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PLÁSTICO

Resíduos são transformados em embalagens

O Grupo Boticário desenvolveu o projeto Seaside, uma frente da área de P&D da companhia, para utilizar os resíduos plásticos descartados incorretamente em praias como alternativa para a produção de embalagens plásticas ecologicamente responsáveis. A primeira fase do projeto tem a parceria da Globalpet, que compra o plástico de cooperativas de catadores do litoral de São Paulo. Ao todo foram recolhidas 265 toneladas de plástico que serão processadas, transformadas em resina e darão origem a protetores solares e outros itens do portfólio do Grupo Boticário. Com foco em sustentabilidade, economia circular, redução do impacto ambiental e social, o projeto Seaside, via Globalpet, também vai beneficiar 316 famílias de trabalhadores de cooperativas de sete cidades litorâneas paulistas (Guarujá, Itanhaém, Mongaguá, Peruíbe, Praia Grande, Santos e São Vicente). Das 265 toneladas de plástico recolhidas no litoral de São Paulo, cada quilo de resina obtida do lixo coletado em material PET PCR, o tipo de plástico mais comum, pode render 35 frascos novos de 237ml do protetor solar Australian Gold. Já a embalagem de 125ml pode ter 55 novos frascos fabricados a partir de um quilo da resina. "Este projeto se conecta com tudo que acreditamos no Grupo Boticário. Há mais de 30 anos temos a Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, que recebe 1% da receita líquida anual da empresa e já conserva milhões de hectares de floresta original na Mata Atlântica e no Cerrado. O trabalho com reciclagem é fundamental também para a preservação ambiental e com este aliamos a necessidade de limpeza das praias à ajuda a famílias e cooperativas que vivem dessa coleta. Todos saem ganhando", conta Daniele Medeiros, pesquisadora do Grupo Boticário responsável pelo projeto.

O Grupo Boticário desenvolveu o projeto Seaside, uma frente da área de P&D da companhia, para utilizar os resíduos plásticos descartados incorretamente em praias como alternativa para a produção de embalagens plásticas ecologicamente responsáveis. 

A primeira fase do projeto tem a parceria da Globalpet, que compra o plástico de cooperativas de catadores do litoral de São Paulo. Ao todo foram recolhidas 265 toneladas de plástico que serão processadas, transformadas em resina e darão origem a protetores solares e outros itens do portfólio do Grupo Boticário. Com foco em sustentabilidade, economia circular, redução do impacto ambiental e social, o projeto Seaside, via Globalpet, também vai beneficiar 316 famílias de trabalhadores de cooperativas de sete cidades litorâneas paulistas (Guarujá, Itanhaém, Mongaguá, Peruíbe, Praia Grande, Santos e São Vicente). 

Das 265 toneladas de plástico recolhidas no litoral de São Paulo, cada quilo de resina obtida do lixo coletado em material PET PCR, o tipo de plástico mais comum, pode render 35 frascos novos de 237ml do protetor solar Australian Gold. Já a embalagem de 125ml pode ter 55 novos frascos fabricados a partir de um quilo da resina. "Este projeto se conecta com tudo que acreditamos no Grupo Boticário. Há mais de 30 anos temos a Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, que recebe 1% da receita líquida anual da empresa e já conserva milhões de hectares de floresta original na Mata Atlântica e no Cerrado. O trabalho com reciclagem é fundamental também para a preservação ambiental e com este aliamos a necessidade de limpeza das praias à ajuda a famílias e cooperativas que vivem dessa coleta. Todos saem ganhando", conta Daniele Medeiros, pesquisadora do Grupo Boticário responsável pelo projeto.

