Publicidade
LODO

Pieralisi entrega sistema para manejo

Fornecedor de decanters centrífugos e secadores de lodo, o Grupo italiano Pieralisi entregou para a Aegea ETE Bombinhas um novo Skid – Sistema Móvel e Compacto para adensamento e desidratação de lodo. Entre as vantagens do equipamento estão a área reduzida para instalação e os custos de obras civis - praticamente inexistentes. Outras vantagens são o menor custo operacional e de implantação, prazo de instalação mais curto e redução do consumo de energia. O Skid elimina montagens eletromecânicas e periféricos no local da obra, melhora a mobilidade operacional e tem retorno de clarificado bombeado. “A tecnologia dispõe de sistema de preparação e dosagem de polímero automático e apresenta redução do tempo de comissionamento e start-up”, complementa a CEO do Grupo Pieralisi, Estela Testa.

Fornecedor de decanters centrífugos e secadores de lodo, o Grupo italiano Pieralisi entregou para a Aegea ETE Bombinhas um novo Skid – Sistema Móvel e Compacto para adensamento e desidratação de lodo. Entre as vantagens do equipamento estão a área reduzida para instalação e os custos de obras civis - praticamente inexistentes. Outras vantagens são o menor custo operacional e de implantação, prazo de instalação mais curto e redução do consumo de energia. 
 
O Skid elimina montagens eletromecânicas e periféricos no local da obra, melhora a mobilidade operacional e tem retorno de clarificado bombeado. “A tecnologia dispõe de sistema de preparação e dosagem de polímero automático e apresenta redução do tempo de comissionamento e start-up”, complementa a CEO do Grupo Pieralisi, Estela Testa.

Artigos Relacionados

Saneamento Ambiental Logo
COMPOSTAGEM
Uso de resíduos na produção agrícola

Uma parceria entre a Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, a Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" (Esalq/USP) e a concessionária Mirante, do grupo Aegea, poderá transformar cerca de 1.200 toneladas de lodo de esgoto, 180 toneladas de poda de árvores e 500 toneladas de grama mensais – que seriam descartadas em aterro sanitário - em composto orgânico para a agricultura em Piracicaba (SP). O uso sustentável do resíduo do tratamento de esgoto e dos trabalhos de limpeza do município será possível graças a acordo assinado em setembro para desenvolver o projeto até julho de 2021. Os especialistas irão utilizar a técnica de compostagem para viabilizar o uso desses resíduos na produção agrícola. "A compostagem é o processo mais adaptado para tratar resíduos orgânicos. Com ela, é possível estimular a decomposição de materiais orgânicos e a redução de contaminantes como patógenos e metais pesados para se obter um material estável, rico em matéria orgânica humificada e nutrientes minerais", explica a pesquisadora da APTA, Edna Ivani Bertoncini. Segundo Edna, o método permite o pós-tratamento do lodo de esgoto sem que haja mau cheiro e moscas. O processo de decomposição leva aproximadamente 60 dias. "A APTA realizará a montagem das pilhas de compostagem com diferentes cenários de composição dos resíduos e formas de revolvimento e irrigação das pilhas. O processo será monitorado diariamente e haverá coletas constantes dos materiais e sua análise laboratorial para verificar se o composto está adequado para ser usado nas plantações. Ao final do processo, teremos que aprovar o fertilizante no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA)", afirma Edna. Paulo S. Pavinato, professor da Esalq/USP, explica que o projeto de Piracicaba faz parte de um plano maior a ser enviado para aprovação da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), que busca dar um destino sustentável para todo o resíduo do tratamento de esgoto das cidades do Estado de São Paulo. "Estes projetos estão alinhados com o Novo Marco de Saneamento Básico, sancionado neste ano, que objetiva que as cidades tenham 100% de tratamento de esgoto e seus resíduos até 2030. É uma ação importante, que está alinhada à economia circular, de reciclagem de um resíduo que seria destinado a aterro sanitário, a um alto custo econômico e ambiental", explica. O supervisor de operações da concessionária Mirante, Andrey de Souza, disse esperar que o projeto possa tratar 100% do lodo gerado no processo de tratamento de esgoto do município, e que não haja necessidade do descarte em aterros sanitários. "Hoje, já desenvolvemos processo de secagem do lodo, o que reduz muito nosso volume de resíduo. Por mês, o município gera 1.200 toneladas de lodo. Com a secagem, esse volume cai para 320 toneladas. Queremos, agora, eliminar todo esse resíduo de forma completamente sustentável", diz Souza. O presidente da Mirante, Jacy Prado, diz que "a implantação do secador solar de lodo e a parceria com a APTA e a Esalq/USP viabilizam a demanda em preservar o meio ambiente, pois, os ganhos obtidos com a implantação do projeto vão além da esfera corporativa, ao gerar benefícios ao meio ambiente e à população. “O processo permite a estabilização microbiológica e a inertização do lodo, o que representa o uso sustentável, evitando impactos e degradação do meio ambiente".

