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SANEAMENTO

Receita da Aegea cresce 40,5%

A Aegea obteve receita líquida de R$ 242 milhões no segundo trimestre deste ano, um aumento de 40,5% sobre os R$ 172,5 milhões do mesmo período do último ano. No semestre, a receita líquida soma R$ 495,2 milhões, 39,5% superior ao mesmo semestre de 2015. Entre os fatores que proporcionaram este resultado estão o crescimento de 5,1% na base de clientes e de 11,2% no volume total faturado (água e esgoto) na base acumulada do primeiro semestre de 2016. Os números refletem a conquista de novas concessionárias, como Águas de Penha, Águas de Camboriá e Águas de Holambra, que representam 64,2% deste incremento. No segundo trimestre a Aegea conquistou a universalização do acesso à água tratada para 100% da população urbana da cidade de Timon, no Maranhão, após uma série de investimentos por meio de sua concessionária Águas de Timon. A Companhia também se tornou uma das signatárias do Pacto Global da ONU, iniciativa que defende os Direitos Humanos, Direitos do Trabalho, Proteção do Meio Ambiente e Combate à Corrupção em todas as suas formas. Outro ponto positivo foi a redução no número de doenças provenientes da falta de saneamento em Campo Grande. Segundo o IBGE, a taxa de internações por doenças diarréicas no ano passado foi 91% menor quando comparado com o ano de 2003. A mudança está atrelada à ampliação de 80% na rede de esgoto do município. O Ebitda da Aegea cresceu 81% no segundo trimestre e 60,6% no semestre, atingindo R$ 131,7 milhões e R$ 269,9 milhões, respectivamente. A Prolagos S.A. - Concessionária de Serviços Públicos de Água e Esgoto anunciou a reinclusão dos serviços públicos de esgotamento sanitário do município de Arraial do Cabo, já atendido pela Prolagos com os serviços de tratamento e abastecimento de água.

A Aegea obteve receita líquida de R$ 242 milhões no segundo trimestre deste ano, um aumento de 40,5% sobre os R$ 172,5 milhões do mesmo período do último ano. No semestre, a receita líquida soma R$ 495,2 milhões, 39,5% superior ao mesmo semestre de 2015.

Entre os fatores que proporcionaram este resultado estão o crescimento de 5,1% na base de clientes e de 11,2% no volume total faturado (água e esgoto) na base acumulada do primeiro semestre de 2016. Os números refletem a conquista de novas concessionárias, como Águas de Penha, Águas de Camboriá e Águas de Holambra, que representam 64,2% deste incremento.

No segundo trimestre a Aegea conquistou a universalização do acesso à água tratada para 100% da população urbana da cidade de Timon, no Maranhão, após uma série de investimentos por meio de sua concessionária Águas de Timon. A Companhia também se tornou uma das signatárias do Pacto Global da ONU, iniciativa que defende os Direitos Humanos, Direitos do Trabalho, Proteção do Meio Ambiente e Combate à Corrupção em todas as suas formas. Outro ponto positivo foi a redução no número de doenças provenientes da falta de saneamento em Campo Grande. Segundo o IBGE, a taxa de internações por doenças diarréicas no ano passado foi 91% menor quando comparado com o ano de 2003. A mudança está atrelada à ampliação de 80% na rede de esgoto do município.

O Ebitda da Aegea cresceu 81% no segundo trimestre e 60,6% no semestre, atingindo R$ 131,7 milhões e R$ 269,9 milhões, respectivamente.

A Prolagos S.A. - Concessionária de Serviços Públicos de Água e Esgoto anunciou a reinclusão dos serviços públicos de esgotamento sanitário do município de Arraial do Cabo, já atendido pela Prolagos com os serviços de tratamento e abastecimento de água. 

