CRÉDITOS DE CARBONO

Greenline negocia R$ 400 milhões na Bolsa de Ação Climática B4

Greenline negocia R$ 400 milhões na Bolsa de Ação Climática B4

A metodologia inédita da Greenline Carbonsat já obteve certificação com mais de 99% de eficácia pela Bureau Veritas, uma das mais renomadas certificadoras do mundo.

Fundada no Brasil em 2023, a primeira Bolsa de Ação Climática do mundo B4 Capital conta atualmente com 527 projetos listados, mais de 95 empresas compradoras e mais de 3.600 transações concluídas, totalizando 12,7 milhões de toneladas de CO₂eq disponibilizadas ao mercado. Dentre esses projetos estão os Cauré I e Cauré II que, juntos, são responsáveis por 5,27 milhões de toneladas de créditos de carbono gerados em 75 mil hectares monitorados, o que equivale a aproximadamente R$ 400 milhões. A metodologia inédita da Greenline Carbonsat já obteve certificação com mais de 99% de eficácia pela Bureau Veritas, uma das mais renomadas certificadoras do mundo.

“Entre a certificação de eficácia e o acesso à B4, foram mais de dois anos de auditorias técnicas e validações da nossa metodologia. Esse processo garante mais transparência e credibilidade à emissão dos créditos”, explica Lucio Lopez, fundador da Greenline Carbonsat. A companhia vem ganhando destaque no mercado de crédito de carbono, desde o desenvolvimento da metodologia própria de contagem retroativa de créditos, chamada GREENLINE/GREENSAT. O sistema utiliza dados de satélites globais para mensuração de áreas a partir de 100 hectares, a menor escala entre os métodos disponíveis atualmente. O diferencial está no georreferenciamento facilitado, que elimina a necessidade de inventários florestais presenciais, fator estratégico em regiões de difícil acesso.

Apesar do crescimento, especialistas alertam para a necessidade de aprimorar os critérios de validação. Um estudo do Climate Policy Initiative (CPI), em parceria com a PUC-Rio, propôs uma nova metodologia para mensurar a adicionalidade de projetos de redução de emissões por desmatamento e degradação florestal na Amazônia. Diferentemente do modelo tradicional, que se baseia em tendências históricas de desmatamento, o estudo simula as decisões econômicas reais de produtores rurais, considerando preços de commodities, custos logísticos, produtividade e estoque de carbono. O resultado mostrou que 77% do carbono protegido pelos projetos na Amazônia é adicional, ou seja, não seria preservado sem tais iniciativas.

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