9 de novembro, 2020
Saneamento Ambiental Logo
SANTA CATARINA
Águas de Bombinhas reduz perdas de água

Empresa do Grupo Aegea Saneamento, a Águas de Bombinhas conseguiu, com economia e otimização do trabalho, reduzir para 15% as perdas de água, índice muito inferior à média nacional, que é de 38% de acordo com os números divulgados pelo instituto Trata Brasil. A média de perdas de água no estado catarinense no momento da distribuição chega aos 35%. O coordenador de operações da Águas de Bombinhas, Gabriel Balparda Fasola, disse que o objetivo da empresa é continuar diminuindo constantemente os números. "A redução no índice de perda de água tratada é um objetivo da concessionária, tanto pela economia como pelo enfoque sustentável", explica. "A redução de perdas representa a melhor distribuição de água para os bairros e, consequentemente, maior oferta de água tratada", completa. Nos últimos meses, a concessionária concluiu a instalação de três novos macromedidores em pontos estratégicos de Bombinhas. A cidade é dividida em diferentes setores e estes equipamentos têm a função de medir o volume de água que é distribuído em cada setor. Desta forma, as equipes conseguem avaliar o quanto de água saiu da Estação de Tratamento de Água e fazer uma comparação com o volume que chega às residências. "Cada gota de água é importante. Vale reforçar que também temos instaladas em nosso sistema três válvulas redutoras de pressão (VRP). O objetivo destes dispositivos é de controlar a pressão da água na cidade, evitando possíveis rompimentos", comenta Maraísa Mendoça Oliveira, responsável pelo Centro de Controle Operacional (CCO). Além destas medidas, a Águas de Bombinhas realiza cerca de 150 reparos mensais em diferentes pontos do sistema de abastecimento. “São cavaletes, ramais de ligação e redes, que buscamos reparos que buscamos reduzir o prazo de 12h para justamente evitar maiores perdas”.

12 de outubro, 2020
Saneamento Ambiental Logo
RESULTADOS
Aegea comemora números de 2016