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AEGEA
Lucro líquido cresce 113% no trimestre

A Aegea Saneamento registrou lucro líquido de R$ 115,5 milhões no segundo trimestre de 2020, 113,6% superior ao obtido no mesmo período do ano passado. Já a receita operacional líquida somou R$ 540,4 milhões, aumento de 3,7%, em relação ao segundo trimestre de 2019, enquanto o Ebitda atingiu R$ 312,9 milhões, 13,7% a mais que no mesmo trimestre do último ano e com margem de 57,9%. “Esse resultado reforça nossa estratégia de crescimento de longo prazo e chancela nossa decisão de mantermos como prioridade os investimentos em melhoria da operação, o que tem nos permitido reduzir custos, ganhar eficiência e, ao mesmo tempo, melhorar os indicadores de qualidade dos nossos serviços”, afirmou Yaroslav Memrava, Diretor de Relações com Investidores da Aegea. O EBITDA acumulado até o final do segundo trimestre de 2020 foi de R$1,3 bilhão, um aumento de 31,7% na comparação com o ano anterior e reflete a solidez financeira da empresa. O resultado foi alavancado pelo aumento do volume faturado, ganhos de eficiência de suas concessionárias, evolução dos resultados de Águas de Manaus e das alterações decorrentes do reequilíbrio econômico-financeiro em Águas de Teresina, Água de Guariroba e Prolagos. No segundo trimestre, as receitas de água da Aegea cresceram 4,8% ou R$ 21,2 milhões, e as receitas de esgoto aumentaram 2,2% ou R$ 2,6 milhões. O volume faturado cresceu de 3,0% em relação ao mesmo trimestre de 2019. Do total deste aumento, 65,6% referem-se a Teresina, Guariroba, Nascentes do Xingu e Manaus, e a parcela remanescente é relacionada à expansão da rede de cobertura e ao crescimento vegetativo das demais concessões. O volume faturado de esgoto aumentou 2,2% em função principalmente do crescimento do volume médio por economia da categoria residencial ocorrido em Mirante. Novas estações A Aegea inaugurou no trimestre as primeiras estações de tratamento de esgoto nas cidades de Barcarena (PA) e São Francisco do Sul (SC). A ETE Cabanos, em Barcarena, beneficiará inicialmente 4,4 mil moradores e a ETE Ubatuba, em São Francisco do Sul, irá tratar cerca de 5 milhões de litros de esgoto por dia em baixa temporada e mais de 10 milhões de litros de esgoto por dia durante o verão. As inaugurações destas novas instalações foram realizadas por eventos virtuais, respeitando todos os protocolos de segurança estabelecidos para a pandemia atual. No acumulado de 12 meses até o segundo trimestre de 2020, a Aegea realizou R$ 652,8 milhões em investimentos, com aumento de R$ 8,6 milhões na comparação com o CAPEX realizado no ano anterior. “O novo marco regulatório do saneamento vai aprimorar e modernizar o setor, trazendo a segurança jurídica necessária para atrair mais investimentos e acelerar a universalização da cobertura do serviço”, afirma o diretor-presidente da Aegea, Radamés Casseb. Em relação à pandemia do COVID-19, a Aegea, por meio de um Núcleo de Contingência Operacional, implementou os protocolos para garantir a operação dos serviços essenciais, mantendo as estações de tratamento de água, de esgoto e os Centros de Controle Operacional em pleno funcionamento. Os protocolos de saúde e segurança foram detalhados de forma padronizada, com um amplo cuidado em todos os níveis em todas as unidades dos 57 municípios em que a empresa atua. A companhia realizou doações para hospitais, desinfecção de vias públicas com grande circulação, doação de itens de higiene pessoal, instalação de pias em vias públicas, doação de cestas básicas e de itens de segurança pessoal. Para os clientes, reforçou o atendimento virtual, que supriu a necessidade de ter as lojas físicas abertas, além de implementar facilidades e estimular o uso do aplicativo Águas em todas as concessionárias.

10 de agosto, 2020
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AEGEA
Receita líquida soma R$ 384 milhões

