Publicidade
ÁGUA

Falência hídrica é irreversível em muitos casos, aponta relatório

Falência hídrica é irreversível em muitos casos, aponta relatório

Os pesquisadores, indicam que a combinação entre mudanças climáticas, poluição e décadas de uso excessivo levou ao esgotamento não apenas dos fluxos renováveis de água, como chuvas e neve, mas também das reservas de longo prazo armazenadas em aquíferos, geleiras e ecossistemas.

Segundo relatório da Universidade das Nações Unidas (UNU), o mundo entrou em uma nova era de “falência hídrica”, marcada por danos estruturais e, em muitos casos, irreversíveis aos sistemas que garantem a disponibilidade de água doce. Os pesquisadores, indicam que a combinação entre mudanças climáticas, poluição e décadas de uso excessivo levou ao esgotamento não apenas dos fluxos renováveis de água, como chuvas e neve, mas também das reservas de longo prazo armazenadas em aquíferos, geleiras e ecossistemas.

Cerca de 70% dos aquíferos subterrâneos estão em declínio contínuo, e fenômenos como secas prolongadas, lagos encolhendo e colapsos na produção hidrelétrica indicam que o problema não é temporário, mas uma nova condição permanente do planeta. O relatório alerta que parte das perdas já é inevitável e que insistir na ideia de “crise hídrica” mascara a gravidade do cenário. Os autores do estudo alertam que para se evitar novos danos irreversíveis enquanto o mundo se reorganiza em torno de um “orçamento hidrológico menor”, compatível com a água que ainda está disponível, é necessária revisão profunda de políticas públicas, modelos de produção e consumo, além da proteção de ecossistemas essenciais para o ciclo hidrológico. “A pesquisa aponta um cenário crítico de falência hídrica, causado por mudanças climáticas, uso excessivo da água e diferentes formas de poluição, como o da própria água. Além de ressaltar a gravidade da situação, a notícia reforça a urgência de evitar novos danos, indicando a necessidade de reformular os modelos de produção e consumo para não agravar ainda mais a pressão sobre um recurso já limitado”, diz Luisa Santiago, diretora executiva da América Latina na Fundação Ellen MacArthur.

Diante desse contexto, Luisa comenta que a economia circular é ferramenta essencial para reorganização dos sistemas econômicos em torno de um orçamento hidrológico cada vez menor. “Ao ter como princípios a eliminação da poluição desde o design, a manutenção de produtos e materiais em uso por mais tempo e a regeneração da natureza, a economia circular orienta os modelos de negócio a reduzirem a demanda por recursos naturais e estimularem a regeneração da natureza, evitando a sobrecarga sobre os sistemas naturais, inclusive os hídricos. A aplicação da economia circular revela um potencial estratégico em setores com alto consumo hídrico, como plásticos, minerais críticos e moda. Ao priorizar modelos circulares nessas indústrias, reduzimos drasticamente a extração de matérias-primas — etapa tradicionalmente intensiva no uso de água. Mais do que poupar recursos, essa transição permite que as empresas adotem práticas regenerativas que favorecem a produção e retenção de água nos ecossistemas, além de mitigar a poluição hídrica nos processos produtivos. Ao centralizar a economia circular nas estratégias de desenvolvimento, é possível dissociar o crescimento econômico da pressão sobre os recursos naturais, garantindo a resiliência dos negócios diante das crises ambientais”.

O novo relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) mostra que o sistema financeiro global segue operando majoritariamente contra a natureza. Segundo o estudo, a cada US$ 1 investido na proteção ambiental, cerca de US$ 30 são direcionados a atividades que degradam ecossistemas, como combustíveis fósseis, agricultura intensiva, mineração e expansão industrial. Ao todo, US$ 7,3 trilhões em fluxos financeiros — públicos e privados — foram considerados prejudiciais à natureza em 2023, enquanto apenas uma fração dos recursos foi destinada a soluções baseadas na natureza, em grande parte com origem estatal.

A agência ambiental da ONU propõe uma “grande virada da natureza”: redirecionar os fluxos econômicos globais para trabalhar a favor, e não contra, os ecossistemas. A estratégia passa pelo corte gradual de subsídios e investimentos ambientalmente destrutivos e pela incorporação de soluções baseadas na natureza em setores-chave da economia. Para o Pnuma, enxergar a natureza como um ativo estratégico, capaz de gerar bem-estar, resiliência econômica e benefícios climáticos, é essencial para cumprir as metas globais de biodiversidade e evitar perdas ambientais ainda mais profundas nas próximas décadas “O chamado para redirecionar os fluxos financeiros em direção a soluções que apoiem a natureza, em vez de prejudicá-la, reconhece o papel central do capital como agente de transformação sistêmica. O direcionamento de investimentos tem capacidade real de acelerar mudanças positivas e estruturais, especialmente em um contexto em que os modelos econômicos dominantes seguem pressionando os limites planetários. Nesse cenário, financiar negócios alinhados aos princípios da economia circular é não apenas uma resposta ambiental necessária, mas uma oportunidade econômica concreta”, diz Luisa.

