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SOLVAY

Inaugurado laboratório de biotecnologia

O Grupo Solvay inaugurou, dia 02 de junho, o Laboratório de Biotecnologia Industrial (IBL, em inglês) dentro do Centro de Pesquisas e Inovação de Paulínia. Com área de 600 m2, o IBL tem como objetivo ampliar o desenvolvimento de produtos ligados à química sustentável. O Diretor de Pesquisa e Inovação da Solvay para a América Latina, Thomas Canova, comentou que foram investidos US$ 4 milhões – entre equipamentos, pessoas e manutenção - no IBL e que a produção do laboratório irá depender da demanda dos clientes. “O IBL está sendo lançado com base no alinhamento de nossa estratégia de inovação com as oportunidades oferecidas pelo Brasil nessa área, em um cenário altamente cooperativo”, disse Canova. O IBL tem como foco pesquisas de novos processos e moléculas derivados da biomassa e a sua transformação em soluções inovadoras para atender a mercados de atuação da Solvay. O IBL é capaz de cobrir toda a cadeia de valor de biomassa, desde a sua caracterização até a etapa de obtenção de novas moléculas e soluções. “O Brasil é uma região privilegiada no mundo para o desenvolvimento de uma economia a partir de recursos renováveis. O país reúne todas as condições exigidas, como cadeias agrícolas competitivas e sólido conhecimento científico na área de biotecnologia, o que apoia nossas ambições em ampliar o portfólio de inovações com base em recursos renováveis”, disse Louis Neltner, Vice-Presidente de Pesquisa e Inovação do Grupo Solvay. O IBL trabalhará em parceria com unidades globais de negócios do Grupo Solvay, mais os 15 Centros de Pesquisa e Inovação, além de parcerias externas de P&I. O IBL já surge com projetos nas áreas de aromas e fragrâncias, materiais inorgânicos, surfactantes, solventes e derivados de celulose para atender as diversas demandas de atuação da empresa.

O Grupo Solvay inaugurou, dia 02 de junho, o Laboratório de Biotecnologia Industrial (IBL, em inglês) dentro do Centro de Pesquisas e Inovação de Paulínia. Com área de 600 m2, o IBL tem como objetivo ampliar o desenvolvimento de produtos ligados à química sustentável.

O Diretor de Pesquisa e Inovação da Solvay para a América Latina, Thomas Canova, comentou que foram investidos US$ 4 milhões – entre equipamentos, pessoas e manutenção - no IBL e que a produção do laboratório irá depender da demanda dos clientes. “O IBL está sendo lançado com base no alinhamento de nossa estratégia de inovação com as oportunidades oferecidas pelo Brasil nessa área, em um cenário altamente cooperativo”, disse Canova.

O IBL tem como foco pesquisas de novos processos e moléculas derivados da biomassa e a sua transformação em soluções inovadoras para atender a mercados de atuação da Solvay. O IBL é capaz de cobrir toda a cadeia de valor de biomassa, desde a sua caracterização até a etapa de obtenção de novas moléculas e soluções. “O Brasil é uma região privilegiada no mundo para o desenvolvimento de uma economia a partir de recursos renováveis. O país reúne todas as condições exigidas, como cadeias agrícolas competitivas e sólido conhecimento científico na área de biotecnologia, o que apoia nossas ambições em ampliar o portfólio de inovações com base em recursos renováveis”, disse Louis Neltner, Vice-Presidente de Pesquisa e Inovação do Grupo Solvay.

O IBL trabalhará em parceria com unidades globais de negócios do Grupo Solvay, mais os 15 Centros de Pesquisa e Inovação, além de parcerias externas de P&I. O IBL já surge com projetos nas áreas de aromas e fragrâncias, materiais inorgânicos, surfactantes, solventes e derivados de celulose para atender as diversas demandas de atuação da empresa. 