A Aegea Saneamento registrou receita líquida de R$ 384,3 milhões no terceiro trimestre de 2017, um crescimento de 57,2% na comparação com o mesmo período de 2016. O desempenho foi impulsionado pela conquista de novas concessões e pela evolução no desempenho operacional das concessões existentes. O Ebitda da companhia atingiu R$ 214,6 milhões, 90,1% a mais que no mesmo trimestre do último ano. No trimestre foram contabilizados 699 mil novos clientes agregados à base atendida pela companhia, que alcançou R$ 2,2 milhões e 40,7% de avanço do volume faturado. Dentre as concessões, destaque para o início das operações da subconcessão plena no município de Teresina, com população estimada em cerca de 850 mil habitantes. Foram investidos até o momento R$ 140 milhões, com intervenções em 31 regiões da capital do Piauí, que já alcançaram cerca de 360 mil cidadãos. A Aegea registrou aumento de 9,6% na margem Ebitda, para 55,8%. Dentre os indicadores que demonstram o ganho de produtividade nas operações, evidenciam-se a queda de 18,5% nos custos por metro cúbico com energia elétrica; a diminuição de 0,5% na taxa de inadimplência; e a redução de 1,9% no índice de perdas na distribuição de água das concessionárias existentes. Em outubro, a companhia estreou no mercado de capitais internacional através da emissão de bonds, no valor total de US$ 400 milhões, e as captações de recursos via debêntures no mercado local por meio das concessionárias Nascentes do Xingu, Águas Guariroba e Prolagos, totalizando R$ 655 milhões.

16 de novembro, 2017
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AEGEA
Receita líquida cresce 18,1% no trimestre

A Aegea registrou receita líquida de R$ 285,9 milhões no segundo trimestre de 2017, um aumento de 18,1% quando comparado ao mesmo trimestre do último ano. O Ebitda alcançou R$ 149,6 milhões, crescimento de 13,1%. Entre os fatores para o bom desempenho na empresa no trimestre estão o aumento no número de domicílios atendidos com serviços de água e esgotamento sanitário, que foi 8,9% e 27%, respectivamente, maior do que o apresentado no segundo trimestre de 2016. As concessionárias novas representam 69,4% desse crescimento. No âmbito das concessões entrantes da Aegea, este trimestre foi principalmente marcado pelo início das operações da companhia em Vila Velha (ES) e Teresina (PI), iniciadas em julho. O índice de perdas da Aegea caiu 2,4%, para 36,6% no segundo trimestre, contra 38,9% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Segundo a concessionária, a redução aconteceu devido às medidas tomadas pela equipe de gestão de perdas através de ações, como: redução de pressão nas redes de distribuição de água; instalação de sensoriamento e válvulas reguladoras de pressão e outras ações ligadas a controle ativo de vazamentos. O aumento dos investimentos também teve destaque no período apurado. No acumulado de 12 meses, a companhia realizou R$ 404,0 milhões em investimentos, R$ 44,0 milhões mais do que no 2º semestre de 2016. A linha de P&D recebeu um aumento de R$ 5,8 milhões decorrente de novas licitações, elaboração de programas de manifestação de interesses e desenvolvimento de projetos. A Aegea encerrou o trimestre com 2.588 colaboradores ativos, um aumento de 6,5% em relação ao período anterior. Ainda em relação ao trimestre, houve redução de 0,6% da taxa de inadimplência de 180 dias, fruto de ações comerciais bem-sucedidas.

16 de agosto, 2017
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SANEAMENTO
Receita líquida da Aegea cresce 11,4%

A Aegea Saneamento registrou receita líquida de R$ 282 milhões no primeiro trimestre de 2017, aumento de 11,4% sobre o mesmo período de 2016. Já o Ebitda da companhia cresceu 8%, para R$ 149,2 milhões na comparação entre os mesmos trimestres. Entre os fatores para crescimento da Aegea está o aumento no número de domicílios atendidos com serviços de água, que foi 7,7% maior do que o apresentado no primeiro trimestre de 2016, e a ampliação de 25,5% nos domicílios atendidos com serviços de esgotamento sanitário. Na comparação entre o primeiro trimestre de 2016 e o mesmo período deste ano, a Aegea investiu 15% a mais em 2017. Neste âmbito, destaca-se a linha de pesquisa e desenvolvimento da empresa, que teve incremento de R$ 2,6 milhões, decorrente, dentre outras coisas, da participação em novas licitações e de desenvolvimento de projetos. O dispêndio com energia elétrica aumentou R$ 1,2 milhões, ou 5,1%, no primeiro trimestre de 2017, em comparação com o mesmo período de 2016. Desse efeito, 5,3%, ou R$ 1,3 milhão, são referentes às operações entrantes, de novos negócios. Outro ponto importante foi a redução do índice de perdas da companhia em 2,5%, atingindo 36,1% no primeiro trimestre de 2017, contra 38,6% em comparação ao trimestre anterior. A Aegea afirma que a redução aconteceu graças às medidas tomadas pela empresa no programa de combate a perdas, por meio de ações como: redução de pressão com ações operacionais em cada unidade, ajustes de set point de controle de sistemas de bombeamento e regulagem de válvulas com Ponto Crítico de Pressão, instalação adicional de instrumentação de sensoriamento de pressão e manutenção de instrumentação e controle danificados. O balanço trimestral mostrou também queda de 0,7% da taxa de inadimplência de 180 dias, fruto de ações comerciais bem-sucedidas.

