Notícias e artigos sobre

CRISE HÍDRICA

Sistema Cantareira entra em alerta amarelo

Sistema Cantareira entra em alerta amarelo

O Sistema Cantareira entra em alerta amarelo com menos de 40% de seu volume útil, indicando a necessidade urgente de preparação para futuras crises hídricas.

2 de julho, 2026

Entidades aprovam ampliação de captação suplementar para ajudar Cantareira

Entidades aprovam ampliação de captação suplementar para ajudar Cantareira

26 de junho, 2026

Crise hídrica exige respostas estruturais e integradas

Crise hídrica exige respostas estruturais e integradas

20 de março, 2026

Mais notícias e artigos sobre CRISE HÍDRICA

Crise hídrica e agricultura em pauta no Alto Tietê
ÁGUA
Crise hídrica e agricultura em pauta no Alto Tietê

Encontro em Mogi das Cruzes reúne especialistas e produtores para discutir segurança hídrica, mudanças climáticas e caminhos para o uso inteligente da água no desenvolvimento rural.

25 de fevereiro, 2026
Encontro debate crise hídrica e os custos de produção na agricultura
EVENTOS
Encontro debate crise hídrica e os custos de produção na agricultura

O evento é voltado a produtores rurais, gestores públicos, técnicos e lideranças do setor agrícola e vai apresentar o projeto de capacitação de produtores rurais em “Boas Práticas Agrícolas e Técnicas de Irrigação”, com foco em soluções práticas, uso inteligente da água e fortalecimento dos municípios.

19 de fevereiro, 2026
Falência hídrica é irreversível em muitos casos, aponta relatório
ÁGUA
Falência hídrica é irreversível em muitos casos, aponta relatório

Os pesquisadores, indicam que a combinação entre mudanças climáticas, poluição e décadas de uso excessivo levou ao esgotamento não apenas dos fluxos renováveis de água, como chuvas e neve, mas também das reservas de longo prazo armazenadas em aquíferos, geleiras e ecossistemas.

31 de janeiro, 2026
Crise hídrica avança em São Paulo, mas governo afasta racionamento imediato
ÁGUA
Crise hídrica avança em São Paulo, mas governo afasta racionamento imediato

Os reservatórios do Sistema Integrado Metropolitano, que reúne sete mananciais responsáveis pelo abastecimento de cerca de 22 milhões de pessoas, operam com apenas 26,2% da capacidade útil, um dos menores índices dos últimos dias.

29 de dezembro, 2025
Crise Hídrica bate à porta e afeta abastecimento
SÃO PAULO
Crise Hídrica bate à porta e afeta abastecimento

Queda acelerada do nível do Sistema Cantareira pressiona mananciais locais e exige mobilização imediata da população para reduzir o consumo.

12 de dezembro, 2025
São Paulo amplia período de medidas restritivas para preservar mananciais
RESERVATÓRIOS
São Paulo amplia período de medidas restritivas para preservar mananciais

Foi ampliado, por deliberação da Arsesp, de oito para dez horas, o período em que a Sabesp deverá fazer a gestão de demanda noturna (GDN) de água na região metropolitana de São Paulo.

22 de setembro, 2025
SP Águas celebra um ano com reforma da nova sala de Situação
RECURSOS HÍDRICOS
SP Águas celebra um ano com reforma da nova sala de Situação

Os dados são coletados por meio de radares e postos de controle distribuídos em diferentes regiões do estado, cruzados e analisados diariamente para apoiar decisões e ações de prevenção frente a estiagens e enchentes.

11 de setembro, 2025
ANA e SP Águas reduzem volume de retirada do Cantareira
CRISE HÍDRICA
ANA e SP Águas reduzem volume de retirada do Cantareira

Agências reduziram o volume autorizado de retirada de água do Sistema Cantareira, de 31 m³/s para 27 m³/s.

29 de agosto, 2025
Sabesp vai reduzir pressão da água na Região Metropolitana de SP
CRISE HÍDRICA
Sabesp vai reduzir pressão da água na Região Metropolitana de SP

A companhia e o governo de São Paulo informam que a medida “é temporária”, mas não foi definido o tempo que a restrição ficará em vigor.

