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LIVROS

Negócios Verdes dá dicas de ações

A professora Tassiane Boreli Pinato, do Núcleo de Sustentabilidade da Universidade Metodista de São Paulo, organizou, em parceria da também docente Márcia Sartori. o livro Negócios Verdes - Um Novo Caminho para a Gestão Empresarial de Sucesso (Editora Metodista). A obra tem dez capítulos e é dividida em três partes, com farto material de docentes e especialistas alertando para o comprometimento do solo, poluição atmosférica, geração de resíduos e rejeitos frutos de processos empresariais que se esgotaram, entre outros. A parte primeira aborda como “A sustentabilidade pode gerar valor econômico e promover desenvolvimento sustentável”. O segundo bloco fala do “Valor do desenvolvimento social como justiça social” e o terceiro, “Práticas sustentáveis: ferramentas para o desenvolvimento econômico e sustentável”. O livro também traz exemplos e conteúdos esclarecedores sobre práticas de boa governança, desenvolvimento social, economia circular e estratégias empresariais comprometidas com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. “Não se trata de parar de produzir, mas mudar a forma de se produzir nestes tempos em que a inovação é tão valorizada”, afirma professora. A Universidade Metodista de São Paulo integra o capítulo Brasil do Pacto Global e do PRME (Princípios para Educação Executiva Responsável das Nações Unidas), que buscam formar gestores preocupados com processos e manufaturas responsáveis.

A professora Tassiane Boreli Pinato, do Núcleo de Sustentabilidade da Universidade Metodista de São Paulo, organizou, em parceria da também docente Márcia Sartori. o livro Negócios Verdes - Um Novo Caminho para a Gestão Empresarial de Sucesso (Editora Metodista). 
 
A obra tem dez capítulos e é dividida em três partes, com farto material de docentes e especialistas alertando para o comprometimento do solo, poluição atmosférica, geração de resíduos e rejeitos frutos de processos empresariais que se esgotaram, entre outros. A parte primeira aborda como “A sustentabilidade pode gerar valor econômico e promover desenvolvimento sustentável”. O segundo bloco fala do “Valor do desenvolvimento social como justiça social” e o terceiro, “Práticas sustentáveis: ferramentas para o desenvolvimento econômico e sustentável”.
 
O livro também traz exemplos e conteúdos esclarecedores sobre práticas de boa governança, desenvolvimento social, economia circular e estratégias empresariais comprometidas com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. “Não se trata de parar de produzir, mas mudar a forma de se produzir nestes tempos em que a inovação é tão valorizada”, afirma professora. 
 
A Universidade Metodista de São Paulo integra o capítulo Brasil do Pacto Global e do PRME (Princípios para Educação Executiva Responsável das Nações Unidas), que buscam formar gestores preocupados com processos e manufaturas responsáveis.

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ARTIGO
Mudança para o paradigma empresarial da sustentabilidade