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RHODIA
Planta que produz solvente sustentável

Empresa do Grupo Solvay, a Rhodia colocou em operação a segunda unidade voltada à produção exclusiva do solvente sustentável Augeo®, elevando a capacidade produtiva desse solvente para 20 mil toneladas por ano. A linha de produtos da marca é derivada de fonte renovável (glicerina) e tem foco na sustentabilidade e alto desempenho, além de ser composta por moléculas versáteis, com alto poder de solubilização e pouco odor. A linha de solventes Augeo® é toda patenteada internacionalmente, e utilizada principalmente nos mercados de bens de consumo, com destaque na linha de produtos destinados aos cuidados com a casa, como limpadores multiuso e nos aromatizadores de ambientes, e em itens de cuidados pessoais e fragrâncias. Outro segmento importante é o de limpeza industrial e institucional. O solvente tem obtido sucesso quando aplicado nos segmentos Agro e Petróleo e Gás e está presente, ainda, nos mercados de tintas e vernizes. A segunda planta da Rhodia está no complexo do Grupo Solvay, em Paulínia (SP), e já opera a plena carga e atende clientes de vários continentes. Atualmente, cerca de 80% da produção é exportado, com os Estados Unidos sendo o principal destino. O mercado norte-americano responde por mais de 30% das exportações, seguido por Europa, Ásia e América Latina. "As nossas equipes estão de parabéns por desenvolver esse projeto dentro do cronograma previsto, com total segurança e qualidade, em meio a um cenário desafiador de pandemia de COVID-19", disse Daniela Manique, presidente da Unidade Global de Negócios Coatis do Grupo Solvay e principal dirigente da companhia na América Latina. "A instalação dessa nova unidade produtiva consolida a vocação da empresa como polo de inovação sustentável para o Grupo Solvay, aproveitando o potencial de sustentabilidade oferecido pelo país".

6 de outubro, 2020
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P&D
Braskem e TWB buscam soluções renováveis

A Braskem firmou parceria com o Centro de Pesquisa europeu Toulouse White Biotechnology (TWB) para desenvolvimento de soluções renováveis. O Centro francês será importante para a Braskem avançar em pesquisa e desenvolvimento a partir de recursos naturais. O acordo de cooperação com a Braskem tem validade de três anos e inclui o desenvolvimento conjunto de novas tecnologias químicas renováveis baseadas em patentes de ambos os grupos. Os projetos serão coordenados sob orientação de líderes de pesquisa da Braskem e do TWB. Nove pesquisadores do Laboratório de Engenharia de Sistemas e Processos Biológicos do Instituto Nacional de Ciências Aplicadas de Toulouse, identificados pelo trabalho neste campo, utilizarão a avançada estrutura do TWB para alavancar os resultados esperados. "O TWB se destaca como um dos principais centros de pesquisa em biotecnologia industrial. Somos membros do consórcio desde 2018 e agora estamos expandindo a colaboração em projetos que corroboram nossa visão de utilizar a química e materiais renováveis como ferramentas de captura de carbono", explicou Mateus Schreiner Garcez Lopes, responsável por Inovação em Tecnologias Renováveis da Braskem. O TWB iniciou este tipo de parceria em 2011 e atualmente conta com 51 projetos ao lado de grupos industriais, startups, investidores, autoridades locais e regionais. Já foram lançados 105 projetos colaborativos de pesquisa e desenvolvimento, que impulsionaram o crescimento de negócios disruptivos, arrecadando mais de 100 milhões de euros. "Estamos orgulhosos em receber a Braskem, uma das líderes globais em química renovável. Esperamos contribuir de todas as maneiras possíveis para este projeto de P&D, com o intuito de promover o desenvolvimento de novos caminhos de produção sustentáveis, um objetivo que compartilhamos", comentou Olivier Rolland, Diretor Executivo da TWB. A parceria com o TWB está alinhada com o compromisso da Braskem para promover a sustentabilidade na cadeia do plástico. O "Posicionamento da Braskem em Economia Circular" pode ser acessado no site: www.braskem.com/economiacircular . Mais informações (em inglês): http://www.toulouse-white-biotechnology.com/en

23 de agosto, 2019
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POLUIÇÃO
RenovaBio pode ajudar a reduzir mortes

