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Reprodução inédita do Pato-mergulhão

Quatro filhotes do pato-mergulhão (Mergus octosetaceus) nasceram, pela primeira vez, em cativeiro, no Zooparque Itatiba, maior zoológico particular do Brasil, que integra o PAN - Plano de Ação Nacional para preservação do Pato-Mergulhão, desenvolvido por técnicos do ICMBio (Instituto Chico Mendes) juntamente com as instituições Terra Brasilis, Naturatins, CerVivo, Museu de Zoologia da USP e a Reserva Conservacionista Piracema. O objetivo é reproduzir esses animais para uma futura reintrodução na natureza, já que o pato-mergulhão é uma das espécies mais ameaçadas de extinção. Atualmente, existem menos de 200 animais em quatro áreas no Brasil. A espécie é encontrada apenas no Brasil, nas regiões da Serra da Canastra (MG), Patrocínio (MG), Chapada dos Veadeiros (GO) e no Jalapão (TO). O pato-mergulhão demora cerca de dois anos para atingir a maturidade sexual e é muito sensível. “Acompanhei de perto todo o processo de captura dos ovos em Patrocínio e na Serra da Canastra, em Minas Gerais, e no Jalapão, no Tocantins. Criar filhotes é sempre difícil, no entanto nosso esforço foi recompensado por esse ser primeiro nascimento do pato-mergulhão em cativeiro no mundo”, diz Alexandre Resende, veterinário responsável pelo protocolo de cativeiro da espécie e responsável técnico pelo Departamento Veterinário do Zooparque Itatiba. “É um trabalho intenso, mas gratificante. Eu e a Paula Fabiana, meu braço direto na Maternidade do parque, ficamos dias de plantão para acompanhar o desenvolvimento do filhotinho dentro do ovo”, comenta Robert Frank Kooij, gerente geral do Zooparque, e um dos pioneiros na conservação de aves aquáticas no mundo. A meta é manter dez casais reprodutores, cujos filhotes posteriormente serão devolvidos para a natureza. “O Zooparque faz parte do PAN, com objetivo de assegurar a manutenção das populações e a distribuição geográfica do Mergus octosetaceus, no médio e longo prazo, e também promover o aumento, tanto do efetivo populacional quanto do número de populações” explica Robert. O pato-mergulhão depende de águas limpas e transparentes, com corredeiras e vegetação nas margens, e com abundância de peixes, seu principal alimento. Ele captura os peixes ao mergulhar (daí a origem do nome), utilizando a visão e, por isso, é extremamente afetado pela degradação das águas. São considerados como excelentes indicadores de qualidade ambiental.

Quatro filhotes do pato-mergulhão (Mergus octosetaceus) nasceram, pela primeira vez, em cativeiro, no Zooparque Itatiba, maior zoológico particular do Brasil, que integra o PAN - Plano de Ação Nacional para preservação do Pato-Mergulhão, desenvolvido por técnicos do ICMBio (Instituto Chico Mendes) juntamente com as instituições Terra Brasilis, Naturatins, CerVivo, Museu de Zoologia da USP e a Reserva Conservacionista Piracema. 
 
O objetivo é reproduzir esses animais para uma futura reintrodução na natureza, já que o pato-mergulhão é uma das espécies mais ameaçadas de extinção. Atualmente, existem menos de 200 animais em quatro áreas no Brasil. A espécie é encontrada apenas no Brasil, nas regiões da Serra da Canastra (MG), Patrocínio (MG), Chapada dos Veadeiros (GO) e no Jalapão (TO). O pato-mergulhão demora cerca de dois anos para atingir a maturidade sexual e é muito sensível. “Acompanhei de perto todo o processo de captura dos ovos em Patrocínio e na Serra da Canastra, em Minas Gerais, e no Jalapão, no Tocantins. Criar filhotes é sempre difícil, no entanto nosso esforço foi recompensado por esse ser primeiro nascimento do pato-mergulhão em cativeiro no mundo”, diz Alexandre Resende, veterinário responsável pelo protocolo de cativeiro da espécie e responsável técnico pelo Departamento Veterinário do Zooparque Itatiba.
 