Por Marcus Nakagawa * Nas aulas que estamos on-line e ao vivo na graduação, temos discutido muitos conceitos, exemplos bons e ruins das empresas, notícias da semana e atualidades. Os alunos e alunas estão muito instigados e engajados com as temáticas da sustentabilidade, comprovando as pesquisas de 2020 da Globescan e do Instituto Akatu, que mostram que na geração Z cerca de 45% dos entrevistados tinham considerado recompensar uma empresa socialmente responsável e 57% mudaram as suas opções de compras no ano passado. Sendo que estes números vêm crescendo nos últimos anos. Nessa pesquisa, ainda, 81% do total de todos os entrevistados colocam atitudes positivas para a natureza, entendendo que “o que é bom para mim, nem sempre é bom para o meio ambiente”. Em uma das aulas, uma aluna questionou que não entendia como as empresas que estão nascendo, as startups e esses novos empreendedores, já não colocavam os temas da sustentabilidade no negócio e na estratégia do seu nascedouro. “Fico inconformada como as temáticas eram só consideradas muitas vezes “marketing” da empresa, virando um greenwashing, socialwashing ou diversitywashing”. Termos que usamos para dizer que pode ser uma ação de sustentabilidade, mas descolada da realidade da empresa ou, simplesmente, uma mentira. Uma “tinta” verde, ou com várias cores do arco-íris no produto, somente para vender mais, sem lastro, sem estratégia ou estofo para as questões do desenvolvimento sustentável. No mundo financeiro, inclusive, agora a moda é o ESG ou ASG, que é o ambiental, social e a governança, que já escrevi em outros artigos. Inclusive com grandes eventos digitais de grandes bancos, mostrando e trazendo especialistas para ensinar o que é este termo, e como aplicá-lo no dia a dia da empresa. Ficamos muito felizes com isso! Mas, com todas essas provocações, gostaria de voltar e ressaltar uma palavra do título deste artigo: paradigma. O significado, segundo o dicionário Michaelis, é algo que serve de exemplo ou modelo; padrão. Alguns sinônimos dessa palavra são: padrão, regra, norma, referência, modelo, exemplo, entre outros. Assim, gostaria de confirmar o que a minha aluna questionou, e que eu e muitos colegas da área estamos debatendo e engajando, há mais de 25 anos no mundo corporativo do País. Esse, inclusive, foi até um dos gatilhos, para a idealização e fundação da Associação Brasileira dos Profissionais pelo Desenvolvimento Sustentável (Abraps), para levar a necessidade desse modelo para todas as empresas, organizações e governo. Esse paradigma da sustentabilidade empresarial tem que ser colocado no nascedouro, no apogeu e no final das empresas, nos seus produtos e serviços, nos seus processos, nos seus indicadores, ou seja, permear toda a empresa. Desde os seus departamentos, times e bonificação. Pois é: o financeiro talvez seja uma das únicas áreas, ou tema, envolvido em todos os processos, contatos e pessoas. Sim, a parte em que transformamos horas de trabalho em dinheiro, aquele que define o quanto vamos contratar, comprar, devolver, emprestar, lucrar, consertar, fundir, demitir... Ufa, tudo está em torno deste tema. Não estou diminuindo a sua importância, mas, precisamos usar o aprendizado desse paradigma para construirmos um novo. Será que num mundo cada vez mais polarizado, em que temos que escolher um lado ou uma direção, conseguimos desenvolver nosso cérebro e percepção para enxergarmos de uma forma tridimensional ou quadrimensional? Será que as empresas conseguirão entregar valor não unicamente para os acionistas, mas também para todos os outros stakeholders? Será que essas novas empresas já nascerão pensando também nas questões sociais, ambientais e de governança, além do único e tradicional lucro? Sim, é um paradigma a ser trabalhado, pois temos que trocar o tradicional pensamento linear do Fordismo para um pensamento circular da Ellen MacArthur, um pensamento sistêmico da teoria geral de sistemas, ou do ecossistema do que estudamos em nossas aulas de biologia. Acredito que o nosso cérebro consegue se desenvolver, sim, e aumentar a capacidade de trabalhar com esse novo paradigma. Pois, assim como as pesquisas mostram, o mundo financeiro está comunicando, meus alunos e alunas estão questionando, e os profissionais pelo desenvolvimento sustentável estão trabalhando, o mundo corporativo está mudando o seu paradigma. E o que você está mudando na sua empresa ou no seu departamento? * Marcus Nakagawa é Professor da ESPM; coordenador do Centro ESPM de Desenvolvimento Socioambiental (CEDS); idealizador e conselheiro da Abraps; idealizador da Plataforma Dias Mais Sustentáveis; e palestrante sobre sustentabilidade, empreendedorismo e estilo de vida.

22 de março, 2021
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LIVROS
Autor dá dicas que como colocar em prática a tal sustentabilidade

