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DESERTIFICAÇÃO

Índia sedia Conferência Mundial

A Índia será sede da Conferência Mundial sobre desertificação, degradação da terra e seca entre os dias 7 e 18 de outubro, no centro de conferências Vigyan Bhavan, em Nova Delhi. Os participantes das 197 Partes da Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação (UNCCD) terão acesso, pela primeira vez, a novos dados científicos vitais. Entre as informações estão dados da Observação da Terra sobre as tendências de degradação da terra datadas de 2000, reunidas em 120 dos 169 países afetados pela desertificação. Os participantes receberão também o primeiro relatório sobre desertificação e mudança climática preparado pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), a autoridade global sobre mudança climática. Com base nesses dados, os participantes que estiverem na COP 14 poderão avaliar as tendências da degradação da terra, da desertificação e da seca com mais precisão. Eles também estarão em condições de identificar ameaças e riscos associados para permitir que a comunidade internacional chegue a um acordo sobre as melhores soluções e ações a serem tomadas nos próximos dez anos. "A Índia é um dos países afetados pela desertificação e está enfrentando novos desafios, entre os quais secas recorrentes e tempestades de areia e poeira. O país tem um tremendo potencial para transformar esses desafios em oportunidades por meio do melhor uso e gestão da terra e fornecer medidas ousadas", diz Monique Barbut, a Secretária Executiva da UNCCD. Segundo Monique o país asiático sabe reconhecer a reabilitação das terras como um investimento econômico que pode acelerar a transição para o desenvolvimento sustentável global. “Com a liderança da Índia, o esforço internacional para alcançar a neutralidade da degradação da terra pode levar grandes passos adiante. Ao assumir a presidência da COP, os 197 podem criar o ambiente que precisamos para soluções inovadoras e engenhosas para nossos objetivos comuns", acrescentou a Secretária-Executiva. A Índia deve alcançar 1,7 bilhão de habitantes até 2050 e foi um dos primeiros países a se comprometer com a meta dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável de alcançar a neutralidade da degradação da terra (LDN). A LDN é a meta dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, com o objetivo de deter a degradação da terra tomando três ações concretas. Os países prometeram evitar, reduzir e reverter à degradação da terra, nessa ordem de prioridade. Atingir a neutralidade da degradação da terra pode ajudar as populações vulneráveis a melhorar seus meios de subsistência, e as comunidades em todo o mundo podem fortalecer sua resiliência, especialmente em desastres naturais ligados à mudança climática. Entre 28 e 30 de janeiro os países da COP 14 irão se reunir em Georgetown, Guiana, para a décima sétima sessão do Comitê para a Revisão da Implementação da UNCCD (CRIC 17). O CRIC 17 fará um balanço dos resultados da primeira avaliação global da degradação da terra, com base em dados de observação da Terra relatados pelos governos, e concordará com a maioria das recomendações que a COP14 considerará.

A Índia será sede da Conferência Mundial sobre desertificação, degradação da terra e seca entre os dias 7 e 18 de outubro, no centro de conferências Vigyan Bhavan, em Nova Delhi. Os participantes das 197 Partes da Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação (UNCCD) terão acesso, pela primeira vez, a novos dados científicos vitais. Entre as informações estão dados da Observação da Terra sobre as tendências de degradação da terra datadas de 2000, reunidas em 120 dos 169 países afetados pela desertificação. Os participantes receberão também o primeiro relatório sobre desertificação e mudança climática preparado pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), a autoridade global sobre mudança climática.
 
Com base nesses dados, os participantes que estiverem na COP 14 poderão avaliar as tendências da degradação da terra, da desertificação e da seca com mais precisão. Eles também estarão em condições de identificar ameaças e riscos associados para permitir que a comunidade internacional chegue a um acordo sobre as melhores soluções e ações a serem tomadas nos próximos dez anos. "A Índia é um dos países afetados pela desertificação e está enfrentando novos desafios, entre os quais secas recorrentes e tempestades de areia e poeira. O país tem um tremendo potencial para transformar esses desafios em oportunidades por meio do melhor uso e gestão da terra e fornecer medidas ousadas", diz Monique Barbut, a Secretária Executiva da UNCCD.
 
Segundo Monique o país asiático sabe reconhecer a reabilitação das terras como um investimento econômico que pode acelerar a transição para o desenvolvimento sustentável global. “Com a liderança da Índia, o esforço internacional para alcançar a neutralidade da degradação da terra pode levar grandes passos adiante. Ao assumir a presidência da COP, os 197 podem criar o ambiente que precisamos para soluções inovadoras e engenhosas para nossos objetivos comuns", acrescentou a Secretária-Executiva. 
 
A Índia deve alcançar 1,7 bilhão de habitantes até 2050 e foi um dos primeiros países a se comprometer com a meta dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável de alcançar a neutralidade da degradação da terra (LDN). A LDN é a meta dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, com o objetivo de deter a degradação da terra tomando três ações concretas. Os países prometeram evitar, reduzir e reverter à degradação da terra, nessa ordem de prioridade. Atingir a neutralidade da degradação da terra pode ajudar as populações vulneráveis a melhorar seus meios de subsistência, e as comunidades em todo o mundo podem fortalecer sua resiliência, especialmente em desastres naturais ligados à mudança climática.
 
Entre 28 e 30 de janeiro os países da COP 14 irão se reunir em Georgetown, Guiana, para a décima sétima sessão do Comitê para a Revisão da Implementação da UNCCD (CRIC 17). O CRIC 17 fará um balanço dos resultados da primeira avaliação global da degradação da terra, com base em dados de observação da Terra relatados pelos governos, e concordará com a maioria das recomendações que a COP14 considerará. 