22 de maio, 2017
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RESULTADOS
Aegea comemora números de 2016

Sem dúvida, 2016 foi um bom ano para a Aegea Saneamento, que possui 18% do mercado privado de saneamento básico do Brasil. A receita líquida do Grupo cresceu 24,8%, alcançando R$ 992,4 milhões e manteve a cadência de crescimento planejada; o EBITDA aumentou 14,9%, atingindo R$ 462,5 milhões; e o prazo médio de endividamento da empresa foi ampliado de 5 para 5,9 anos. Os números macros comprovam o desempenho, mas o item que merece destaque, segundo Hamilton Amadeo, CEO da Aegea foi o fortalecimento da estrutura de capital conseguido no último ano, quando os minoritários confirmaram a confiança na administração da empresa ampliando sua participação, o que significou um aporte de R$ 125 milhões. “Esse é um dado muito importante para nós, pois mostra que o projeto apresentado a eles em 2012 foi aprovado o que reforça nossa capacidade de fazer frente a qualquer desafio em termos de necessidade de capital. Hoje, a soma da participação deles se aproxima de 30%, numa evolução constante”. Para explicar a performance, Amadeo ressaltou a atuação da Aegea em “clusters”, regiões onde as concessionárias do Grupo se ajudam, com administração compartilhada e integrada. Como exemplo citou as novas atuações no Espírito Santo, em Vila Velha e Serra (ambas PPPs de esgoto) e a consolidação da atuação em Rondônia, com a concessão plena de Ariquemes, a quarta no Estado, onde atende a uma população de 105 mil habitantes. Especificamente no Espírito Santo, Amadeo salientou a escala favorável da participação privada no Estado e o atendimento de quase 1 milhão de habitantes na Grande Vitória. As novas oportunidades locais surgem a partir de abril, nas cidades de Cariacica e Viana. A mesma janela de oportunidades se abre em Rondônia, onde a companhia de saneamento estadual está listada no PPI para ser privatizada: “É um Estado que tem uma população muito parecida em termos socioeconômicos com o Mato Grosso, índices de inadimplência baixos, crescimento acelerado e as tarifas da concessionária estadual são altas, o que nos dá uma folga para operar até com valores menores”, diz Amadeo, indicando que essas ilhas de crescimento é que puxarão o desenvolvimento futuro da Aegea, “um player diferenciado com presença local. Isso faz parte da estratégia de longo prazo da companhia”. Ainda na lista de conquistas e avanços conseguidos em 2016, Amadeo destacou a criação do Centro de Controle e Operação de Gestão de Perdas, que passou a centralizar as ações das concessões; a universalização de água tratada em Timon (MA) para 100% da população da área urbana, com frequência contínua; a evolução dos índices de tratamento de esgoto (cobertura e tratamento) em Piracicaba (SP), de 36% para 100% num período de quatro anos; e, por fim, o fato de a Aegea se tornar signatária do Pacto Global da ONU, como empresa inclusiva em saneamento no Brasil e referência na redução de perdas de água de 56% para 19% em Campo Grande (MS). “É importante citar que nossas metas de perdas consideram o nível ótimo para cada concessão, dentro de uma escala socioeconômica”, explica o CEO da Aegea. Principais resultados Flávio Crivellari, CFO da Aegea, ressaltou o excepcional desempenho da Aegea em 2016, mesmo num cenário de economia desafiadora: “Nosso crescimento se deu através de aquisições, aportes, licitações e vegetativo, por meio de Capex – aumento de rede nas operações existentes. Outras ações procuraram estabilizar o pico de inadimplência por razões de queda da renda per capita devido ao desemprego”. O volume de economias cresceu 8,8% no ano passado, acompanhando e o volume faturado de água e esgoto aumentou 9,5%. Os custos também cresceram no último ano em 35%, sendo que as despesas com pessoal e energia elétrica se mantiveram dentro do previsto. A economia total versus o número de colaboradores demonstrou aparente perda de produtividade, mas na verdade considera a incorporação dos colaboradores das novas concessões, que trarão resultados mais à frente. Em termos de energia, Crivellari destacou que houve crescimento de volume, mas estabilidade no custo das concessões existentes graças aos investimentos em automação realizados pelo Grupo. Perspectivas otimistas Ao falar sobre o que Aegea espera para 2017, Hamilton Amadeo fez primeiro uma análise do cenário externo, ressaltando a manutenção da crise fiscal em Estados e municípios e a consequente restrição de investimentos, o que poderá gerar oportunidades de novos investimentos privados no setor de saneamento. “A Aegea se coloca no mercado como uma empresa complementar do sistema e não como substituta do serviço. Faz mais sentido prestar serviço ao cidadão dentro de um modelo integrado. Essa é a nossa posição e as companhias estaduais já estão entendendo e aceitando essa nova opção”. Ou seja, a Aegea está se posicionando para tirar proveito da capacidade que tem de se integrar aos prestadores já existentes ou operar de forma plena onde for necessário. É uma demanda que se mostra decorrente da falta de capacidade de investimento dos Estados. A companhia também vem acompanhando o esforço de PPI do Governo Federal, através do BNDES e da Caixa, de criar uma “inteligência de saneamento”, pois não existem experiências perenes de cultura de saneamento ainda no país e a base que está sendo criada interessa à companhia, que aguarda a evolução do processo. Quanto ao cenário interno, a parte de EHS (Environment, health and safety) sempre foi uma preocupação da Aegea e hoje, atuando em quase 50 municípios, novos modelos serão implantados nos próximos dois anos para dotar a companhia de padrões internacionais. Outra ação que terá continuidade é a Academia Aegea para formação de profissionais para o setor de saneamento. Quanto às novas opções de mercado, Amadeo avisa que a companhia continuará aproveitando as oportunidades de crescimento, desde que subordinadas à estrutura de capital: “Não vamos dar o passo maior que a perna. Podemos até perder oportunidades, mas jamais iremos colocar em risco nossos indicadores de saúde financeira”.

