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MEIO AMBIENTE

Estudantes brasileiros ganham prêmio internacional

Os estudantes brasileiros de engenharia química Mariana Kobayashi Cunha (aluna da Universidade de São Paulo) e Herbert Sensano Lopes (da Universidade Federal do Rio Grande do Norte) foram os vencedores do prêmio UniSim Design Challenge, promovido anualmente pela Honeywell Process Solutions visando reconhecer projetos que se destaquem no uso do software de simulação UniSim. No caso dos dois estudantes, eles utilizaram o software para demonstrar como os poluentes, principalmente benzeno, tolueno etilbenzeno e xileno, podem ser removidos de água de produção de do petróleo, tornando-a adequada para outros usos. Em seu trabalho de pesquisa, os estudantes foram orientados pelo professor Galo Carrillo Le Rioux, da USP. Segundo Ali Raza, vice-presidente de da divisão Soluções Avançadas da HPS, o projeto vencedor mostra como a tecnologia UniSim pode ajudar a resolver problemas importantes para a indústria de automação de processos. E criar projetos de exploração e produção de petróleo ecologicamente corretos e de baixo consumo vai de encontro a essa necessidade. Herbert Senzano Lopes é bicampeão na premiação, já que no ano passado ele também foi o ganhador com o projeto “Geração de Gás Expandido para Geração de Eletricidade”. O prêmio UniSim Design Challenge permite que estudantes de engenharia de todo o mundo proponham soluções para os problemas mundiais pelos fabricantes de processo que utilizam o software UniSim Design Suite. A solução UniSim Design Suite fornece um modelo de processo interativo que possibilita aos engenheiros criar projetos estacionários e dinâmicos, além de ser usado extensivamente para desenho de plantas, monitoramento de desempenho, solução de problemas, melhorias operacionais, planejamento de negócios e gestão de ativos.

Os estudantes brasileiros de engenharia química Mariana Kobayashi Cunha (aluna da Universidade de São Paulo) e Herbert Sensano Lopes (da Universidade Federal do Rio Grande do Norte) foram os vencedores do prêmio UniSim Design Challenge, promovido anualmente pela Honeywell Process Solutions visando reconhecer projetos que se destaquem no uso do software de simulação UniSim.

No caso dos dois estudantes, eles utilizaram o software para demonstrar como os poluentes, principalmente benzeno, tolueno etilbenzeno e xileno, podem ser removidos de água de produção de do petróleo, tornando-a adequada para outros usos. Em seu trabalho de pesquisa, os estudantes foram orientados pelo professor Galo Carrillo Le Rioux, da USP.

Segundo Ali Raza, vice-presidente de da divisão Soluções Avançadas da HPS, o projeto vencedor mostra como a tecnologia UniSim pode ajudar a resolver problemas importantes para a indústria de automação de processos. E criar projetos de exploração e produção de petróleo ecologicamente corretos e de baixo consumo vai de encontro a essa necessidade.

Herbert Senzano Lopes é bicampeão na premiação, já que no ano passado ele também foi o ganhador com o projeto “Geração de Gás Expandido para Geração de Eletricidade”. O prêmio UniSim Design Challenge permite que estudantes de engenharia de todo o mundo proponham soluções para os problemas mundiais pelos fabricantes de processo que utilizam o software UniSim Design Suite.

A solução UniSim Design Suite fornece um modelo de processo interativo que possibilita aos engenheiros criar projetos estacionários e dinâmicos, além de ser usado extensivamente para desenho de plantas, monitoramento de desempenho, solução de problemas, melhorias operacionais, planejamento de negócios e gestão de ativos.