Para a diretora, estudos já demonstram que o modelo de economia circular é capaz de trazer mais eficiência, resiliência e prosperidade no longo prazo, reduzindo riscos associados à volatilidade de preços, à escassez de recursos e a choques na cadeia de suprimentos. Isso porque, através da aplicação dos princípios da economia circular – eliminar resíduos e poluição, circular produtos e materiais em seu mais alto valor e regenerar a natureza – as empresas contribuem com a manutenção e regeneração dos recursos naturais que garantem a sua existência.Atividades econômicas que figuram entre as que mais atraem financiamento — como os setores industriais, a extração e produção de matéria-prima, e a comercialização de bens de consumo — representam justamente as áreas onde o modelo de economia circular pode revolucionar a lógica produtiva. Ao redirecionar o capital para priorizar os princípios da economia circular nesses setores, é possível converter desafios em ganhos ambientais e econômicos simultâneos”.

Artigos Relacionados

Saneamento Ambiental Logo
ÁGUA
Pesquisadores alertam sobre gestão eficaz

A Plataforma Brasileira de Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (BPBES) lançou relatório durante o 15º Congresso Brasileiro de Limnologia, em Florianópolis (SC). De autoria de 17 pesquisadores, o documento denominado “Água: biodiversidade, serviços ecossistêmicos e bem-estar humano no Brasil” é dirigido a gestores e lideranças nas esferas pública e privada, na busca de sensibilizá-los para a complexidade, a importância e a urgência de uma gestão eficaz da água no Brasil. “Água é um serviço ecossistêmico, ou seja, um benefício da natureza, essencial para a qualidade de vida das pessoas. O documento traz uma abordagem integrada de recursos hídricos e biodiversidade”, explica Carlos Joly, professor do Instituto de Biologia (IB) da Unicamp e coordenador da Plataforma Brasileira de Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos. O documento contextualiza as ameaças aos recursos hídricos e aos ambientes aquáticos, as oportunidades e o diferencial competitivo que o seu uso eficiente possibilitam ao desenvolvimento e à economia do País, além de propor práticas e instrumentos para um melhor uso e manejo das águas brasileiras. Apesar da abundância hídrica, o Brasil trata mal a água e, em algumas regiões, já apresenta problemas relacionados à segurança hídrica. “Mostramos as principais ameaças e apontamos direções para um melhor manejo e conservação dos recursos hídricos por meio de mudanças na gestão, integração entre agências e setores envolvidos e desenvolvimento de estratégias de conservação focadas nos múltiplos usos da água”, explica Vinícius Farjalla, professor associado da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e coordenador do estudo. Segundo os pesquisadores, o documento tem como diferencial o tratamento relacionado à abordagem da questão da água não apenas sob a dimensão de sua importância como recurso hídrico. “A água é muito mais do que isso: é um componente-chave da biodiversidade, é patrimônio cultural e está atrelada ao bem-estar da população brasileira de inúmeras maneiras”, aponta Aliny Pires, professora adjunta da Universidade do Estado do Rio de Janeiro e coordenadora do documento. Os autores coincidem na avaliação de que a água é um ativo nacional que, se usado com sabedoria e eficiência, enseja uma grande oportunidade para garantir ao país um desenvolvimento econômico e social bastante competitivo. Os coordenadores do estudo alertam que o aproveitamento da água só acontecerá quando houver heterogeneidade em relação à quantidade, à qualidade, aos diferentes usos e à legislação dos recursos hídricos. Os principais consumidores de água no Brasil são a agricultura irrigada e a pecuária, com 750 mil e 125 mil litros de água por segundo, respectivamente. A matriz energética elétrica brasileira depende de cerca de 65% da produção hidrelétrica e a indústria utiliza mais de 180 mil litros de água por segundo. O Relatório lista diversos outros exemplos de serviços e atividades demandantes de grandes quantidades de água, o que demonstra a sua centralidade na economia e nos modos de vida da população. De acordo com o Relatório, as principais ameaças às águas brasileiras são as mudanças climáticas, as mudanças no uso do solo, a fragmentação de ecossistemas e a poluição. “Mudanças no uso do solo em função da expansão agrícola e do represamento de rios podem comprometer a disponibilidade e a qualidade da água em todo o país, afetando os usos pela biodiversidade aquática e pela população humana. Tais mudanças, bem como a transposição de rios, promovem modificações na dinâmica e na estrutura dos ambientes aquáticos causando perda na conectividade e alteração no regime hidrológico, o que favorece o estabelecimento de espécies exóticas”, diz o texto. O documento menciona também o crescimento de poluentes nos rios, provocando prejuízos à biodiversidade e aos serviços providos por ecossistemas aquáticos, e destacam que cerca de 40% do território nacional apresenta níveis de ameaça aos corpos hídricos de moderado a elevado. O papel dos poluentes emergentes, tais como hormônios e antibióticos, que não são removidos pelas vias de tratamento convencionais e cujos efeitos para a biota aquática e a saúde humana não foram plenamente explorados. No estado do Rio de Janeiro, por exemplo, 48% dos rios monitorados são impróprios para tratamentos convencionais e 50% da água captada e distribuída no sistema de abastecimento do Guandu é utilizada para tratar esgotos. O relatório aponta que a universalização do saneamento básico trará ao país ganhos de R$ 1,5 trilhão – valor quatro vezes maior que o gasto estimado para sua implementação – e diminuirá de forma expressiva despesas com saúde humana, com destaque para as regiões urbanas que abrigam 75% da população brasileira. “O uso integrado de soluções baseadas na natureza, como a restauração florestal e a conservação de áreas úmidas – com infraestrutura convencional – é o caminho mais seguro, menos custoso e com maior benefício para assegurar a utilização dos recursos hídricos e a conservação da biodiversidade aquática”, diz o texto.