“É um trabalho intenso, mas gratificante. Eu e a Paula Fabiana, meu braço direto na Maternidade do parque, ficamos dias de plantão para acompanhar o desenvolvimento do filhotinho dentro do ovo”, comenta Robert Frank Kooij, gerente geral do Zooparque, e um dos pioneiros na conservação de aves aquáticas no mundo. A meta é manter dez casais reprodutores, cujos filhotes posteriormente serão devolvidos para a natureza. “O Zooparque faz parte do PAN, com objetivo de assegurar a manutenção das populações e a distribuição geográfica do Mergus octosetaceus, no médio e longo prazo, e também promover o aumento, tanto do efetivo populacional quanto do número de populações” explica Robert. O pato-mergulhão depende de águas limpas e transparentes, com corredeiras e vegetação nas margens, e com abundância de peixes, seu principal alimento. Ele captura os peixes ao mergulhar (daí a origem do nome), utilizando a visão e, por isso, é extremamente afetado pela degradação das águas. São considerados como excelentes indicadores de qualidade ambiental. 

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Criadouro da CBMM cuida de animais maltratados

A Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM) ganhou três novos moradores para o seu Criadouro Científico em dezembro de 2020: um tamanduá bandeira e dois lobos-guarás. Com limitações físicas decorrentes de violências, os animais foram encaminhados à companhia pelo Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (Cetras), do Instituto Estadual de Florestas (IEF). No momento, os três animais estão em período de quarentena e aguardam exames sanitários e liberação para serem inseridos na dinâmica do criadouro, que é a formação de novos casais para continuidade da espécie, por meio de reprodução. Com histórico de atropelamento e uma cirurgia na pata traseira, o tamanduá bandeira, uma fêmea, ficou com dificuldades de locomoção. Já o casal de lobos-guarás tiveram ferimentos mais graves. A fêmea sofreu atentado por arma de fogo e teve a pata dianteira amputada, enquanto o macho ficou cego de um olho e tem atrofiamento na pata dianteira. Possivelmente, também terá que passar por amputação. Thiago Amaral, gerente de Meio Ambiente e Apoio Tecnológico da CBMM, conta que os animais vieram do Cetras de Patos de Minas. No trabalho da instituição ligada ao IEF, os animais que estão em condições saudáveis são reintroduzidos na natureza. Quando não, são encaminhados a projetos como o Criadouro Científico. "Provavelmente, esses animais não teriam condições de sobreviver na natureza. Dentro do criadouro, podem até conseguir se reproduzir e ter dignidade de continuidade de vida", diz Amaral. O Criadouro Científico da CBMM foi inaugurado na década de 1980 e já recebeu aproximadamente 400 animais vindo de órgãos ambientais. O local cria, reproduz e mantém animais silvestres ameaçados de extinção, para fins de conservação, pesquisa e subsídio a programas de educação ambiental. É um trabalho importante para preservação de espécies ameaçadas de extinção e para conservação da biodiversidade do bioma Cerrado. Alguns dos animais do criadouro são reintroduzidos na natureza. "Ter fauna saudável é fundamental para o equilíbrio ambiental", acrescenta o gerente de Meio Ambiente. O Criadouro Científico é parte do Centro de Desenvolvimento Ambiental da CBMM, complexo de 60 mil metros quadrados dentro do parque industrial da companhia em Araxá. Além do manejo de fauna, o Centro tem um viveiro de mudas e um programa de educação ambiental fundamental para a cidade.

1 de fevereiro, 2021
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Poluição sonora prejudica bem-te-vis

Uma pesquisa orientada pelo professor Rhainer Guillermo Nascimento Ferreira, do Departamento de Hidrobiologia (DHb) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), realizou experimentos em áreas rurais e urbanas e concluiu que a poluição sonora pode interferir na comunicação e afetar o comportamento territorial do bem-te-vi. O estudo foi fruto do trabalho de conclusão de curso da bióloga e mestra em Biodiversidade Patricia Roseti Lenis, coautora do artigo "Effect of noise on behavioural response to simulated territorial intrusion in the Great Kiskadee (Pitangus sulphuratus) (Aves: Tyrannidae)", publicado na plataforma Springer Link, da editora Springer. "Ainda que muitas espécies sejam bem adaptadas para ambientes urbanos, outras são sensíveis aos efeitos dos distúrbios humanos", afirmam os pesquisadores no artigo. Na pesquisa, os profissionais utilizaram um modelo de chamariz a partir de uma gravação com o som de pássaros, a 10 metros de distância, simulando uma invasão de território. O método foi usado para estimular o comportamento territorial dos bem-te-vis e verificar o tempo que levam para responder ao estímulo, de forma comparada, em ambientes urbanos e não-urbanos, com diferentes níveis de ruído. Foram verificadas observações durante 24 dias entre janeiro e março de 2015, nos períodos de atividades das aves (das 8 às 10 horas e das 16 às 18 horas). "Os animais observados eram territoriais defendendo ninhos em árvores. Antes do experimento, selecionamos previamente 15 ninhos em áreas urbanas e 15 em áreas não urbanas. As áreas não urbanas consistiram em fragmentos de Cerrado e Mata Atlântica no entorno da cidade de Dourados (MS), bem como áreas rurais", descrevem. Os resultados mostraram uma correlação entre o tempo de resposta e o nível de poluição sonora. O artigo sobre o estudo está disponível na íntegra em https://bit.ly/38Xi74U .

