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ETANOL

Pesquisadores desenvolvem motor mais eficiente

Após 14 anos de estudo, pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) desenvolveram um motor movido a etanol com a mesma eficiência que seu similar a diesel. A viabilidade do motor movido a etanol foi apresentado durante o “IV Seminário Sobre Etanol Eficiente”, organizado pelo INEE - Instituto Nacional de Eficiência Energética -, realizado no dia 25 de outubro, no Tech Center Mahle, em Jundiaí (SP). A pesquisa em laboratório, desenvolvida sob a coordenação do professor e engenheiro mecânico José Guilherme Coelho Baêta, do Centro de Tecnologia da Mobilidade da UFMG, resultou na criação de um motor 1.0, de 185 cavalos de potência e movido a etanol com eficiência superior aos movidos a gasolina e equivalente, em eficiência, aos que utilizam diesel. O etanol sempre superou a gasolina em termos de eficiência energética. A novidade aqui é a paridade de consumo de combustível”, explica o professor. Os pesquisadores modificaram todo o sistema de combustão do motor e reduziram o tamanho da câmara de combustível para facilitar a queima do etanol com cargas elevadas. “Cerca de 45% da matriz energética de combustível no Brasil vem de fontes renováveis, enquanto que em outros lugares do mundo este índice gira em torno de 11%. Isso significa que temos condições de sermos autossuficientes, adaptados à realidade do clima tropical”, compara.

Após 14 anos de estudo, pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) desenvolveram um motor movido a etanol com a mesma eficiência que seu similar a diesel. A viabilidade do motor movido a etanol foi apresentado durante o “IV Seminário Sobre Etanol Eficiente”, organizado pelo INEE - Instituto Nacional de Eficiência Energética -, realizado no dia 25 de outubro, no Tech Center Mahle, em Jundiaí (SP). 
 
A pesquisa em laboratório, desenvolvida sob a coordenação do professor e engenheiro mecânico José Guilherme Coelho Baêta, do Centro de Tecnologia da Mobilidade da UFMG, resultou na criação de um motor 1.0, de 185 cavalos de potência e movido a etanol com eficiência superior aos movidos a gasolina e equivalente, em eficiência, aos que utilizam diesel. O etanol sempre superou a gasolina em termos de eficiência energética. A novidade aqui é a paridade de consumo de combustível”, explica o professor.
 
Os pesquisadores modificaram todo o sistema de combustão do motor e reduziram o tamanho da câmara de combustível para facilitar a queima do etanol com cargas elevadas. “Cerca de 45% da matriz energética de combustível no Brasil vem de fontes renováveis, enquanto que em outros lugares do mundo este índice gira em torno de 11%. Isso significa que temos condições de sermos autossuficientes, adaptados à realidade do clima tropical”, compara. 

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POLUIÇÃO
Veículos a diesel emitem mais poluentes

Segundo estudo coordenado por físicos da Universidade de São Paulo (USP), os veículos a diesel (caminhões e ônibus, principalmente) respondem por mais de 50% da concentração de compostos tóxicos na atmosfera, como benzeno, tolueno e material particulado. O estudo foi publicado na última segunda-feira, 16 de julho, na revista Scientific Reports do grupo Nature. “A estimativa da emissão de poluentes de cada tipo de veículo é feita geralmente baseada em valores medidos em laboratório e multiplicados pelo número de veículos nas ruas”, disse Paulo Artaxo, professor do Instituto de Física da USP e um dos autores do estudo. Entretanto, o pesquisador comenta que a metodologia não leva em conta necessariamente condições reais de condução e manutenção dos veículos, aspectos fundamentais para a emissão de poluentes. “Um dos aspectos inovadores desse estudo foi utilizar o etanol na atmosfera, que é emitido somente por carros e motos. Com isso, pudemos separar a contribuição real de veículos leves, que emitem etanol, dos pesados, movidos a diesel e que não emitem etanol”, disse Artaxo. Na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) em um universo de sete milhões de veículos, apenas 5% da frota de veículos são de caminhões e ônibus. Na RMSP há 100 veículos de passageiros para cada ônibus e 30 para cada caminhão. Em 2013, ano em que foram feitas as medidas usadas no estudo, o consumo médio por veículos de passageiros era de 55% de gasolina para 45% de etanol. A mistura de gasolina e etanol é usada basicamente por veículos leves, sejam do tipo flex ou que usem um dos dois combustíveis. “O grande diferencial da nova análise foi o foco não no efeito do etanol em si, mas no seu uso como um traçador de poluentes, permitindo separar pela primeira vez fontes veiculares distintas”, disse o líder do estudo Joel Ferreira de Brito. A professora da Universidade Federal de São Paulo, Luciana Rizzo também integrou a equipe de pesquisa e ressalta a importância de conseguir incluir um grande número de poluentes, inclusive de reconhecido impacto na saúde humana e no clima, atualmente não regulamentados, como as partículas de escalas nanométricas, ozônio, acetaldeído, benzeno, tolueno e o carbono negro, composto emitido por combustão e responsável pela fumaça preta observada em escapamentos. Esses resultados foram obtidos durante três meses de medida no centro de São Paulo, na primavera, um período relativamente chuvoso e de pouca poluição.