Sem dúvida, 2016 foi um bom ano para a Aegea Saneamento, que possui 18% do mercado privado de saneamento básico do Brasil. A receita líquida do Grupo cresceu 24,8%, alcançando R$ 992,4 milhões e manteve a cadência de crescimento planejada; o EBITDA aumentou 14,9%, atingindo R$ 462,5 milhões; e o prazo médio de endividamento da empresa foi ampliado de 5 para 5,9 anos. Os números macros comprovam o desempenho, mas o item que merece destaque, segundo Hamilton Amadeo, CEO da Aegea foi o fortalecimento da estrutura de capital conseguido no último ano, quando os minoritários confirmaram a confiança na administração da empresa ampliando sua participação, o que significou um aporte de R$ 125 milhões. “Esse é um dado muito importante para nós, pois mostra que o projeto apresentado a eles em 2012 foi aprovado o que reforça nossa capacidade de fazer frente a qualquer desafio em termos de necessidade de capital. Hoje, a soma da participação deles se aproxima de 30%, numa evolução constante”. Para explicar a performance, Amadeo ressaltou a atuação da Aegea em “clusters”, regiões onde as concessionárias do Grupo se ajudam, com administração compartilhada e integrada. Como exemplo citou as novas atuações no Espírito Santo, em Vila Velha e Serra (ambas PPPs de esgoto) e a consolidação da atuação em Rondônia, com a concessão plena de Ariquemes, a quarta no Estado, onde atende a uma população de 105 mil habitantes. Especificamente no Espírito Santo, Amadeo salientou a escala favorável da participação privada no Estado e o atendimento de quase 1 milhão de habitantes na Grande Vitória. As novas oportunidades locais surgem a partir de abril, nas cidades de Cariacica e Viana. A mesma janela de oportunidades se abre em Rondônia, onde a companhia de saneamento estadual está listada no PPI para ser privatizada: “É um Estado que tem uma população muito parecida em termos socioeconômicos com o Mato Grosso, índices de inadimplência baixos, crescimento acelerado e as tarifas da concessionária estadual são altas, o que nos dá uma folga para operar até com valores menores”, diz Amadeo, indicando que essas ilhas de crescimento é que puxarão o desenvolvimento futuro da Aegea, “um player diferenciado com presença local. Isso faz parte da estratégia de longo prazo da companhia”. Ainda na lista de conquistas e avanços conseguidos em 2016, Amadeo destacou a criação do Centro de Controle e Operação de Gestão de Perdas, que passou a centralizar as ações das concessões; a universalização de água tratada em Timon (MA) para 100% da população da área urbana, com frequência contínua; a evolução dos índices de tratamento de esgoto (cobertura e tratamento) em Piracicaba (SP), de 36% para 100% num período de quatro anos; e, por fim, o fato de a Aegea se tornar signatária do Pacto Global da ONU, como empresa inclusiva em saneamento no Brasil e referência na redução de perdas de água de 56% para 19% em Campo Grande (MS). “É importante citar que nossas metas de perdas consideram o nível ótimo para cada concessão, dentro de uma escala socioeconômica”, explica o CEO da Aegea. Principais resultados Flávio Crivellari, CFO da Aegea, ressaltou o excepcional desempenho da Aegea em 2016, mesmo num cenário de economia desafiadora: “Nosso crescimento se deu através de aquisições, aportes, licitações e vegetativo, por meio de Capex – aumento de rede nas operações existentes. Outras ações procuraram estabilizar o pico de inadimplência por razões de queda da renda per capita devido ao desemprego”. O volume de economias cresceu 8,8% no ano passado, acompanhando e o volume faturado de água e esgoto aumentou 9,5%. Os custos também cresceram no último ano em 35%, sendo que as despesas com pessoal e energia elétrica se mantiveram dentro do previsto. A economia total versus o número de colaboradores demonstrou aparente perda de produtividade, mas na verdade considera a incorporação dos colaboradores das novas concessões, que trarão resultados mais à frente. Em termos de energia, Crivellari destacou que houve crescimento de volume, mas estabilidade no custo das concessões existentes graças aos investimentos em automação realizados pelo Grupo. Perspectivas otimistas Ao falar sobre o que Aegea espera para 2017, Hamilton Amadeo fez primeiro uma análise do cenário externo, ressaltando a manutenção da crise fiscal em Estados e municípios e a consequente restrição de investimentos, o que poderá gerar oportunidades de novos investimentos privados no setor de saneamento. “A Aegea se coloca no mercado como uma empresa complementar do sistema e não como substituta do serviço. Faz mais sentido prestar serviço ao cidadão dentro de um modelo integrado. Essa é a nossa posição e as companhias estaduais já estão entendendo e aceitando essa nova opção”. Ou seja, a Aegea está se posicionando para tirar proveito da capacidade que tem de se integrar aos prestadores já existentes ou operar de forma plena onde for necessário. É uma demanda que se mostra decorrente da falta de capacidade de investimento dos Estados. A companhia também vem acompanhando o esforço de PPI do Governo Federal, através do BNDES e da Caixa, de criar uma “inteligência de saneamento”, pois não existem experiências perenes de cultura de saneamento ainda no país e a base que está sendo criada interessa à companhia, que aguarda a evolução do processo. Quanto ao cenário interno, a parte de EHS (Environment, health and safety) sempre foi uma preocupação da Aegea e hoje, atuando em quase 50 municípios, novos modelos serão implantados nos próximos dois anos para dotar a companhia de padrões internacionais. Outra ação que terá continuidade é a Academia Aegea para formação de profissionais para o setor de saneamento. Quanto às novas opções de mercado, Amadeo avisa que a companhia continuará aproveitando as oportunidades de crescimento, desde que subordinadas à estrutura de capital: “Não vamos dar o passo maior que a perna. Podemos até perder oportunidades, mas jamais iremos colocar em risco nossos indicadores de saúde financeira”.