18 de dezembro, 2020
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Pressão humana sobre mamíferos na AL

Segundo estudo recente publicado pela Nature Scientific Reports, desde a chegada dos europeus e o processo de colonização na América, cerca de 56% das espécies de mamíferos foram extintos. Este fenômeno é denominado defaunação, processo causado pela influência humana em territórios naturais. O levantamento compilou mais de 1.000 assembleias de mamíferos contemporâneos inventariadas na região neotropical, que compreende o México, a América Central e a América do Sul. "Quantificamos a extensão e a intensidade da defaunação em escala continental e compreender seus determinantes com base em covariáveis ambientais", conta Juliano Bogoni, pós-doc no departamento de Ciências Florestais da Esalq e autor do estudo. As principais perdas ocorreram entre os grandes mamíferos. "A defaunação e o esgotamento de espécies de grande porte foram causados principalmente pela pressão da caça e pela área de habitat remanescente", diz Bogoni. Isso provocou uma redução de 95% na média de massa corporal das espécies que compõem as assembleias no continente, que passaram a ter atualmente 4 kg. "Nossas descobertas podem informar as diretrizes para a concepção de políticas de conservação transnacionais para proteger vertebrados nativos e garantir que a síndrome do "ecossistema vazio" seja impedida de atingir grande parte dos trópicos do novo mundo, conclui. O estudo tem co-autoria de Carlos Peres, da Universidade Federal da Paraíba e da professora Katia Ferraz, do departamento de Ciências Florestais e coordenadora do Laboratório de Ecologia, Manejo e Conservação de Fauna Silvestre (LEMaC) da Esalq. O trabalho tem apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e parte dele pode ser acessada no site https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S2212041620301157?dgcid=author&fbclid=IwAR2pYPjfLoBlYcnJUNwQjN6m61x4_H7OebgFXQV3TpW5k9a8zHQgB3KZTIk .

23 de novembro, 2020
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Vinte anos de parceria ArcelorMittal-Projeto Tamar

A ArcelorMittal Tubarão e o Projeto Tamar comemoram em agosto 20 anos de parceria, período no qual 4.940 tartarugas-verdes - Chelonia mydas, espécie em extinção protegida pelo Projeto - foram capturadas, marcadas e devolvidas ao mar. Localizada em Serra (ES), a ArcelorMittal mantém um ponto de captura e estudo da espécie. A base de trabalhos do Projeto está instalada na área do efluente final da empresa, onde há grande aglomeração de tartarugas. Os animais são atraídos, principalmente, pela água calma e morna que favorece a formação de um refúgio seguro e farto de alimentação. "Temos certeza de que a parceria vem dando frutos não só pelo fato de as tartarugas estarem confortáveis no ambiente, pois sempre estão retornando, mas também pelo seu desenvolvimento", comenta o gerente de Sustentabilidade e Meio Ambiente da ArcelorMittal Tubarão, Bernardo Enne Correa da Silva. É estimado que a cada mil tartarugas marinhas apenas uma chegue à fase adulta – vivem em torno de 30 anos. A sobrevivência da espécie depende, assim, da sua capacidade de conseguir gerar um alto número de novas crias todos os anos. Nestes 20 anos de parceria, um dos pontos principais foi a instalação, em 2012, do Projeto Tamar Vitória, na Enseada do Suá, na capital capixaba. A ArcelorMittal Tubarão ajudou a construir um grande tanque de observação da tartaruga-verde, aberto para o público. "O Centro de Visitantes representa um apoio fantástico. O tanque, que é o maior com visores do Espírito Santo, permite uma aproximação das pessoas, uma maior sensibilização na questão da educação ambiental. Ele permite que as crianças interajam. Tornou-se um atrativo de interação com as tartarugas", comentou Denise de Borba Rieth, bióloga gestora do Centro de Visitantes do Projeto Tamar. Mais que trabalhar a educação ambiental, o Projeto tem contribuído para disseminar informações e entregar ao público uma experiência diferenciada. "Quando a gente fala de preservação de espécie, estamos falando também da pesquisa que está sendo desenvolvida através do Tamar, gerando conhecimento. Um conhecimento que vai se difundir e atingir públicos diversos", finalizou Rafael Kuster Gonçalves, oceanógrafo e pesquisador do Projeto Tamar. Todas as tartarugas capturadas e marcadas passam por estudos de biometria, crescimento, padrões migratórios, perfil hematológico e condição de saúde, e apresentaram bom estado de saúde e nutrição, atestando a qualidade do efluente industrial da empresa.

