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PRESERVAÇÃO AMBIENTAL

Projeto da ArcelorMittal visa proteger jacarés-de-papo-amarelo

Projeto da ArcelorMittal visa proteger jacarés-de-papo-amarelo

No cinturão verde da unidade de Tubarão da ArcelorMittal, está localizada a maior e mais saudável população da espécie no estado.

Um Acordo de Cooperação Técnica para a criação de um projeto pioneiro de monitoramento, conservação e repovoamento dos jacarés-de-papo-amarelo (Caiman latirostris) em Unidades de Conservação no Espírito Santo utiliza como base populacional os jacarés presentes no cinturão verde da unidade de Tubarão da ArcelorMittal, onde está localizada a maior e mais saudável população da espécie no estado, para promover o repovoamento e garantir a sobrevivência de uma espécie em risco de extinção. Coordenado pelo Instituto Marcos Daniel (IMD), em parceria com a ArcelorMittal, a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SEAMA), o Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (IEMA) e o Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES), o programa também visa criar um modelo replicável que integre conservação ambiental, educação e desenvolvimento sustentável.

No projeto, os ovos das espécies de jacarés que habitam as lagoas da ArcelorMittal, na Serra, serão levados para uma incubadora no Parque Estadual de Itaúnas, em Conceição da Barra, onde serão criados até um ano de idade e depois serão soltos no ambiente, promovendo o repovoamento nesta localidade e expandindo a presença do jacaré-de-papo-amarelo no Estado. O jacaré-de-papo-amarelo é uma espécie símbolo da Mata Atlântica e registrado como “Em perigo” na Lista Estadual de Espécies Ameaçadas de Extinção, desempenha um papel fundamental no equilíbrio dos ecossistemas aquáticos e terrestres. Com duração prevista de até 10 anos, o projeto prevê ações como monitoramento ecológico, repovoamento com exemplares nascidos em ambientes protegidos, educação ambiental e formação de pesquisadores. Além disso, busca envolver a sociedade em práticas de conservação e promover a restauração de habitats.

“A sustentabilidade é um valor na ArcelorMittal e está em nossa prática diária. Este valor é comprovado com a nossa produção responsável de aço, certificada pelo ResponsibleSteel, um programa independente e que garante uma produção de aço de acordo com princípios de sustentabilidade e respeito ao meio ambiente. E a nossa parceria com o Caiman reforça esta nossa atuação responsável. Este projeto reflete nosso compromisso com a conservação da biodiversidade e o desenvolvimento sustentável, conectando-se com nossas práticas de ESG. Além de proteger uma espécie em risco, ele exemplifica como empresas e instituições podem colaborar para a preservação de nosso patrimônio natural”, disse Bernardo Enne, Gerente-Geral de Sustentabilidade e Relações Institucionais da ArcelorMittal. O secretário de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Felipe Rigoni, também considera a cooperação entre diferentes setores fundamental para o sucesso de iniciativas de preservação. “Temos muito orgulho de iniciar este que é um modelo extremamente inovador de sustentabilidade e proteção de espécies ameaçadas de extinção. Trata-se de um verdadeiro exemplo para o mundo. A conservação da natureza e o desenvolvimento econômico e social podem caminhar lado a lado. Estamos engajados, unindo os diferentes setores da sociedade, para impedir a extinção do jacaré-de-papo-amarelo e promover a melhora da qualidade dos ecossistemas capixabas”, disse.

O coordenador do Projeto Caiman, Yhuri Nóbrega, acrescenta que o programa é o resultado de um trabalho contínuo de pesquisa e proteção. “O uso dos jacarés do cinturão verde da ArcelorMittal como população fonte para o repovoamento demonstra como ciência e sustentabilidade podem caminhar juntas. Essa iniciativa vai além da preservação da espécie, permitindo que educação e conscientização ambiental alcancem a sociedade de forma significativa”, comentou. "Fazer parte desse importante projeto de proteção aos jacarés do papo-amarelo é, para nós, a materialização do nosso dever constitucional de proteger o meio ambiente, garantir o direito dos animais e a biodiversidade. Nesse sentido, o Ministério Público do Estado do Espírito Santo busca cada vez mais estabelecer e fortalecer parcerias com os órgãos públicos, entidades civis e setores da iniciativa privada, por acreditar que a atuação articulada é extremamente eficaz para o alcance de resultados mais céleres à proteção ambiental. Preservar a fauna é preservar a vida”, concluiu Bruna Legora de Paula Fernandes, promotora de Justiça e Dirigente do Centro de Apoio Operacional da Defesa do Meio Ambiente do MPES. Além das ações de proteção e educação, o projeto prevê o acompanhamento dos resultados obtidos, como o aumento da população de jacarés-de-papo-amarelo nas áreas de repovoamento e a redução da taxa de mortalidade. As ações desenvolvidas pelo IMD, em parceria com a ArcelorMittal, também contribuem para o alcance de seis dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, incluindo educação de qualidade, ação climática e preservação da vida na água e na terra.

