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PRAIAS

Recolhidos 1,640 l de resíduos em Copacabana

O 1º mutirão de limpeza de praia do projeto ‘Conhecer para Preservar’ aconteceu dia 25 de março, entre os Postos 5 e 6 da praia de Copacabana. Ao todo, 500 voluntários atuaram na terra e no mar e removeram das areias da praia – 6.000 m²-, 1,640 litros de resíduos. Após as atividades de catação e educação ambiental todos se reuniram no Posto 6 para, em um grande abraço e com muitos aplausos, em coro, selarem o compromisso de que é preciso Conhecer para Preservar. “O Brasil é o 16º país que mais despeja plástico nos oceanos. 80% desse problema é gerado em terra, então é fundamental que as pessoas sejam conscientizadas da importância de descartar corretamente o lixo. Até porque o problema é cíclico. Quando os peixes comem o plástico dos oceanos, isso acaba indo para o organismo das pessoas, quando elas comem os peixes”, alerta Anna Carolina Lobo, coordenadora do Programa Mata Atlântica e Marinho do WWF-Brasil. O evento distribuiu gratuitamente 500 camisetas, 500 copos do Meu Copo Eco e 300 porta-guimbas do Movimento Rio eu Amo eu Cuido. O evento contou também com a participação do projeto Remolda, da campanha Plástico Vale Ouro, do WWF-Brasil, que levaram uma máquina que transforma copos plásticos em pequenos ímãs do Cristo Redentor. Foram vendidas mais de 200 unidades e toda verba é revertida para a Cooperativa Anfitriões do Cosme Velho. Os resíduos gerados foram recolhidos pela Comlurb e os recicláveis pela empresa parceira do Movimento Lixo Zero, Sanatto.

O 1º mutirão de limpeza de praia do projeto ‘Conhecer para Preservar’ aconteceu dia 25 de março, entre os Postos 5 e 6 da praia de Copacabana. Ao todo, 500 voluntários atuaram na terra e no mar e removeram das areias da praia – 6.000 m²-, 1,640 litros de resíduos. Após as atividades de catação e educação ambiental todos se reuniram no Posto 6 para, em um grande abraço e com muitos aplausos, em coro, selarem o compromisso de que é preciso Conhecer para Preservar.
“O Brasil é o 16º país que mais despeja plástico nos oceanos. 80% desse problema é gerado em terra, então é fundamental que as pessoas sejam conscientizadas da importância de descartar corretamente o lixo. Até porque o problema é cíclico. Quando os peixes comem o plástico dos oceanos, isso acaba indo para o organismo das pessoas, quando elas comem os peixes”, alerta Anna Carolina Lobo, coordenadora do Programa Mata Atlântica e Marinho do WWF-Brasil.
 
O evento distribuiu gratuitamente 500 camisetas, 500 copos do Meu Copo Eco e 300 porta-guimbas do Movimento Rio eu Amo eu Cuido. O evento contou também com a participação do projeto Remolda, da campanha Plástico Vale Ouro, do WWF-Brasil, que levaram uma máquina que transforma copos plásticos em pequenos ímãs do Cristo Redentor. Foram vendidas mais de 200 unidades e toda verba é revertida para a Cooperativa Anfitriões do Cosme Velho. Os resíduos gerados foram recolhidos pela Comlurb e os recicláveis pela empresa parceira do Movimento Lixo Zero, Sanatto.
 

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DIA MUNDIAL DA ÁGUA
Alerta para a conservação dos rios e proteção dos recursos hídricos

