RIO DE JANEIRO

MPRJ cobra Plano de Ação Climática na Baixada Fluminense

MPRJ cobra Plano de Ação Climática na Baixada Fluminense

Os planos municipais deverão contemplar medidas de mitigação de emissões de gases de efeito estufa (GEE) e de adaptação às mudanças do clima com o objetivo de reduzir as vulnerabilidades

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) enviou recomendação aos municípios da Baixada Fluminense - Nova Iguaçu, Queimados, Japeri, Seropédica, Mesquita e Nilópolis – para que cada um desenvolva um Plano de Ação Climática e de Adaptação às Mudanças do Clima. A 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Nova Iguaçu alertou os municípios à respeito dos diversos acidentes que tem assolado as cidades brasileiras com tragédias socioambientais e econômicas. As Recomendações foram expedidas dia 22 de outubro e tem prazo de até 60 dias para resposta.

Os planos municipais deverão contemplar medidas de mitigação de emissões de gases de efeito estufa (GEE) e de adaptação às mudanças do clima com o objetivo de reduzir as vulnerabilidades e a exposição a riscos dos sistemas ambiental, social, econômico e de infraestrutura diante dos efeitos adversos atuais e esperados das mudanças do clima. Além disso, os municípios terão que garantir participação social e ampla publicidade dos planos, devendo os mesmos ser disponibilizados, na íntegra, e mantidos atualizados na internet, conforme dispõe o art. 10 da Lei nº 14.904/2024.

Como exemplo, a Promotoria cita os eventos chuvosos que atingiram a região Serrana do Rio de Janeiro em 2011, matando 918 pessoas e deixando outras 300 desaparecidas. Em 2022, em Petrópolis registrou 241 óbitos e, recentemente, houve eventos que impactaram o Rio Grande do Sul em 2023 e 2024, com cerca de 180 óbitos. Além dos eventos climáticos chuvosos, o Brasil tem convivido também com grandes estiagens, que tendem a ficar mais intensas cada vez mais em razão das mudanças climáticas, e provocando possível risco de escassez hídrica e desertificação.

A Promotoria ressaltou que o enfrentamento da crise climática por parte dos territórios exige uma mudança de paradigma, com estratégias de planejamento e gestão urbanas, além de mitigação e adaptação em confluência com preservação dos recursos naturais, de acordo com as especificidades de cada localidade e suas diferenças geológicas e hidrológicas.

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