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LIXO
Startup contribui para limpar oceanos

A startup brasileira Positiv.a é uma das empresas que faz parte do Sistema B desde 2017, com linhas de produtos feitos a base de ingredientes 100% vegetais. “As pessoas entenderam que suas compras são um manifesto e querem investir em propósito, não querem mais empresas que agridem o meio ambiente. Ninguém mais quer comprar de quem polui oceanos, por exemplo", destaca Marcella Zambardino, co-CEO da Positiv.a. Segundo a ONG Pew Charitable Trusts e a SYSTEMIQ, a quantidade de lixo plástico despejada nos oceanos anualmente quase triplicará até 2040, chegando a 29 milhões de toneladas métricas. A Positiv.a se considera uma marca amiga dos oceanos, pois, em 2019, realizou oito mutirões no litoral brasileiro e na cidade de São Paulo com o objetivo de conscientizar sobre o destino do que consumimos ao recolher lixos jogados no meio ambiente. Em 2020 atingiram a meta de todos os plásticos utilizados nos frascos dos produtos serem de materiais reutilizados, ressignificando esse resíduo que é abundante e prejudicial ao ecossistema. "A pandemia, como em muitos setores, afetou fortemente as cooperativas de reciclagem e a realização de novos mutirões. Mas, assim que possível, iremos retomar essa limpeza efetiva do litoral brasileiro", afirma Marcella. A empresa prioriza ingredientes naturais que menos agridem o meio ambiente e o trabalho com fornecedores que seguem a mesma linha de pensamento. Um desses fornecedores é Nara Guichon. Em 1998, Nara percebeu o grande número de redes de pesca industrial que eram jogadas na natureza, poluindo todo um ecossistema em larga escala no Brasil. As redes de poliamida são tão resistentes que levam centenas de anos para se decompor. A partir daí, ela decidiu desenvolver um projeto de reaproveitamento do material composto por poliamida, que até então não era reciclado no Brasil. A partir das redes, hoje, são feitos esfregões de limpeza e saquinhos ideais para substituir sacolinhas plásticas. No total, a Positiv.a já vendeu 476,3 kg de produtos feitos a partir da rede de pesca reutilizada e Nara e sua equipe reusam em média duas toneladas de rede de pesca ao ano. "Temos uma dívida com o meio ambiente e precisamos urgentemente conscientizar as pessoas e também as marcas para, de alguma forma, recuperar esse estrago que já foi feito. Nós, da Positiv.a, temos o compromisso e propósito de sempre oferecer as alternativas mais ecossociais possíveis para o mercado. E assim somos uma empresa melhor para o mundo", finaliza.

29 de março, 2021
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RESÍDUOS PLÁSTICOS
Green Mining atrai empresas

Segundo dados do Banco Mundial, o Brasil é o 4° maior produtor de resíduos plásticos no mundo, com 11,3 milhões de tonelada, das quais apenas 145 mil toneladas foram efetivamente recicladas. Para mudar este cenário e trabalhar com foco em uma destinação correta para os resíduos plásticos, a startup Green Mining, em parceria com a Ambev, Unilever, Natura, Braskem, Akzo Nobel, Wise, Deink Brasil e Eco Panplas, iniciou uma jornada para aumentar a recuperação do material. Com soluções customizadas para cada parceira, priorizando a recuperação de embalagens pós-consumo de forma eficiente e trazendo-as de volta para o ciclo de produção, a ação da Green Mining, juntamente com as empresas, realiza a coleta dos resíduos, por meio de um sistema de rastreabilidade com tecnologia blockchain, e garante que todo o material coletado seja enviado para reciclagem. "O plástico não precisa ser nocivo ao meio ambiente. A ausência de uma resposta sistemática eficaz quanto ao descarte é o que tem deturpado a utilização do material. Queremos ajudar na mudança dessa cultura de descarte inadequado do plástico. Para se ter uma ideia da gravidade do assunto, aproximadamente 10 milhões de toneladas de plásticos chegam nos oceanos a cada ano. Reconhecemos essa urgência e com essas grandes parcerias inovamos e promovemos um modelo de economia circular, mantendo o nosso propósito ambiental, social e econômico", diz Rodrigo Oliveira, presidente da Green Mining, startup especializada em logística reversa inteligente que, desde 2018, já coletou e enviou para a reciclagem mais de 1,3 milhão de quilos de vidro. A Green Mining customiza seu processo de coleta de embalagens a depender da demanda e projeto de cada companhia. Inicialmente, a startup começou suas ações em condomínios, bares, lojas e restaurantes, além de criar um sistema que possibilita obter informações de cada etapa do processo, como data e local da coleta, quilos e destinação dos recicláveis. Com o sistema criado é possível fazer o rastreamento total, em tempo real, de origem, trajeto e destino com a segurança que a tecnologia blockchain fornece. Com uma grande quantidade de recicláveis, a Green Mining ajuda também à mão-de-obra empregada, capacitando e contratando mais de 28 funcionários, sendo grande parte pessoas que já trabalhavam com reciclagem de maneira informal. Atualmente, há operação de coleta de plástico nos seguintes bairros da capital paulista: Bela Vista, Brooklin, Centro, Itaim Bibi, Jardins, Moema, Mooca, Perdizes, Pinheiros, Vila Madalena, Vila Mariana e Vila Olímpia. Para saber sobre a viabilidade de coletas gratuitas em condomínios, bares, lojas, restaurantes ou outros estabelecimentos, é necessário entrar em contato pelo email [email protected] .