7 de março, 2017
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SANEAMENTO
Receita da Aegea cresce mais de 30% em 2015

“2015 foi um ano difícil, mas conseguimos superar os percalços e vamos continuar entregando bons resultados durante 2016”, disse Hamilton Amadeo, CEO do Grupo Aegea, detentor de diversas concessões privadas de saneamento, ao anunciar aos investidores os resultados obtidos no exercício anterior, quando foram cumpridas as expectativas projetadas e mantido o nível de crescimento endereçado há alguns anos atrás, que decorre basicamente de investimentos feitos nas concessões e na conquista de novos mercados e clientes. A receita líquida atingiu R$ 795 milhões em 2015, um crescimento de 32,6% frente a 2014 e o EBTIDA, também em curva crescente, aumentou 36,5% atingindo R$ 402,6 milhões – resultado dos investimentos realizados. Ao citar a contribuição dos novos negócios, Amadeo chamou atenção para uma margem negativa, já que estes normalmente impactam negativamente o EBTIDA ou não são tão rentáveis no início – “mas o Capex tem cumprido seu papel e feito com que a empresa consiga operar a custos cada vez mais interessantes”, tranquilizou o executivo. No período, a margem de EBTIDA também foi ampliada de 49,2% para 50,6%, decorrência do nível de automação, da evolução da equipe e dos equipamentos. Durante a apresentação dos números, Amadeo salientou o forte impacto sofrido pelo Grupo quanto ao aumento da tarifa de energia elétrica, que não era esperado no ciclo de planejamento, normalmente encerrado em setembro – “em março de 2015 a legislação mudou e o Governo introduziu novos parâmetros de tarifa, causando um impacto muito grande que não estava previsto em nosso orçamento. Energia, junto com mão-de-obra, representam hoje 70% de nossa planilha de custos”, prosseguiu o CEO da Aegea. Ao mesmo tempo em que sofreu o impacto não previsto do alto custo de energia, alguns dos clientes públicos da Aegea (que representam em torno de 12% da receita total do grupo) começaram a atrasar os pagamentos por conta da baixa arrecadação dos municípios. Para superar o problema, Amadeo conta que foi preciso encarar uma provisão adicional para clientes duvidosos, o que impactou a arrecadação durante o ano. “Nos anos anteriores vínhamos operando com ordem de grandeza de R$ 5 milhões e fechamos 2015 com uma ordem de grandeza de R$ 30 milhões. Para 2016 estamos trabalhando com uma estimativa ainda maior, apesar do comportamento dos órgãos públicos ter melhorado. A maior parte dos municípios voltou a pagar, mas ainda assim estamos projetando a possibilidade de algum impacto nos clientes privados, tanto comerciais quanto residenciais”, ressaltou o executivo. A base para tal afirmação está no acompanhamento do nível mensal do índice de emprego nos municípios onde o Grupo atua. Para responder ao problema ocasionado pelo maior custo de energia, a Aegea optou por montar uma força tarefa nos dois maiores municípios que representam grande parte da sua receita, de forma que conseguisse, no menor prazo possível, reequilibrar a tarifa. “Este é um direito contratual”, explicou Amadeo. Segundo ele, a concessionária Águas Guariroba, em Campo Grande (MS), já tem quatro reequilíbrios por aumentos não previstos de energia elétrica, ação fundamental para o equilíbrio das contas e para a manutenção do nível de investimento e performance. Outro foco