31 de agosto, 2020
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Brasil reintegra 50 ararinhas-azuis

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a ONG alemã Association for the Conservation of Threatend Parrots (ACTP) assinaram acordo que prevê a repatriação de 50 exemplares da ararinha-azul ao Brasil. As aves devem chegar em novembro e serão encaminhadas para o Refúgio de Vida Silvestre da Ararinha-Azul, unidade de conservação criada em 2018, em Curaçá (BA). Durante o período de adaptação, as aves ficarão sob a guarda da ACTP, que mantém 90% das ararinhas-azuis em cativeiro do mundo após receber os exemplares que estavam em instituição no Catar, recentemente fechada. “É uma responsabilidade enorme”, disse Martin Guth, presidente da ACTP, que pagará pelo novo Centro de Reintrodução. Após o período de adaptação, os animais serão soltos na natureza para satisfação dos integrantes do Projeto de Reintrodução da Ararinha-Azul, coordenado pelo ICMBio e executado com a ajuda de parceiros do Brasil e do exterior. Atualmente, existem apenas 166 exemplares da ave em cativeiro no mundo, sendo 13 no Brasil. “É um feito inédito e importante para biodiversidade brasileira”, destacou o presidente do ICMBio, Homero de Giorge Cerqueira. As primeiras solturas serão feitas em conjunto com maracanãs (Primolius maracana), uma outra espécie de arara, com hábitos semelhantes aos da ararinha-azul – ambas utilizam ocos de caraibeira (ipê-amarelo) para fazer seus ninhos, entre outras similaridades. A soltura está prevista no Plano de Ação Nacional para a Conservação da Ararinha Azul (PAN Ararinha-Azul), coordenado pelo ICMBio e publicado em 2012. As ações do plano têm o objetivo de aumentar a população manejada em cativeiro e recuperar o habitat de ocorrência histórica da espécie, visando à sua reintrodução na natureza.

17 de junho, 2019
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Projeto Lontra realiza expedição

Idealizado pelo Instituto Ekko Brasil (IEB), o Projeto Lontra realizará expedição entre os dias 6 e 11 de abril no Rio Aquidauana, localizado no município de Aquidauana (MS). O objetivo da ação é coletar dados para o projeto em busca da recuperação e conservação da lontra netropical e a ariranha. A expedição contará com o coordenador do projeto, Dr. Oldemar Carvalho Junior, e a assistente de pesquisa, Dra. Andreoara Schmidt. Esta é a terceira de oito expedições científicas num trecho de aproximadamente 30 km do rio, uma parte à jusante do município de Aquidauana e outra ao montante. De acordo com a presidente do IEB, Alesandra Bez Birolo, os trajetos são percorridos em uma embarcação de médio porte com motor de popa na procura dos grupos de ariranhas. Quando avistados, os animais terão seus comportamentos registrados e georreferenciados por meio de GPS. São feitas ainda fotos e vídeos das manchas presentes no pescoço dos animais, que são como uma impressão digital para cada indivíduo. “Com estes dados, estamos produzindo um catálogo de identificação dos grupos de ariranhas, para posteriormente integrar um banco de dados de imagens dos indivíduos observados”, explica Alesandra. Com os resultados da pesquisa será criado um mapa digital em Sistema de Informação Geográfico (SIG) das áreas de ocorrência e dos territórios de cada grupo encontrado. Ao final, será encaminhada Nota Técnica a órgãos municipais, estaduais e federais, como o Ministério Público, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a União InternacionaI para a Conservação da Natureza, conhecida, em inglês, como International Union for Conservation of Nature (IUCN). Desde 2014 já foram identificadas 11 grupos de ariranhas do Rio Aquidauana. Com os resultados obtidos nestas expedições, pesquisadores do Projeto Lontra já publicaram um importante trabalho num Jornal Científico Internacional, intitulado “A contabilidade do capital natural e serviços ecossistêmicos do Rio Aquidauana” ( https://www.researchgate.net/publication/319852453_Environmental_accoun… ). O Projeto Lontra conta com o patrocínio da Petrobras, por meio do Programa Petrobrás Socioambiental, desde 2010. Com base principal em Santa Catarina, onde realiza estudos no bioma Mata Atlântica, o projeto ampliou seu escopo de atuação, em 2013, instituindo uma base na cidade de Aquidauana, Mato Grosso do Sul, para implementar pesquisas no bioma Pantanal. O objetivo é desenvolver pesquisas para auxiliar na conservação de recursos aquáticos por meio da determinação do valor econômico e ambiental dos serviços ecológicos prestados por duas espécies ameaçadas: a lontra (Lontra longicaudius) e a ariranha (Ptenonura brasiliensis). Para isso, o projeto emprega como ferramentas: o turismo de conservação e a promoção de ações de mobilização social e a educomunicação.