26 de agosto, 2025
Água Brasil trata da crise hídrica atual que assola comunidades
LIVROS
Água Brasil trata da crise hídrica atual que assola comunidades

Água Brasil documenta a grave crise hídrica que atinge o Brasil e mostra, por meio da fotografia e de depoimentos dos retratados, as populações mais afetadas pela escassez de água potável.

27 de fevereiro, 2025
Mudanças climáticas e segurança hídrica
ARTIGO
Mudanças climáticas e segurança hídrica

Artigo especial por Elzio Mistrelo, Engenheiro, Diretor Administrativo e Financeiro da Associação Paulista de Empresas de Consultoria e Serviços em Saneamento e Meio Ambiente (APECS)

19 de fevereiro, 2024
Proposta recomenda integração do MP no combate à escassez
CRISE HÍDRICA
Proposta recomenda integração do MP no combate à escassez

Proposta recomenda aprimoramento e da integração da atuação do Ministério Público para o combate à crise hídrica

16 de setembro, 2023
A digitalização ajuda no combate ao desperdício
ÁGUA
A digitalização ajuda no combate ao desperdício

Solução usa inteligência artificial para tornar detecção de vazamentos mais eficiente

24 de julho, 2023
As consequências para o Brasil
CRISE HÍDRICA
As consequências para o Brasil

Artigo por Valdo Marques Por Valdo Marques * Após grandes apertos em 2021, estamos começando a superar o desafio que o Brasil passou para evitar colapsos no fornecimento de energia elétrica. No ano passado, a falta de chuvas fez com que o nível dos reservatórios das hidrelétricas do Sudeste e do Centro-Oeste chegasse a 22,53%, o menor patamar dos últimos 20 anos, trazendo de volta, após 91 anos, a pior crise hídrica ao Brasil, impactando diretamente no preço da conta de luz ao consumidor. As duas regiões representam 70% da capacidade de armazenagem do sistema elétrico. Esse contexto foi somado à escassez de peças e insumos, decorrente do desarranjo logístico mundial, em função da pandemia Covid-19. Também houve um disparo na busca por grupos geradores, principalmente em setores como o da construção civil, indústria alimentícia, saúde, tecnologia, condomínios residenciais e agronegócio. A Stemac, por exemplo, maior especialista na fabricação e comercialização de grupos geradores, registrou um aumento de 40% no período mais crítico. O acréscimo no valor da energia elétrica aos consumidores, de R$ 9,49 para R$ 14,20 para cada 100 kW/h consumidos, foi necessário para bancar os custos com a maior utilização das usinas termoelétricas. No entanto, mesmo com este aumento e o governo instituindo o Programa de Incentivo à Redução Voluntária de Energia Elétrica, com direito a pagamento de um bônus a cada quilowatt-hora (kWh) economizado, os brasileiros aumentaram em 5,2% o consumo de energia elétrica em 2021, em relação ao ano anterior, conforme dados da Empresa de Pesquisas Energéticas (EPE), em seu Boletim Trimestral de Consumo de Eletricidade. Em dezembro, a demanda subiu 2%, alcançando 42.937 GWh, sendo a melhor marca para o mês desde a série histórica da entidade, que acontece desde 2004. Comércio e indústria puxaram a expansão, com acréscimos de 6,7% e 2,9%. O mercado livre apresentou alta de 6,7% no período, enquanto o consumo cativo das distribuidoras retraiu 0,6%. Fato é que a crise hídrica já reúne muitos prejuízos, principalmente para as geradoras dependentes das hidrelétricas, que, sem água nos reservatórios, recorreram a preços elevados do mercado de curto prazo para honrar seus contratos de fornecimento. As distribuidoras, por sua vez, acumularam um déficit de R$ 12,4 bilhões até novembro do ano passado, já que a conta bandeira não se mostrou suficiente para equilibrar a equação receita/custo. É essencial entender que a harmonização do nosso sistema de abastecimento de água está baseada em três pilares: o ciclo anual de chuvas, que recarrega os reservatórios; o trabalho das companhias de saneamento básico para captar, reservar, tratar e distribuir água; e o uso consciente por parte da população, evitando o desperdício e revendo hábitos individuais e coletivos do dia a dia. Para isso, no entanto, falta eficiência para reter ao máximo a água da chuva; investimento em novas soluções, principalmente em regiões mais remotas, sem acesso à energia elétrica fornecida pelas concessionárias; e uma discussão fundamentada em dados, estudos e fatos, com objetivo de se trazer um modelo que possa, de fato, representar uma redução no preço final da energia para o consumidor e um tratamento mais equilibrado de riscos para todos os elos da cadeia do setor elétrico. * Valdo Marques é Vice-Presidente Executivo da Stemac.

