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MINAS GERAIS

Rio das Velhas pode entrar em Estado de Atenção

O Rio das Velhas, principal fonte de abastecimento e responsável por 60% da água de Belo Horizonte, desde o último dia 1 de maio pode entrar em Estado de Atenção, segundo especificações da Norma Técnica 49, do Conselho Estadual de Recursos Hídricos. O Estado de Atenção ocorre quando o corpo d’água chega a vazões inferiores a 200% do nível mais baixo medido nos últimos dez anos, em sete dias consecutivos. O volume mais baixo, de 22,2 m3/s, é verificado na área de captação da Copasa, em Nova Lima. Esta etapa ainda não resulta em restrição de captação de água, mas é um alerta para os consumidores. No dia 04 de maio, a vazão foi de 19,8 m3/s, menor índice no último trimestre. A situação do Rio das Velhas aumenta a necessidade da Copasa e da Agência Reguladora de Serviços de Abastecimento de Água e de Esgotamento Sanitário do Estado de Minas Gerais (Arsae-MG) a iniciar consultas públicas a respeito de sobretaxa de consumo ainda em maio. Enquanto a sobretaxa não é definida, a Copasa trabalha para ampliar a oferta do Rio Manso, em Brumadinho, que permitirá bombear água do Rio Paraopeba para o reservatório. Esta medida vai injetar 4 mil l/s no reservatório, que atualmente tem 52% de volume, cerca de 40% abaixo do que há um ano. O investimento na obra é de R$ 128,4 milhões e deve ser concluída em outubro.

O Rio das Velhas, principal fonte de abastecimento e responsável por 60% da água de Belo Horizonte, desde o último dia 1 de maio pode entrar em Estado de Atenção, segundo especificações da Norma Técnica 49, do Conselho Estadual de Recursos Hídricos. O Estado de Atenção ocorre quando o corpo d’água chega a vazões inferiores a 200% do nível mais baixo medido nos últimos dez anos, em sete dias consecutivos.

O volume mais baixo, de 22,2 m3/s, é verificado na área de captação da Copasa, em Nova Lima. Esta etapa ainda não resulta em restrição de captação de água, mas é um alerta para os consumidores. No dia 04 de maio, a vazão foi de 19,8 m3/s, menor índice no último trimestre.

A situação do Rio das Velhas aumenta a necessidade da Copasa e da Agência Reguladora de Serviços de Abastecimento de Água e de Esgotamento Sanitário do Estado de Minas Gerais (Arsae-MG) a iniciar consultas públicas a respeito de sobretaxa de consumo ainda em maio. Enquanto a sobretaxa não é definida, a Copasa trabalha para ampliar a oferta do Rio Manso, em Brumadinho, que permitirá bombear água do Rio Paraopeba para o reservatório. Esta medida vai injetar 4 mil l/s no reservatório, que atualmente tem 52% de volume, cerca de 40% abaixo do que há um ano. O investimento na obra é de R$ 128,4 milhões e deve ser concluída em outubro.

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ABASTECIMENTO
Consórcio Paraopeba perto de concluir adutora para abastecer RMBH

Liderado pela empresa de engenharia Azevedo & Travassos, o Consórcio Paraopeba está próximo de concluir as obras de construção da adutora que é parte integrante da montagem eletromecânica para a implantação da Nova Captação e Adução de Água no Rio Paraopeba, localizada no município de Brumadinho (MG). A obra é essencial para restabelecer o equilíbrio do abastecimento de água da região metropolitana de Belo Horizonte. A nova adutora levará água do Rio Paraopeba, captada em um ponto à montante do rio até a rede da Copasa – Companhia de Saneamento de Minas Gerais e à Estação de Tratamento de Água Rio Manso, responsável por abastecer parte do estado. "O empreendimento conjunto da Vale e Copasa tem custo aproximado de R$ 127 milhões e irá beneficiar milhares de pessoas. Trata-se de uma obra complexa, não só pelo prazo exíguo necessário para sua execução, para evitar o risco de desabastecimento de água em BH no próximo período de estiagem. Além disso, outro grande desafio tem sido a adequação da execução das tarefas de construção à nova realidade para cumprimento de todos os protocolos de saúde dos órgãos especializados e da OMS, para evitar a propagação de contágio da COVID-19", conta Ivan de Carvalho Junior, presidente da Azevedo & Travassos. O novo sistema de captação e adução de água do Rio Paraopeba está sendo construído em duas frentes distintas. A primeira é a construção de uma adutora em tubulação de aço de 1,5 m de diâmetro com 11 km de extensão e que ficará pronta no final deste mês de janeiro de 2021. A segunda frente, prevista para ser entregue em abril de 2021, compreende a construção de subestações elétricas e montagens eletromecânicas de equipamentos como transformadores, painéis de proteção e controle elétricos, seis bombas de 550 CV cada para a área de captação e 6 bombas de 2.750 CV cada na área de elevação, além de diversos dispositivos auxiliares de movimentação de carga, remoção de areia, válvulas e etc. Todo o sistema será capaz de fornecer água a uma vazão de 5.000 l/s, garantindo assim o equilíbrio no abastecimento da região metropolitana de Belo Horizonte. Para atender os prazos e compensar atrasos, o Consórcio aumentou o contingente de colaboradores de 550 originalmente previstos para 750, distribuídos em equipes que trabalham em turnos diurnos e noturnos.

