradores, comércio e indústria de Franca. Segundo estimativa da organização ambiental World Resources Institute, cada litro de gasolina emitiria cerca de 2,28 kg de CO2. Com a experiência, anualmente haverá a redução de aproximadamente 1,5 milhão de toneladas de dióxido de carbono com o reaproveitamento do gás. O investimento no projeto é de R$ 7,3 milhões. O instituto alemão será responsável pela doação de equipamentos para a Sabesp, assistência técnica e acompanhamento das fases de pesquisa. Em contrapartida, a Sabesp realizará as obras para a instalação do equipamento, da linha de biogás e de sistema elétrico e adaptação dos veículos para o biometano, entre outros itens.

27 de janeiro, 2017
Saneamento Ambiental Logo
BIOGÁS
Biometano a partir da vinhaça será produzido em SP

A GasBrasiliano assinou protocolo de intenções com o consórcio CSO e Malosso Bioenergia para a produção e comercialização de biometano obtido a partir da vinhaça no Noroeste do Estado de São Paulo. A assinatura contou com a presença do Secretário de Energia do Estado de São Paulo, João Carlos de Souza Meirelles. A parceria está alinhada ao Programa Paulista de Biogás do Estado de São Paulo, que prevê a obrigatoriedade de comercialização de um percentual mínimo de biometano através das redes de distribuição de gás natural e cuja ênfase é o biometano produzido a partir de vinhaça. O projeto receberá R$ 16 milhões e envolve inicialmente a construção de uma planta de biodigestão na Malosso Bioenergia, localizada em Itápolis, e o fornecimento de vinhaça. A configuração da planta permitirá que a matéria-prima (vinhaça) processada pela usina seja utilizada para obtenção do biometano. e, em seguida, devolvida para a usina. No processo de reação, o nitrato e nitrito presentes na vinhaça serão transformados em amônia, que terá o pH neutralizado e sua temperatura será reduzida para abaixo de 40°. “Após a produção do biogás, a vinhaça retornará à usina ainda mais concentrada e beneficiada, pronta para ser usada na fertirrigação”, explica Luiz Roberto Zanardi, gerente da Malosso Bioenergia. A planta funcionará de maneira autônoma e será administrada por uma Sociedade de Propósito Específico (SPE) com o Consórcio CSO, que é formado pela CRXavier Consulting Bioenergia, Sagitta Consultoria em Projetos de Energia Renovável e Orion Biotecnologia. Toda produção e purificação do biogás de acordo com as especificações da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) serão de responsabilidade do grupo. “A SPE terá duração de 20 anos e, encerrado o prazo, ela poderá ser incorporada à usina ou passar a fazer parte de outra empresa”, afirma Carlos Alberto Xavier, da CRXavier Consulting Bioenergia. O projeto terá capacidade de produzir 5 milhões de m³ anuais de biometano, volume que será comprado pela GasBrasiliano e injetado em sua rede de distribuição para atender consumidores das cidades de Itápolis e Catanduva. Para receber o biometano, a GasBrasiliano construirá uma rede de interligação, além de uma estação de medição, um cromatógrafo para monitorar a qualidade do biometano dentro das especificações da ANP, e um sistema de odorização, que adequará o produto às normas de segurança. De acordo com levantamento realizado pela Secretaria de Energia do Estado de São Paulo, o potencial de geração de biometano proveniente da vinhaça das usinas de todo o Noroeste de São Paulo é de 10 milhões de m³ por dia, volume que equivale a 25% da produção nacional de gás atualmente.

1 de setembro, 2015