14 de agosto, 2019
Saneamento Ambiental Logo
FORUM MUNDIAL DA ÁGUA
ONU defende soluções baseadas na natureza

As soluções baseadas na natureza podem colaborar para a melhoria da qualidade da água e do abastecimento, de acordo com relatório da ONU lançado no 8º Fórum Mundial da Água, que se realiza de 18 a 23 de março, em Brasília. De acordo com a entidade, os reservatórios, canais de irrigação e estações de tratamento não são os únicos instrumentos disponíveis para se fazer a gestão hídrica e que as soluções com base na natureza podem também desempenhar um papel importante no sentido de evitar desastres naturais. CNI pede regulação adequada Em evento realizado durante o Fórum, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) defendeu uma regulação adequada da água e melhoria dos dados e informações sobre as bacias hidrográficas, a fim de que se possa garantir “a disponibilidade de água em quantidade e qualidade adequadas”. Segundo o presidente do Conselho de Meio Ambiente e Sustentabilidade da CNI, Marcos Guerra, a segurança hídrica representará o principal desafio de sustentabilidade nos próximos anos e, para o avanço dessa agenda, é importante ter ambiente favorável aos investimentos. “A estabilidade no fornecimento de água depende de investimentos públicos e privados em inovação e de encorajar empresas a se envolverem em ações mais ambiciosas para isso”, destacou. Já o secretário executivo da Rede Brasil do Pacto Global da ONU, Carlo Pereira, que participou do evento, afirmou que as empresas são as principais parceiras de governos em todo o mundo na superação dos desafios de segurança hídrica. “O Brasil tem posição privilegiada e o desenvolvimento sustentável pode ser transformado em diferencial competitivo para as empresas do país”, declarou.

19 de março, 2018
Saneamento Ambiental Logo
ÁGUA
Comunidade pede mais financiamentos

A maioria dos planos climáticos nacionais com um componente de adaptação que foram submetidos no âmbito do Acordo de Mudança Climática de Paris prioriza a ação na água, mas o financiamento precisaria triplicar para US$ 255 bilhões por ano para atingir esses objetivos. Esta foi uma das mensagens principais da comunidade internacional da água durante a COP-23. "O uso sustentável da água para múltiplos propósitos deve continuar sendo um meio de vida e precisa estar no centro da construção de cidades resilientes e assentamentos humanos e garantir a segurança alimentar em um contexto de mudança climática", disse Mariet Verhoef-Cohen, presidente da Women for Water Partnership e co-presidente da Plataforma de Escassez de Água na Agricultura (WASAG). A comunidade internacional de água co-assinou um docimento chamado de "declaração de solução baseada na natureza" na abertura do Dia de Ação da Água para incentivar o uso de sistemas naturais na gestão de suprimentos de água saudáveis. Cerca de 40% da população mundial enfrentará escassez de água em 2050, acelerando a migração e provocando conflitos, enquanto algumas regiões podem perder até 6% de sua produção econômica, a menos que seja melhor gerenciada. "Envolver as mulheres e os homens na tomada de decisões e as iniciativas integradas de recursos hídricos leva a uma melhor sustentabilidade, governança e eficiência", afirmou a Sra. Verhoef-Cohen. Os obstáculos ao acesso ao financiamento para atender aos requisitos de investimento em mudanças climáticas no setor de água dificultam a realização do Objetivo 6 do Desenvolvimento Sustentável da ONU (garantindo disponibilidade e gerenciamento sustentável de água e saneamento para todos), além de pôr em perigo o objetivo do Acordo de Paris de garantir que a temperatura média global suba bem abaixo de 2 graus Celsius e o mais próximo possível de 1,5. A comunidade internacional da água engloba várias redes, incluindo também #ClimateIsWater, Alliance for Global Water Adaptation (AGWA) e Global Alianças para Água e Clima (GAfWaC). A comunidade sublinhou o imperativo de desenvolver uma cooperação mais estreita dentro da comunidade climática, bem como as comunidades de energia, agricultura, urbanas, saúde e oceanos. Os especialistas da comunidade da água disseram que os países devem comprometer-se em ações ambiciosas, através do aumento dos esforços anunciados em seus planos climáticos nacionais - conhecidos como contribuições nacionais.

