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MEIO AMBIENTE

Indústrias devem investir mais em ações de sustentabilidade

Indústrias devem investir mais em ações de sustentabilidade

Metade das indústrias (50%) aumentou os recursos alocados em sustentabilidade nos últimos 12 meses.

Segundo pesquisa inédita da Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgada durante a COP27, metade das indústrias (50%) aumentou os recursos alocados em sustentabilidade nos últimos 12 meses. Em um percentual ainda maior, equivalente a 69% dos entrevistados disseram que pretendem ampliar os recursos financeiros para implementar ações de sustentabilidade na sua indústria nos próximos dois anos – esse percentual foi de 63% em 2021. Outro percentual que registrou elevação, de 30% para 47%, foi o de número de executivos que enxergam a agenda de sustentabilidade como só oportunidades ou mais oportunidades do que riscos.

Em relação à adoção de iniciativas sustentáveis, a pesquisa mostra que 84% das indústrias realizam pelo menos cinco medidas dentre as nove incluídas no questionário, sendo que entre as principais estão ações para reduzir a geração de resíduos sólidos na produção, em que 91% dos executivos disseram já adotar a prática. Também tiveram percentuais altos, 80% ou mais, ações relacionadas a melhorias de processos, otimização do consumo de energia e do uso da água. A Pesquisa Sustentabilidade e Liderança Industrial da CNI, encomendada à FSB Pesquisa, entrevistou, por telefone, executivos de 1.004 empresas industriais de pequeno, médio e grande porte de todos os estados brasileiros.


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FUNDOS CLIMÁTICOS
CNI lança guia para empresas

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) lançou o documento “Financiamento para o Clima: Guia para Otimização de Acesso pela Indústria”, com o objetivo de auxiliar as empresas brasileiras a explorarem recursos financeiros voltados para a economia de baixo carbono, além de apresentar os principais critérios econômicos, ambientais, sociais e de governança (ESG, na sigla em inglês), que devem ser seguidos para acessar os fundos de investimento. “Cada vez mais consolida-se o entendimento de que iniciativas que respondam aos desafios ambientais, sociais e de governança de forma mais efetiva dão mais retorno e são mais sustentáveis. E é nisso que investidores estão de olho”, afirma o gerente executivo de Meio Ambiente e Sustentabilidade da CNI, Davi Bomtempo. Segundo a CNI, as iniciativas climáticas movimentaram aproximadamente US$ 612 bilhões em 2017 e US$ 546 bilhões em 2018. Deste total, apenas 4,5% foram para projetos localizados na América do Sul e Caribe, enquanto a Ásia – considerada em rápida expansão de negócios sustentáveis – recebeu 38% das verbas. O documento lista dados relevantes para buscar financiamentos em 16 fundos diferentes. Qualquer empresa, independente de seu porte, está apta a participar. São exigidas garantias econômicas de viabilidade e planejamento antecipados de impactos econômicos e ambientais no País. O download do documento pode ser feito no link https://www.portaldaindustria.com.br/publicacoes/2020/11/financiamento-para-o-clima-guia-para-otimizacao-de-acesso-pela-industria/ .

7 de dezembro, 2020
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CNI
Práticas sustentáveis têm que ser viáveis

O presidente do Conselho Temático de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Marcos Guerra, disse durante cerimônia de abertura da 6ª edição do evento CNI Sustentabilidade que as práticas sustentáveis precisam ser viáveis economicamente e gerar resultados para atrair empreendedores e investidores. O encontro, realizado em Brasília dia 4 de outubro, debateu tendências de negócios, tecnologias inovadoras, oportunidades e desafios na agenda do desenvolvimento sustentável. "As iniciativas de sustentabilidade devem ser incorporadas à estratégia do negócio e não caracterizadas por ações de compensação", disse Guerra. Nos últimos cinco anos, Guerra mencionou que houve avanços nas ações das indústrias para a conservação do meio ambiente e para a eficiência no uso dos recursos. Entretanto, afirmou que ainda é possível melhorar o engajamento do setor industrial na agenda da sustentabilidade. "Um ambiente institucional política e economicamente estável e com o propósito de incentivar a sustentabilidade é condição necessária, mas não suficiente, para avançarmos de forma consistente", ressaltou. "Observar os ODS como insumo para estratégias empresariais e políticas públicas é uma forma de articulação mais efetiva entre os objetivos sociais, ambientais e econômicos". Ele entregou ao secretário de Mudança do Clima e Florestas do Ministério do Meio Ambiente Everton Lucero, que representou o ministro José Sarney Filho, os 18 documentos que mostram iniciativas industriais para promover o desenvolvimento sustentável. "A sustentabilidade precisa estar no centro da definição de políticas públicas. Precisamos de todos para que o tema entre na pauta econômica do país, para que possamos ir para novos patamares de desenvolvimento", afirmou Lucero.

