Publicidade
RECURSOS NATURAIS

Humanidade consome mais do que é renovado

Humanidade consome mais do que é renovado

Em 2021, o Dia da Sobrecarga foi em 29 de julho, caracterizando um crescimento mais lento da economia mundial, ainda afetada pela pandemia.

O Dia da Sobrecarga da Terra (Overshoot Day) será em 28 de julho em 2022. Isto significa que a população total do planeta levou menos de sete meses para consumir todos os recursos biológicos que o planeta é capaz de regenerar durante um ano. Isso significa que até 31 de dezembro a população global irá “consumir” 1,7 planeta. Em 2021, o Dia da Sobrecarga foi em 29 de julho, caracterizando um crescimento mais lento da economia mundial, ainda afetada pela pandemia. “Ainda que a antecipação em apenas um dia possa ser vista de forma positiva, precisamos entender que há muito a ser feito. É urgente a necessidade de novos modelos de produção e de consumo para reduzirmos as emissões de gases de efeito estufa e a demanda por recursos naturais para conseguirmos jogar o Dia da Sobrecarga da Terra para mais adiante”, afirma Helio Mattar, diretor-presidente do Instituto Akatu.

Para entender melhor a importância da data, é como se a humanidade estourasse todos os anos o limite do “cartão de crédito ambiental”, postergando o pagamento da fatura para as próximas gerações, uma situação considerada insustentável. “Estamos gastando os recursos naturais de um ano em sete meses e as consequências são visíveis na forma de crise climática, perda de biodiversidade, erosão do solo e escassez de água doce, por exemplo, além da incapacidade de absorção de resíduos”, explica Mattar.

O cálculo do Dia da Sobrecarga da Terra é realizado pela organização internacional de pesquisa Global Footprint Network. A instituição divide a biocapacidade do planeta (a quantidade de recursos que a Terra é capaz de regenerar por ano) pela demanda anual de recursos naturais da humanidade e multiplica o valor por 365 dias, chegando a um resultado que vem piorando desde 1971, quando começou a contagem, sendo que na época, a data caiu em 25 de dezembro.

Artigos Relacionados

Dia, mês, ano, década e século do meio ambiente
ARTIGO
Dia, mês, ano, década e século do meio ambiente

Por Marcus Nakagawa * “Todo dia era dia de índio... Amantes da natureza... Preservando o equilíbrio ecológico... Da terra, fauna e flora...”, esta letra da música “Todo dia era dia de índio”, da Baby do Brasil, que cantávamos na escola, me inspirou a lembrar que todo dia é Dia das Mães, dos Pais, da família, da natureza... Fazemos parte de todo um ecossistema, de uma família chamada planeta Terra, e precisamos de uma linda palavra que faz parte desta música, que é o equilíbrio. Mesmo assim, é muito importante termos um dia, uma semana ou um mês para sempre reforçarmos a importância que o meio ambiente, a natureza, a vida ecológica, as relações sistêmicas no planeta têm no nosso dia-a-dia. O Dia Mundial do Meio Ambiente oficial é 5 de junho, pois em 1972, a Organização das Nações Unidas (ONU) realizou uma importante conferência que discutia o futuro sustentável e as relações entre os seres humanos e o planeta. Neste evento, na Suécia, conhecido como Conferência de Estocolmo, também foi criado o PNUMA, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente ou, em inglês, o UNEP – UN Environment Programme. O PNUMA colocou como tema para 2021 a Restauração de Ecossistemas e criou uma chamada muito bacana: “Reimagine, Recrie e Restaure”. E ainda afirma que “este é o nosso momento, pois não podemos mais voltar no tempo, mas podemos cultivar árvores, tornar nossas cidades verdes, renovar nossos jardins, mudar nossas dietas e limpar rios e encostas”. E que “somos a geração que pode fazer as pazes com a natureza”, para ficarmos ativos e não ansiosos. Inclusive, aproveitando o momento, foi criada a hashtag #GeraçãoRestauração! Muito bacana, não é? Além disso, o PNUMA possui um guia prático online para baixar em PDF (em inglês) para a restauração de ecossistemas, bem didático e ilustrativo: ( https://www.worldenvironmentday.global/pt-br/faca-parte/guia-pratico-para-restauracao-de-ecossistemas ). Sim, precisamos nos juntar a esta e outras mobilizações como o movimento Lixo Zero, que trabalha com a ponta final do nosso consumo. Na verdade, é este conceito que precisamos quebrar nesta temática dos resíduos. Segundo o Instituto Lixo Zero Brasil, o conceito de lixo zero consiste no “máximo aproveitamento e correto encaminhamento dos resíduos recicláveis e orgânicos e a redução – ou mesmo o fim – do encaminhamento destes materiais para os aterros sanitários e\ou para a incineração”. Neste movimento, a batalha é que empresas, governos, ONGs e pessoas físicas se juntem para simplesmente não “jogar fora” o lixo. Isso porque no nosso planeta, de exuberante natureza, não existe “fora”. Estamos todos na mesma nave espacial que vaga pelo universo e precisamos cuidar deste meio ambiente em que vivemos. Segundo a agenda 2030 da ONU, temos somente nove anos para atingir os 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável e as 169 metas, mas não precisamos ficar ansiosos como diz o PNUMA. Temos que colocar a mão na massa, no caso na natureza, mesmo durante esta pandemia e ao final dela. Vamos buscar ações, atividades, trabalhos voluntários, mobilizações digitais e trazer o dia do meio ambiente para todos os dias. Busque ONGs ambientais, movimentos sociais e cuidadores dos animais e do meio ambiente para ajudar, doar e se voluntariar. Tenho trabalhado bastante para mobilizar pessoas para este movimento por meio de aulas, palestras, workshops , lives , enfim, todas as formas possíveis. Por exemplo, na plataforma www.diasmaissustentaveis.com temos colocado notícias, dicas para o seu dia-a-dia mais sustentável, vídeos, podcasts e deixamos uma parte no site para você também sugerir a sua dica. Vamos juntos pelo nosso lar, pelo nosso meio ambiente, enfim, pelo planeta e todos que aqui habitam. Feliz Dia do Meio Ambiente! Feliz Semana do Meio Ambiente! Feliz Mês do Meio Ambiente! Pois todo dia é dia do meio ambiente! * Marcus Nakagawa é Professor da ESPM; coordenador do Centro ESPM de Desenvolvimento Socioambiental (CEDS); idealizador e conselheiro da Abraps; idealizador da Plataforma Dias Mais Sustentáveis; e palestrante sobre sustentabilidade, empreendedorismo e estilo de vida.