16 de novembro, 2017
O acesso à água tem implicações econômicas, sociais e ambientais
ÁGUA
O acesso à água tem implicações econômicas, sociais e ambientais

Por Adalberto Luis Val * Um dos grandes desafios para as atuais e futuras gerações é atender a demanda de itens básicos para o desenvolvimento humano. A previsão para 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU) é que a população global vai necessitar de 40% mais água, 35% mais alimentos, e 50% mais energia. Vale lembrar que tanto a produção de alimentos quanto a de energia estão diretamente ligadas à oferta de água. Outra questão vital é a crescente necessidade de ampliação do tratamento de água e da cobertura de saneamento, que impactam tanto a saúde da população quanto a conservação do meio ambiente. Apesar de o acesso à água potável ter sido uma das maiores conquistas dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), atualmente, quase 750 milhões de pessoas no mundo não têm acesso à água tratada, 2,5 bilhões não melhoraram suas condições sanitárias e 1,3 bilhão não têm acesso à eletricidade, de acordo com a ONU. Neste sentido, é essencial o entendimento de que o recurso “água” está ligado a tudo na humanidade, da produção de alimentos à urbanização, da saúde ao transporte. E tem impacto no controle de doenças, no desenvolvimento sustentável e, até mesmo, na desigualdade social. Uma cidade que não tem acesso à água potável, por exemplo, pode ter grande prejuízo no seu desenvolvimento humano. Ainda hoje, a falta de acesso à água potável e saneamento é responsável pela morte de uma média de mil crianças todos os dias em consequência de doenças diarreicas. Além disso, a dificuldade de acesso à água condena mulheres e meninas a diminuir muito o tempo dedicado ao cuidado de suas famílias e aos estudos, aumentando ainda mais a desigualdade de oportunidades. O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) estima que, na África, a soma do tempo gasto pelas pessoas a cada ano caminhando para se abastecer de água ultrapassa 40 bilhões de horas. E cada vez mais, não é possível dissociar a oferta do manejo. Qualidade ambiental e água estão intrinsicamente ligados. Uma das maiores crises hídricas de todos os tempos, enfrentadas pelo Brasil, em especial a região sudeste, a mais populosa e com as maiores metrópoles, colocam em xeque o tratamento que temos dado aos nossos recursos hídricos. Ao mesmo tempo em que a população sofria com a falta d’água, tinha que conviver com enchentes. Por outro lado, as soluções caseiras encontradas para armazenar água tratada e água de chuva trouxeram outra ameaça à saúde: o crescimento de casos da dengue. Até abril deste ano, o Brasil já havia registrado um aumento de 240%, sendo que só em São Paulo, que tinha a mais grave situação de epidemia, foram registrados 258 mil casos de dengue nos primeiros três meses do ano, representando 56% dos casos no país, e número sete vezes superior ao mesmo período de 2014, conforme dados do Ministério da Saúde. Isso nos leva a repensar soluções imediatistas e sem planejamento, como se estivéssemos lidando com recursos infinitos ou uma situação pontual. E o que também deve ser repensado são as técnicas que temos usado para tratamento de águas servidas, que ocasionam uma série de problemas, como o descarte inadequado de medicamentos, que trazem efeitos devastadores para o meio ambiente. Quando antibióticos, anticoncepcionais, inibidores de apetite e diversos outros medicamentos chegam aos ecossistemas implicam, muitas vezes, na extinção de um conjunto significativo de microrganismos que têm papel importante na recomposição de corpos d’água degradados, além disso, podem contribuir para extinção de um vasto número de anfíbios, de peixes e da própria vegetação do entorno dos corpos d’água, por conta da poluição causada. Em suma, não dá para tratar a água sem pensar todo o ciclo e implicações econômicas, sociais e ambientais. E fica a pergunta: se não é possível desenvolvimento econômico sem água, por que colocar os interesses econômicos acima da preservação de mananciais e fontes de água potável? *Adalberto Luis Val é pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA/MCTI) e membro do Conselho Administrativo da Fundação Bunge.

29 de junho, 2015