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COMPOSTAGEM

Nexa transforma resíduos orgânicos em adubo

Nexa transforma resíduos orgânicos em adubo

Cerca de 200 kg por dia de restos de alimentos são processados em diversas etapas para produzir o composto natural.

A Nexa está desenvolvendo projeto para transformar resíduos orgânicos em adubo para plantas por meio do aproveitamento de cascas de legumes, frutas, ovos e outros alimentos durante o processo. A reutilização das sobras de alimentos do refeitório e do alojamento Construcap, também resultou em ganhos ambientais. Cerca de 200 kg por dia de restos de alimentos são processados em diversas etapas para produzir o composto natural. Primeiro, os materiais são armazenados em local apropriado, instalado no canteiro de obras, para evitar contaminação. Posteriormente acontece a pesagem e o transporte até a área de compostagem.

A técnica de meio ambiente da Construcap, Xirlens Castro de Sales, comentou que a iniciativa surgiu com o crescimento de resíduos orgânicos gerados no projeto. Na compostagem, segundo Xirlens, são utilizados apenas três produtos: pó de serragem, cal e um tipo de substrato orgânico (turfa). Em seguida, estes produtos são adicionados com os resíduos orgânicos em uma betoneira por 30 minutos. A próxima etapa é o processo de secagem, cujo prazo é de 8 a 15 dias para a finalização e produção dos adubos. “A iniciativa é bastante gratificante e nos enche de orgulho, pois fazendo a compostagem estamos evitando que os resíduos sejam encaminhados para os aterros sanitários. Além de diminuir o volume de resíduos, a prática também pode ser feita dentro de casa", afirma a técnica de meio ambiente, que dispõe de uma equipe multidisciplinar composta por cinco pessoas envolvidas no processo.

O coordenador de Gestão Social da Nexa do Projeto Aripuanã, Marcelo Patarro, pontuou que a ação é fundamental para a questão educativa, pois ajuda a conscientizar sobre os impactos ambientais e consumo consciente. "Buscamos incorporar ao Projeto Aripuanã uma visão de sustentabilidade em todos os processos. Dessa forma, buscamos somar esforços em prol do meio ambiente, em conformidade com as melhores práticas de gestão ambiental adotadas pela empresa".

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8 de maio, 2021
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8 de março, 2021
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SUSTENTABILIDADE
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Por meio do projeto Mãos que Germinam, a Nexa oferece orientação técnica agrícola com uma consultoria especializada para o melhor desempenho da plantação e capacitação dos agricultores. Em 2020, a companhia implementou o produto biológico denominado Tracer na horta comunitária da Associação Fazendinha, que produz verduras 100% sustentáveis, sem a utilização de agrotóxicos, no município de Três Marias (MG). A novidade possibilita a produção de alface no verão, já que existem diversas dificuldades de manter o plantio da verdura nos períodos mais quentes. “Entre os meses de setembro e março, é comum que apareça a doença ‘vira-cabeça’ nos pés de alface. Essas pragas perfuram os tecidos vegetais e sugam o conteúdo das células, impossibilitando o crescimento e desenvolvimento desta cultura”, comenta Nolberto Sampaio Neto, técnico agrícola. Segundo a Associação Fazendinha, alface é o vegetal mais procurado no mercado e na horta comunitária. “Com essa nova solução, os agricultores conseguiram aumentar em 40% a produção das estufas, totalizando mais de 1.300m2 de área plantada. Neste cenário de retomada da economia, o aumento produtivo da horta pode melhorar e incrementar a renda das famílias que participam do projeto”, afirma Ricardo Nader, Coordenador de Gestão Social da Nexa. Os agricultores da associação realizam a venda de legumes e folhosos para empresas e pessoas interessadas. A horta está localizada na Avenida Travessia, s/n, Bairro Parque Diadorim, no município mineiro.