31 de março, 2022
Governo de SP anuncia investimentos de R$ 400 milhões
SEGURANÇA HÍDRICA
Governo de SP anuncia investimentos de R$ 400 milhões

Objetivos são a perfuração de poços profundos em 120 cidades e revitalização de 3 mil quilômetros de rios ao longo de 260 municípios.

9 de outubro, 2021
Como empresas podem poupar energia em meio à crise hídrica
ARTIGO
Como empresas podem poupar energia em meio à crise hídrica

Artigo por Leandro Solarenco Por Leandro Solarenco* Enfrentar uma crise hídrica em meio a uma recuperação econômica pós-pandemia é um grande desafio para as empresas. O governo aumentou pela terceira vez consecutiva as tarifas de energia para todo o país e, desta vez, cerca de mais 6,78%, alcançando R$ 17 a cada 100 kWh (quilowatt hora), o que implicará aumento prático de 17 centavos por kWh. Ainda hoje, muitos sistemas de climatização de grandes estruturas, como edifícios comerciais, hospitais, shoppings e afins, são efetuados por ar-condicionado com instalações, muitas vezes antigas ou sem meios eficientes de manutenção e operação. A maioria dessas máquinas ainda usa a água como meio de dissipação do calor, chegando a gastar 80% da água de todo o condomínio para fazer a troca de calor necessária para manter a temperatura menor. Felizmente já existe tecnologia capaz de reduzir o consumo de água e energia em até 50%, além de aumentar tanto a eficiência quanto o tempo de vida útil dos equipamentos de climatização. Para a redução do consumo água, a solução inteligente atua em três pilares: 1-Faz a medição online do consumo de água de torneiras e chuveiros e determina pontos de fuga; 2-controla a vazão de água para que seja agradável aos usuários e efetivo em relação ao uso, controlando a pressão de água; 3-utiliza sistema de ar-condicionado com mais inteligência, reduzindo o consumo com água. Já em relação à redução do consumo de energia, os sistemas inteligentes de ar-condicionado podem atuar nas seguintes frentes: 1-reduz o consumo de ar-condicionado em áreas não produtivas, mapeando pontos de fuga, como frestas de portas e janelas, evitando circulação de ar externo; 2-identifica baixa produtividade do aparelho por sujeira, obstrução ou defeitos técnicos. É comum encontrar crostas e entupimento na parte de trás da serpentina e isso reduz a eficiência da máquina, gerando até 30% a mais de gasto com energia. O mau cheiro é um dos sintomas mais comuns de identificação de sujeira. Outro fator é a má regulagem, que pode fazer o equipamento gastar energia e entregar pouco desempenho, elevando em até 40% o consumo; 3- elimina desperdício ligando apenas as máquinas suficientes para gerar temperatura adequada no ambiente. Muitas vezes, o sistema é projetado para funcionar considerando temperaturas extremas com a maior quantidade de pessoas. Isso gera gastos enormes e diminui a vida útil do aparelho. O ideal é usar um sistema inteligente que controla esse conforto térmico de acordo com a temperatura externa e a quantidade de pessoas, determinando a configuração de temperatura ambiente de acordo com cada tipo de negócio, automaticamente; 4-controla renovação de ar principalmente nesse momento da contaminação pela variante Delta do coronavírus, com taxa de transmissão maior. O sistema consegue projetar o funcionamento das máquinas inteligentes de acordo com a medição de CO2, temperatura e umidade do ar, baseado na quantidade de pessoas no ambiente e na condição externa do clima. Isso pode gerar até 25% de otimização. Também é importante substituir máquinas antigas por novas para aumentar a eficiência térmica com menos potência, gerando ainda mais economia. Por exemplo, uma máquina faz a modulação automática de ar, potencializando a troca de calor e pode ser interligada a sistema inteligente para gestão e eficiência ligando apenas quantidade de máquinas necessárias, garantindo temperatura com menor custo de energia. Portanto, o sistema inteligente de ar aliado a alguns cuidados básicos são essenciais para o momento atual e imprescindíveis nos próximos anos. * Leandro Solarenco é Engenheiro, especialista em projetos e master coach, CEO da Vetor Frio & Clima.