9 de junho, 2021
Saneamento Ambiental Logo
OVERSHOOT DAY
Demanda exagerada por recursos naturais

O dia 1º de agosto marca o chamado Dia da Sobrecarga da Terra (Overshoot Day), quando a demanda pelos recursos naturais ultrapassa o que o planeta consegue regenerar durante um ano. Esta é a data mais recente desde que o mundo estourou seu orçamento ambiental pela primeira vez, no início da década de 1970. Isto significa que até final de 2018 o planeta Terra terá consumido uma quantidade de recursos naturais e serviços ecossistêmicos equivalentes a 1,7 “planetas”, isto é, 70% mais do que a Terra consegue regenerar em um ano! Esse avanço está cada vez mais ligado à emissão contínua de dióxido de carbono na atmosfera do que a totalidade dos oceanos e das florestas consegue absorver. Os gases emitidos são os causadores do aquecimento global e resultantes de atividades humanas, como a queima de combustíveis fósseis no transporte e na geração de energia elétrica e nas atividades agropecuárias, seja pelo desmatamento seja pelo uso da terra para a agricultura e pastagens. A pesca tem contribuído também para ameaçar algumas espécies marinhas de extinção. É o caso também da agropecuária que, em muitos casos, leva a esgotar o solo e a água mais rapidamente do que o planeta consegue regenerar. O cálculo do Dia da Sobrecarga da Terra é feito anualmente pela Global Footprint Network (GFN), uma organização de pesquisa internacional, parceira global da Rede WWF, que calcula a chamada “pegada ecológica” para medir os impactos do consumo humano sobre os recursos naturais. Para calcular sua Pegada Ecológica pessoal, visite o site: http://www.pegadaecologica.org.br .

7 de agosto, 2018
Saneamento Ambiental Logo
MEIO AMBIENTE
Overshoot Day acontece cada vez mais cedo