7 de março, 2017
Saneamento Ambiental Logo
SANEAMENTO
Receita da Aegea cresce mais de 30% em 2015

“2015 foi um ano difícil, mas conseguimos superar os percalços e vamos continuar entregando bons resultados durante 2016”, disse Hamilton Amadeo, CEO do Grupo Aegea, detentor de diversas concessões privadas de saneamento, ao anunciar aos investidores os resultados obtidos no exercício anterior, quando foram cumpridas as expectativas projetadas e mantido o nível de crescimento endereçado há alguns anos atrás, que decorre basicamente de investimentos feitos nas concessões e na conquista de novos mercados e clientes. A receita líquida atingiu R$ 795 milhões em 2015, um crescimento de 32,6% frente a 2014 e o EBTIDA, também em curva crescente, aumentou 36,5% atingindo R$ 402,6 milhões – resultado dos investimentos realizados. Ao citar a contribuição dos novos negócios, Amadeo chamou atenção para uma margem negativa, já que estes normalmente impactam negativamente o EBTIDA ou não são tão rentáveis no início – “mas o Capex tem cumprido seu papel e feito com que a empresa consiga operar a custos cada vez mais interessantes”, tranquilizou o executivo. No período, a margem de EBTIDA também foi ampliada de 49,2% para 50,6%, decorrência do nível de automação, da evolução da equipe e dos equipamentos. Durante a apresentação dos números, Amadeo salientou o forte impacto sofrido pelo Grupo quanto ao aumento da tarifa de energia elétrica, que não era esperado no ciclo de planejamento, normalmente encerrado em setembro – “em março de 2015 a legislação mudou e o Governo introduziu novos parâmetros de tarifa, causando um impacto muito grande que não estava previsto em nosso orçamento. Energia, junto com mão-de-obra, representam hoje 70% de nossa planilha de custos”, prosseguiu o CEO da Aegea. Ao mesmo tempo em que sofreu o impacto não previsto do alto custo de energia, alguns dos clientes públicos da Aegea (que representam em torno de 12% da receita total do grupo) começaram a atrasar os pagamentos por conta da baixa arrecadação dos municípios. Para superar o problema, Amadeo conta que foi preciso encarar uma provisão adicional para clientes duvidosos, o que impactou a arrecadação durante o ano. “Nos anos anteriores vínhamos operando com ordem de grandeza de R$ 5 milhões e fechamos 2015 com uma ordem de grandeza de R$ 30 milhões. Para 2016 estamos trabalhando com uma estimativa ainda maior, apesar do comportamento dos órgãos públicos ter melhorado. A maior parte dos municípios voltou a pagar, mas ainda assim estamos projetando a possibilidade de algum impacto nos clientes privados, tanto comerciais quanto residenciais”, ressaltou o executivo. A base para tal afirmação está no acompanhamento do nível mensal do índice de emprego nos municípios onde o Grupo atua. Para responder ao problema ocasionado pelo maior custo de energia, a Aegea optou por montar uma força tarefa nos dois maiores municípios que representam grande parte da sua receita, de forma que conseguisse, no menor prazo possível, reequilibrar a tarifa. “Este é um direito contratual”, explicou Amadeo. Segundo ele, a concessionária Águas Guariroba, em Campo Grande (MS), já tem quatro reequilíbrios por aumentos não previstos de energia elétrica, ação fundamental para o equilíbrio das contas e para a manutenção do nível de investimento e performance. Outro foco de atenção são os