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RECICLAGEM
Aluno quer reaproveitar óleo de cozinha

Aluno do Centro Universitário Salesiano de São Paulo – UNISAL, Adhemar de Carvalho Monteiro Júnior desenvolveu um projeto que facilita o descarte do óleo de cozinha, além de propor a reutilização do resíduo. O aluno de engenharia mecânica quer avaliar o impacto ambiental gerado pelo descarte incorreto do óleo de cozinha. O estudante idealizou um equipamento capaz de reutilizar o óleo de cozinha, transformando-o em sabão ecológico. Além disso, a meta é que seja algo prático e simples, facilitando o armazenamento, o manuseio e o descarte correto por parte dos cidadãos. "A produção poderá, ainda, reduzir gastos domésticos na compra de sabão e gerar renda extra para quem tiver esse interesse", afirmou o estudante. A proposta socioambiental do projeto foi levada em consideração pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). A entidade contemplou Adhemar com uma bolsa de iniciação científica por 12 meses para auxiliá-lo no desenvolvimento da pesquisa. O aluno teve a orientação do professor Renann Pereira Gama no processo. "Mesmo em instituições públicas a aprovação de trabalhos por essa agência de fomento é uma tarefa difícil, principalmente pelo alto nível de cobrança e exigência da FAPESP", explicou o docente. A resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) estima que um litro de óleo de cozinha pode contaminar 25 mil litros de água. No Brasil, a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE) avalia que há uma produção de três bilhões de litros de óleo por ano.

17 de setembro, 2019
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POLUIÇÂO
App para monitorar qualidade do ar

Henrique Miranda, estudante do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba, Gabriel Barros, da Universidade Federal de Campina Grande, e David Luna, do Centro Universitário Maurício de Nassau criaram o Dispositivo de Monitoramento de Qualidade do Ar Conectado a Smartphones. A solução permite o monitoramento em tempo real da qualidade do ar que se respira. Pode-se monitorar a temperatura, umidade e a concentração de gases no ambiente, indicando os possíveis efeitos nocivos à saúde da população, que serão reportados imediatamente no aplicativo para smartphone. “Queremos conscientizar os gestores públicos e as empresas sobre os efeitos da baixa qualidade do ar para a população. Dessa forma, podemos incentivar mudanças de hábito para alcançar um ambiente mais puro e com menos danos à saúde das pessoas e ao meio ambiente”, comenta Henrique Miranda. O aplicativo concorre com outros dois projetos na categoria Smart Cities da 7ª edição do Campus Mobile. Os vencedores do concurso serão premiados pelo Instituto NET Claro Embratel com uma viagem ao Vale do Silício, na Califórnia, Estados Unidos, para uma imersão nas principais empresas de tecnologia do mundo, como Google, Facebook, Twitter e até mesmo a Universidade de Stanford, para finalizarem os projetos. O Campus Mobile é um concurso de ideias e soluções para telefonia móvel do Instituto NET Claro Embratel, em parceria com a Associação do Laboratório de Sistemas Integráveis Tecnológico (LSI-TEC/USP) e o apoio da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo.

8 de maio, 2019
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TECNOLOGIA
Stockholm Water Water premia estudantes