Segundo o Instituto Saúde e Sustentabilidade, baseado em relatório da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), de 2017, atualmente a poluição do ar mata em média 31 pessoas por dia no estado de São Paulo. A Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgou este ano que no Brasil a poluição é causa da morte de 14 pessoas a cada 100 mil habitantes e responde pelo óbito de 1,7 milhão de crianças por ano, no mundo. Os poluentes no ar são responsáveis pela incidência de doenças respiratórias, cardiovasculares, pulmonares, câncer, asma, entre outras enfermidades. Para combater os gases causadores do efeito estufa, o Brasil assinou acordo que pretende reduzir a dependência do uso de combustíveis fósseis e encontrar soluções viáveis e mais sustentáveis, como é o caso dos biocombustíveis. O Brasil ratificou o acordo em setembro de 2016 com o comprometimento de reduzir a emissão de gases do efeito estufa em 37% abaixo dos níveis de 2005, chegando a 43% em 2030. Uma das principais medidas para atingir estes ambiciosos objetivos é o RenovaBio, política construída em conjunto por empresas, organizações governamentais e não-governamentais, a comunidade científica e a sociedade civil. “A aprovação do programa ajudará não só o setor de biocombustíveis, mas terá toda a sociedade como principal beneficiário, contribuindo para reduzir as mortes causados pela poluição do ar e os custos sociais atrelados à emissão de gases de efeito estufa, estimados em 12.000 pessoas por ano, apenas no Estado São Paulo, e US$ 152 ton/CO2, respectivamente”, explica Bernardo Silva, presidente da Associação Brasileira de Biotecnologia Industrial (ABBI). “O RenovaBio também permitirá o posicionamento do Brasil como fornecedor global de tecnologias e produtos de alto valor agregado, bem como deverá provocar a injeção de US$ 160 bi ao PIB nacional por ano”, detalha o presidente. Novas biorefinarias A expectativa é que o RenovaBio estabeleça sinergias com políticas ambientais, industriais, energéticas e de inovação, com o potencial de investimentos em 120 novas biorefinarias em 20 anos, ajudando a elevar o valor produzido por hectare, utilizando resíduos agrícolas, como o bagaço e palha de cana-de-açúcar, milho, eucalipto e outros grãos, para a produção de biocombustíveis de 2ª geração. A ABBI apoiou a produção do estudo “Second-generation sugarcane bioenergy & biochemicals – Advanced low-carbon fuels for transport and industry” , desenvolvido pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), que foi apresentado, no último dia 14 de novembro, na 23ª Conferência das Partes da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 23), no Espaço Brasil – World Conference Center Bonn. A iniciativa destaca a viabilidade da produção, no Brasil, de bioenergia e bioquímicos (produtos que podem substituir os químicos feitos a partir de petróleo, como acetona e plástico) para que o País possa fazer a transição de uma economia baseada em recursos fósseis para uma bioeconomia moderna. O estudo está alinhado ao cumprimento dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável. Segundo o estudo a adoção de novas tecnologias avançadas de baixo carbono, com a adição de açúcares convertidos a partir de materiais celulósicos e o desenvolvimento de variedades de cana de alta biomassa abrem um novo caminho agroindustrial. Com o advento da chamada cana-energia, a perspectiva de melhorar o rendimento potencial de produção de bioetanol para quase 25 mil litros por hectare é real. Hoje, é de 7 mil l/ha. O estudo destaca que o tripé bioetanol de segunda geração, cana de alta biomassa (cana-energia) e química renovável (verde) estão sendo implementados no Brasil com base em uma forte parceria público-privada.

6 de dezembro, 2017
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SOLENIS
Inaugurado Centro de Tecnologia em Paulínia