O professor de graduação e MBA da ESPM, Marcus Nakagawa, acaba de lançar o livro ‘101 dias com ações mais sustentáveis para mudar o mundo’, produzido pela Editora Labrador. O prefácio da obra é assinado pela Klabin, uma de suas patrocinadoras. A orelha do livro traz, ainda, os depoimentos de Fabiano Rangel, Presidente da ABRAPS - Associação Brasileira dos Profissionais do Desenvolvimento Sustentável e de Carlo Pereira, Secretário Executivo da Rede Brasil do Pacto Global da ONU. O livro busca esclarecer as pessoas sobre como é possível colocar as ideias do desenvolvimento sustentável em prática em suas vidas. Segundo o autor, a ideia do livro surgiu a partir de questionamentos que sempre lhe são feitos, sobre como colocar a sustentabilidade em prática? “Comecei a listar várias ações que podem ser praticadas por todo cidadão e quando percebi já tinha 101 atividades listadas. Desde ações simples como apagar a luz ao sair de um ambiente, passando por ações de descarte correto, até energia solar e compostagem, por exemplo,” explica Nakagawa. Para a realização do projeto, Nakagawa contou com a colaboração de diversas pessoas e empresas que contribuíram financeiramente, por meio de uma campanha de crowdfunding na plataforma Kickante. O livro é voltado para todas as pessoas que queiram começar a realizar algum movimento sustentável pensando no meio ambiente e na sociedade, seja em casa, na empresa, ou na escola. O livro está dividido por ação, cada capítulo traz uma que pode ser implantada no dia a dia. Dessa forma, o leitor percebe que é simples praticar ações sustentáveis, basta mudar seus hábitos e com algumas mudanças ou adaptações é possível melhorar o Planeta.

25 de junho, 2018
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GESTÃO AMBIENTAL
Congresso Brasileiro recebe trabalhos até julho

O Congresso Brasileiro de Gestão Ambiental recebe inscrições de resumos expandidos interessados até o próximo 1º de julho. Com o tema central “Gestão Ambiental e o Meio Urbano”, o Congresso está em sua na 9ª edição e ocorre em novembro na Universidade Metodista de São Paulo, no ABC paulista. As inscrições podem ser feitas no site do Instituto Brasileiro de Estudos Ambientais ( www.ibeas.org.br ), promotor da iniciativa. Entre os temas a serem abordados estão Gestão Ambiental em Indústrias : Tratamento de Efluentes e Resíduos Industriais; Gestão de Resíduos Sólidos Urbanos: Políticas Públicas, Coleta, Tratamento e Destinação ; Poluição do Ar, Controle de Ruido e Vibração ; Educação Ambiental e Sustentabilidade ; Gestão em Áreas Verdes , Arborização Urbana, Fauna e Flora ; Recursos Hídricos, Qualidade das Águas, Bacias Hidrográficas ; Tratamento de Água, de efluentes líquidos e Drenagem Urbana ; Avaliação de Impactos Ambientais, Certificação Ambiental e ISO 14001, entre outros. Serão aceitas inscrições de trabalhos técnicos na forma oral e pôster. Os trabalhos devem ser inéditos e representar contribuição real ao desenvolvimento da gestão ambiental. A inscrição será feita mediante envio do resumo expandido unicamente por meio do Portal do Congresso até as 24h de 1º julho. O 9º Congresso Brasileiro de Gestão Ambiental está programado para 26 a 29 de novembro e contará com palestras, mesas-redondas, minicursos e visitas técnicas pelo ABC paulista, em promoção conjunta do curso de Engenharia Ambiental e Sanitária da Metodista.

8 de junho, 2018
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ENERGIA
Fórum Pacto Global lança estudo