Os estudantes de Cingapura Caleb Liow Jia Le e Johnny Xiao Hong Yu venceram o Stockholm Water Water Award de 2018 por produzir óxido de grafeno reduzido. O material é usado para purificar a água de resíduos agrícolas. Os estudantes receberam o troféu da Princesa Victória da Suécia durante a Semana Mundial da Água, em Estocolmo. Caleb Liow Jia Le e Johnny Xiao Hong Yu desenvolveram um novo método para produzir óxido de grafeno (rGO) reduzido utilizando casca de durião e bagaço de cana-de-açúcar. Com a casca os estudantes encontraram um método mais ecológico e barato para a produção de rGO. O Stockholm Junior Water Prize vai para os vencedores de uma competição anual internacional com mais de 10 mil inscrições de todo o mundo. O júri destacou os benefícios do método dos pesquisadores, de baixo custo e amplamente aplicável para limpar a água. O projeto vencedor incluiu conceitos de economia circular, nanotecnologia e química verde. Como parte da final do Prêmio Júnior de Estocolmo, um Diploma de Excelência foi concedido a Tatsuyoshi Odai e Narumi Sakamoto, dois estudantes do Japão. Em seu projeto eles desenvolveram um sistema que produz alimentos enquanto purifica lagoas eutrofizadas com uma combinação de plantas, bactérias nitrificantes e fungos. Professores Os professores Bruce Rittmann e Mark van Loosdrecht receberam o Stockholm Water Prize em 2018, pela pesquisa microbiológica e inovações que revolucionaram o tratamento de água e esgoto. Ao parabenizar os laureados, a Princesa Herdeira Victoria, disse: “Não há nada mais inspirador de esperança do que aprender sobre maneiras novas e inovadoras de superar nossos desafios mais fundamentais. Como a água doce, a criatividade da mente humana é um recurso natural muito valioso, assegurando as chaves para um futuro justo e saudável para todos nós”. Os professores agradeceram o Comitê de Indicação. O professor van Loosdrecht disse : “Eu também gostaria de agradecer a todos os estudantes de doutorado com quem trabalhei no desenvolvimento desta tecnologia”. Já o professor Bruce Rittmann comentou: “Eu considero as honras como o Stockholm Water Prize não como um 'final feliz', mas como uma fundação para contribuir em mais e melhores maneiras. Mais do que Mark e eu, o verdadeiro vencedor hoje deve ser a Biotecnologia Ambiental, nossa poderosa parceria com microorganismos. A sociedade humana precisa do poder da parceria humano-micróbio. Pode tornar nosso ambiente mais limpo, gerar recursos realmente renováveis e melhorar nossa saúde”. A pesquisa de Bruce Rittmann, dos EUA, e de Mark van Loosdrecht, da Holanda, contribuiu para o entendimento de como os microrganismos podem transformar os poluentes orgânicos em algo de valor para os seres humanos e o meio ambiente. O trabalho levou a tecnologias que possibilitam a remoção de contaminantes nocivos da água, o corte de custos de tratamento de águas residuais, a redução do consumo de energia e até a recuperação de produtos químicos e nutrientes para reciclagem em todo o mundo. “Estou profundamente impressionado com a forma como eles converteram as teorias pioneiras em prática atual, tornando o tratamento de água mais acessível, tomando emprestadas soluções da natureza ”, disse o diretor executivo da SIWI, Torgny Holmgren.

5 de setembro, 2018
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RESÍDUOS TÓXICOS
Alunos de Etec desenvolvem método para aproveitar cobre

Três estudantes da Escola Técnica Estadual (Etec) Trajano Camargo, de Limeira (SP), desenvolveram uma metodologia para separar o cobre dos rejeitos e aproveitá-lo novamente na indústria. A pesquisa elaborada pelos alunos Elizandra Larissa da Silva, Kaíque Gonçalves Ferreira e Vitória Ventura, do curso técnico de Química Integrado ao Ensino Médio conquistou primeiro lugar na categoria Engenharia, da 16ª edição da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace), realizada em março, na capital paulista. Os estudantes foram credenciados para representar o Brasil na Feira Internacional de Ciências e Engenharia (Intel ISEF), que será realizada entre os dias 13 e 19 de maio, em Pittsburgh, nos Estados Unidos. Os estudantes contaram com a orientação dos professores Gislaine Delbianco e Sérgio Delbianco Filho no projeto iniciado em 2017 como Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). A metodologia desenvolvida separa o cobre do lodo residual da produção das joias folheadas por meio de uma troca de elétrons utilizando palha de aço. O cobre depositado na palha recebe posteriormente um tratamento com ácido clorídrico para que se separe do ferro.No final do processo é possível obter o próprio cobre metálico utilizado como matéria-prima na produção das joias ou o sulfato de cobre, uma solução aplicada em banhos de galvanização. “As empresas da região gastam altas quantias de dinheiro no tratamento e no descarte de toneladas de resíduos. Com a nossa proposta de baixo custo, será possível reverter esse prejuízo em lucro”, explica um dos autores da pesquisa, Kaíque, de 16 anos. ] Os pesquisadores comentam que após todo processo químico para separação do cobre, os elementos residuais ainda presentes não possuem mais os metais pesados em quantidade nociva para o meio ambiente e podem ser despejados sem risco em aterros sanitários. “Porém, nossa ideia é dar continuidade à pesquisa e encontrar uma maneira para reaproveitar também esses outros resíduos e transformá-los, por exemplo, em adubo mineral”, planeja Kaíque. “Estudos internacionais apontam que as jazidas de cobre correm sério risco de esgotamento nas próximas décadas. Por isso, é urgente buscar fontes alternativas”, ressalta Gislaine, que foi a vencedora do prêmio Professor Destaque da 16ª Febrace.