de atenção são os municípios atendidos pela concessionária Prolagos, na região dos Lagos, no Rio de Janeiro. A cada cinco anos são feitas revisões contratuais na Prolagos e todos os investimentos feitos acima ou abaixo do contratado e os novos investimentos necessários, identificados pelo poder concedente, são reequilibrados. No último ciclo concluído em 2015, a concessionária recebeu um aumento real de tarifa de 31% a ser escalonado em cinco parcelas, “o que nos permite continuar implementando a cobertura de esgoto e expandindo a rede de água nas cinco cidades em que operamos”, disse Amadeo. Nos demais municípios, em que pese também relevantes, é possível esperar, segundo afirmou o CEO. Em março, a concessionária de Piracicaba receberá um aumento de 15,2%, quantia que “pega” o impacto da energia registrado no ano passado. Do ponto de vista de reconhecimento, Amadeo classificou 2015 como um ano bom – “a Aegea foi citada como referência em Saneamento pela iniciativa para negócios inclusivos da PNUD Brasil, Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento da ONU. Outro destaque foi o prêmio “Be Inspired Awards 2015”, na categoria “Inovação em modelagem hidráulica de rede de água”, recebido por um engenheiro da empresa”, ressaltou. Quanto à manutenção do perfil financeiro, a atividade exercida pelo Grupo Aegea deixa claro, em seu balanço, a necessidade de acesso direto a crédito: “transformamos crédito em serviço, e serviço em valor”. Daí a preocupação de corrigir os rumos o mais rápido possível para entregar aos acionistas uma lógica de crescimento transparente e consistente. Num ano tão difícil quanto foi 2015, a Aegea conseguiu financiamentos junto ao BID no valor de R$ 320 milhões (com prazo para 12 anos); financiamento junto ao BNDES, para a Prolagos, no valor de R$ 295,6 milhões – uma negociação recorde de apenas cinco meses; e financiamentos via CEF para Guariroba e Sinop, no total de R$ 447 milhões. Também aconteceu a redução da dívida em relação ao percentual do CDI de 105,7% para 97%, num ano de inflação crescente. Raio-X dos números Flávio Crivellari, diretor Financeiro e de Relações com Investidores, detalhou aos presentes o crescimento registrado pelo Grupo em 2015: “passamos o atendimento de 35 cidades para 46 e de seis para oito estados nesse período. A empresa continua crescendo o mesmo modelo de negócios, priorizando concessões municipais, PPPs, municípios de pequeno e médio portes, o que tem garantido uma pulverização de riscos. A quantidade de pessoas atendidas saltou de 2,6 milhões para 3 milhões”. Dessa forma, a Aegea aumentou seu share em relação aos demais players privados de saneamento. A receita cresceu 32,6% em relação a 2014, sendo que 13,2% se referem ao volume (novas aquisições ou PPPs que elevaram o número de clientes) e 19,4% são provenientes de tarifas (aumentos reais). Custos: o aumento verificado foi de 28,9%, sendo: 13,2% de energia elétrica, 3,6% do custo de concessão (ajuste contábil da remuneração da concessionária Águas de Matão), 7,6% de PCLD, onde a crise fiscal impactou a capacidade de pagamento dos órgãos públicos, e 4,5% dos demais custos. Mesmo com estes impactos, a evolução dos custos e despesas totais foi inferior ao crescimento da receita, indicando ganhos de produtividade. Em 2015, o Grupo realizou adequações nas concessões existentes, através da melhoria de processos. O