No último dia 16 de maio o Fórum Pacto Global da ONU lançou estudo pioneiro sobre o setor de energia. O estudo Integração dos ODS no Setor Elétrico Brasileiro estabelece um panorama de como os ODS têm influenciado o trabalho das empresas – públicas e privadas – elétricas brasileiras. A pesquisa foi conduzida por professores da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto, da Universidade de São Paulo, e da PUC-SP, e contou com 20 participantes, tanto de geração quanto de distribuição e transmissão de energia. “A energia é o fio comum que conecta o crescimento econômico”. Foi com essa frase de Ban Ki-Moon, secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) entre 2007 e 2016, que a vice-presidente da Rede Brasil do Pacto Global, Márcia Massotti, abriu o painel de Energia no Fórum Pacto Global - 15 Anos da Rede Brasil, realizado no dia 16 de maio, no Masp, em São Paulo. “O Brasil é um dos poucos países do mundo que tem a sua matriz energética predominantemente sustentável. Hoje, somos a 9ª economia do mundo e o 8º país em consumo de energia. Temos alto percentual de geração, mas baixo consumo per capita quando comparado a países desenvolvidos, ocupando a 98º posição. Até 2030, precisamos reduzir em 43% as emissão dos gases de efeito estufa, meta firmada no âmbito do Acordo em Paris, e Energia é um dos setores que mais impactam no alcance do combate à mudança climática (ODS 13). Temos aí um grande desafio pela frente”, destaca a vice-presidente da Rede Brasil do Pacto Global, Márcia Massotti. O levantamento aponta que 50% das companhias ainda não consideram os ODS como referência para estruturação ou revisão da estratégia e gestão de seus negócios, sendo que 30% afirmaram que irão adotar os ODS no próximo planejamento, enquanto 20% disseram que seguem outros indicadores de sustentabilidade. A principal dificuldade mencionada é o alinhamento das metas internas às estipuladas pelos ODS. O Brasil tem como meta reduzir os gases causadores do efeito estufa em 43% até 2030, segundo o que foi firmado no Acordo de Paris. O setor brasileiro de energia tem metas específicas: aumentar para 18% a participação de bioenergia na matriz energética, reduzir 10% do consumo de eletricidade e utilizar fontes renováveis para geração de energia elétrica. Além de barrar o aquecimento global, a energia está relacionada com outros ODS, como trabalho crescente e crescimento econômico (ODS 8), consumo e produção responsáveis (ODS 12), energia limpa e acessível (ODS 7), igualdade de gênero (ODS 5) — visto que o setor é predominantemente masculino — e parcerias (ODS 17). Entre os ODS mais relevantes, apareceram o 7 (Energia Limpa e Acessível), o 13 (Ação Contra a Mudança Global do Clima), o 8 (Trabalho Decente e Crescimento Econômico), o 12 (Consumo e Produção Responsáveis) e o 15 (Vida Terrestre). O levantamento completo traz ainda matriz de impactos e oportunidades dos ODS e está disponível para download: https://bit.ly/2wSWdhx

25 de maio, 2018
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CNI
Práticas sustentáveis têm que ser viáveis

O presidente do Conselho Temático de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Marcos Guerra, disse durante cerimônia de abertura da 6ª edição do evento CNI Sustentabilidade que as práticas sustentáveis precisam ser viáveis economicamente e gerar resultados para atrair empreendedores e investidores. O encontro, realizado em Brasília dia 4 de outubro, debateu tendências de negócios, tecnologias inovadoras, oportunidades e desafios na agenda do desenvolvimento sustentável. "As iniciativas de sustentabilidade devem ser incorporadas à estratégia do negócio e não caracterizadas por ações de compensação", disse Guerra. Nos últimos cinco anos, Guerra mencionou que houve avanços nas ações das indústrias para a conservação do meio ambiente e para a eficiência no uso dos recursos. Entretanto, afirmou que ainda é possível melhorar o engajamento do setor industrial na agenda da sustentabilidade. "Um ambiente institucional política e economicamente estável e com o propósito de incentivar a sustentabilidade é condição necessária, mas não suficiente, para avançarmos de forma consistente", ressaltou. "Observar os ODS como insumo para estratégias empresariais e políticas públicas é uma forma de articulação mais efetiva entre os objetivos sociais, ambientais e econômicos". Ele entregou ao secretário de Mudança do Clima e Florestas do Ministério do Meio Ambiente Everton Lucero, que representou o ministro José Sarney Filho, os 18 documentos que mostram iniciativas industriais para promover o desenvolvimento sustentável. "A sustentabilidade precisa estar no centro da definição de políticas públicas. Precisamos de todos para que o tema entre na pauta econômica do país, para que possamos ir para novos patamares de desenvolvimento", afirmou Lucero.

10 de outubro, 2017
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DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL
Governo aprova Agenda 2030