Desde 2000, quando chegou em 1º de outubro, o Overshoot Day (Dia de Sobrecarga da Terra) vem acontecendo cada vez mais cedo. Neste ano a data aconteceu em 13 de agosto, e marca como a demanda anual sobre a natureza vai além do que o planeta pode regenerar durante um ano. O cálculo é feito pela Global Footprint Network (GFN), organização internacional pela sustentabilidade, parceira global da Rede WWF, que monitora a Pegada Ecológica das cidades do mundo inteiro. Os números da GFN indicam que a quantidade de emissão de CO2 representa mais da metade da demanda sobre a natureza. Este excesso tem aparecido cada vez mais cedo no mundo, com eventos como o desmatamento, a seca, a escassez de água doce, a erosão do solo, a perda de biodiversidade e o acúmulo de dióxido de carbono na atmosfera. Este último é uma preocupação constante por conta das mudanças climáticas. "Sozinha, a pegada de carbono da humanidade mais do que duplicou entre 1961 e 1973, quando o mundo entrou em Overshoot ecológico. Continua a ser o componente de maior crescimento do fosso crescente entre a Pegada Ecológica e a biocapacidade do planeta”, afirma Mathis Wackernagel, Presidente da Global Footprint Network. Segundo ele, o “acordo global para excluir gradualmente os combustíveis fósseis, que está sendo discutido em todo o mundo antes da COP 21, em Paris, ajudaria significativamente a frear o crescimento da Pegada Ecológica e, eventualmente, contribuir para sua mitigação”. Para 2015, a absorção de gases de efeito estufa por si só exigiria 85% da biocapacidade do planeta. Nos níveis atuais de emissão de carbono, seria necessário o dobro da biocapacidade florestal global para absorver todas as emissões de carbono que são geradas em todo o mundo. A GFN afirma que, caso as emissões globais de carbono sejam reduzidas em pelo menos 30% até 2030, abaixo dos níveis atuais, de acordo com o cenário sugerido pelo IPCC, o dia de Sobrecarga da Terra poderá ser transferido para 16 de setembro de 2030 (assumindo que o resto da Pegada continuaria a expandir no ritmo atual). A Pegada Ecológica é uma metodologia de contabilidade ambiental que avalia a demanda humana por recursos naturais, com a capacidade regenerativa do planeta. A Pegada Ecológica de uma pessoa, cidade, país ou região corresponde ao tamanho das áreas produtivas de terra e mar necessárias para gerar produtos, bens e serviços que utilizamos. Ela mede a quantidade de recursos naturais biológicos renováveis (grãos, vegetais, carne, peixes, madeira e fibra, energia renovável, entre outros) que estamos utilizando para manter o nosso estilo de vida. O cálculo é feito somando as áreas necessárias para fornecer os recursos renováveis utilizados e para a absorção de resíduos. É utilizada uma unidade de medida, o hectare global (gha), que é a média mundial para terras e águas produtivas em um ano. A Pegada Ecológica do Brasil é de 2,9 hectares globais por habitante, indicando que o consumo médio de recursos ecológicos do cidadão brasileiro é bem próximo da média mundial (2,7 hectares globais por habitante). Isso significa que se todas as pessoas do planeta consumissem como o brasileiro, seria necessário 1,6 planeta para sustentar esse estilo de vida. A média mundial é de 1,5 planeta. Ou seja, o Brasil consome 50% além da capacidade anual do planeta. O WWF-Brasil atua com a Pegada Ecológica, buscando mobilizar e incentivar as pessoas a repensar hábitos de consumo e a adotar práticas mais sustentáveis. Além de utilizá-la como uma ferramenta de mobilização e de conscientização, em 2009 iniciou um trabalho pioneiro no Brasil, com a realização dos cálculos da Pegada Ecológica de Campo Grande (MS) e de São Paulo (Estado e capital). Em Campo Grande foi constatada Pegada Ecológica de 3,14 hectares globais, o equivalente a 1,7 planeta, enquanto o estado de são Paulo registrou média de 3,52 hectares globais por pessoa (equivalente a dois planetas). Já na capital paulista, a Pegada Ecológica foi de 4,38 (2,5 planetas). Em São Paulo, o cálculo foi feito com base nas classes de rendimento familiar e mostrou uma grande diferença. Para os de renda mais alta, ela chegou a quatro planetas. Os resultados mostraram que a pegada média do acreano é de 2,34 hectares globais per capita, 0,5 hectares globais acima da biocapacidade mundial (1,8gha/cap). Isso significa que se todas as pessoas do planeta consumissem de forma semelhante aos acreanos, seriam necessários 1,3 planetas para sustentar esse estilo de vida. Embora a Pegada Ecológica do cidadão do Acre seja maior que a biocapacidade planetária, ela é 20% menor que a do brasileiro. A cidade onde foi lançado o estudo da Pegada Ecológica no Brasil foi Natal (RN), após o período eleitoral. Se todas as pessoas do planeta consumissem de forma semelhante à população potiguar, seria necessário 1,9 planeta para sustentar esse estilo de vida.