municípios atendidos pela concessionária Prolagos, na região dos Lagos, no Rio de Janeiro. A cada cinco anos são feitas revisões contratuais na Prolagos e todos os investimentos feitos acima ou abaixo do contratado e os novos investimentos necessários, identificados pelo poder concedente, são reequilibrados. No último ciclo concluído em 2015, a concessionária recebeu um aumento real de tarifa de 31% a ser escalonado em cinco parcelas, “o que nos permite continuar implementando a cobertura de esgoto e expandindo a rede de água nas cinco cidades em que operamos”, disse Amadeo. Nos demais municípios, em que pese também relevantes, é possível esperar, segundo afirmou o CEO. Em março, a concessionária de Piracicaba receberá um aumento de 15,2%, quantia que “pega” o impacto da energia registrado no ano passado. Do ponto de vista de reconhecimento, Amadeo classificou 2015 como um ano bom – “a Aegea foi citada como referência em Saneamento pela iniciativa para negócios inclusivos da PNUD Brasil, Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento da ONU. Outro destaque foi o prêmio “Be Inspired Awards 2015”, na categoria “Inovação em modelagem hidráulica de rede de água”, recebido por um engenheiro da empresa”, ressaltou. Quanto à manutenção do perfil financeiro, a atividade exercida pelo Grupo Aegea deixa claro, em seu balanço, a necessidade de acesso direto a crédito: “transformamos crédito em serviço, e serviço em valor”. Daí a preocupação de corrigir os rumos o mais rápido possível para entregar aos acionistas uma lógica de crescimento transparente e consistente. Num ano tão difícil quanto foi 2015, a Aegea conseguiu financiamentos junto ao BID no valor de R$ 320 milhões (com prazo para 12 anos); financiamento junto ao BNDES, para a Prolagos, no valor de R$ 295,6 milhões – uma negociação recorde de apenas cinco meses; e financiamentos via CEF para Guariroba e Sinop, no total de R$ 447 milhões. Também aconteceu a redução da dívida em relação ao percentual do CDI de 105,7% para 97%, num ano de inflação crescente. Raio-X dos números Flávio Crivellari, diretor Financeiro e de Relações com Investidores, detalhou aos presentes o crescimento registrado pelo Grupo em 2015: “passamos o atendimento de 35 cidades para 46 e de seis para oito estados nesse período. A empresa continua crescendo o mesmo modelo de negócios, priorizando concessões municipais, PPPs, municípios de pequeno e médio portes, o que tem garantido uma pulverização de riscos. A quantidade de pessoas atendidas saltou de 2,6 milhões para 3 milhões”. Dessa forma, a Aegea aumentou seu share em relação aos demais players privados de saneamento. A receita cresceu 32,6% em relação a 2014, sendo que 13,2% se referem ao volume (novas aquisições ou PPPs que elevaram o número de clientes) e 19,4% são provenientes de tarifas (aumentos reais). Custos: o aumento verificado foi de 28,9%, sendo: 13,2% de energia elétrica, 3,6% do custo de concessão (ajuste contábil da remuneração da concessionária Águas de Matão), 7,6% de PCLD, onde a crise fiscal impactou a capacidade de pagamento dos órgãos públicos, e 4,5% dos demais custos. Mesmo com estes impactos, a evolução dos custos e despesas totais foi inferior ao crescimento da receita, indicando ganhos de produtividade. Em 2015, o Grupo realizou adequações nas concessões existentes, através da melhoria de processos. O resultado