A Solenis inaugurou, dia 8 de maio, o seu Centro de Tecnologia na cidade de Paulínia (SP). Com cerca de 1000 m2 de área construída, este é o sétimo centro de tecnologia da companhia no mundo. Os outros seis estão localizados em Wilmington (Estados Unidos), Krefeld (Alemanha), Barendrecht (Holanda), Shanghai (China), Drammen (Noruega) e Terrassa (Espanha). O Centro de Tecnologia faz parte do pacote de investimentos de R$ 170 milhões realizados pela Solenis no último triênio. Além do novo Centro de Tecnologia, o valor inclui a instalação de dois novos reatores na fábrica de Paulínia, a aquisição da Quimatec Produtos Químicos, em Araraquara, e diversas iniciativas de melhorias de processos. Com o novo Centro, a Solenis amplia sua capacidade de estabelecer parcerias estratégicas com o fornecimento de especialidades químicas para o tratamento de águas industriais e aditivos para processos nos segmentos de celulose e papel, açúcar e álcool e mineração. “Juntamente com outros investimentos realizados recentemente na planta de Paulínia, o Centro de Pesquisa é um passo importante para entregarmos a inovação que os nossos clientes precisam, já que passamos a disponibilizar equipamentos de última geração e ainda mais especialistas para atender a todos os segmentos em que atuamos”, afirma José Armando Aguirre, vice-presidente da Solenis na América Latina. O objetivo da Solenis é que as novas soluções e produtos possam ser desenvolvidos no local, do início ao fim do processo, nos setores de celulose e açúcar e etanol. Em breve, o Centro de Tecnologia de Paulínia será o Centro de Excelência Global da Solenis no desenvolvimento de especialidades químicas para o mercado de celulose. “O Brasil já é um dos maiores produtores de celulose do mundo e é um setor em franca expansão”, afirma Aguirre. A Solenis investiu pesado na lista de equipamentos da mais alta tecnologia instalados atualmente nos cinco laboratórios que compõem o Centro de Pesquisas. O destaque é o novo laboratório-piloto, onde está instalada uma torre de resfriamento e o OnGuard™, inovador sistema de monitoramento e controle da performance do programa químico. Neste espaço é possível simular as condições reais de operação de uma torre de resfriamento, utilizando amostras de água proveniente dos clientes. A empresa ampliou também os serviços já prestados, incluindo a análise de amostras fornecidas pelos clientes e o desenvolvimento de novos produtos específicos para o mercado latino-americano. O laboratório de serviços analíticos será focado na análise de amostras de águas, celulose e papel cedidos pelos clientes. Ao todo, atualmente, são recebidas mais de 700 amostras e cerca de seis mil análises são realizadas por mês para fornecer respostas técnicas e recomendações para a resolução de problemas. A equipe de vendas da Solenis trabalhará em estreita colaboração com o laboratório analítico para responder rapidamente aos desafios e validar e monitorar os programas da Solenis. A equipe da Solenis no laboratório de “FastTrack”, outro entre os cinco laboratórios no PTC, será responsável pelo rápido desenvolvimento de novos produtos. Serão realizados testes que simulam as condições de aplicação dos produtos da Solenis, de forma a verificar e comparar a performance de diferentes produtos, além de possibilitar o desenvolvimento de soluções inovadoras. Também haverá laboratórios dedicados às análises físicas de papel e análises microbiológicas, que possibilitarão o uso de novas técnicas analíticas e o incremento da qualidade do suporte técnico prestado pela Solenis.

15 de maio, 2017
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P&D
Saint-Gobain inaugura Centro em Capivari

A Saint-Gobain inaugurou, dia 19 de abril, seu Centro transversal de Pesquisa & Desenvolvimento na cidade paulista de Capivari. Com um investimento de R$ 55 milhões, a unidade tem como objetivo acelerar a inovação de seus negócios no Brasil e na América Latina, principalmente, com materiais de construção de alta performance e aplicações industriais adaptados às especificidades e necessidades dos mercados locais. Segundo a empresa, as pesquisas englobam o desenvolvimento e codesenvolvimento dessas soluções e o aperfeiçoamento das linhas de produtos existentes. Elas serão realizadas em colaboração com todas as atividades do Grupo na América do Sul e com outros polos científicos da companhia no mundo. “Este investimento é mais um passo da nossa estratégia de crescimento na região. Ele demonstra o comprometimento do Grupo com o mercado brasileiro para oferecer produtos de alta performance à indústria e as melhores soluções de construção para todos os tipos de edifícios, inovando permanentemente, a fim de que sejam confortáveis, econômicas e sustentáveis”, declarou Pierre-André de Chalendar, CEO mundial do Grupo Saint-Gobain A unidade de Capivari está localizada em região estratégica, o que facilitará a inovação aberta e o codesenvolvimento de novas tecnologias com clientes, start-ups e universidades, aumentando a rapidez na entrega dessas soluções ao mercado. O Centro inicia as atividades com 15 profissionais que trabalham em dois grandes grupos de pesquisa. O primeiro está focado em Ciência dos Materiais e conta com laboratório analítico capaz de identificar a composição química do material, sua estrutura, propriedades físicas etc. Já o segundo é voltado para a Física das Edificações, com a proposta de sistemas construtivos que contemplam estudos em eficiência energética, impacto ambiental e conforto dos usuários, além de integrar aspectos específicos como disponibilidade de matérias-primas, especificidades dos aplicadores e instaladores, atendimento a normas técnicas e necessidades dos consumidores e do mercado. No laboratório de sistemas construtivos serão efetuados testes de comportamento ao choque térmico, determinação de resistência mecânica e a fogo, ou impermeabilidade, atendendo às normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Este é o oitavo Centro transversal da Saint-Gobain no mundo. Ele tem área construída de 3 mil m², localizada em um terreno de 40 mil m², com capacidade para ser ampliado no futuro. O projeto arquitetônico e as instalações seguem os padrões mundiais de sustentabilidade e conforto da Saint-Gobain: CARE:4® e Multi-Conforto. Ele é o primeiro edifício da companhia no Brasil preparado para receber a certificação LEED. Os outros sete centros transversais de P&D da Saint-Gobain estão localizados na França, Alemanha, Estados Unidos, China e Índia.