18 de agosto, 2015
Saneamento Ambiental Logo
EDUCAÇÃO AMBIENTAL
Programa Água Brasil lança vídeo de consumo responsável

O Programa Água Brasil acaba de lançar animação que explica como podemos fazer escolhas mais corretas que gerem menos impactos ao meio ambiente. Atualmente, a população mundial é de mais de 7 bilhões de pessoas e cada decisão individual pode impactar diretamente o meio ambiente, desde o ato de usar a água de casa, o meio de transporte escolhido no dia a dia, a compra de um produto ou serviço. “Muitas vezes, não sabemos o impacto que nossas escolhas causam nos recursos naturais do planeta. Por isso, queremos que esse vídeo ajude na conscientização da sociedade para que, juntos, possamos repensar nossos hábitos, reduzir a nossa pegada ecológica e garantir então uma maior harmonia entre o ser humano e a natureza” explica Cristiano Cegana, coordenador do Programa Água Brasil pelo WWF-Brasil. Hoje em dia, para manter o estilo de vida dos brasileiros, precisamos de 1,5 planeta, ou seja, estamos consumindo mais de 50% do que a Terra é capaz de produzir. E isso é nada mais do que o reflexo da forma que vivemos e consumimos, que causa das transformações e impactos ambientais graves no meio ambiente. “Para nos tornarmos uma sociedade mais sustentável, é imprescindível incentivar a sociedade para o consumo responsável, e as instituições financeiras podem ter uma importante participação nessa mudança comportamental, viabilizando uma melhor qualidade de vida e conservação ambiental” explica Asclepius Ramatiz Lopes Soares, Gerente Geral da Unidade Negócios Sociais e Desenvolvimento Sustentável do Banco do Brasil. O Água Brasil trabalha em cinco cidades com ações de educação ambiental envolvendo o conceito da pegada ecológica, atividades de fortalecimento da cadeia produtiva de reciclagem com o apoio aos técnicos do poder público e aos catadores nas localidades. O vídeo está disponível no canal do Programa Água Brasil no Youtube. Clique e assista: ( https://goo.gl/rsOVgZ )

12 de agosto, 2015
Saneamento Ambiental Logo
DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE
Pequenas ações para preservar o todo

Por Antonio Luis Francisco (PJ)* “Sete bilhões de sonhos. Um planeta. Consuma com cuidado”. Mais do que um tema, a frase escolhida para as comemorações do Dia Mundial do Meio Ambiente deste 2015 é um desafio. E dos grandes. Na verdade, a cada ano – e a cada novo assunto –, temos a certeza do quão importante é a participação e a conscientização de cada cidadão na reconstrução de um mundo não apenas habitável, mas sustentável. Celebrada todos os anos em 5 de junho, a data simbólica tem como objetivo maior ampliar cada vez mais o debate em torno desta temática. Para que todos sonhem e ambicionem uma vida melhor, desvinculada do consumo perceptível, este ano o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) propõe que todos estejam cientes de como os hábitos de consumo individuais diários podem ter um enorme impacto negativo sobre o planeta. O tema é, de fato, dos mais pertinentes ao “pedir” ao mundo que avalie comportamentos como comprar, comer e viajar. Vamos imaginar que, com a expectativa de que 3 bilhões de consumidores da classe média sejam integrados à economia global até 2030 e que a população mundial chegue a 9 bilhões até 2050, tais desafios serão ainda maiores se os padrões de consumo permanecerem da forma como estão. Justamente por isso é que a capacidade de fazer a mudança acontecer está sendo colocada nas mãos do povo. A versão brasileira do relatório “Estado do Mundo 2013: A Sustentabilidade Ainda é Possível?”, organizado pelo Worldwatch Institute (WWI) em parceria com o Instituto Akatu, nos ajuda com uma visão mais aproximada, por meio de números, desta realidade. O estudo revela que em apenas duas décadas acrescentamos mais 1,6 bilhão de novos habitantes/consumidores e mais 50 trilhões de dólares em PIB (Produto Interno Bruto) ao planeta. Como civilização, continuamos a crescer a um ritmo acelerado de 80 milhões de novos habitantes por ano, pressionando – sem dó – os sistemas naturais para alimentar o sistema econômico. Assim, se em 2050 o consumo e a produção atuais permanecerem nos mesmos padrões e com a população em crescimento, precisaremos de três planetas para sustentar nosso modo de vida. De acordo com o PNUMA, viver bem dentro dos limites planetários é a estratégia mais promissora para garantir um futuro saudável. Porém, muitos ecossistemas da Terra estão se aproximando do esgotamento e, nesse contexto, é mais do que necessária a mobilização de toda a sociedade global. É premente que cada cidadão entenda seu papel nesse processo. O bem-estar da humanidade, o bom funcionamento da economia e a segurança planetária, em última análise, dependem da gestão responsável dos recursos naturais. Temos de trazer isso para a rotina de cada um de nós e contar sempre com as tecnologias disponíveis no mercado – cada vez mais avançadas. Entre as soluções existentes estão modernos equipamentos para limpeza, que permitem lavar e desinfetar, com economia de água, de produtos químicos e de tempo, alcançando excelentes resultados. É apenas uma parte, mas já é um começo e vale nossa reflexão. * Antonio Luis Francisco (PJ) é Diretor Geral da JactoClean, referência nacional em equipamentos para serviços de limpeza.

3 de junho, 2015