27 de setembro, 2021
12 estados tiveram seca em 100% dos territórios
ESTIAGEM
12 estados tiveram seca em 100% dos territórios

A região entre o noroeste paulista e o Triângulo Mineiro é a única com seca excepcional – a mais severa.

24 de setembro, 2021
2021 deve ser um dos anos mais secos da história
ESCASSEZ HÍDRICA
2021 deve ser um dos anos mais secos da história

Na bacia do rio Paraguai, a precipitação no ano hidrológico é a mínima desde 2000/2001, sendo 34% abaixo da média.

30 de agosto, 2021
Crise hídrica exige soluções energéticas eficientes
ARTIGO
Crise hídrica exige soluções energéticas eficientes

Por Hélio Sugimura* Essa não é a primeira ocasião em que o fornecimento de energia elétrica se torna um ponto de preocupação para líderes de negócio no Brasil. Em 2001, o país sofreu diversos apagões e os consumidores residenciais e industriais foram obrigados a racionar energia no Distrito Federal e em mais 16 estados das regiões Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste, reduzindo em 20% o consumo de energia elétrica. E, mesmo 20 anos depois, autoridades e especialistas ainda não cogitaram a possibilidade de racionamento, mas não descartam a ocorrência de apagões e a situação não é confortável, tanto que o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) vem fazendo uma série de alertas a cada nova reunião sobre o possível anúncio de medidas por parte do Governo Federal como a criação de comitê de crise e programas para reduzir o consumo industrial nos horários de pico. O que tem freado a adoção de medidas mais drásticas para enfrentar a crise hídrica certamente é a pandemia COVID-19 que, mundialmente, diminuiu o consumo de energia tanto nos setores da indústria quanto no comércio, que tiveram as suas atividades reduzidas. Segundo o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), a escassez de chuvas para a geração de energia é a pior em 91 anos, e como mais da metade da matriz energética do Brasil é baseada em hidrelétricas, o acionamento de usinas termelétricas - opção mais cara - significa uma conta de luz com valor mais alto tanto para consumidores residenciais como comerciais ou industriais. Por outro lado, de acordo a Resenha Mensal do Mercado de Energia Elétrica publicada em junho de 2021, elaborada pela EPE (Empresa de Pesquisa Energética - instituição pública vinculada ao Ministério das Minas e Energia), em maio de 2021 houve um aumento de 22,5% no consumo energético industrial, ante o mesmo mês em 2020. O consumo industrial foi o que apresentou o maior crescimento, puxado pelos setores de metalurgia, químico e automotivo, à frente do setor comercial (16,7%) e residencial (1,6%). Ainda segundo a EPE, no seu Balanço Energético Nacional 2020, o setor industrial foi responsável pelo consumo de 30,4% da energia produzida no Brasil em 2019. Diante desse cenário, e com as perspectivas de retomada da economia pós pandemia, além do crescente aumento nas tarifas, é crucial investir em soluções que gerem mais eficiência energética em plantas industriais. O passo a passo para reduzir o consumo energético O primeiro passo para acompanhar a eficiência energética, principalmente na Indústria, é a capacidade de medir o consumo de energia, cruzar com a quantidade de peças produzidas ou volume de produção e criar um indicador de eficiência através dessa relação. Dessa forma é possível avaliar a eficiência energética e identificar pontos de melhoria, com dados entregues em tempo real, de forma ágil e de fácil compreensão, sobre o suprimento de energia ou do status operacional de uma máquina. Em segundo lugar, é preciso monitorar e avaliar os gastos por departamento, linha de produção ou instalação, independentemente do porte da empresa. Com soluções inteligentes de monitoramento é possível quantificar o consumo de forma transparente, o que irá se refletir não apenas na eficiência energética de um equipamento, mas também na melhor gestão financeira da empresa, a partir da visualização do gasto em todos os departamentos. O monitoramento dessas informações é o passo inicial para uma gestão energética eficiente. Esses dados são fundamentais para análise, controle de custos, rateio de consumo, controle de demanda, entregues de forma gráfica e com relatórios detalhados, simples e automatizados. Em especial na Indústria, além da medição e monitoramento, é importante um olhar dedicado aos motores, que segundo a CNI (Confederação Nacional da Indústria), representam, ao lado de refrigeração, ar comprimido e iluminação mais de 50% dos custos com energia elétrica nas empresas. Nesses casos, a recomendação é utilizar dispositivos como inversores de frequência e conversores regenerativos, que podem reduzir em até 30% o consumo de energia nos motores elétricos. O futuro começa agora Atualmente não é possível, tanto do ponto vista econômico quanto ambiental, não investir em soluções que ofereçam uma melhor eficiência energética, reduzindo o custo no processo de fabricação ou no fornecimento de um serviço. Para cada tipo de demanda, existe uma solução que entregará dados sobre o consumo energético em tempo real, otimizando a tomada de decisão e garantindo uma gestão mais eficiente. Os impactos do uso de energia afetam a todos nós e, consequentemente, todos devemos estar preocupados em como usar esse recurso de forma mais eficiente. A maior eficiência energética resulta em custos operacionais mais baixos para todos os negócios, permitindo que uma empresa "eficiente" ganhe uma vantagem competitiva sobre seus competidores que ainda não entenderam que o futuro começa agora. E o futuro não costuma perdoar erros. * Hélio Sugimura é Gerente de Marketing da Mitsubishi Electric