28 de março, 2019
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AMAZÔNIA
Plano para conservar Mamíferos

Foi aprovado o Plano de Ação Nacional para Conservação de Mamíferos Aquáticos Amazônicos Ameaçados de Extinção (PAN Mamíferos Aquáticos Amazônicos). O projeto inclui espécies, como boto-cor-de-rosa, peixe-boi-da-amazônia, ariranha, lontra, tucuxi e boto-do-araguaia. A iniciativa será coordenada pelo Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Aquáticos (CMA), do ICMBio, e tem como objetivo reduzir e mitigar as pressões do homem e aumentar o conhecimento sobre os mamíferos aquáticos da Amazônia, visando a sua conservação até 2024. O PAN determina estratégias prioritárias para três espécies ameaçadas de extinção e que aparecem constantemente na Lista Nacional de Espécies Ameaçadas de Extinção. Na categoria EN (em perigo) estão o Boto-cor-de-rosa (Inia geoffrensis) e duas classificadas na categoria VU (vulnerável) peixe-boi-da-amazônia (Trichechus inunguis) e ariranha (Pteronura brasiliensis). O PAN tratará ainda de medidas para conservação de outras três espécies, sendo duas espécies classificadas como NT (quase ameaçada) Tucuxi (Sotalia fluviatilis) e lontra (Lontra longicaudis) e uma espécie considerada ameaçada de extinção no segundo ciclo de avaliação do estado de conservação de mamíferos aquáticos (2016-2020), o boto-do-araguaia (Inia araguaiaensis). Para Carlos Durigan, diretor executivo da WCS Brasil, e que lidera a iniciativa Águas Amazônicas (IAA), o plano beneficiará toda a biodiversidade da Amazônia, principalmente as espécies e ecossistemas aquáticos da região. Durigan conclui que a vulnerabilidade dessas espécies mostra a importância de ações como o PAN e a IAA e como elas podem se complementar para efetivamente evitar que a vida na região, como a conhecemos, não seja mais tão afetada, destacou.

18 de fevereiro, 2019
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Segundo registro de pato-mergulhão em SP

Fabiana Pereira, vigilante do Parque Estadual Serra do Mar, encontrou uma amostra de pato-mergulhão, (Mergus octosetaceus) – uma das aves mais ameaçadas das Américas e uma das mais raras do mundo. Esta é a segunda vez que acontece um registro no Estado de São Paulo, após 197 anos do primeiro registro, no Núcleo Padre Dória, em Salesópolis, numa área restrita à visitação. De tão rara, a espécie foi considerada extinta entre os anos de 1940 e 1950. “Na hora pensei: parece um biguá. Olhando a foto, percebi que o bicho tinha um topete chique, mas não dei muita importância. Quatro meses se passaram, até que reconheci o pato-mergulhão numa reportagem da TV. Foi aí que caí na real, era uma ave considerada extinta no Estado de São Paulo e eu a encontrei! Sou apaixonada pela natureza e esse achado me deixou muito feliz, porque mostra a importância do parque e do nosso trabalho na preservação das espécies”. Pela importância do registro da ave, equipes dos Núcleos Caraguatatuba e Padre Dória se uniram na elaboração de uma nota científica com o título: “Second record of Brazilian Merganser Mergus octosetaceus in the state of São Paulo, south-east Brazil, after almost two centuries” ou “Segundo registro do Pato-mergulhão Mergus octosetaceus para o Estado de São Paulo, Sudeste do Brasil, após quase dois séculos”. Tal nota foi submetida ao “Bulletin of the British Ornithologist’s Club” e encontra-se em análise por este, que é um dos mais importantes veículos científicos voltados para a ornitologia no mundo ( http://boc-online.org/bulletin ). Os autores da nota são o gestor do PESM-NUCAR, Miguel Nema Neto, a vigilante e autora do registro, Fabiana Dias Pereira, a gestora do PESM – NPDor, Ana Lúcia Wuo e o diretor regional da Fundação Florestal, Carlos Zacchi Neto. Segundo Miguel. o pato-mergulhão é um dos patos mais raros do mundo e mais ameaçados das Américas. “A partir desta descoberta, buscaremos apoio da comunidade científica para definirmos as estratégias de conservação, a fim de garantir a vida da espécie no local.”

2 de março, 2018