28 de julho, 2018
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MOBILIDADE URBANA
Furnas e COPPE desenvolvem ônibus híbrido

Furnas desenvolveu um ônibus movido a eletricidade e etanol em parceria om a COPPE UFRJ. Esse é o novo projeto que já inclui um veículo movido a eletricidade e hidrogênio e outro 100% a energia elétrica. A apresentação do protótipo de veículo híbrido aconteceu no último dia 9 de maio, em Brasília, durante o seminário internacional de Eletromobilidade Aplicada ao Transporte Público por Ônibus: Desafios, Benefícios e Oportunidades. Na ocasião, o Diretor de Novos Negócios e de Participações de Furnas, Claudio Semprine, comentou sobre as pretensões da companhia. “O maior desafio de Furnas é o desenvolvimento tecnológico. Nascemos para fomentar a tecnologia no país”, afirmou. O projeto teve custo inicial de R$ 1,5 milhão e tem como objetivo ampliar e fortalecer conhecimentos, além de aprimorar a capacidade técnica para compartilhar soluções em eletromobilidade nas cidades. O ônibus híbrido traz como diferencial a condição do sistema de passar da etapa inicial (cabeça de série) para tornar-se um lote pioneiro (pronto para circulação), com produção em escala. “Hoje acreditamos que o veículo híbrido a etanol teria capacidade de quebrar o paradigma e entrar no mercado. Um fator facilitador é que a cadeia produtiva do etanol já existe e está consolidada”, explicou Nelson de Araújo dos Santos, gerente de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação de Furnas. O ônibus possui 13 metros, piso totalmente baixo, ar-condicionado e três portas para corredor expresso, além de suspensão a ar e autonomia de 400 km para um ciclo urbano. A capacidade de abastecimento de 300 litros de etanol, com conexão bidirecional à rede elétrica, também reforça o conceito do protótipo, que permitirá boas performances com autonomia.

25 de maio, 2018
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FONTES ALTERNATIVAS
Ford desenvolve combustível limpo

A Ford anunciou o desenvolvimento de uma pesquisa de combustíveis alternativos limpos com benefícios ambientais similares aos de um carro elétrico. O projeto visa testar o uso do éter para mover veículos com a mesma potência e desempenho dos motores à combustão, com emissões quase zero. A montadora conta com a parceria financeira do Governo alemão durante três anos. Serão testados o éter dimetílico, comumente usado como gás propelente não tóxico em aerossóis, e éter oximetileno, um líquido geralmente utilizado como um solvente na indústria química. Os dois tipos de éter são gerados a partir de biogás e gás natural e podem ser obtidos por um processo chamado “power-to-liquid” que usa fontes renováveis, como energia solar ou eólica, junto com o CO 2 obtido a partir do ar. Um protótipo do Ford Mondeo está sendo utilizado nos testes. Os novos combustíveis têm o potencial de gerar emissões de partículas extremamente baixas e maior eficiência energética. Esta tecnologia está sendo estudada em um projeto paralelo em conjunto com a Universidade de Aachen, na Alemanha, pesquisando a viabilidade de diferentes métodos de geração do éter dimelítico. O projeto visa avaliar a eficiência de conversão, os preços estimados de combustível e os aspectos de infraestrutura. "O CO 2 produzido por um carro movido com éter a partir de fontes renováveis pode ser comparado à quantidade gerada por um corredor de maratona cobrindo a mesma distância – mas com desempenho semelhante a um veículo a diesel", diz Werner Willems, especialista de sistemas de combustão da Ford Europa. "Este é um projeto que pode ajudar a criar veículos com uma redução significativa nas emissões de dióxido de carbono e de partículas, com custos acessíveis no mercado." Os éteres quase não produzem partículas e têm características em comum com o diesel. A Ford acredita que esta característica permitiria a conversão de motores diesel para o seu uso, com desempenho comparável. Estima-se que o éter dimetílico obtido de fontes renováveis poderia oferecer um ecobalanço com emissões de cerca de 3 g/km de CO 2 . "O crescimento da população mundial traz uma demanda sempre crescente de energia e especialmente de combustíveis fósseis. Combustíveis renováveis alternativos como os éteres terão um papel fundamental no futuro", diz Andreas Schamel, Diretor de Pesquisa Global de Powertrain e Engenharia Avançada da Ford. "É seguro, queima mais limpo que o diesel convencional e, o mais importante, é versátil. A energia gerada pelo sol, vento e outras fontes renováveis pode ser armazenada no próprio combustível, o que permite o uso do éter em uma variedade de aplicações."

17 de setembro, 2015