22 de julho, 2021
Rio Madeira atinge níveis mínimos em época de seca
CRISE HÍDRICA
Rio Madeira atinge níveis mínimos em época de seca

Caso a estação chuvosa apresente atraso a condição de seca poderá se aproximar de anos de estiagem mais severa.

22 de julho, 2021
Brasil precisa de fontes renováveis para evitar apagões
CRISE HÍDRICA
Brasil precisa de fontes renováveis para evitar apagões

Governo enfatiza a necessidade de expansão das fontes renováveis, que podem chegar à participação de 48% do total da matriz energética.

17 de julho, 2021
A importância do seguro para situações de escassez de chuvas
ARTIGO
A importância do seguro para situações de escassez de chuvas

Por Paulo Mantovani * O Brasil enfrenta hoje uma seca histórica na região das hidrelétricas - o registro de chuvas entre os meses de setembro de 2020 e maio de 2021 foi o pior em 91 anos de registro. Cinco estados (MG, GO, MS, SP e PR) emitiram alerta de emergência hídrica agora em junho, com duração até setembro. Apesar de a hipótese ter sido descartada no momento, há risco de racionamento em um futuro próximo. A falta de chuva e a consequente queda no nível dos reservatórios desencadeiam uma série de problemas, tanto para o setor de infraestrutura como para o consumidor final. As hidrelétricas se tornam incapazes de colocar no sistema a mesma quantidade de energia que fornecem quando estão cheias, e é necessário despachar as termoelétricas para colaborar com o fornecimento e evitar o risco de apagão. Paralelamente, o fenômeno da escassez deixa a energia cada vez mais cara. As cotações no mercado livre já acumulam um salto de 40% somente este ano, e devem tocar o teto regulatório nos próximos meses. O preço médio da energia atinge hoje os R$ 350 por MWh (megawatt-hora); a fins de comparação, no início do ano estava em R$ 250 e, em 2020, entre R$ 180 e R$ 200. No contexto de exposição a esses riscos, é imprescindível que as apólices de seguros estejam dimensionadas de forma correta. A cobertura tradicional para usinas é formada pelas apólices de operação, conhecida como Lucros Cessantes, e a de construção, chamada Advanced Loss of Profit (ALoP). Tanto no risco de engenharia (durante a construção) como na operação, no caso de um acidente ou imprevisto a usina é obrigada a seguir com o contrato de fornecimento de energia. Ou seja, a ocorrência de um sinistro não altera a necessidade de entrega de uma quantidade pré-estipulada de megawatts. Para entregar essa energia, a usina recorre à compra no mercado livre - onde, em situação de escassez, o produto está extremamente caro. É essencial, portanto, que a empresa esteja preparada, nos modelos que utiliza, para determinar a cobertura de ALoP e Lucros Cessantes de forma adequada aos momentos mais críticos. Assim, no caso de um acidente ou imprevisto, a usina pode recorrer à sua apólice e ter a indenização correta. Com uma cobertura formada por apólices dimensionadas adequadamente em relação ao preço da energia, a usina consegue ir ao mercado comprar a energia que precisa entregar, sem se endividar. Quando essas apólices não são dimensionadas corretamente, a usina é obrigada a tirar do próprio bolso o dinheiro necessário para completar a compra. Antes de tudo, é necessário revisitar as apólices atuais de construção e operação das usinas, a fim de atestar se as prerrogativas que foram adotadas para a colocação do risco no mercado estão de acordo com o momento atual. Se o preço estiver muito abaixo da cotação do mercado, é preciso aumentar o valor das apólices. Adicionalmente, é imprescindível pensar no futuro, principalmente em relação às apólices de novos projetos. Com o fenômeno de aquecimento global, temos uma sucessão progressiva de eventos climáticos, que podem levar a uma seca ainda pior ainda em 2022 e 2023. * Paulo Mantovani é Diretor de Energia e Mineração da Marsh Brasil