Artigo por Renata Ross Por Renata Ross * Dia 22 de março é celebrado o Dia Mundial da Água. Essa data foi estabelecida em 1993 pela Organização das Nações Unidas (ONU) para selar um acordo com os países e chamar a atenção de governos, empresas, organizações não governamentais e todos os setores da sociedade, a fim de promover a conscientização pública sobre a importância da preservação e do desenvolvimento dos recursos hídricos e da implementação das recomendações propostas pela Agenda 21. Segundo dados da ONU, o Brasil é o país detentor da maior disponibilidade hídrica do planeta, com cerca de 12% do deflúvio médio mundial. Além disso, recentemente foi registrado um aumento de 109% no volume de água que pode ser convertida em energia nos reservatórios das hidrelétricas de todo o país, como revela os dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), divulgados no início do ano. Portanto, apesar das chuvas terem melhorado o nível dos reservatórios e dado um alento aos sistemas hídricos, a quantidade de lixo encontrada nos rios é grande e tem preocupado especialistas ambientais por colocar em risco a biodiversidade marinha. De acordo com o programa do Governo Federal chamado Rios + Limpos, em setembro do ano passado foi realizada uma ação, com 130 voluntários, onde foram retiradas toneladas de lixo ao longo da bacia do Pantanal. Além da poluição da água doce, a correnteza acaba levando o lixo diretamente para o mar, afetando também a vida marinha. Pesquisa realizada pela World Wide Fund for Nature ou Fundo Mundial para a Natureza (WWF), destacada pelo Atlas do Plástico, revela que o Brasil é responsável por despejar de 70 a 190 mil toneladas de resíduos plásticos nos oceanos todos os anos e, apesar de ter instituído a Política Nacional de Resíduos Sólidos em 2010, quase nenhum dos objetivos de reciclagem foi atingido dentro das metas estipuladas. Os dados apontam que nunca foi tão urgente a necessidade de repensarmos a ideia do lixo e diminuir a pegada ambiental que deixamos no meio ambiente. É mais do que necessário que a humanidade repense os padrões de consumo praticados atualmente, dando preferência a produtos e serviços de empresas que já tenham incorporado uma agenda sustentável em seu modelo de negócios, seja reduzindo o uso de recursos naturais, eliminando componentes tóxicos em sua produção, criando linhas de produtos recicláveis e reciclados ou mesmo trabalhando com embalagens retornáveis. Ninguém é tão pequeno que não possa fazer a diferença. É importante focar nas ações diárias, e muitas delas são simples, mas que no final do dia geram grande impacto. Problemáticas muito grandiosas costumam nos paralisar. Por outro lado, quando medidas que estão ao nosso alcance são apresentadas, as chances de adesão por grande parte da população são maiores e isso faz com que os efeitos em larga escala se tornem grandiosos. * Renata Ross é gestora de Marketing e Relacionamento na TerraCycle

22 de março, 2022
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LIVROS
A questão dos resíduos nos oceanos

A Cátedra UNESCO para Sustentabilidade do Oceano, vinculada ao Instituto de Estudos Avançados e ao Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (IOUSP), lançou o livro ‘Lixo nos mares: Do entendimento à solução’, que aborda um olhar científico sobre as questões dos resíduos nos mares. A obra é produto do convênio com a Plastivida, estabelecido em 2012, e que resultou no “Fórum Setorial dos Plásticos - Por Um Mar Limpo”. Foi escrita em parceria com o Ministério do Meio Ambiente e a Marinha do Brasil, por meio da Secretaria da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (SECIRM). O professor e pesquisador do IOUSP, Alexander Turra, diz que o livro engloba material apurado desde o início do convênio entre Plastivida e IOUSP, estabelecido para o entendimento da questão e o endereçamento das discussões sobre o tema no Brasil. “Esse trabalho apontou que o lixo nos mares é uma questão multissetorial e que a degradação do ambiente marinho está fortemente associada à má gestão dos resíduos sólidos urbanos, além falta da educação ambiental, uma vez que esse lixo vem em grande parte do continente.”, relata Turra. O convênio entre as instituições é estruturado em três pilares: conhecer e disseminar informações sobre o tema no Brasil, promovendo ações de educação ambiental dentro do Programa “Entenda o Lixo”, ao qual o livro vem se somar; desenvolver e implementar o Programa Pellet Zero, para combater a perda de matéria-prima plástica para o ambiente, e apoiar as atividades do Fórum Setorial dos Plásticos - Por um Mar Limpo. O pilar de educação ambiental do convênio entre Plastivida e IOUSP é diversificado a cada ano, o que inclui a promoção de um curso à distância para professores da rede pública de ensino. Segundo o presidente da Plastivida, Miguel Bahiense, o livro traz um registro sobre um trabalho inovador, alavancado pela cadeia produtiva dos plásticos, é parte das ações de educação ambiental e vai nos acompanhar nas ações em prol da sustentabilidade. “O setor foi pioneiro em lançar um olhar para as questões do lixo nos mares e mobilizar sua cadeia produtiva e outras fora dela, para que, com conhecimento científico, pudesse ser possível endereçarmos ações efetivas na solução dessa questão”, afirma o executivo. O download do livro pode ser feito no endereço http://catedraoceano.iea.usp.br/oceanoteca/ .

30 de setembro, 2020
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RESÍDUOS
Projeto combate poluição marinha

A Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe) e a prefeitura de Ipojuca (PE) iniciaram as atividades do projeto ‘Lixo Fora D’Água’, que conta com apoio também da Agência de Proteção Ambiental da Suécia. O projeto visa identificar as fontes geradoras de poluição e vazamento de resíduos sólidos para o mar, além de assistir à cidade de Ipojuca para o desenvolvimento de melhores práticas e prevenir que os resíduos continuem a poluir os mares da localidade. "As ações de combate ao lixo marinho devem focar na cidades, de onde parte o problema. Caso contrário, a retirada dos resíduos servirá apenas como um paliativo, já que a fonte de emissões continuará existindo", observa Carlos Silva Filho, diretor presidente da Abrelpe e Vice Presidente da ISWA. Além de Ipojuca, o Projeto Lixo Fora D'Água acontece simultaneamente em outras cinco cidades da costa brasileira: Balneário Camboriú (SC), Bertioga (SP), Fortaleza (CE), Rio de Janeiro (RJ) e São Luís (MA). Nos dias 5 e 6 de março representantes da prefeitura de Ipojuca e da Abrelpe realizaram visitas técnicas ao aterro sanitário e à Central de Segregação de Recicláveis (Recicle), em Porto de Galinhas para fazer um dignóstico do município. As atividades contaram com a presença da Prefeita Célia Sales, da Secretária de Infraestrutura Giuliana Lins, do Diretor Presidente da Abrlpe, Carlos Silva Filho, entre outras autoridades locais.