12 de abril, 2018
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LIXO ELETRÔNICO
Estudantes recolhem mais de 800 kg

A Gincana das Engenharias da Universidade Positivo promovida em julho, recolheu mais de 800 kg de resíduos de lixo eletrônico em Curitiba (PR). A iniciativa quer fomentar entre os estudantes a importância da coleta e do descarte adequado desses resíduos. “São incipientes as campanhas governamentais de sensibilização e o currículo escolar não abrange de forma expressiva o assunto. A conscientização só será possível e alcançará objetivos quando discutirmos este tema nas escolas. Esse é o desafio central”, observa o professor de Engenharia da Universidade Positivo (UP), Giancarlo de França Aguiar. A gincana propôs aos estudantes um período de coleta em Curitiba de “e-waste” e a entrega na universidade. Professores farão o devido descarte e logística reversa dos resíduos, em parceria com organizações ambientais. Segundo estudo da Associação de Empresas da Indústria Móvel (GSMA), o Brasil gera atualmente 1,4 milhão de toneladas de “e-waste”. O levantamento estima ainda que, em 2018, o País deverá gerar 5 milhões de toneladas de lixo a partir do descarte de computadores e acessórios, telefones celulares e baterias, televisores, câmeras fotográficas, impressoras e outros equipamentos eletrônicos. A PNRS promulgada em 2010 prevê que as empresas, indústrias e fábricas sejam responsáveis pela coleta dos resíduos sólidos para reaproveitarem em seus ciclos produtivos ou darem o correto destino ambiental. “A prática constante da logística reversa é uma das alternativas mais dinâmicas para o gerenciamento de resíduos (sejam eles eletrônicos ou não), desde que fomente a tríade da sustentabilidade (economia, sociedade e meio ambiente)”, destaca o professor. Ele também acredita na discussão coordenada envolvendo fabricantes, importadores, distribuidores e coletores de resíduos e empresas de reciclagem. “Para fazer o descarte correto, o primeiro passo é fazer a coleta seletiva em casa e procurar locais que recebam lixo eletrônico”, explica.

24 de julho, 2017
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ENGENHARIA
Projeto brasileiro premiado no Be Inspired Award