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Criadouro da CBMM cuida de animais maltratados

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1 de fevereiro, 2021
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FAUNA
Vinte anos de parceria ArcelorMittal-Projeto Tamar

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31 de agosto, 2020
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QUELÔNIOS
Preservação de tartarugas na Amazônia

A captura para o consumo ilegal e o tráfico da carne e dos ovos da tartaruga-da-amazônia (Podocnemis expansa) provocaram um declínio populacional da espécie no último século, fatores que aumentam o grau de extinção do animal. Para diminuir as pressões humanas sobre as populações de tartaruga-da-amazônia, pesquisadores da Associação da Conservação da Vida Silvestre – ou Wildlife Conservation Society (WSC) no Brasil – estão executando um projeto na Reserva Biológica do Abufari, no Amazonas, voltado à conservação da tartaruga-da-amazônia. Com o uso de imagens aéreas, comunicação acústica e dados ambientais, os cientistas estão buscando informações que ajudem a prever o período de desova e nascimento em massa. O objetivo do trabalho é melhorar métodos de proteção e manejo durante o período reprodutivo e desenvolver estratégias de conservação para a espécie. O projeto conta com o patrocínio da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza e apoio do ICMBio. “Somos o primeiro projeto a trabalhar com drone e comunicação acústica em conjunto para a investigação dos padrões comportamentais de tartarugas. Durante a desova, conseguimos fazer as primeiras fotos aéreas da espécie, mostrando um pouco da dinâmica de ocupação do tabuleiro de desova pelo conjunto de fêmeas. Acompanhamos a etapa que antecede a saída dos filhotes dos ninhos, uma vez que a imensa maioria aguarda para nascer juntos. Assim, identificamos padrões e reunimos dados que contribuam com a conservação da espécie", destaca a doutora Camila Ferrara, ecóloga da WCS Brasil. As tartarugas-da-amazônia são a maior espécie de quelônio de água doce da América do Sul, podendo medir 1 metro de comprimento e pesar até 75 quilos. “Neste projeto estamos estudando uma espécie singular, que reúne características não encontradas em outras espécies da América do Sul e promove um verdadeiro espetáculo no coração da Amazônia, que é o nascimento em massa de milhares de filhotes. Por se tratar de uma espécie que sofre diversas ameaças, precisamos ressaltar a importância da sua preservação e lembrar do desequilíbrio ecossistêmico gerado a partir da extinção de espécie”, afirma Janaína Bumbeer, analista de Ciência e Conservação da Fundação Grupo Boticário. Durante o período de seca, as tartarugas-da-amazônia abandonam a floresta alagada à procura de praias para desova. Cada tartaruga desova apenas uma vez no período reprodutivo e deposita cerca de 100 ovos. A incubação dura cerca de dois meses e o sexo dos filhotes é determinado pela temperatura de incubação. Após o nascimento, filhotes e adultos migram para a floresta alagada em busca de refúgio e alimentação.

13 de abril, 2020
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PANTANAL
Incêndio ameaça projeto Arara Azul