1 de fevereiro, 2021
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BACIAS HIDROGRÁFICAS
PCJ recebe 3,5m³/s a partir de junho

A Agência Nacional de Águas (ANA) e o Departamento de Água e Energia Elétrica de São Paulo (DAEE) anunciaram novas regras, dia 25 de maio, para retirada de água do Sistema Cantareira no período de estiagem. A ANA e o DAEE informaram que a Sabesp terá que reduzir o volume de retirada dos atuais dos atuais 13,5 m³/s para no máximo 10 m³/s, a partir de setembro. Para as Bacias PCJ, a partir de primeiro de junho, o limite será de 3,5 m³/s, ante os atuais 2 m³/s que estão sendo liberados. O Superintendente do DAEE, Ricardo Borsari, disse que as obras de interligação dos Sistemas Rio Grande e Alto Tietê diminuirá a dependência do Cantareira pela Grande São Paulo. “O que está previsto pelo cronograma das obras é que elas entrem em operação a partir do dia primeiro de setembro. Nós queremos preservar o manancial”, disse. O volume de água a ser retirado que será utilizada do Sistema Cantareira, seguiu o relatório do Centro Nacional de Monitoramento de Alertas de Desastres Naturais, divulgado na semana passada. O documento leva em conta o cenário 50% mais seco que a média histórica. Para o Diretor Presidente da ANA, Vicente Andreu, mesmo com pior quadro climático a situação do manancial deverá manter-se estável, em função da redução da retirada. Mesmo com a ampliação do volume para a bacia PCJ, o Sistema deverá enfrentar dificuldades durante a estiagem. Para o secretário executivo do Consórcio PCJ, Francisco Lahóz, a região está no limite de restrição hídrica. “As Bacias PCJ sempre necessitaram de 12 m³/s, durante a estiagem. A região tem economizado, em média, 20%, o que faz com que essa demanda tenha sido reduzida para 9,6 m³/s. Descontando os 3,5 m³/s autorizados pela ANA, ainda teremos um déficit de 6,1 m³/s. Atualmente, estamos sobrevivendo com as nascentes e afluentes dos rios da Bacia, mas, a nossa lição de casa vai ser ainda mais severa para a estiagem de 2015”, comenta Lahóz.

26 de maio, 2015
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ESTADOS
Governo mineiro quer investir na Copasa

O Governo de Minas Gerais planeja fazer uma injeção de recursos na Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa). Os recursos são necessários para cobrir os gastos extras de um projeto de captação de água que está a cargo da Odebrecht por meio de Parceria Público-Privada (PPP). A obra visa melhorar a oferta de água na Região Metropolitana de BH, que segundo a Copasa pode sofrer risco de desabastecimento em alguns meses. O Governo ainda precisa debater o aporte com os acionistas minoritários. O Governo detém 51% de participação na Copasa. Os minoritários mais relevantes são a gestora britânica Veritas Asset Management, a unidade londrina do banco suíço UBS e o banco norte-americano Bank of New York Mellon Corporation. O secretário da Fazenda de Minas, José Afonso Bicalho, diz que o aumento de capital tem que ser debatido com os minoritários. “O aporte teria de ser de todos, porque se não o Estado diluiria a participação deles”. A PPP assinada visa a construção de uma Estação de Tratamento de Água no Rio Manso. A Odebrecht será remunerada pela obra e pelo serviço de fornecimento de água à Copasa. Com a estiagem, o Governo terá de aumentar o volume de água do Rio Manso. Será feito um aditivo ao contrato para uma obra de captação de água no rio Paraopeba a ser lançada no Rio Manso. A obra tem custo estimado entre R$ 100 e R$ 120 milhões. Outra possibilidade é um aporte menor na Copanor, subsidiária da Copasa, que atua nas regiões norte e nordeste de Minas. Com isto, a Copanor pagaria parte do que deve à Copasa, que teria uma folga para cobrir a conta extra da PPP.

23 de abril, 2015