ENERGIA SOLAR

GreenYellow fecha parceria com mineradora da Baixada Cuiabana

GreenYellow fecha parceria com mineradora da Baixada Cuiabana

GreenYellow e Mineradora Monte Cristo firmam parceria para implementar solução híbrida de energia solar e baterias em microgrid, visando reduzir o consumo de diesel e a dependência da rede elétrica.

Multinacional francesa especializada em descarbonização e eficiência energética, a GreenYellow assinou projeto estratégico de solução híbrida de energia com a Mineradora Monte Cristo, produtora de ouro localizada em Nossa Senhora do Livramento, na Baixada Cuiabana, no Mato Grosso. A iniciativa combina energia solar e baterias (BESS) e serão operadas em microgrid, em conjunto com geradores a diesel já existentes. “Desenvolvemos uma solução para reduzir parcialmente o consumo de diesel no local e diminuir a dependência da distribuidora de energia, especialmente no horário de ponta. Dessa forma, o BESS pode atuar em múltiplas frentes, como backup, load shifting e peak shaving.”, explica Giovanni Milani, Head Comercial de BESS da GreenYellow. “O projeto deve gerar uma economia de R$ 165 mil por mês, além de reduzir entre 50 e 100 toneladas as emissões de CO₂, a depender do consumo de energia do local”, complementa o executivo.

Para o CEO da Mineradora Monte Cristo, Vinicius Eduardo Silva, a implantação de energia solar com baterias aumenta a segurança no fornecimento e reduz os custos da operação. “Ao mesmo tempo reforça o compromisso da empresa com a transição energética e uma mineração mais sustentável. Acredito que este seja um passo importante não apenas para a Monte Cristo, mas também para mostrar que é possível fazer mineração no Brasil com mais eficiência, previsibilidade e responsabilidade com o futuro”, afirma.

O projeto será um dos maiores sistemas de BESS aplicados à mineração no estado, uma vez que o empreendimento demonstra que é possível reduzir custos, aumentar a confiabilidade do fornecimento e avançar na descarbonização de operações industriais complexas. A iniciativa contempla uma arquitetura energética integrada, que combina sistema fotovoltaico (PV) com capacidade instalada de 3,0 MWp e sistema de armazenamento de energia em baterias (BESS) de 5MWh, além de considerar os geradores a diesel e a rede elétrica local. “Essa integração permite uma gestão inteligente da energia, garantindo redução de custos, segurança no fornecimento e maior eficiência operacional”, afirma Giovanni Milani.

A Monte Cristo trabalha com a estratégia de extração na qual o material rochoso retirado da superfície passa por um processo industrial de moagem e refino para posterior separação do ouro, um procedimento altamente intensivo em energia. Mas, a rede elétrica da região sofre com interrupções frequentes, oscilações significativas de tensão e limitação de aumento da demanda contratada, o que torna ideal o gerenciamento inteligente da energia para garantir o fornecimento. “Com a automação através de um sistema robusto com EMS [Energy Management System] prevista para o projeto, é possível monitorar e controlar toda a energia gerada e consumida em tempo real, garantindo maior eficiência operacional, integração de fontes renováveis, redução de perdas e custos, e maior resiliência frente a falhas ou interrupções no fornecimento”, explica Milani.

O sistema fotovoltaico terá geração estimada de cerca de 4,74 GWh por ano (aproximadamente 13 MWh por dia). “Essa energia será suficiente para suprir cargas não atendidas pela rede, carregar o BESS e reduzir significativamente o consumo de diesel”, complementa Gabriela F Prates Zarzenon, CEO da Zarzenon, empresa parceira responsável pelo EPC (engenharia, suprimentos e construção) do projeto. Segundo Gabriela, “mais do que instalar baterias, este projeto representa blindagem energética, profissionalização do setor e a transformação da mineração mato-grossense em uma operação corporativa, estruturada e estrategicamente posicionada no cenário nacional”. O sistema deve entrar em operação em dezembro de 2026 e foi contratado pelo modelo Energy as a Service (EaaS) da GreenYellow, que dispensa CAPEX inicial, garante performance e permite que o cliente comece a pagar somente quando o ativo estiver em operação. “Com projetos como este, mostramos que é possível combinar redução de custos, confiabilidade e descarbonização em operações industriais complexas”, conclui o Head Comercial de BESS da GreenYellow.

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26 de abril, 2016