1 de dezembro, 2020
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BAÍA DE GUANABARA
Estação de reciclagem química

Pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em parceria com representantes de diferentes instituições, como OceanPact, Inea, L’Oreal, Baía Viva e Holos Brasil estão desenvolvendo o protótipo de uma estação de reciclagem química na costa da Ilha do Fundão aliada à implantação de ecobarreiras para impedir a entrada de novos poluentes plásticos na Baía de Guanabara. O local já sofre com a poluição, a alta sedimentação e degradação ambiental que colocam em risco a segurança hídrica e a resiliência da região. A estação de reciclagem utiliza o método de pirólise, onde há a decomposição térmica do lixo que vira insumo para a produção de novos materiais, além de gerar valor para diversas empresas da região a partir da economia circular. A proposta faz parte do laboratório de inovação Oásis Lab, iniciativa da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza em parceria com o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). Atualmente, 70% dos resíduos é lixo plástico, que é recolhido e enviado para aterros sanitários e nem sempre recebe a destinação adequada ao material. Cada tonelada de lixo transportada custa em média R$ 1 mil ao Estado. Outra alternativa é a reciclagem mecânica que prevê a limpeza dos materiais coletados e gera grandes custos aos cofres públicos, enquanto a reciclagem química tem custo médio estimado de R$ 400 por tonelada, apresentando-se como uma estratégia viável do ponto de vista econômico, de sustentabilidade e de conservação da biodiversidade. “Uma das ações revolucionárias da estação é requalificar um espaço a partir da despoluição. As beiradas da Ilha do Fundão são áreas públicas que nem sempre podem ser usadas pela população, justamente por questões ambientais. Outra ação revolucionária é fazer essa despoluição com as melhores tecnologias, integradas com a reciclagem”, ressalta Susana Vinzon, Doutora em Engenharia Oceânica e professora da UFRJ. Os idealizadores do projeto buscam agora atrair investimento para colocá-lo em prática. A estação de reciclagem química faz parte de um projeto que engloba outros projetos desenvolvidos durante 2019, como o laboratório de inovação Oásis Lab, que reúne cerca de 100 participantes de 50 instituições, empresas, indústrias, ONGs e órgãos públicos, com o objetivo de fortalecer a segurança hídrica e a resiliência costeiro-marinha na região hidrográfica da Baía de Guanabara. Os participantes foram mapeados, engajados, capacitados e cocriaram soluções e agendas integradas com o objetivo de viabilizarem projetos inovadores desenvolvidos em conjunto. “Mapeamos atores, iniciativas e instituições relevantes que atuam no território para identificarmos o que vem gerando resultados positivos para o meio ambiente e como potencializar isso por meio de uma aliança estratégica para a conservação e recuperação da região e de sua biodiversidade. Sabemos que muitas pessoas e empresas dependem diretamente da Baía de Guanabara para a provisão de água, regulação climática, cadeia da pesca, produção agrícola e turismo. Diante disso, reunimos atores públicos e privados com experiência e conhecimento em um laboratório de inovação para criar novas ferramentas para restaurá-la e torná-la uma região que aproveita o seu potencial econômico, social e de bem-estar”, afirma Renato Atanazio, coordenador de Soluções baseadas na Natureza da Fundação Grupo Boticário.