16 de março, 2020
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OCEANOS
MMA prepara Plano para combater lixo

Entre os dias 6 e 8 de novembro, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) realizou seminário para debater propostas de combate ao lixo descartado em oceanos. Especialistas e ambientalistas trocaram ideias com o objetivo de conter a poluição das águas e reduzir os impactos ambientais provocados por essa ação. O seminário foi o primeiro passo do processo de elaboração do Plano Nacional de Combate ao Lixo no Mar que o governo federal está preparando – um compromisso assumido durante a Conferência dos Oceanos, realizada em Nova Iorque, em junho deste ano. Entre uma variedade imensa de material descartado nos oceanos, o principal vilão é o plástico. Cerca de oito milhões de toneladas do material são jogadas anualmente no mar em todo o mundo. “Considerando que o tempo de decomposição do plástico é de aproximadamente 400 anos, com essa poluição se repetindo a cada ano, estamos causando um estrago praticamente irreversível ao meio ambiente. Se não pararmos já com isso, vamos liquidar de vez com a vida marinha”, diz o biólogo João Alberto Paschoa dos Santos, membro do CRBio-01 – Conselho Regional de Biologia – 1ª Região (SP, MT, MS). Segundo pesquisa realizada há dois anos pela revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences, constatou-se que, caso a poluição marinha não diminua até 2050, 99% das aves marinhas terão pedaços de plástico no organismo. Na época da publicação da pesquisa, 90% já eram vítimas dessa poluição ao meio ambiente. A tartaruga marinha é outra vítima frequente do plástico. “Muitas morrem por se alimentar desse material. Pensam que é água-viva, o seu alimento natural. Entre algumas espécies, como a tartaruga verde, por exemplo, a probabilidade de ingestão de plástico nos últimos 25 anos quase dobrou”, explica o biólogo. O ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, chamou a atenção da necessidade do engajamento da sociedade civil e da iniciativa nesse processo, e ressaltou que a questão do lixo no mar será tratada como prioridade pela pasta. “É o que realmente esperamos e o que realmente se faz urgente. Nosso país representa uma das maiores zonas costeiras em escala mundial, com mais de oito mil quilômetros de faixa litorânea, onde fomos contemplados com um bioma riquíssimo. Nossos mares não podem mais sofrer os efeitos e os impactos ambientais dessa prática irresponsável”, conclui o membro do CRBio-01.

24 de novembro, 2017
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APA
Ação do Inea retira 20 t de resíduos em Maricá

O Instituto Estadual do Ambiente (INEA), a Prefeitura de Maricá e a 6ª Unidade de Polícia Ambiental (UPAm) removeram cerca de 20 toneladas de resíduos lançados irregularmente na faixa de restinga da Área de Proteção Ambiental (APA) de Maricá, localizada entre a Praia da Barra e a Lagoa de Maricá, na Região Metropolitana do Rio. De acordo com o gestor da Reserva Marinha Extrativista de Itaipu, administrada pelo INEA, Carlos Henrique Martins, a APA do município de Maricá merece atenção especial por possuir uma vegetação remanescente de restinga, localizada numa região desabitada que abriga espécies ameaçadas de extinção. “Estamos iniciando uma parceria com a Prefeitura de Maricá para intensificarmos as ações de fiscalização contra crimes ambientais nesta região”, afirmou Carlos Henrique, que suspeita que o descarte irregular seja feito por indústrias próximas da APA. A iniciativa contou com o apoio das secretarias municipais de Obras, Meio Ambiente e pela equipe do Parque Estadual da Serra da Tiririca (PESET), do INEA, além do auxílio de dois caminhões e uma retroescavadeira para dar destinação adequada aos resíduos encontrados. Ao todo os caminhões realizaram oito viagens para limpar a área de conservação. Entre os materiais encontrados havia muito entulho de construção civil, pneus, carcaças de carros e televisores. Segundo os fiscais de fiscalização do INEA, o lançamento de resíduos é proibido pela legislação ambiental, com o agravante de ocorrer em uma unidade de conservação da natureza. Caso seja pego em flagrante, o infrator está sujeito a multa e apreensão do veículo, além de ser conduzido para prestar esclarecimentos na Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA). A APA Maricá tem 970 hectares e abrange o sistema lagunar do município de Maricá, parte da restinga da região e a totalidade da Ilha do Cardoso.

1 de dezembro, 2016