O projeto “Polishing System for Mercury Abatement Tower”, da Unipar-Carbocloro, foi o grande vencedor brasileiro na cerimônia de premiação Be Inspired Award 2016, promovida pela Bentley Advancing Infrastructure para reconhecer empresas e profissionais que se destacaram em projetos de engenharia utilizando alguma das ferramentas que ela disponibiliza no mercado. A cerimônia de premiação aconteceu no dia 2 de novembro, em Londres, durante o The Year in Infrastructure 2016, que reuniu centenas de técnicos oriundos de vários países e jornalistas especializados representando mais de cem publicações, dentre as quais a revista Saneamento Ambiental. A Unipar-Carbocloro concorreu na categoria Innovation in Manufacturing, da qual participou outra companhia brasileira, a GEA Equipamentos e Soluções Ltda., com o projeto Yeast Concentrate Evaporator. O projeto da Unipar-Carbocloro compreendeu a concepção de um sistema de polimento para exaustão dos gases emitidos de uma torre de abatimento de mercúrio, aumentando a eficiência e reduzindo as emissões de gases para níveis abaixo dos padrões internacionais. O maior desafio do time foi integrar o novo equipamento com os processos correntes, com sérias limitações de espaço e um prazo exíguo para a conexão do processo. O projeto utilizou a ferramenta Open Plant para projetar modelos 3D que ajudassem durante a revisão do processo e compartilhar componentes críticos do projeto com todo o time envolvido. A economia de tempo durante o projeto foi da ordem de 33% e tudo foi feito pela própria equipe da Unipar-Carbocloro. Outros projetos brasileiros O Brasil teve projetos finalistas também nas categorias Innovation in Water Network Analysis e Innovation in Roads. Na primeira, o concorrente brasileiro foi a Sabesp, com o projeto “Modelling in Crisis” e no segundo a Beta 2 Engenharia, que concorreu com o projeto “Roundabout of Ribeirão Preto”. O projeto da Sabesp foi feito durante a crise de abastecimento de água na Região Metropolitana de São Paulo, quando a empresa enfrentou o desafio de prover o abastecimento de água para uma população de 20 milhões de pessoas e sem disponibilidade hídrica nos sistemas que suprem a RMPS. A empresa utilizou a modelagem hidráulica com o software WaterGEMS para identificar o melhor cenário possível para transportar água potável até as áreas afetadas pelo desabastecimento, promover a redução do consumo e das perdas, incluindo a identificação de vazamentos e conseguir incrementar a pressão do fluxo. A Beta 2 Engenharia foi finalista com o projeto de um anel viário em Ribeirão Preto que atendesse à demanda de veículos pelos próximos 30 anos. O anel tem oito viadutos, totalizando 630 metros e 20 rampas de acesso, permitindo o tráfego diário de 80 mil veículos. O software RM Bridge possibilitou à equipe de projeto medir os viadutos em pouco tempo, enquanto a entrada de dados computacionais permitiu inserir modificações e refazer a medição da estrutura de maneira rápida e eficiente. Já a GEA Equipamentos e Soluções desenvolveu e instalou um processo inovador para evaporar vinhaça de cana de açúcar, transformando o que antes era resíduo em produto (ração animal). O projeto usou os softwares MicroStation, Navigator e OpenPlant para antecipar possíveis interferências e riscos de segurança, além de reduzir os custos do projeto.

8 de novembro, 2016
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GREEN TALENTS
Três brasileiros estão entre os vencedores

Paulo Tarso Sanches de Oliveira, da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da Universidade de São Paulo (USP), Larissa Marchiori Pacheco, da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto (Fearp) da USP, e Paula de Carvalho Machado Araújo, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) são os brasileiros vencedores do concurso “Green Talents - International Forum for High Potentials in Sustainable Development”, promovido pelo Ministério Federal da Educação e Pesquisa da Alemanha (BMBF, na sigla em alemão). Entre 550 candidatos de mais de noventa países, um júri selecionou 27 cientistas promissores, entre os quais os brasileiros. Os três destacaram-se com projetos nas áreas de hidrologia e ciência do solo, energia renovável e agropecuária. “Venho desenvolvendo pesquisas sobre processos hidrológicos junto ao Departamento de Hidráulica e Saneamento da EESC, utilizando vários dados hidrometeorológicos para desenvolver e melhorar modelos hidrológicos e de erosão do solo. Além disso, busco novos modelos de processos físicos sobre a infiltração de água no solo, evapotranspiração, interceptação e erosão para o Cerrado nativo e as principais culturas agrícolas encontradas na região”, explicou Oliveira. Paulo Tarso Sanches de Oliveira desenvolveu a pesquisa “ Modelagem dos processos hidrológicos na região de Cerrado ” com o apoio da Fapesp. O pesquisador se dedicou a ampliar a compreensão do Cerrado – área que corresponde a 22% do território brasileiro e fundamental para os recursos hídricos nacionais. Os resultados obtidos por Oliveira poderão subsidiar tomadas de decisão sobre o uso, a ocupação e a segurança hídrica da região. As brasileiras premiadas foram reconhecidas pelas suas pesquisas de mestrado: Larissa Pacheco na área de energia renovável e Paula Araújo em estratégias de manejo de pastagens em unidades familiares na região do médio Rio Solimões, na Amazônia Central. Os 27 vencedores do Green Talents foram homenageados no dia 30 de outubro em uma cerimônia de premiação em Berlim, Alemanha. Antes, participaram do Fórum Internacional para Iniciativas de Alto Potencial em Desenvolvimento Sustentável, duas semanas de interação com especialistas de instituições de pesquisa e empresas internacionais. Em 2016, os premiados retornam à Alemanha para uma estadia de pesquisa financiada pelo governo alemão em instituições que escolherem.