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ÁREAS DEGRADADAS
Estratégia para evitar desertificação

O MMA lançou editais em parceria com o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) para contratação de instituições que implementem estratégias de Unidades de Recuperação de Áreas Degradadas (Urad) e redução da vulnerabilidade climática na região semiárida brasileira. “Não há muito que comemorar ainda. Queremos chamar a atenção das pessoas e dos governos sobre a urgência e gravidade do problema da desertificação nas terras secas”, disse o diretor de Desenvolvimento Rural Sustentável e Combate à Desertificação do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Valdemar Rodrigues. O projeto atenderá seis estados, nove municípios e cerca de 15 comunidades. “Precisamos criar ações transformadoras da realidade, porque as informações teóricas já temos todas. O investimento no projeto das Unidades de Recuperação de Áreas Degradadas vai melhorar nossa capacidade de adaptação para reduzir a vulnerabilidade no semiárido”, destacou o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho. As Urads têm como unidade de trabalho as microbacias hidrográficas e conjugam ações ambientais, sociais e produtivas, com o envolvimento direto das comunidades e prefeituras. O projeto prevê a recuperação de área de pastagem degradada por meio de cordões de pedra, terraceamento (técnica de conservação do solo), barragens sucessivas em pedra ou madeira, barragem subterrânea, produção de mudas para replantio e incentivo à Integração de Lavoura, Pecuária e Floresta (ILPF). Do ponto de vista social, as Urads devem garantir a segurança hídrica, o saneamento básico, fogões ecológicos – diminuem o consumo de madeira e lenha e não geram fuligem – e capacitação. Já as ações produtivas atendem às necessidades das comunidades com incentivo e suporte técnico à avicultura, ovinocultura, apicultura, hortas, artesanato, bordados, horticultura, beneficiamento de frutas, entre outros. As primeiras cidades a receber o projeto serão as pernambucanas Triunfo e Serra Talhada. O projeto será monitorado pelo Departamento de Desenvolvimento Rural Sustentável e Combate à Desertificação do MMA. Denominado ‘Implantação de Módulos de Manejo Sustentável da Agrobiodiversidade para o Combate à Desertificação no Semiárido Pernambucano’, o projeto será desenvolvido pela Secretaria de Meio Ambiente de Pernambuco, por meio de convênio com o Fundo Nacional sobre Mudança do Clima. Entre as atividades previstas estão a inauguração de equipamentos que apoiam a produção rural sustentável, como casas de beneficiamento de frutas, e das “mandalas” – instalações que conjugam horticultura com a criação de galinhas. O Brasil possui cerca de 15% de seu território (1.344.766 km2) suscetível à desertificação. Isto corresponde a 1.491 cidades em nove estados do Nordeste, no norte de Minas Gerais e norte do Espírito Santo, com população estimada de 37,1 milhões de habitantes (IBGE, 2016). Os estados mais comprometidos em termos absolutos são Bahia, Ceará, Piauí, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco.

20 de junho, 2017
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DESERTIFICAÇÃO
Dilma institui Política Nacional de combate

A presidente Dilma Rousseff sancionou a Lei nº 13.153/ 2015, dia 31 de julho, que institui a Política Nacional de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca. A lei é resultado do projeto (PLS 70/2007), aprovado pelo Senado no início de julho. A Política Nacional de combate à Desertificação tem como objetivo promover ações de usos de recursos naturais e iniciativas produtivas sustentáveis nas áreas passíveis de sofrer os efeitos do processo de desertificação, evitar a degradação da terra, e inclui medidas como uso de mecanismos de proteção, preservação, conservação e recuperação dos recursos naturais. O texto permite ao Executivo criar a Comissão Nacional de Combate à Desertificação (CNCD). Essa instância será responsável por programar ações e articular as iniciativas de órgãos federais, estaduais e municipais. A Política Nacional estabelece termos específicos como desertificação, seca e degradação do solo, e dispõe sobre incentivo ao desenvolvimento sustentável nas áreas afetadas. A gestão de recursos hídricos também fará parte das ações de controle e recuperação. O poder público deverá promover a sensibilização e atuação no combate ao problema. O Diretor de Combate à Desertificação do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Francisco Campello, afirma que é necessária a implantação de boas práticas de convivência sustentável que contribuam com a conservação do solo nas atividades agropecuárias; o uso correto dos recursos florestais; maior eficiência nos sistemas produtivos que promovam a segurança hídrica, alimentar, energética e que conservem as paisagens. “No caso brasileiro, as secas são fenômenos recorrentes, específicos da região semiárida, fazendo-se necessário um conjunto de ações permanentes para seu enfrentamento”, destacou. As áreas suscetíveis à desertificação (ASD) envolvem 11 estados e têm uma área de 1.340.000km² e uma população aproximada de 35 milhões de habitantes. Nesse contexto, é a área com maior densidade populacional do mundo, e também uma região com grande presença de pobreza. Segundo dados do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas da ONU, até 2050 cerca de metade das terras com potencial agrícola na América Latina pode sofrer com a desertificação e a salinização. Um dos fatores que contribui para o problema no semiárido brasileiro é o uso da lenha e do carvão vegetal de origem clandestina para fomentar atividades econômicas, como por exemplo da indústria do gesso, no extremo oeste do estado de Pernambuco.

4 de agosto, 2015