6 de julho, 2021
Estiagem é sinal de alerta
ARTIGO
Estiagem é sinal de alerta

Por Leo Cesar Melo * A pior seca em 91 anos enfrentada por cinco estados brasileiros, entre eles São Paulo, de acordo com um comitê de órgãos do governo federal, fez com que fosse anunciado o alerta de emergência hídrica no país. Mas, além da falta de água nas torneiras de casa, do apontamento da estiagem como responsável pelo aumento da conta de luz e de colocar o país sob risco de apagão, acima de tudo é importante refletir sobre o mau uso que se faz da água. Há uma demanda crescente por esse bem natural e, com isso, uma degradação cada vez maior dos nossos recursos hídricos. Portanto, é indispensável que ações e novas técnicas de preservação ambiental, que possam reduzir ao máximo esses impactos, sejam tomadas urgentemente. De acordo com um relatório da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), até 2030 o planeta deve enfrentar um déficit de água de 40%. Uma das alternativas para reverter esse quadro é a captação e tratamento da água da chuva. Além de uma economia que pode chegar até 50% do consumo de água, tanto de uma residência como de uma indústria, a medida gera impactos positivos ao meio ambiente. Hoje, a engenharia oferece soluções para isso. Em um terminal portuário no Espírito Santo, por exemplo, projetamos e construímos uma Estação de Tratamento de Águas Pluviais (ETAP) em uma área de 110 hectares que já está operando com capacidade de 4 mil m³/h de tratamento. Isso equivale a quase duas piscinas olímpicas por hora. Projeto que pode ser adequado, de acordo com a necessidade de cada indústria, além de outros fatores. Cuidar da água está intimamente ligado à sustentabilidade, já que não há futuro sustentável se tivermos desabastecimento. Portanto, a afirmação "água é vida" resume bem o tom de conscientização que todos nós devemos ter. * Leo Cesar Melo é CEO da Allonda, empresa de engenharia com foco em soluções sustentáveis.

2 de julho, 2021
Propostas para enfrentar crise hídrico-energética
ENERGIA SOLAR
Propostas para enfrentar crise hídrico-energética

Tanto as grandes usinas quanto os pequenos sistemas em telhados contribuem para aliviar a pressão sobre os reservatórios das hidrelétricas e diminuir o acionamento de termelétricas.

1 de julho, 2021
Cartilha para alertar sobre escassez e energia
CRISE HÍDRICA
Cartilha para alertar sobre escassez e energia

O material mostra o cenário hidrológico atual, explica a importância da água e das hidrelétricas para a geração da energia elétrica no Brasil.