1 de dezembro, 2020
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COMPOSTAGEM
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Com duas minas de caulim no município de Ipixuna do Pará (PA), a mineradora Imerys utiliza o processo da PPSA, replicado para outra mina da empresa, a RCC, onde aproximadamente 60% de todo o resíduo orgânico gerado é aproveitado. “São muitas possibilidades, porque também podemos compostar cascas, grãos e sementes em geral, a borra e o filtro do café, o saquinho do chá, o hashi da comida japonesa”, conta o técnico Ambiental da Imerys, Mauro Cunha. Segundo a Abrelpe, cerca de 51% de todos os resíduos produzidos no Brasil são orgânicos, o que significa 36,5 milhões de toneladas por ano, sendo que apenas 1% é tratado de forma adequada. Na mina PPSA, a Imerys constata média mensal de aproximadamente duas toneladas de resíduos orgânicos geradas no restaurante, que são 100% reaproveitados na compostagem. “No ano passado, colocamos a máquina de compostagem em operação. Os custos com toda a destinação final para empresas que recolhiam os resíduos orgânicos para incineração praticamente foram zerados. Além do ganho econômico, temos o ganho ambiental, utilizando o material processado na compostagem como adubo nas áreas de recuperação”, afirma Rafael Ferreira, biólogo da Imerys. O processo de compostagem reaproveita a matéria orgânica contida em restos de origem animal ou vegetal, que por meio de um processo biológico de decomposição formam um composto orgânico que pode ser aplicado no Programa de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD) para ajudar no enriquecimento da matéria orgânica. “Entre os principais benefícios da compostagem estão a destinação mais adequada dos resíduos orgânicos para natureza; a substituição do uso de adubos químicos por compostos orgânicos no meio ambiente e a redução da quantidade de resíduos a serem enviados para aterros sanitários”, conclui Mauro Cunha. Já a Mineração Rio do Norte (MRN), que opera a mineração de bauxita no distrito de Porto Trombetas, em Oriximiná (PA) reaproveita em média cinco toneladas mensais de resíduos orgânicos através da compostagem, realizada desde 2002 pela Gerência de Administração de Infraestrutura da empresa, atendendo às legislações ambientais vigentes. “Ao realizar o reaproveitamento desse tipo de resíduos, o produto da compostagem, que é o adubo orgânico, é utilizado em jardinagem das residências da vila de Porto Trombetas”, comenta Carlisson Alves Romano, Engenheiro Sanitarista e Ambiental da MRN. A compostagem é realizada na Central de Tratamento de Resíduos Sólidos Urbanos (CTR) e visa reduzir a quantidade de resíduos descartados no aterro sanitário do distrito. Esta etapa faz parte do programa de coleta seletiva de resíduos sólidos, feita pelos moradores. “Para que o processo de compostagem dê certo, é necessário que a coleta seletiva de resíduos sólidos seja atendida. Os resíduos orgânicos coletados são direcionados para a CTR. Lá, acontece a mistura com resíduo vegetal (capim/grama) oriundos do serviço de roçagem das áreas verdes da vila residencial. O processo de mistura de orgânicos com vegetal ocorre numa área específica da CTR. O tempo de processo é de 90 a 110 dias”, relata Carlisson. Entre os benefícios da compostagem para a MRN está à redução de resíduos destinados para o aterro sanitário e, consequentemente, o aumento da vida útil do aterro, a doação do adubo orgânico para moradores da vila residencial, que o utilizam em jardinagem, e o valor ambiental desta boa prática.

16 de março, 2020
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Compostagem gera benefícios na mina

A Imerys iniciou projeto de compostagem na mina PPSA, em Ipixuna do Pará, em parceria com uma recicladora de resíduos orgânicos. A compostagem é cada vez mais aproveitada como alternativa para o gerenciamento de resíduos orgânicos, já que impacta menos o meio ambiente, pois a quantidade de lixo diminui com o reaproveitamento e transformação dos materiais, e reduz custos com a destinação final, já que em vez de seguir para aterros sanitários, por exemplo, o material composto passa a ser usado como adubo orgânico. O processo de compostagem reaproveita a matéria orgânica contida em restos de origem animal ou vegetal, que por meio de um processo biológico de decomposição formam um composto. “Todo esse processo dura 24 horas. Após esse período, retiramos 30% do material e deixamos 70% para função dos microorganismos, necessários para acelerar a decomposição da matéria orgânica”, explica Rafael Ferreira, biólogo da Imerys. A empresa já verifica média mensal de aproximadamente duas toneladas de resíduos orgânicos geradas no restaurante da mina PPSA, que agora são 100% reaproveitados na compostagem. “Há quatro meses, colocamos a máquina de compostagem em operação. Os custos com toda a destinação final para empresas que recolhiam os resíduos orgânicos para incineração, praticamente, foram zerados. Além do ganho econômico, temos o ganho ambiental, utilizando o material processado na compostagem como adubo nas áreas de recuperação”, afirma Ferreira.

2 de setembro, 2019