10 de outubro, 2017
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INDÚSTRIA
Empresas estão mais focadas em ações sustentáveis

Segundo estudo da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), dois terços das empresas brasileiras já adotaram, em algum momento, ações que resultaram em queda das emissões de dióxido de carbono (CO2). Apresentado dia 03 de setembro no Rio de janeiro, o levantamento incluiu cem empresas de médio e grande porte. “A CNI apresentou propostas ao Governo Federal e promove o CNI Sustentabilidade para debater com especialistas de todo o mundo as mudanças climáticas e as expectativas para a COP-21, que será no fim do ano, em Paris”, destaca Mônica Messenberg, Diretora de Relações Institucionais da CNI. “No cenário de mudanças climáticas, há espaço para soluções e novas tecnologias. Temos que criar uma economia mais resiliente, reduzindo e gerenciando os riscos”, acrescenta. A pesquisa revelou que 61% do empresariado já leva em consideração nos negócios o impacto das mudanças climáticas. Na avaliação de seis em cada grupo de 10 entrevistados, o grau de atenção que a indústria brasileira dá aos efeitos das mudanças climáticas é médio ou alto – 36% consideram baixo ou muito baixo. Segundo o levantamento, 75% das empresas brasileiras aumentaram a atenção em relação aos efeitos das mudanças climáticas nos últimos cinco anos, em razão principalmente da maior conscientização (46,7%), da pressão global (18,7%) e de as informações sobre o tema estarem mais disseminadas (17,3%). Seis de cada dez empresas veem como oportunidade de negócios a implantação de práticas sustentáveis. Para 59%, a oportunidade gerada pelo investimento é superior ao aumento de custos. Os números apontam também que três quartos das empresas – 74% – consideram que práticas de sustentabilidade impactam positivamente na competitividade das empresas. No último biênio, 61% das empresas de médio e grande porte aumentaram os investimentos na área ambiental. A expectativa para os próximos dois anos é de aumento no volume de recursos destinados ao setor. Seis em cada grupo de 10 entrevistados asseguraram que a tendência em suas empresas é de aumentar ou aumentar muito os investimentos em sustentabilidade. Para 66% das empresas, o engajamento em ações sustentáveis é alto ou muito alto. As vantagens de desenvolver projetos nesta área são para a reputação/imagem da empresa, melhora de inserção no mercado e sustentabilidade dos negócios. Entre os principais desafios apontados para o investimento em práticas sustentáveis, estão a falta de incentivos governamentais, com 56%, seguido pelo aumento de custos da empresa (39%) e a legislação inadequada no Brasil (25%). A pesquisa aconteceu entre os dias 11 de junho e 06 de julho, com representantes – em sua maioria diretores e gerentes de Meio Ambiente – de 15 setores industriais: automotivo; cal; cimento; construção civil; mineração; papel e celulose; petróleo e gás; químico; têxtil; vidro; alumínio; carvão; energia; siderurgia; e sucroalcooleiro.

10 de setembro, 2015
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RIO DE JANEIRO
CNI promove evento de sustentabilidade em setembro

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) realiza, no dia 03 de setembro, a 4ª edição do CNI Sustentabilidade no Hotel Sofitel, em Copacabana, no Rio de Janeiro. Neste ano, o evento terá como tema “Mudanças Climáticas: desenvolvimento em uma economia global de baixo carbono”. O encontro deve reunir especialistas brasileiros e estrangeiros, além de empresários e negociadores que estarão três meses depois em Paris, na França, durante a 21ª Conferência das Partes da ONU sobre Mudanças Climáticas, a COP-21. A ideia é debater os riscos climáticos, a inovação na indústria e as expectativas para a COP-21, ocasião em que se espera um grande acordo global para a redução nas emissões de gases de efeito estufa. O CNI Sustentabilidade acontece anualmente para debater tendências de mercado, tecnologias inovadoras e oportunidades de negócios que aliam a sustentabilidade e competitividade. A iniciativa é um desdobramento das articulações da indústria brasileira durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável – a Rio+20. Desde 2012, a CNI realiza o encontro em parceria com o Serviço Social da Indústria (Sesi) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). Pelo segundo ano consecutivo, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) participa do encontro, na condição de principal patrocinador. Na solenidade de abertura do CNI Sustentabilidade, a Diretora de Relações Institucionais da CNI, Mônica Messenberg, vai apresentar os resultados de uma pesquisa feita com empresários sobre a sustentabilidade nas indústrias. Na sequência, o professor de Física da Potsdan University (Alemanha) e vencedor do Prêmio Nobel da Paz de 2007, Anders Levermann, fará a palestra magna sobre “O que a sua empresa precisa saber sobre o futuro do clima”. Os três painéis do evento terão a jornalista Sônia Bridi como moderadora. O primeiro tratará das estratégias internacionais para as negociações sobre mudanças climáticas ; o segundo painel abordará o gerenciamento dos riscos climáticos. E o último falará sobre os desafios da inovação e das estratégias de negócios para garantir a competitividade no cenário de transição para uma economia de baixo carbono.

21 de agosto, 2015