16 de dezembro, 2019
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RECICLAGEM
Projeto ajuda catadores em Olinda

A Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC), por meio do projeto “Dê a Mão para o Futuro”, auxilia cooperativa de materiais recicláveis em Olinda (PE). O projeto existe há 13 anos e a ABIHPEC doa caminhões para colaborar com aumento do número de embalagens pós-consumo destinadas para reciclagem. O programa já colaborou com a Coocencipe - Cooperativa de Catadores de Materiais Recicláveis, em Olinda (PE), com a doação de um caminhão no valor de R$ 96 mil. O investimento permitirá o deslocamento de 18 toneladas de material reciclável, um aumento de 28% na produtividade da Cooperativa, que atualmente conta com 34 catadores de materiais recicláveis. O projeto tem a parceria da Associação Brasileira das Indústrias de Produtos de Limpeza e Afins (ABIPLA) e da Associação Brasileira das Indústrias de Massas Alimentícias (ABIMAPI) e ajuda a capacitar catadores, além de promover a melhoria de infraestrutura de cooperativas de reciclagem em todo o Brasil e a conscientização da população em relação ao descarte adequado de materiais. Em 2018, o “Dê a Mão para o Futuro” ajudou a encaminhar 117 mil toneladas de materiais para reciclagem, além de apoiar 144 cooperativas, localizadas em 91 municípios de 14 estados, e 4.700 mil catadores. "A emancipação do "Dê a Mão para o Futuro" é uma realidade com base nos números mencionados. Só em Pernambuco, onde está situada a Coocencipe, auxiliamos ainda mais três cooperativas, ratificando o nosso compromisso de colaborar com a cultura do desenvolvimento sustentável na indústria de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos e criando ferramentas de incentivo com essas cooperativas", afirma o presidente-executivo da ABIHPEC, João Carlos Basilio. Maiores informações sobre o projeto podem ser conferidas no site www.maoparaofuturo.org.br.&nbsp ;

16 de dezembro, 2019
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RECICLAGEM
Embalagens usarão plásticos retirados do oceano

Em projeto piloto, as embalagens da Dell passam a utilizar 25% de resíduo plástico reciclado retirados de canais e praias – com a iniciativa, 7 mil toneladas de materiais plásticos deixarão de contaminar os oceanos neste ano. A ação integra o Programa Dell Legacy of Good que pretende, até 2020, utilizar 100% de embalagens recicláveis em seus produtos. As embalagens feitas a partir do plástico retirado do oceano passarão a ser usadas globalmente nas caixas do notebook 2-em1 Dell XPS 13 a partir do dia 31 de abril de 2017. A empresa ainda incluirá informações educativas em todas as embalagens, para aumentar a conscientização global de saúde dos ecossistemas dos oceanos. Para ajudar a garantir que as embalagens da Dell também não terminem nos oceanos, a Dell irá carimbar cada caixa com o símbolo de reciclagem Nº 2, designando-as como HDPE (que é comumente reciclável em muitos locais). O processo de produção das embalagens feitas a partir dos plásticos retirados dos oceanos é composto por várias etapas: os parceiros da Dell coletam os plásticos oceânicos em cursos de água, costas e praias antes de chegarem ao oceano. Em seguida, o plástico usado é processado e refinado, e se faz uma mistura do plástico retirado dos oceanos (25%) com outros plásticos HDPE reciclados (os 75% restantes), de fontes como garrafas e recipientes de armazenamento de alimentos. Por fim, flocos de plástico reciclado são moldados e transformados em embalagens, que são enviadas nas caixas que chegarão aos clientes.

24 de fevereiro, 2017