26 de abril, 2016
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MUDANÇAS CLIMÁTICAS
Indústria química quer ser protagonista

Reforçando a premissa de que a indústria química éum dos setores que mais investe em inovação de seus processos e no desenvolvimento de novos produtos, avanços tecnológicos que refletem imediatamente em diversas cadeias produtivas que contribuem para a sustentabilidade e que a química éfundamental para outras indústrias como provedora de soluções sustentáveis, a Abiquim (Associação Brasileira da Indústria Química) e o programa Atuação Responsável realizaram, em São Paulo, dia 1ºde Abril, um encontro para tratar do tema “COP 21 – o Acordo de Paris”. A proposta era discutir o papel da indústria química e seus produtos na redução das emissões de gases de efeito estufa. Abrindo os trabalhos, Fernando Figueiredo, presidente da entidade, enfatizou que “a indústria química tem consciência do seu papel como promotora do desenvolvimento sustentável e por ser transversal, estápresente em todos os segmentos industriais. Os investimentos do setor em Pesquisa & Desenvolvimento têm contribuído para a criação de produtos com melhor desempenho ambiental”. Na sequência, Weber Porto, Coordenador do Comitêpara Desenvolvimento Sustentável da Abiquim, explicou alguns dos objetivos do novo departamento, como: “a identificação de oportunidades onde a química possa fazer parte de soluções; a busca por novas formas de interesse do setor; definição de prioridades e posicionamento da indústria química brasileira; e a realização de alinhamentos com outras instituições químicas mundiais”. Ao falar do tema sob o ponto de vista econômico –como motivador de crescimento e inovação, Porto citou um trabalho realizado pela consultoria Standard & Poor's com CEOs de importantes empresas mundiais que tem a sustentabilidade como foco, onde 67% afirmaram ter maior retorno sobre capital, 50% menos volatilidade dos lucros e 21% um crescimento mais forte dos dividendos. José Miguez, Secretário de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, detalhou os resultados da COP 21 e a posição do governo brasileiro para as metas estabelecidas no Acordo de Paris. Para o especialista, um dos fatores de sucesso da Conferência das Partes foram as propostas apresentadas por 187 países antes do encontro, de um total de 196 partes –indicando quais seriam seus passos. No momento, aguarda-se o processo de ratificação das assinaturas ou a aprovação de cada congresso para manter a variação da temperatura média abaixo de 2 o C. A partir do que foi estabelecido em Paris a proposta érever a cada cinco anos as metas individuais, tornando mais ambiciosas as próximas etapas. O acordo também entendeu a necessidade de apoio aos países em desenvolvimento e reconheceu a proposta brasileira sobre diferenciação concêntrica, entre outros aspectos. “As soluções da química para a sustentabilidade”foi o tema da apresentação do presidente do Conselho Diretor da Abiquim, Carlos Fadigas – também presidente da Braskem, que iniciou sua participação definindo o conceito de desenvolvimento sustentável: “atende as necessidades da geração atual sem comprometer a capacidade de gerações futuras de satisfazerem suas próprias necessidades”. Conceito importante nos dias atuais, onde se consome mais do que o planeta écapaz de reciclar ou regenerar, podendo em algum momento exaurir os recursos naturais disponíveis. Atualmente, 16% da população mundial consome quase 80% dos recursos naturais, 2/3 da população não tem renda para acessar o mercado de consumo e 1 bilhão de pessoas sequer tem acesso àágua. Para Fadigas, do ponto de vista ambiental o Brasil tem “o dever de casa feito”, jácom notório esforço de redução das suas emissões e diminuição da taxa de desmatamento. Mas existem enormes desafios na parte social a serem vencidos –“éum dos países mais desiguais do mundo, com retrocesso nos últimos anos. Mais da metade da população não conta com serviços de tratamento de esgoto e os lixões ainda são realidade”, salientou Fadigas, acrescentando como oportunidade a geração de energia a partir dos gases existentes nos aterros de resíduos sólidos.

5 de abril, 2016