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Petrobras quer desenvolver projetos no litoral brasileiro

Petrobras quer desenvolver projetos no litoral brasileiro

Todas as áreas, juntas, têm um potencial para o desenvolvimento de projetos eólicos offshore com capacidade de até 23 GW

A Petrobras encaminhou ao Ibama um pedido para iniciar o processo de licenciamento ambiental de dez áreas no mar brasileiro para o desenvolvimento de projetos de energia eólica offshore. Das dez áreas, sete estão no Nordeste (três no Rio Grande do Norte, três no Ceará e uma no Maranhão); duas no Sudeste (uma no Rio de Janeiro e uma no Espírito Santo) e uma no Sul do país (no Rio Grande do Sul).

Todas as áreas, juntas, têm um potencial para o desenvolvimento de projetos eólicos offshore com capacidade de até 23 GW. Com isso, a Petrobras passaria a ser a empresa com o maior potencial de geração de energia eólica offshore no Brasil em capacidade protocolada junto ao Ibama.

O pedido de licenciamento mostra que a Petrobras tem interesse no desenvolvimento de projetos próprios, além dos projetos em parceria, que continuam sendo uma prioridade, a exemplo das áreas que estão sendo estudadas em conjunto com a Equinor. As duas empresas estão avaliando a viabilidade técnico-econômica e ambiental de sete projetos de geração de energia eólica offshore na costa brasileira, com potencial para gerar até 14,5 GW. Além disso, a Petrobras conduz a maior campanha de mapeamento eólico no Brasil. Em 2023, a companhia completa uma década de medições eólicas offshore, além de intensificar as campanhas em algumas locações no mar brasileiro, fundamentais para a avaliação da viabilidade técnica de futuras instalações de energia eólica offshore. Este é o caso, por exemplo, de seis plataformas localizadas em águas rasas no litoral dos estados do Rio Grande do Norte, Ceará e Espírito Santo.

A área escolhida no estado do Rio de Janeiro tem um diferencial sobre todas as outras já protocoladas junto ao Ibama para projetos de eólica, que é o fato dela estar posicionada em profundidade d´água maior que 100 metros, na qual não é possível utilizar fundações fixas, cravadas diretamente no solo marinho. Neste caso, as instalações têm que ser flutuantes e a viabilidade abrirá possibilidades de integração e fornecimento de energia para as plataformas de produção da companhia. A solicitação junto ao Ibama não garante o direito sobre as áreas, o que deve acontecer somente após processo a ser conduzido conforme a regulação em discussão no âmbito do Congresso Nacional.


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