17 de novembro, 2015
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SUSTENTABILIDADE
Novelis anuncia vencedores do 1º Prêmio

A Novelis anunciou os vencedores do 1º Prêmio Novelis de Sustentabilidade, uma iniciativa que homenageia projetos/ideias inovadoras, desenvolvidos por universitários e empreendedores, que exploram as diversas possibilidades de aplicação das chapas e folhas de alumínio, valorizando sua reciclabilidade. A entrega da premiação acontecerá dia 18 de novembro, na cidade de São Paulo. A edição contou com 99 projetos de participantes de todas as regiões brasileiras. Eunice Lima, Diretora de Comunicação e Relações Governamentais da Novelis, afirma que os trabalhos atenderam às expectativas da Empresa nos quesitos de criatividade e inovação. “É muito gratificante poder fomentar a criação de projetos originais de estudantes e profissionais que contribuem para o desenvolvimento de soluções e práticas sustentáveis”, destaca. Os três projetos vencedores – dois na modalidade Estudante e um na modalidade Empreendedor - foram analisados por duas comissões julgadoras sob a ótica do contexto para a criação da ideia e/ou projeto, inovação da proposta e originalidade, e aperfeiçoamento dos processos envolvidos, além de benefícios como economia potencial e/ou gerada, redução de impacto ambiental, maior ganho social e aplicabilidade em escala e uso. Os vencedores receberam troféus e premiação financeira de R$ 62 mil em certificados de barras de ouro para os participantes e docentes, além de equipamentos didáticos para a instituição de ensino representada pelos inscritos. Projetos Vencedores Na modalidade Estudante, o vencedor na “Categoria Inovação Sustentável” foi Matheus Narito Yoneoka, da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, com o projeto “Lixeira Sustentável – Uma solução inovadora para a reciclagem de latas de alumínio”. Com orientação da professora orientadora Rosimeire Sedrez Bitencourt, o projeto foi inscrito na Subcategoria de Logística Reversa e promove a reeducação da população para o descarte adequado do alumínio pós-consumo. Já na “Categoria Arte na Lata”, a ganhadora foi a aluna Thais Helena Behar Alem, do Instituto Europeo di Design, com o projeto “Chá Mego” que retratou, por meio da tecnologia de realidade aumentada, características da fauna a partir do tema Brasil Sustentável. Na Modalidade Empreendedor, a Categoria Inovação Sustentável foi para o projeto “i - Energy Sun BIKES”, inscrito na Subcategoria Transporte e Automotivo. Desenvolvido por Marcio de Andrade Batista, participante do Mato Grosso, a ideia tem como foco o uso do alumínio para o desenvolvimento de carregadores de energia solar para bicicletas destinados à recarga da bateria de celulares e smartphones. A Novelis premiou ainda, com menção honrosa, outros três projetos que se destacaram por sua singularidade e capacidade criativa, dos quais dois na Modalidade Estudante. De autoria de Ruver Silva Oliveira, Gustavo Randazzo e Wellington Raimundo de Oliveira e com orientação da professora orientadora Claudia Regina Jota Siqueira, da Escola de Design da Universidade Estadual de Minas Gerais, o projeto “CICLO – Vaso Sanitário Consciente” foi escolhido na Categoria Inovação Sustentável e Subcategoria Logística Reversa por aprimorar o conceito de sustentabilidade e economia atribuído ao vaso sanitário. O novo produto reduz a quantidade de água gasta em sua utilização e, por ser de alumínio, incentiva um ciclo de vida reciclável, tendo em vista os benefícios da aplicação deste metal como matéria-prima. Na Categoria Inovação Sustentável eSubcategoria Logística Reversa, o projeto “Plataforma Reversa”, desenvolvido pelos alunos Jeison Cechella da Silva e Túlio Krás Paulo Magnus, com orientação do professor Mario Ricardo Guadagnin, da Universidade do Extremo Sul Catarinense – UNESC, se destacou ao propor um aplicativo e website que auxilia pessoas, instituições e empresas a destinarem corretamente seus resíduos de forma inovadora. Na Modalidade Empreendedor, o trabalho que recebeu menção honrosa foi o GrWall, inscrito na Categoria Inovação Sustentávele Subcategoria Logística Reversa. Desenvolvido por Tifani Kiyomi Kuga, de São Paulo, a proposta de uma estrutura feita com chapas de alumínio busca viabilizar a construção da parede verde. Tudo isso porque as propriedades do metal foram consideradas ideais pelo empreendedor para a execução desse projeto, além de ser uma alternativa economicamente viável e ecologicamente correta. O 1º Prêmio Novelis de Sustentabilidade tem o apoio institucional da Associação Brasileira do Alumínio (ABAL), Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alta Reciclabilidade (ABRALATAS), do Fórum de Governança e Sustentabilidade, da Fundação Dom Cabral e do Instituto Ethos.