Líderes do Governo e de estados aprovaram, após mais de três anos de discussão, por consenso, o documento “Transformando Nosso Mundo: a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável”. O documento é um plano de ação destinado ao bem-estar das pessoas e do planeta. Engajado com a proposta das Nações Unidas, o Portal http://www.ods2030.com.br foi desenvolvido por empresários brasileiros com o objetivo de impulsionar negócios relacionados com a economia verde, bem como promover treinamentos e palestras que contribuam com o atendimento das metas de desenvolvimento sustentável estabelecidas pelas Nações Unidas para o ano de 2030. A equipe do site programou para julho a realização de três webinars gratuitos. No dia 8 de julho, das 10 às 11 horas, o tema do evento online foi “Implantação do Registro de Emissão e Transferência de Poluentes - RETP”. O palestrante foi o Diretor executivo da EcoAdvisor Associados, Marcus da Matta. O RETP é a base de dados nacional de acesso público irrestrito sobre emissões e transferências de poluentes prioritários por atividades potencialmente poluidora. O programa relaciona-se com o marco regulatório internacional do Pollutant Release and Transfer Register PRTR. No dia 19 de julho, das 10 às 11 horas, acontecerá o webinar “Impactos ambientais e avaliação de risco ecológico”, ministrado pela Dra. Maurea Flynn, diretora técnica da EcoAdvisor. A palestra vai tratar sobre a aplicação de metodologia rápida para avaliação de impactos e risco no corpo hídrico, em decorrência do uso de produtos por consumidor final, ou emissão difusa de poluentes. No dia 26 de julho, das 10 às 11 horas, a Gerente técnica da Lisam Systems, Tatiana Moneró, ministrará sobre o tema “Sistema globalmente harmonizado de classificação e rotulagem de produtos químicos (GHS)”. No webinar, a profissional discutirá sobre o direito do trabalhador a informações do perigo de produtos químicos e os desafios da implantação da ABNT 14725 e NR 26 no Brasil. Maiores informações sobre inscrições no site www.ods2030.com.br .

12 de julho, 2016
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SUSTENTABILIDADE
É possível organizar um evento sustentável!

Por André Nogueira* Estamos em um período de mudanças climáticas por todo o mundo, muito em decorrência da forma como estamos tratando nosso Planeta. No final deste ano teremos em Paris mais um encontro para decidir este futuro tão incerto, a COP 21 ou Paris 2015. Nesses tempos muitas empresas, dos mais variados setores, vêm procurando trabalhar de modo sustentável, de uma forma que não agrida o ambiente que se localiza, além de se preocuparem com o desenvolvimento local e bem-estar de todos os envolvidos. Como o tema é uma pauta muito recorrente, ele também está presente nos eventos, os chamados eventos verdes, embora ainda não sejam tão realizados ou divulgados. Para produzi-los é preciso um bom planejamento para que todas as ideias estejam alinhadas com aquilo que será realizado e também com a missão sustentável da empresa contratante. Por exemplo, em relação ao local do evento, um ponto a ser observado é a entrada de luz natural para que se evite ao máximo o uso de iluminação artificial. Caso ainda seja preciso utilizá-las, que sejam as lâmpadas de LED, que embora ainda tenham preços bem superiores às comuns, têm gasto de energia muito inferior e vida longa útil. Os equipamentos de audiovisual devem seguir notas de consumo baixa, procurando sempre se manter com classificação A em eficiência energética. Para decoração de ambiente, é essencial o uso de materiais reutilizáveis ou reciclados. Na questão alimentação, conhecer o fornecedor e comprar apenas daqueles que também tenham um manejo e uso consciente e sustentável dos seus ingredientes e insumos. Ou seja, um fornecedor que gere o mínimo possível de resíduos, que utilize alimentos frescos e orgânicos e, se possível, que não precise de refrigeração. Papel: evite o uso. Priorizar a realização das divulgações de forma eletrônica com envio de convites por e-mail ou redes sociais e inscrições online ou por telefone, caso a pessoa não tenha acesso a internet. Dar preferência a fornecedores locais é outra boa prática, além de ajudar no desenvolvimento do local onde ocorrerá o evento, também diminui o impacto que o transporte de materiais causa. No Brasil ainda é escasso, além de caro, os automóveis híbridos ou elétricos que têm pouco ou nenhum impacto ambiental na sua utilização. Outros pontos importantes são trabalhar com uma coleta de lixo seletiva, disponibilizar materiais reutilizáveis e possuir acessibilidade a deficientes. A organização desses eventos não é necessariamente mais cara, visto que não são feitas grandes produções e, aquelas que são, se fazem com materiais e produtos reciclados ou reutilizáveis. Realizar este tipo de trabalho produz resultados muito positivos para a empresa contratante e também para a agência organizadora e seus fornecedores, porém, é preciso tomar o cuidado para que não seja um tiro pela culatra. Toda a preocupação que se tem neste processo é preciso que esteja também dentro das empresas. Apenas dessa forma, a geração de valores e benefícios dos eventos mais sustentáveis será contínua para todo o meio ambiente. *André Nogueira é pós-graduado em Gestão de Eventos e sócio diretor da Wemake Eventos

17 de setembro, 2015