resultado foi uma redução do quadro existente em 4,6% e crescimento do custo de pessoal abaixo da inflação. No ano passado, a Aegea, assim como as demais empresas do segmento de saneamento, foi impactada com aumentos relevantes nos custos de energia elétrica, especialmente nas concessões mais maduras, em função da política tarifária vigente. O valor pago de energia elétrica pulou de R$ 46 milhões em 2014 para algo em torno de R$ 85 milhões em 2015. Quanto às métricas operacionais, o relatório mostra que o consumo de Kwh/m³ de água produzida e esgoto tratado teve melhor desempenho consolidado, passando de 0,72 em 2014 para 0,64 em 2015 – a empresa tem investido muito em eficiência energética, com equipamentos mais modernos e monitoramento de reservação e adução, além de priorizar o consumo de energia nos momentos de tarifa mais barata. O índice de perdas encerrou 2015 em 36,7%, contra 32% em 2014, o que se explica pela entrada de novas concessões, como Águas de São Francisco do Sul, Águas de Timon e Águas de Paranatinga, que ainda estão com um percentual elevado. Com relação à taxa de inadimplência de 5,7%, Flavio explica que se deve especialmente ao setor público e que está muito concentrada em Campo Grande (MS). Como 60% das concessões da Aegea estão situadas em regiões onde o PIB continua crescendo, a capacidade de pagamento está “preservada”. Ainda assim, o Grupo se diz atento a esse aspecto, pois 2016 não está sendo um ano fácil e a queda do PIB e o aumento do desemprego pode afetar a população mesmo nessas regiões “mais dinâmicas”. Nesse sentido, a Aegea ampliou suas provisões para ter margem de manobra em caixa já a partir do segundo semestre. Perfil de dívidas: a estratégia adotada pela Aegea foi a diversificação. O setor é tradicionalmente financiado por bancos públicos no longo prazo como CEF e BNDES e desde 2012 a empresa vem buscando sempre fontes alternativas em reais. E o atual cenário de redução do papel dos bancos públicos teve efeito positivo para a Aegea de forma geral: a “fila” está menor no BNDES e na CEF – pela situação do Brasil, há menos players de saneamento demandando recursos. Com isso, os processos estão andando mais rápido e o Grupo não sentiu a diminuição do reembolso durante o ano. Desafios e oportunidades “No meio de muita coisa ruim que está acontecendo, também existem várias oportunidades no setor, que abrem perspectivas para empresa”, sinaliza o presidente da Aegea. Por outro lado, prossegue o executivo, “nenhum de nós consegue acertar o cenário. É preciso muita habilidade para ajustar esses sinais durante o ano”. Sendo assim, a Aegea estabeleceu metas desafiadoras e difíceis, mas consistentes, para o período. “Operamos hoje em cima de um cenário traçado em setembro do ano passado, mas que cada vez mais apresenta sinais de piora. E estamos preparados para os ajustes necessários durante a trajetória”, ressaltou Amadeo. A empresa antecipou o planejamento que normalmente acontece em agosto para abril próximo e os sinais mostram que o clima de incerteza ainda permanecerá em 2017 – “temos que lidar com isso e aumentar provisões, fazer cortes em custos, prevenindo os impactos de uma recessão que se estende no tempo e que é profunda”. Eleições municipais As eleições municipais em 2016 deixam o calendário de novos negócios mais restrito, entretanto a companhia se aproxima mais d

1 de março, 2016