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Mulheres consideram sustentabilidade prioridade para 2026

Mulheres consideram sustentabilidade prioridade para 2026

Enquanto 61% das mulheres acreditam que, nos próximos 20 anos, o planeta enfrentará desastres naturais frequentes e graves, esse número é de 51% entre os homens.

Empresa especializada em energia solar e sustentabilidade, a Descarbonize Soluções realizou pesquisa junto a 500 brasileiros de todos os estados, com idade a partir dos 18 anos e de todas as classes sociais, e constatou que as mulheres estão mais decididas a transformar seu cotidiano rumo a uma vida sustentável. 52% das mulheres entrevistadas afirmaram já ter planos concretos para 2026, enquanto o índice cai para 43% entre os homens. A diferença de postura aparece também na forma como cada grupo percebe os riscos climáticos. Enquanto 61% das mulheres acreditam que, nos próximos 20 anos, o planeta enfrentará desastres naturais frequentes e graves, esse número é de 51% entre os homens. A percepção sobre escassez futura também se diferencia: 59% das mulheresesperam maior falta de água, energia e alimentos, contra 42% dos homens, uma diferença de 17 pontos percentuais.

“As mulheres têm ocupado lugares que, há alguns anos, eram simplesmente inimagináveis na sociedade. Mas, ainda sim, mantém um de seus grandes papeis — o do cuidado. São elas que, prioritariamente, tomam conta da família e da gestão doméstica, enquanto buscam a independência financeira e oportunidades no mercado. Não é à toa que muitos lares hoje são administrados puramente por mulheres”, comenta Milena Andrade, gerente de marketing da Descarbonize Soluções. Para Milena, essa vivência cria uma leitura mais sensível e, ao mesmo tempo, mais realista sobre o que pode acontecer nas próximas décadas, e esses fatores ampliam a percepção de risco e responsabilidade diante das mudanças climáticas.

A pesquisa constatou que para 2026 estão associados os obstáculos enfrentados no último ano, como manter hábitos sustentáveis, o alto custo de produtos ou itens sustentáveis e a falta de tempo ou rotina apareceram como os dois maiores impedimentos, com o mesmo volume de respostas entre homens e mulheres. Um ponto é destacado na pesquisa : os homens demonstraram maior falta de informação ou conhecimento sobre o tema, 15%, contra 11% de desinformação das mulheres. Tal diferença pode indicar que, enquanto as mulheres tendem a buscar mais informações e se engajar de maneira prática no tema, parte dos homens ainda enfrenta barreiras relacionadas ao acesso ou à busca ativa por conteúdos sobre sustentabilidade, o que pode influenciar a intenção de mudar hábitos no próximo ano.

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