foi uma redução do quadro existente em 4,6% e crescimento do custo de pessoal abaixo da inflação. No ano passado, a Aegea, assim como as demais empresas do segmento de saneamento, foi impactada com aumentos relevantes nos custos de energia elétrica, especialmente nas concessões mais maduras, em função da política tarifária vigente. O valor pago de energia elétrica pulou de R$ 46 milhões em 2014 para algo em torno de R$ 85 milhões em 2015. Quanto às métricas operacionais, o relatório mostra que o consumo de Kwh/m³ de água produzida e esgoto tratado teve melhor desempenho consolidado, passando de 0,72 em 2014 para 0,64 em 2015 – a empresa tem investido muito em eficiência energética, com equipamentos mais modernos e monitoramento de reservação e adução, além de priorizar o consumo de energia nos momentos de tarifa mais barata. O índice de perdas encerrou 2015 em 36,7%, contra 32% em 2014, o que se explica pela entrada de novas concessões, como Águas de São Francisco do Sul, Águas de Timon e Águas de Paranatinga, que ainda estão com um percentual elevado. Com relação à taxa de inadimplência de 5,7%, Flavio explica que se deve especialmente ao setor público e que está muito concentrada em Campo Grande (MS). Como 60% das concessões da Aegea estão situadas em regiões onde o PIB continua crescendo, a capacidade de pagamento está “preservada”. Ainda assim, o Grupo se diz atento a esse aspecto, pois 2016 não está sendo um ano fácil e a queda do PIB e o aumento do desemprego pode afetar a população mesmo nessas regiões “mais dinâmicas”. Nesse sentido, a Aegea ampliou suas provisões para ter margem de manobra em caixa já a partir do segundo semestre. Perfil de dívidas: a estratégia adotada pela Aegea foi a diversificação. O setor é tradicionalmente financiado por bancos públicos no longo prazo como CEF e BNDES e desde 2012 a empresa vem buscando sempre fontes alternativas em reais. E o atual cenário de redução do papel dos bancos públicos teve efeito positivo para a Aegea de forma geral: a “fila” está menor no BNDES e na CEF – pela situação do Brasil, há menos players de saneamento demandando recursos. Com isso, os processos estão andando mais rápido e o Grupo não sentiu a diminuição do reembolso durante o ano. Desafios e oportunidades “No meio de muita coisa ruim que está acontecendo, também existem várias oportunidades no setor, que abrem perspectivas para empresa”, sinaliza o presidente da Aegea. Por outro lado, prossegue o executivo, “nenhum de nós consegue acertar o cenário. É preciso muita habilidade para ajustar esses sinais durante o ano”. Sendo assim, a Aegea estabeleceu metas desafiadoras e difíceis, mas consistentes, para o período. “Operamos hoje em cima de um cenário traçado em setembro do ano passado, mas que cada vez mais apresenta sinais de piora. E estamos preparados para os ajustes necessários durante a trajetória”, ressaltou Amadeo. A empresa antecipou o planejamento que normalmente acontece em agosto para abril próximo e os sinais mostram que o clima de incerteza ainda permanecerá em 2017 – “temos que lidar com isso e aumentar provisões, fazer cortes em custos, prevenindo os impactos de uma recessão que se estende no tempo e que é profunda”. Eleições municipais As eleições municipais em 2016 deixam o calendário de novos negócios mais restrito, entretanto a companhia se aproxima mais d

1 de março, 2016