28 de junho, 2021
A crise hídrica deveria ser um problema do passado
ARTIGO
A crise hídrica deveria ser um problema do passado

Por Giovanino Di Niro * O Brasil enfrenta há vários anos problemas graves em relação aos níveis de água nos reservatórios e, consequentemente, no abastecimento à população desse bem que é vital não só para a saúde das pessoas como também para a economia. Muitos se lembram do período de racionamento de água com que a região Sudeste teve que lidar em 2015. Desde então, pouco se fez em relação a investimentos no setor para melhorar a gestão desse recurso natural, e o país enfrenta agora, apenas seis anos depois, o que é considerada a pior crise hídrica de sua história. Essa situação é ainda mais inaceitável se pensarmos que o Brasil detém a maior reserva de água superficial do mundo, além de grandes reservatórios de água subterrânea, com destaque para o Aquífero Guarani. É verdade que as mudanças climáticas têm impacto na queda dos volumes destinados à população nos últimos anos, mas o problema principal é a grande quantidade de água desperdiçada durante a sua distribuição. Segundo dados do Instituto Trata Brasil publicados recentemente, tendo 2019 como ano base para o estudo, o país atingiu 39,2% de perdas de água na distribuição, volume que corresponde a 7,5 mil piscinas olímpicas de água tratada que é desperdiçada diariamente. Esse total equivale ainda a sete vezes o volume do Sistema Cantareira, o maior conjunto de reservatórios para abastecimento do Estado de São Paulo, e quantidade suficiente para abastecer mais de 63 milhões de brasileiros durante um ano. Ainda de acordo com o Instituto, o índice de perdas de água na distribuição no país era de 36,9% em 2012, ou seja, de lá pra cá o sistema, que já era precário, piorou ainda mais. Para reverter esse quadro, o Brasil tem um enorme desafio para os próximos anos, já que tem como meta garantir água potável para 99% da população, segundo foi estabelecido no Novo Marco do Saneamento Básico aprovado no ano passado. Atualmente, esse índice está em 83,6%, o que resulta em quase 35 milhões de brasileiros sem acesso a esse serviço básico, segundo o Trata Brasil. É por isso que será inevitável o investimento na digitalização do sistema hídrico para que haja uma gestão inteligente visando à redução de perdas de água. Motivos não faltam para a implementação de novas tecnologias e soluções que já estão disponíveis no mercado brasileiro. Ao digitalizar o sistema de distribuição com a instalação de medidores ao longo das tubulações, o gerenciamento passa a ser realizado por meio de dados em nuvem. Dessa forma, além de otimizar a gestão por meio de plataformas de inteligência operacional, todo o monitoramento de uma região ou cidade passa a ser feito em uma única sala de controle, onde estarão disponíveis todas as informações em relação ao fluxo de distribuição da água. A partir dessa análise de dados, fica fácil detectar locais de rompimento da tubulação para que medidas sejam tomadas em relação à redistribuição da água até que o reparo do problema seja realizado. Entre as tecnologias disponibilizadas pela Siemens por meio do portfólio SIWA, por exemplo, há uma voltada para detecção do local de rompimento da tubulação, com precisão que varia de 20 a 50 metros. A partir dos dados em nuvem, há soluções também que auxiliam as empresas a atuarem de maneira preditiva a partir da detecção de locais propícios para a ocorrência do rompimento de uma tubulação, evitando assim perdas de água, e reduzindo custos com manutenções desnecessárias do sistema. Para o grande desafio que o Brasil tem pela frente na área de saneamento, o uso de novas tecnologias será fundamental para se reduzir os grandes volumes de água que são desperdiçados. No país que tem a maior reserva de água doce do mundo e com as soluções disponíveis hoje no mercado, problemas no fornecimento desse bem à população deveriam ser coisa do passado. Mas sem a digitalização do sistema de distribuição de água, as crises hídricas como a que estamos passando mais uma vez neste ano continuarão sendo corriqueiras. * Giovanino Di Niro é Gerente Executivo de Saneamento e Digitalização da Siemens

25 de junho, 2021
Agricultura tenta minimizar impactos
CRISE HÍDRICA
Agricultura tenta minimizar impactos

"A crise hídrica deve ser observada com atenção pelas autoridades e medidas deverão ser tomadas, como a revisão das altas taxas de energia"

11 de junho, 2021
Subcomissão especial cuidará da água em SP
CRISE HÍDRICA
Subcomissão especial cuidará da água em SP

Há chances do estado de São Paulo enfrentar uma crise hídrica mais severa do que ocorreu no biênio 2014/2015.

24 de maio, 2021
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ÁGUA
Dois terços sofrerão com escassez em 2050

Dois terços sofrerão com escassez em 2050

17 de abril, 2015

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