Um incêndio iniciado em 9 de setembro em uma fazenda vizinha já destruiu aproximadamente 60% do Refúgio Ecológico Caiman, em Miranda (MS), local que abriga a Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN), sede dos trabalhos de campo do Projeto Arara Azul. O projeto é comandado pela bióloga Neiva Guedes e completa 30 anos de atividade em 2019. O projeto tem apoio da Fundação Toyota do Brasil e da montadora japonesa. Por conta do clima seco, o período de reprodução das araras está atrasado. Neiva não acredita em uma melhora para a reprodução da espécie ainda em 2019. A equipe do projeto Arara Azul está atuando junto às equipes do Refúgio Ecológico Caiman e auxiliando o trabalho de mais de 150 profissionais, entre funcionários, vizinhos, bombeiros e demais órgãos ambientais, para combater o fogo, durante 24 horas por dia. “Neste momento, o mais importante é conseguir conter o fogo, para que não destrua a RPPN Aracy Klabin, com ambientes naturais protegidos há mais de 20 anos”, salienta a bióloga, que acredita ser necessária uma avaliação mais crítica do impacto ambiental após o término do incêndio. Pessoas físicas e jurídicas podem ajudar os projetos de conservação de espécies com base de campo no Refúgio Ecológico Caiman. Os interessados podem realizar doações no site do Instituto http://institutoararaazul.org.br/como_ajudar . As doações são a partir de R$ 1 e o projeto aceita também materiais e equipamentos como laptops, câmeras, cartões de memória, binóculos, GPS, entre outros. Neste caso, os doadores devem entrar em contato através do e-mail: [email protected] .

25 de setembro, 2019
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DESSALINIZAÇÃO
ArcelorMittal anuncia projeto no ES

A ArcelorMittal Tubarão anunciou investimentos de R$ 50 milhões para desenvolver um projeto de dessalinização no estado do Espírito Santo. As obras começarão ainda este ano e devem ser concluídas dentro de dois anos. A unidade produzirá até 500 m³/h (12.000 m³/dia) de água industrial para o sistema de água da ArcelorMittal Tubarão. Com o projeto, a ArcelorMittal Tubarão proporcionará um fonte alternativa ao consumo de água doce do Rio Santa Maria da Vitória. Atualmente a água doce, que é fornecida pela Cesan, representa 3,5% de toda a água consumida pela empresa (96,5% são provenientes de água do mar) e parte dela é tratada, transformada em potável e destinada para o consumo humano. Destes 3,5%, 97,8% são recirculados em seus processos. “O projeto tem como objetivos principais aumentar a segurança hídrica e garantir a estabilidade operacional das nossas operações, colocando a ArcelorMittal Tubarão na vanguarda da Gestão Hídrica, através de uma adequada estratégia de adaptação futura às mudanças do clima”, explica o Vice-Presidente de Operações, Jorge Luiz Ribeiro de Oliveira. O projeto engloba sistemas de captação e bombeamento de água do mar, pré-tratamento com filtração, dessalinização por osmose reversa e armazenagem, e distribuição da água produzida (água dessalinizada). A planta será instalada próxima às Centrais Termelétricas da unidade e ocupará cerca de 6.000 m², o que representará a maior planta de dessalinização do país. Durante as obras serão gerados 220 postos de trabalho (trabalhadores locais), dos quais 160- de mão-de-obra direta - obra civil e montagem/eletromecânica. Já a operação e a manutenção serão feitas, posteriormente, por oito empregados próprios. A ArcelorMittal Tubarão produzirá cerca de 3 MW de energia elétrica a ser consumida no processo de dessalinização. O montante representa menos de 1% da sua geração total de energia. O processo de licenciamento ambiental para a obra já foi iniciado junto ao Instituto Estadual de Meio Ambiente (Iema), e está atualmente em fase de elaboração do termo de referência (TR) e do plano de controle ambiental (PCA). Segundo Jorge Luiz, o projeto não gerará impactos ambientais significativos. “Ele consiste na captação da água do mar e na sua transformação em água industrial por meio do processo de osmose reversa, tecnologia essa já consagrada e aplicada em países como Israel, Espanha, Austrália, Argentina e Estados Unidos”, explica. A devolução da salmoura (líquido com maior concentração de sais que sobra da separação) para o mar será feita por meio do canal de retorno de água do mar de resfriamento de equipamentos já existentes na usina (condensadores das centrais termelétricas). A ArcelorMittal Tubarão vem desenvolvendo outras alternativas alinhadas com o Plano Estadual de Recursos Hídricos, como os estudos com o Governo do Estado do Espírito Santo, através da Cesan – para aproveitamento industrial de esgoto tratado ; projeto de Recuperação de Nascentes da Bacia do Santa Maria da Vitória, em parceria com o Comitê de Bacia do Santa Maria da Vitória, Incaper, Seama, Ministério Público Estadual e da Região de Santa Leopoldina, e Prefeitura de Santa Leopoldina. Projeto-piloto de Santa Leopoldina visa estudar as melhores técnicas de recuperação de nascentes e realizar o cercamento de 55 nascentes na região de Crubixá.

29 de janeiro, 2019