4 de novembro, 2015
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CONCURSOS
Equipe brasileira na final do Fly your Ideas

No dia 27 de maio uma equipe de estudantes da Universidade de São Paulo (USP) disputará, em Hamburgo (Alemanha), o prêmio de 30 mil euros na final do Fly Your Ideas. A competição bienal, organizada pela Airbus em parceria com a UNESCO desafia alunos a inovarem no segmento da aviação. O concurso recebeu mais de 500 projetos de todo o mundo. A equipe Retrolley da USP propõe a diminuição do lixo produzido durante o voo, além de reduzir o tempo de coleta e separação dos materiais após a viagem, otimizando o tempo de operação das companhias aéreas, especialmente em voos de curta duração. O time brasileiro criou um carrinho para separar o lixo e recicla-lo, minimizando o volume de metal, papel e plástico, e coletando fluídos residuais. Com isso, o peso do equipamento da cozinha pode ser reduzido em até 30 kg, diminuindo o consumo de combustível e oferecendo mais espaço para lanches e bebidas nos voos. Respondendo questões fundamentais da aviação, as ideias foram relacionadas aos desafios propostos pela Airbus, com o intuito de desenvolver soluções sustentáveis no futuro, quando as pessoas, o crescimento e a eficiência serão o foco da indústria da aviação. As cinco equipes finalistas são do Brasil, China, Japão, Holanda e Reino Unido e apresentarão seus projetos a especialistas da Airbus. O Brasil disputará a final da competição pela segunda vez consecutiva. Em 2013, A equipe Levar da USP foi a grande vencedora da Fly Your Ideas. Ela considerou a sustentabilidade das pessoas que trabalham no setor e propôs um sistema de carregamento e descarga de bagagens para compartimentos de carga em aeronaves para reduzir a carga de trabalho dos funcionários que lidam com malas nos aeroportos, com uma solução de estofamento a ar inspirada por mesas de hóquei.

18 de maio, 2015