LIXO MARINHO

Santos recebe ajuda sueca

Uma delegação da Agência de Proteção Ambiental da Suécia (Sepa) visitou a cidade de Santos para conhecer o estudo que vem sendo realizado para encontrar soluções para o lixo marinho produzido em solo, a partir da identificação dos resíduos, das fontes poluidoras e do destino desse material. A ideia é propor ações de prevenção ao lançamento de resíduos no oceano com a participação e engajamento da população. 
 
A pesquisa não onera a Prefeitura e é uma parceria entre a Administração Municipal, Sepa e a Associação Internacional de Resíduos Sólidos (ISWA), que no Brasil é representada pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe). “A cidade de Santos foi escolhida porque encontramos todo o suporte da administração local para buscarmos dados, engajar todos os setores, além da proximidade com São Paulo e a presença do maior porto da América Latina”, afirma Mats Kullberg, especialista sênior da Sepa.
 
O projeto começou em julho de 2018 e tem duração de um ano. Atualmente está sendo realizada a coleta de informações, por imagens e amostragem, para um banco de dados que terá informações sobre o tipo de material que está vazando, sua origem e seu destino ao ser lançado irregularmente. O diagnóstico fica sob a responsabilidade do Instituto Ecofaxina, que atua tanto na faixa de areia quanto nas regiões de mangue, onde se encontram palafitas. 
A expectativa é que em 45 dias o estudo seja concluído para, em novembro, dois servidores de carreira da Prefeitura serem capacitados por técnicos da ISWA/Sepa na Suécia. Eles terão contato de cinco dias com prefeituras suecas para saber como é a questão do lixo e o engajamento da população no país europeu. 
 
Ao retornarem, os dois servidores irão fazer um raio-X para identificar a quantidade de resíduo gerado, onde está a concentração e o quanto é retirado das praias durante a semana, nos finais de semana e feriados, entre outros estudos. O material será enviado aos técnicos internacionais para sugestão de ações prioritárias, além de debates em Santos com técnicos da Prefeitura e de outras entidades em workshop previsto para o início de 2019. Dessa forma, será traçado um plano estratégico para Santos eliminar o lixo marinho, com ações de curto, médio e longo prazos.
A Suécia não possui aterros sanitários e não utiliza a palavra “resíduo”, já que 100% do lixo é reaproveitado integralmente como recurso, seja por meio da reciclagem, da recuperação energética ou do aproveitamento da fração orgânica.

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