Iguá Saneamento fecha 2025 com R$ 2,7 bilhões em receita e registra crescimento de 42,5%

Iguá Saneamento encerra 2025 com receita de R$ 2,7 bilhões e crescimento de 42,5%. Expansão impulsionada por operações em Sergipe e Rio de Janeiro, com recordes em investimentos em infraestrutura hídrica.
A Iguá Saneamento demonstra expansão consistente em suas operações, fechando o quarto trimestre de 2025 com receita líquida de R$ 804,3 milhões, representando crescimento de 58,8% comparado ao mesmo período do ano anterior. No acumulado anual, a empresa registrou R$ 2,7 bilhões em receita líquida, evolução de 42,5% sobre 2024.
O desempenho robusto reflete a consolidação das operações em regiões estratégicas. A entrada em operação plena do sistema de saneamento sergipano, iniciada em maio de 2025, combinada com o avanço consolidado das atividades no Rio de Janeiro — que se aproxima de cinco anos de atuação — impulsionaram esses números. Conforme comunicado da empresa, "o avanço consistente dos resultados reflete a execução disciplinada da operação e o avançar em obras estruturantes".
Em termos operacionais, a Iguá movimentou 106,9 milhões de metros cúbicos no quarto trimestre, crescimento superior a 50% frente ao período equivalente anterior. Anualmente, o volume faturado chegou a 370,2 milhões de m³, alta de 17,2%. Esses números consolidam a empresa como operadora significativa no setor de saneamento brasileiro.
Os investimentos realizados em infraestrutura hídrica também marcaram recorde. No ano de 2025, a companhia aportou R$ 828,2 milhões em redes de água e esgoto, com R$ 577,7 milhões concentrados especificamente em ampliação e modernização de sistemas. O quarto trimestre isolado recebeu R$ 299,2 milhões desses investimentos, evidenciando o ritmo acelerado de capitalização.
A Iguá opera em múltiplas regiões: Rio de Janeiro, Cuiabá (MT), 28 municípios do sudoeste paranaense através de parceria público-privada com a Sanepar, além de cidades do interior paulista como Andradina, Castilho e Mirassol — estas últimas em processo de transição para a Sabesp.
No aspecto fiscal, a companhia registrou melhoria significativa na inadimplência. O índice alcançou -0,4% no último trimestre, representando um dos melhores patamares históricos da empresa. Segundo o CFO João Lopes, "há mais recuperação de débitos do que débitos novos", resultado de iniciativas aprimoradas em gestão de crédito e metodologias de apuração mais precisas.
Outro indicador relevante é o Índice de Perdas no Faturamento (IPF), que apresentou melhora progressiva ao longo de 2025, reduzindo de 48% para 46% no último trimestre. A empresa atribui essa redução aos investimentos em setorização de redes, modernização infraestrutural e ações de fiscalização contra irregularidades.
Essas métricas consolidam a trajetória de expansão e eficiência operacional da Iguá, posicionando-a como um agente importante na universalização dos serviços de saneamento em regiões estratégicas do país, alinhada aos objetivos de sustentabilidade e acesso à água potável e esgotamento sanitário adequado.










